Uma viagem intergaláctica com o astrônomo Emerson Perez (Exclusivo!)

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Perez acredita que as viagens interplanetárias ganharão impulso nas mãos de empresas privadas

REDAÇÃO DO DIÁRIO – 

A entrevista exclusiva do DIÁRIO desta semana é com o astrônomo Emerson Roberto Perez. Formado em Física pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) em Presidente Prudente, e com mestrado em ensino de Astronomia no IAG (Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo – USP), Perez acompanhou a reportagem do DT na visita ao Museu Aberto de Astronomia (MAAS), localizado em Joaquim Egídio, no interior de São Paulo. Emerson é o astrônomo residente do museu. Após conhecermos os atrativos do Parque Pico das Cabras, no qual o museu está inserido (veja reportagem), entrevistamos Perez e aqui, reproduzimos a melhor parte desta conversa recheada de curiosidades. Acompanhe:

DIÁRIO – Perez, você acredita que as viagens tripuladas para Marte podem iniciar uma nova era espacial?

Sim. Será um marco na conquista do espaço, pois, será a primeira vez que visitaremos um planeta com uma missão tripulada e com certeza marcará o início da verdadeira aventura humana pelo Cosmo. Navegar pelo espaço é como os grandes navegadores e desbravadores nos séculos XV e XVI faziam com suas caravelas, se lançando rumo ao desconhecido.

 

DIÁRIO – Conforme nossa conversa prévia, você espera que as viagens da Iniciativa Privada irão se antecipar as do governo americano. Elas são seguras?

 

Acredito sim. A Iniciativa Privada atingirá um índice de segurança  igualmente aceito pelas agências governamentais. E como sabemos, algo privado hoje em dia, corre de maneira muito menos burocrática e com uma velocidade de conclusões maiores que de órgãos públicos (infelizmente).

Andrômeda, galáxia vizinha a nossa: 400 milhões de estrelas (Crédito: NASA)
Andrômeda, galáxia vizinha a nossa: 400 bilhões de estrelas (Crédito: NASA)

DIÁRIO – Dos fenômenos estelares, o que você considera ser o mais espetacular?

A explosão de uma estrela é um dos eventos mais cataclísmicos que podemos observar através de nossa instrumentação atual. Este tipo de evento envolve uma energia muito alta e nos mostra o quanto um sistema planetário inteiro é frágil e pode desaparecer em uma pequena fração de tempo perante o Universo.

 

DIÁRIO – O que é um Buraco Negro?

Esta pergunta é clássica. Um buraco negro é uma estrela com massa pelo menos 25 vezes a massa solar que em seu estágio final de evolução passa por um processo de colapso total (implosão) e toda sua matéria fica condensada num pequeno núcleo chamado de Singularidade (onde não se obtém nenhum tipo de informação). Ao redor de um buraco negro observamos seu horizonte de eventos e é desta forma que podemos detectá-los. A força gravitacional num buraco negro é tal que nem a própria luz ou qualquer outro tipo de onda eletromagnética pode escapar. A palavra negro para este objeto significa não observável por instrumentos, pois não se consegue informações de sua Singularidade.

 

DIÁRIO – Em nossa entrevista anterior você citou a revolucionária presença da Física Quântica em tudo e que o Macro pode ser interpretado a partir do Micro. Pode explicar melhor?

 

Ainda conhecemos pouco da Física Quântica, mas ela nos mostra que tudo pode estar interligado entre o macro e o microcosmo. Quando observamos uma galáxia inteira, por exemplo, temos de lembrar que tudo que estamos observando são formados por átomos e esses átomos, por partículas menores ainda, os Quarks.

Então, um entendimento melhor do microcosmo pode nos levar a entender também melhor o macrocosmo. A atual Teoria das Cordas pode ajudar a avançarmos neste conhecimento. Será necessária uma junção da Física Clássica com a Física Quântica, assim como a Mecânica Clássica com a Mecânica Relativística de Albert Einstein. Os aceleradores de partículas é o início desse conhecimento.

Perez diferencia a Física Clássica da Física Quântica, usando o exemplo de um jogo de bilhar (Crédito: divulgação)
Perez diferencia a Física Clássica da Física Quântica usando o exemplo de um jogo de bilhar (Crédito: divulgação)

DIÁRIO – Como o senhor define a Física Clássica da Física Quântica?

 

Podemos definir essas duas Físicas da seguinte forma: a clássica é a Física do absolutismo, ou seja, sempre há um único resultado final. Já a Quântica trabalha com a probabilidade de resultados e não com um único resultado absoluto. Isso nos dá um nó em nossa mente, pois vai à contramão do que temos de consciência a nossa volta no dia a dia. Um bom exemplo seria imaginar dois Físicos, sendo 1 Clássico e outro Quântico jogando bilhar. O Clássico fará todos os cálculos (mesmo que mentalmente) para posicionar o taco direcionado a bola branca, calcular a força que terá de aplicar na jogada e trajetória da bola que deseja derrubar em uma caçapa específica. Se der tudo certo como previsto em seus cálculos, a bola desejada cairá na caçapa desejada. Já o Quântico, para a mesma jogada, simplesmente fecha os olhos e faz sua tacada. Se alguém perguntar a ele onde caiu a bola, ele dirá: enfie a mão em qualquer uma das caçapas e a bola estará lá.

Como isso é possível? Simples…. há uma probabilidade igual para todas as caçapas da bola cair, mas somente na qual você aleatoriamente colocar e mão a bola estará. Assim, a probabilidade da caçapa que você colocou a mão sobe para 100% as demais caem para 0%, mas até você escolher a caçapa que colocará sua mão, todas elas têm a mesma probabilidade.

*Entrevista publicada originalmente dia 17 de fevereiro de 2018

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