Três Perguntas para Alexandra Caprioli, diretora de Turismo de Campinas

REDAÇÃO DO DT

Durante a 39ª AVIESP Expo de Negócios em Turismo, realizada dias 08 e 09 de abril, em Campinas o DIÁRIO conversou com Alexandra Caprioli, diretora de Turismo de Campinas. A empresária mostrou-se antenada com as questões relacionadas à logística, hotelaria e políticas de turismo. Acompanhe a entrevista concedida ao jornalista Paulo Atzingen, editor do DT:

DIÁRIO – Campinas é servida por uma malha rodoviária fantástica, possui o Aeroporto de Viracopos e está próxima do maior Centro Econômico da América do Sul, que é São Paulo. Como você a contextualiza isso para o turismo?

ALEXANDRA CAPRIOLI – É super importante dizer que o turismo de Campinas tornou-se um pilar de desenvolvimento da cidade. O prefeito estabeleceu algumas bases do desenvolvimento da cidade e o turismo de negócios está entre eles, junto com ciência e tecnologia, inovação, já que somos uma cidade com um volume de pesquisas muito grande, um centro acadêmico de excelência com a Unicamp, além da logística: poucas cidades conseguem congregar tantas qualidades no sentido da logística. Na última revista Exame, na qual foi feita uma avaliação sobre vários pontos de vista, Campinas ganhou em primeiro lugar nesse quesito. A malha rodoviária, o Aeroporto de Viracopos que, com as novas implantações, se tornará, sem dúvidas, o maior do país em pouco mais de cinco anos, acho que em dez anos já se torna o maior do país.

Tivemos a sorte de ter a Azul entrando no país, concentrando sua malha na cidade. Campinas atualmente tem uma ligação direta com mais de 50 destinos, sendo que em São Paulo, os aeroportos têm ligação com cerca de 30 destinos (nacionais). Em ligações diretas, Campinas hoje é um grande hub. Não é a cidade mais importante do estado mas é um importante hub de negócios, as pessoas passam pela cidade e isso que traz o desenvolvimento. Isso justifica o investimento hoteleiro, o grande investimento na área de serviços. Atualmente, não perdemos serviço em nada para São Paulo e sem dúvida é a segunda maior do país, só perdendo para a capital em organização de eventos por causa dessa facilidade sem ter os malefícios de São Paulo, como o trânsito. Campinas ainda é interior, com ambiente de interior, mas é um polo comercial, temos na região metropolitana os melhores shoppings. Estes fatores dão grande desenvolvimento à cidade.

Hoje temos 4 mil apartamentos e quase 9 mil leitos. Esse número, em três anos, aumentou 30%. Teremos um acréscimo de 2,7 mil leitos para os próximos três ou quatro anos, isso contando com o Royal, e o Vitoria

DIÁRIO – Há alguns meses ocorreu o lançamento de um complexo hoteleiro-comercial ao lado do Royal Palm. Quais são as outras redes hoteleiras que estão chegando?

ALEXANDRA CAPRIOLI – Hoje temos 4 mil apartamentos e quase 9 mil leitos. Esse número, em três anos, aumentou 30%. Fizemos um mapeamento na prefeitura de todos os empreendimentos aprovados e tínhamos um acréscimo de 2,7 mil leitos para os próximos três ou quatro anos, isso contando com o Royal, e o Vitoria. Ganharemos um hotel da Ramada, ao lado do aeroporto, brevemente, eles querem entregar em outubro deste ano. Temos um Radisson, da linha Red, em implantação, novíssimo, em uma localização fantástica, no meio do Cambuí, que é um bairro nobre da cidade e perto do centro. Junto com isso, talvez mais uns 10 ou 12 empreendimentos que estão ou totalmente vendidos ou em construção.

Isso tudo é muito importante. Uma cidade que vive do turismo de negócios tem que ter essa estruturação. Hoje realmente passamos uma dificuldade com falta de hotéis em Campinas. De fato, quando se tem grandes eventos, a cidade torna-se pequena. Temos um parque industrial muito forte, temos esse parque tecnológico, então a cidade está permanentemente com uma habitação muito alta, uma ocupação muito alta. Durante a semana, se pudesse se vender 101% os hoteleiros o fariam.

Temos o desafio de ocupar o final de semana. Esta é uma das missões da secretaria. Temos um parque hoteleiro com 100% de ocupação durante a semana e que cai para 30% no final de semana. O nosso desafio é captar eventos esportivos e culturais para que consigamos fazer uma diária melhor para o visitante de final de semana. Este é o nosso desafio.

DIÁRIO – Essa parceria com a Aviesp, de um ano para cá, o que foi feito?

ALEXANDRA CAPRIOLI – Desde a primeira edição de Holambra onde Campinas era o local de hospedagem e de chegada dos grupos, entendemos que Campinas não poderia ficar de fora desta divulgação, então firmamos, através de um formato de convênio, algumas parcerias. No primeiro anos preocupamos em formar uma parceria com foco no Marketing. Criamos um plano de Marketing conjunto com a Aviesp justamente para trabalhar na nossa folheteria. Quando assumi a secretaria em 2013 não tínhamos nenhum folheto, na tínhamos material de divulgação, que é o carro-chefe de qualquer cidade que queira ser sede na área de turismo. Conseguimos neste período trabalhar mais de 15 materiais bilíngues.

No segundo e terceiro anos, optamos por trabalhar com qualificação. Dando o exemplo do convênio do ano passado, realizamos a qualificação de mais de 600 profissionais, funcionários da prefeitura, dos postos de informação, mas todo mundo que trabalhava na cadeia turística foram beneficiados. Sabemos que o município divulga o atrativo, mas temos que ter empresas querendo comercializar estes atrativos. Tínhamos um turismo receptivo mal organizado, porque estavam baseados na indústria, que organizavam os atrativos.

Graças a esse convênio, conseguimos atingir um público muito grande. Não teríamos a capacidade de fazer se não fosse essa parceria. O mais interessante é que disso decorreram muitas coisas, como um plano de sinalização, um programa com os taxistas da cidade, muitos projetos decorrentes das capacitações. Hoje criamos um grupo de trabalho que participa das capacitações para continuarmos criando formas de estimular os guias a se manterem atualizados.

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