Chegada de turistas chineses cresce 34% e Embratur intensifica ações para 2026 - Crédito: divulgação Embratur
A chegada de turistas chineses ao Brasil manteve trajetória de crescimento ao longo de 2025 e consolidou a estratégia da Embratur de ampliar a presença do país no maior mercado emissor de viajantes do mundo. Entre janeiro e novembro do ano passado, 94,4 mil visitantes da China desembarcaram em destinos brasileiros, alta de 34% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 70,4 mil turistas. O volume também superou o total registrado em todo o ano de 2024, de 76,5 mil visitantes.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Embratur
O resultado é atribuído à retomada das ações promocionais no mercado chinês, incluindo a participação do Brasil na ITB China, uma das principais feiras de turismo do país asiático. Com a chegada de 2026, que marca o Ano da Cultura Brasil–China, a expectativa é de intensificação dessas iniciativas, ampliando ainda mais o fluxo turístico entre os dois países.
O Ano da Cultura Brasil–China é uma ação coordenada pela Casa Civil, pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério das Relações Exteriores, com participação da Embratur. A China ocupa posição estratégica para o turismo brasileiro por ser o maior emissor global de turistas e apresentar amplo potencial de crescimento para os destinos nacionais.
Ao longo de 2025, a promoção do Brasil no mercado chinês incluiu uma press trip com comunicadores do país asiático por São Paulo, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro, dentro do projeto Connecting Cultures: Brasil–China 2025, além de parcerias com veículos de imprensa locais e acordos com representantes do trade turístico.
Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a China segue como um dos mercados prioritários do Plano Brasis. “O crescimento de turistas chineses no Brasil mostra que estamos no caminho certo. E ainda temos espaço para expandir nossa participação nesse mercado. Por isso, investimos de forma estruturada nessa aproximação, que será ainda maior ao longo de 2026”, afirmou.
Além do retorno à ITB China, a Embratur ampliou sua atuação com parcerias com canais de comunicação chineses, o lançamento de um site oficial em mandarim e a ativação de um escritório de relações públicas na China, fortalecendo o relacionamento com a mídia e o trade local.
Acordos e capacitação no mercado chinês
Durante a ITB China, a Embratur lançou a plataforma Brasil Travel Specialist em mandarim, voltada à capacitação de agentes e operadores turísticos chineses. A ferramenta oferece treinamentos com foco em segmentos como natureza, cultura e gastronomia, qualificando profissionais locais para promover o Brasil e ampliar oportunidades de negócios.
A participação brasileira na feira também resultou na assinatura de memorandos de entendimento com empresas estratégicas do setor de turismo da China. Os acordos preveem ações conjuntas de promoção, estratégias de comunicação digital, intercâmbio cultural e apoio à comercialização internacional, com uso de inteligência de mercado para ampliar a visibilidade do Brasil junto ao público chinês.
Brasil reforça protagonismo no turismo de negócios e eventos, com crescimento contínuo do segmento MICE. - Crédito: Freepik
O Brasil encerra 2025 com posição consolidada entre os principais destinos globais de turismo de negócios e eventos e já se prepara para um novo ciclo de expansão do segmento MICE em 2026. A trajetória de crescimento reflete uma estratégia contínua de captação e promoção de congressos internacionais, conduzida pela Embratur, com foco em resultados de longo prazo.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Embratur
O avanço do país no MICE combina volume, diversidade temática e capacidade de escala. A infraestrutura, a logística e a expertise técnica permitem ao Brasil receber eventos de diferentes portes e níveis de complexidade. A área de Ciência & Pesquisa lidera em número de encontros, respondendo por mais de um quarto dos congressos realizados. Já quase 60% dos eventos seguem o perfil clássico da ICCA, com público entre 100 e 500 participantes, garantindo presença contínua do país no calendário internacional. Paralelamente, temas como Clima, Sustentabilidade, Energia e Saúde concentram os maiores congressos e volumes de participantes.
Esse portfólio diversificado gera impactos diretos em setores estratégicos da economia. Congressos nas áreas de saúde, ciência, inovação, medicina nuclear, medicina veterinária e agronegócio ampliam o debate científico global a partir do Brasil, fortalecem a reputação acadêmica nacional e posicionam o país como referência em encontros de alta complexidade.
