Da Redação do DIÁRIO: tradição vinícola cresce na América do Sul

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Itália, França, Portugal e Espanha sempre foram países que se destacaram na produção de vinho e na qualidade ímpar desta bebida. Os vinhos do chamado Novo Mundo, entretanto, têm ganhado notoriedade há alguns anos, sendo os produzidos na América do Sul alguns deles.

Em 2009, a exportação de vinhos sul-americanos superou as expectativas e cresceu, conquistando os mercados europeu e norte-americano. Os produzidos em território nacional também ganharam destaque, em 2014, quando sua exportação aumentou 76,5%, sendo a maior parte para o Reino Unido.

Com enoturismo e o surgimento de diversas vinícolas na América do Sul, o continente está dentre as principais rotas de vinho do mundo. Confira!

Regiões de destaque na América do Sul

Um dos principais destinos para os amantes de vinho é o Chile, que tem uma produção de destaque devido à sua qualidade. São várias as regiões que podem ser visitadas, muitas delas reconhecidas e premiadas internacionalmente. Uma delas é o Vale do Maipo, onde estão concentradas a produção dos vinhos chilenos mais conhecidos no mundo. Além disso, a região central do país é conhecida por desenvolver os vinhos mais finos. Existem vinícolas, também, na região de Casablanca, onde as condições climáticas são as mais adequadas, e no Vale do Colchagua, no sul do país. Desta maneira, a Rota do Vinho se torna completa.

Inúmeros fatores podem influenciar no teor alcoólico da bebida, como altitude, condução da vinha, fertilização, concentração e até mesmo as condições climáticas do local (Foto: Paulo Atzingen)
Inúmeros fatores podem influenciar no teor alcoólico da bebida, como altitude, condução da vinha, fertilização, concentração e até mesmo as condições climáticas do local (Foto: Paulo Atzingen)

Outra referência na produção de vinhos sul-americanos, a região de Mendoza, na Argentina, concentra 70% da produção de todo o país, com mais de 140 hectares de cultura. Também é possível citar as áreas de Luján de Cuyo, Maipú, Vale de Uco, San Rafael, San Juan, Salta, La Rioja e Patagônia.

O Brasil tem ganhado cada vez mais destaque neste cenário. Dentre as regiões produtoras de vinho estão as cidades de Nova Pádua e Garibaldi, no Rio Grande do Sul, sendo dois polos de enoturismo nacional, com produtos requintados e que já receberam prêmios, como o selo “Gran Ouro”.

É possível, também, citar a cidade de São Roque, em São Paulo, considerada a “Terra do Vinho”; e o semi-árido nordestino, no Vale do São Francisco, onde há uma grande concentração de vinícolas.

Clima e produção

O álcool nos vinhos surge a partir da fermentação dos açúcares, a chamada fermentação alcoólica. Além deste, inúmeros outros fatores podem influenciar no teor alcoólico da bebida, como altitude, condução da vinha, fertilização, concentração e até mesmo as condições climáticas do local.

Dentre eles, o último é o mais determinante, pois também interfere em seu equilíbrio. É possível observar uma diferença entre os sabores, a acidez e a quantidade de álcool e tanino – um dos componentes mais importantes do vinho – entre os rótulos das diversas regiões do Brasil, Argentina e Chile.

Em geral, aqueles que são produzidos em regiões mais quentes, como o nordeste brasileiro, tendem a ser mais alcoólicos, menos ácidos e mais taninos. Enquanto isso, os que provêm de áreas mais frias, como a região andina chilena, costumam ser menos alcoólicos, mais ácidos e menos taninos, sendo mais frescos e gerando uma vontade maior de beber.

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