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Um bate-papo com Tarcí­sio Michelon dos hotéis Dall’Onder

Sempre é muito bom conversar com o Tarcisio Michelon da rede de hotéis Dall’Onder, criador do Caminhos de Pedra, e o responsável por colocar de pé o Centro de Eventos da Fenavinho e de tantas outras realizações em prol do turismo e do município de Bento Gonçalves.

por Werner Schumacher*


O nosso bate-papo passou de duas horas e o melhor de tudo foi ver que o Tarcísio está com saúde muito boa e cheio de ideias para o turismo da região, não apenas para Bento.

Ele sabe o caminho das pedras, sempre bem assessorado e com os contatos certos nos lugares certos, sem privilégios, mas com projetos muito consistentes e bem desenvolvidos. Recursos não é o problema, o problema são aqueles contra tudo e contra todos. Infelizmente, o meio rural e o turismo não geram voto!

O eleitor urbano, no mínimo 90% da população do município, está preocupado com os problemas do seu bairro e pouco se lixando sobre as questões que envolvem a zona rural, mesmo que essa seja hoje uma importante fonte de criação de emprego. Ao consumidor urbano pouco importa se o tomate vem da área rural do município, da Ilha das Flores ou do Ceasa de São Paulo.

O turismo e a zona rural não têm representantes no legislativo, isso se chama democracia! Entra ano e sai ano e a maioria elege uma minoria para governar, legislar e judicializar, em prol dessa minoria.

O mais divertido do papo foi a história ou origem do “gallo capone”, ou galo castrado que pode ter surgido na China e Grécia Antigas ou no Império Romano, onde neste há de fato uma historieta:

No período republicano da história de Roma, dois cônsules eleitos anualmente exerciam o poder executivo. Um desses cônsules, Caio, nascido em 19. a.C., era grande dorminhoco ou um bon vivant. Irritado com os galos barulhentos que o acordavam de madrugada, fez o senado aprovar uma lei banindo a ave de Roma, mas os criadores – em ação imediata e em resposta ao ato legislativo – caparam os seus galos e esses pararam de cantar.

Galo é o prato típico de Natal na Itália e em outros países, uma tradição que vem se perdendo. Na Serra Gaúcha se perdeu, ninguém sabe mais como capar um galo. Ainda resta o nordeste brasileiro na sua gastronomia caipira. Lá dizem que o galo castrado ajuda a criar os pintinhos e contentes as galinhas colocam mais ovos.

Enfim, podemos esperar grandes novidades em Bento Gonçalves para os próximos anos, isso se a avulsão de alguns não castrar os projetos do amigo Tarcísio.


*Werner Schumacher é articulista colaborador do DT

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