As projeções para 2026 reforçam o protagonismo brasileiro na atração de congressos científicos e médicos, áreas que historicamente representam mais de 60% das captações nacionais. Entre os destaques confirmados está a 26ª International AIDS Conference, prevista para o Rio de Janeiro, com expectativa de reunir cerca de 10 mil participantes de diversos países. O evento foi captado com apoio direto da Embratur.
Para o presidente da Agência, Marcelo Freixo, o MICE é um dos segmentos mais estratégicos do turismo mundial por atrair visitantes com maior poder de consumo, permanência prolongada e alta capacidade de geração de negócios. “Além do impacto econômico direto, o MICE contribui para reduzir a sazonalidade do turismo, movimenta cadeias produtivas inteiras e fortalece a imagem dos destinos no cenário internacional”, afirma.
Atuação estruturada
Ao longo de 2025, a Embratur intensificou ações voltadas ao fortalecimento do turismo de negócios e eventos como eixo central da promoção internacional do Brasil. O trabalho envolveu inteligência de dados, pesquisa de mercado, articulação institucional e apoio técnico à captação de eventos, alinhados ao Plano Brasis. Entre as iniciativas estão o lançamento do MAPA MICE, a ampliação da presença em rankings internacionais, o capítulo BTS MICE, a participação em feiras globais como IBTM World, Fiexpo Latam e IMEX, além de campanhas segmentadas em parceria com associações internacionais.
A atuação integrada com destinos, convention bureaus, entidades setoriais e organizadores globais ampliou a competitividade do Brasil em processos de candidatura. Até o momento, 76 projetos de captação e promoção de eventos internacionais foram atendidos, contemplando encontros previstos entre 2024 e 2034 em todas as regiões do país.
Descentralização e rankings
A descentralização é outro pilar da estratégia. Ao estimular a realização de eventos fora do eixo tradicional, o país amplia a visibilidade de novas cidades, fortalece o turismo regional e impulsiona o conceito de bleisure. Destinos como Brasília, Foz do Iguaçu, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Florianópolis ganham espaço no radar de organizadores internacionais.
Esse desempenho também se reflete nos rankings globais. Em 2024, o Brasil alcançou a 15ª posição no ranking mundial da ICCA e manteve a liderança absoluta na América Latina, com eventos realizados em 42 cidades. Entre 2022 e 2024, o país avançou dez posições, com crescimento de 112% no número de eventos registrados, consolidando sua presença no cenário internacional do MICE.
Marco de 9 milhões de turistas estrangeiros oficializado no Turistômetro da Orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Marcio Menasce / Embratur
O Brasil encerrou 2025 consolidando um dos momentos mais fortes de sua história no turismo. Antes mesmo do fim do ano, o país já havia alcançado a marca inédita de 9 milhões de turistas estrangeiros, superando em 30% a previsão do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027, que estimava 6,9 milhões de visitantes internacionais.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur
O resultado histórico foi celebrado em dezembro pela Embratur, em uma ação simbólica no Turistômetro da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, reunindo pequenos empresários do setor, representantes do trade e atrações culturais.
Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o desempenho confirma a retomada definitiva do Brasil no cenário global do turismo. “Alcançar a marca de 9 milhões de turistas internacionais em 2025 mostra que o Brasil voltou definitivamente ao mapa do turismo mundial. É um número histórico, que gera emprego, renda e desenvolvimento em todas as regiões do país, além de reforçar o turismo como uma das alavancas da nossa economia”, destacou.
Durante o evento, Freixo também apresentou projeções positivas para 2026, especialmente para o Rio de Janeiro, com crescimento da emissão de passagens aéreas no verão e ampliação da malha internacional com chegada pelo Aeroporto do Galeão.
O marco foi celebrado também pelo presidente da Orla Rio, João Marcello Barreto. “Chegar a 9 milhões de turistas internacionais no Brasil é mais do que um recorde, é um sinal de confiança no destino Brasil. E realizar a cerimônia na Orla de Copacabana reforça o papel do Rio como palco internacional desse movimento. Esse marco fortalece a agenda de colaboração entre poder público e iniciativa privada e aumenta nossa responsabilidade com qualidade, sustentabilidade e excelência”, afirmou.
Os Turistômetros do Rio de Janeiro e de Brasília haviam sido inaugurados em novembro, quando o país atingiu 8 milhões de visitantes estrangeiros, acompanhados da campanha nacional “O recorde no turismo estrangeiro é o orgulho de um país inteiro”, que destaca o impacto social e econômico do setor.
Entre os principais emissores em 2025, a Argentina liderou com 3,1 milhões de turistas, crescimento de 82,1% em relação a 2024. Na sequência aparecem Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai. São Paulo manteve-se como o principal portão de entrada do país, seguido por Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Novo ministro assume com discurso alinhado ao momento histórico
O ciclo de recordes no turismo nacional marcou também a posse do novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em dezembro, com a presença do presidente Lula e de autoridades do Executivo, Legislativo e do trade turístico.
Em seu discurso, Feliciano defendeu um turismo mais inclusivo e acessível. “O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo. Promovendo eventos, que geram a alegria, emprego e renda. Promovendo o acesso dos nossos belos destinos a quem ganha menos no país, que é a maioria da população. Porque felicidade e alegria não podem ser questão de classe social: têm que ser símbolo da justiça social, da igualdade”, afirmou.
O ministro destacou ainda o potencial do país em todas as regiões: “O Brasil tem tudo para ser uma potência cada vez maior no turismo! No nosso lindo e deslumbrante Nordeste; na nossa Amazônia, única; na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro; na poderosa São Paulo; no Sul, tão aconchegante; no Centro-Oeste, cheio de belezas naturais”, frisou.
Ao agradecer a confiança do governo, Feliciano reforçou o compromisso com a superação de desafios. “Tenham certeza, senhor presidente, senhores ministros e colegas de governo, que irei fazer o meu melhor. Quero ajudar a encontrar harmonia e soluções para que o Brasil possa vencer seus enormes problemas”, declarou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também destacou a expectativa de avanços. “Quem é da Paraíba sabe acolher, sabe receber, sabe cuidar. E não tenho a menor dúvida que Gustavo contará não só com o apoio do senhor (presidente Lula), do trade turístico, mas também do Parlamento, para que o Brasil possa ser esse destino turístico buscado por todos”, afirmou.
A posse ocorre em um cenário de resultados igualmente expressivos no mercado interno. Em 2025, o turismo internacional gerou gastos recordes de US$ 7,1 bilhões, enquanto o transporte aéreo doméstico registrou, em outubro, o melhor desempenho para o mês desde 2000, com 9 milhões de passageiros.
Com números históricos e uma nova gestão à frente do Ministério do Turismo, o Brasil inicia 2026 com perspectivas de crescimento, fortalecimento da imagem internacional e ampliação do papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico e social.
“Cultura Azul” nova aeronave Embraer E2 da Azul - Crédito: divulgação
A valorização da sociobioeconomia amazônica ganhou novo impulso com a ampliação do Movimento ARA – Todas as Amazônias sob o Mesmo Céu Azul, iniciativa da Azul que conecta produtores da Amazônia Legal a mercados de todo o país. Frutos como bacuri, cupuaçu, açaí e castanha-do-Pará, base dos sorvetes e picolés produzidos pela Blaus há mais de três décadas no Pará, estão entre os exemplos de itens que passaram a alcançar escala nacional.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Presente hoje em sete estados, a Blaus é uma das marcas beneficiadas pelo ARA, que reúne artesãos, extrativistas, agricultores familiares e empreendedores que dependem da floresta em pé para viver. Para viabilizar essa conexão, a Azul opera uma malha que alcança 68 destinos na região, com mais de 180 voos diários, garantindo agilidade, segurança e capilaridade à produção amazônica.
Ao aproximar comunidades remotas dos grandes centros urbanos, a companhia amplia o acesso a serviços, cria oportunidades e fortalece a competitividade de quem vive da floresta. Historicamente, os desafios logísticos — especialmente o alto custo do transporte — limitavam a entrada desses produtos em mercados de maior escala.
Com o apoio do ARA e da malha aérea da Azul, itens produzidos no interior da floresta passaram a chegar a diferentes regiões do Brasil e também ao exterior de forma rápida e eficiente. O resultado é geração de renda, permanência no território e estímulo direto à preservação ambiental.
Aliado a descontos de até 80% no frete aéreo por meio da Azul Cargo, o Movimento ARA já proporcionou mais de R$ 5 milhões em economia aos produtores desde 2022. O impacto ambiental também é expressivo: a iniciativa contribuiu para a preservação de 40 milhões de hectares de floresta — área equivalente ao território de Portugal — reforçando a sociobioeconomia como vetor de desenvolvimento sustentável.
Criado em 2022, o ARA integra conectividade aérea, inovação logística, conservação ambiental e impacto social. Até agora, o programa transportou mais de 100 toneladas de produtos sustentáveis e beneficiou diretamente mais de 2 mil famílias em cadeias produtivas que vão de castanhas, chocolates e geleias a ingredientes cosméticos, artesanato, fitoterápicos e mobiliário.
“O ARA nasceu para conectar pessoas, culturas e oportunidades. Quando colocamos a nossa malha aérea a serviço dos produtores amazônicos, mostramos que desenvolvimento e preservação podem, e devem, caminhar juntos”, afirma Filipe Alvarez, Gerente de Governança e Sustentabilidade da Azul.
Itens de quartos de hotéis que encerraram atividades após a pandemia estão sendo repassados ao público, incluindo enxovais e equipamentos profissionais. - Foto: Freepik
O impacto prolongado da pandemia de covid-19 ainda gera reflexos no setor hoteleiro brasileiro. Nos últimos anos, diversos hotéis encerraram definitivamente suas atividades ou passaram por mudanças de bandeira, sobretudo empreendimentos de médio e alto padrão que não conseguiram retomar a operação.
REDAÇÃO DO DIÁRIO
Quando um hotel fecha as portas, todo o conteúdo dos quartos precisa ser retirado. Diferentemente de uma residência, a hotelaria trabalha com enxovais, mobiliário e equipamentos totalmente padronizados, vinculados à identidade e à operação daquele empreendimento.
Por esse motivo, itens como lençóis, toalhas, travesseiros, televisores, frigobares, secadores de cabelo, cofres e objetos decorativos não podem ser reaproveitados em uma nova operação nem permanecer armazenados por longos períodos, sob risco de perda de valor.
Antes do repasse, todo o material passa por um processo de separação e vistoria. Os itens são organizados conforme o padrão do quarto ao qual pertenciam e disponibilizados em conjuntos completos, preservando a lógica original da hospedagem.
Como funciona o repasse
Para evitar custos elevados de armazenagem e prejuízos financeiros, os hotéis transferem esse acervo para empresas especializadas. Essas companhias estruturam o repasse por categoria de quarto e liberam o acesso ao público interessado.
Os compradores podem escolher entre diferentes padrões de acomodação, que normalmente incluem enxovais profissionais de cama e banho, TVs, frigobares, equipamentos de mídia como Chromecast, secadores de cabelo, cofres eletrônicos e peças decorativas. Por se tratarem de itens de hotelaria, muitos deles de alto padrão, os valores costumam ficar bem abaixo dos preços praticados no varejo tradicional.
Como participar
O acesso ao repasse dos quartos ocorre por meio do site oficial da operação, disponível no link indicado pela organização responsável. A iniciativa permanece ativa até que a última remessa de quartos seja destinada, já que os hotéis encerraram definitivamente suas atividades e não há reposição dos itens.
Travelers' Voice, relatório sobre as percepções dos passageiros da SITA, mostra que os viajantes da América Latina e do Caribe demandam jornadas mais rápidas, sustentáveis e digitais - Foto: freepik
Os passageiros da América Latina e do Caribe estão cada vez mais conectados. No dia a dia, resolvem tudo pelo celular — do banco às compras. Mas, quando viajam, ainda enfrentam longas filas, conferência manual de documentos e processos em papel. É o que mostra o relatório Travelers’ Voice 2025, parte da pesquisa global Passenger IT Insights da SITA, que aponta uma clara desconexão entre o comportamento digital dos passageiros e a realidade dos aeroportos da região.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Segundo o estudo, feito com mais de 7.500 viajantes entrevistados antes e depois de embarcar, o recado é direto: os passageiros querem viagens simples, confiáveis e sustentáveis.
Viagens mais ágeis e conectadas
Dois em cada três passageiros latino-americanos e caribenhos afirmam que reduzir o tempo de espera nos aeroportos é a prioridade número um. Outros 42% querem receber notificações em tempo real por aplicativos — índice superior à média global. A região também lidera o interesse por viagens intermodais: 87% dos entrevistados desejam combinar avião, trem e transporte rodoviário em uma mesma reserva.
Apesar disso, os aeroportos da região ainda operam de forma majoritariamente manual. Três em cada quatro viajantes têm a identidade verificada por um agente, e 80% embarcam apenas após conferência física de documentos — os números mais altos do mundo.
“Os passageiros não estão resistindo à mudança. Eles já mudaram”, afirma David Lavorel, CEO da SITA. “Agora é a vez do setor se adaptar. O futuro das viagens não é apenas adicionar tecnologia, e sim eliminar barreiras.”
Identidade digital e sustentabilidade
Os passageiros da América Latina e do Caribe são os mais abertos à adoção da identidade digital: 95% gostariam que todos os seus documentos de viagem estivessem vinculados a uma carteira digital segura — contra 87% da média global. A maioria também se mostra confortável com o uso de biometria em todos os pontos de contato dos aeroportos.
A sustentabilidade também tem peso nas decisões. Dois terços dos viajantes afirmam que reduziriam a bagagem para diminuir as emissões de carbono, bem acima da média global de 55%.
Confiança e fluidez
Mesmo com índices baixos de extravio de bagagem, 83% dos passageiros da região estariam dispostos a pagar por um serviço completo de rastreamento, buscando mais segurança e tranquilidade.
Para Shawn Gregor, presidente da SITA nas Américas, a mensagem é clara: “Os passageiros estão prontos para o próximo passo. Querem viagens rápidas, sustentáveis e conectadas. O desafio é transformar as expectativas em realidade, adotando identidades digitais, biometria e dados em tempo real.”
A SITA e o futuro da aviação
A SITA é uma das principais fornecedoras de tecnologia para o setor aéreo, com soluções que atendem mais de mil aeroportos e quase 20 mil aeronaves em todo o mundo. A empresa também apoia mais de 70 governos em processos de fronteira digital e trabalha com uma meta ambiciosa de reduzir emissões em 4,2% ao ano, alcançando carbono zero até 2050.
A companhia amplia sua atuação além da aviação, levando suas soluções para trens, cruzeiros e mobilidade aérea urbana, enquanto investe em inovação sustentável e dados inteligentes para tornar as viagens cada vez mais fluidas.
A cidade que fica na região dos Lagos é, com certeza, uma das mais conhecidas e badaladas por lá. Muito procurada como opção de férias e turismo de lazer em diversas épocas do ano, conta com 23 praias e oferece lazer , cultura e boa gastronomia para todos os gostos.
Depois de um passeio pela badalada rua das Pedras, onde há muito comércio, bares e restaurantes, indo no sentido da praia de Ossos, é possível chegar na orla Bardot. Esse é um ótimo passeio que oferece vistas da cidade de tirar o fôlego. A orla Bardot se estende desde o cais do píer do centro, até o fim da praia da Armação. Instalado em 1999, o calçadão da Orla Bardot tem como cenário o mar e dezenas de barcos coloridos de pescadores, bem típicos de Búzios.
Estátua de Brigitte Bardot em Búzios (Foto: Simone Barros)
Um dos pontos que mais atrai turistas e chama a atenção nesse trecho da orla é uma homenagem à Brigitte Bardot que visitou o balneário na década de 60. É ali onde fica a famosa escultura criada pela artista plástica Christina Motta que homenageia a atriz francesa, sentada observando o pôr do sol. A visita da atriz ao balneário naquela época impulsionou o turismo local.
Casas Brancas boutique hotel & Spa na Orla Bardot ( Foto Simone Barros)
Hospedagem de luxo
O Casas Brancas é um hotel boutique debruçado na Orla Bardot, em Búzios, região dos Lagos ( RJ). A localização é privilegiada e oferece vistas panorâmicas da praia da Armação. Do hotel é muito fácil o acesso até a estátua de Brigitte Bardot, à Rua das Pedras e praias como Ossos, João Fernandes, Azeda e Azedinha.
Foto do acervo do hotel Casas Brancas (Foto: divulgação)
O que hoje é um hotel charmoso e de renome começou como uma simples casa de veraneio nos anos 70. Fundado por Amália de La Maria e Affonso Carlos Bebianno Montenegro, o local recebeu hóspedes e foi, no início, uma pousada com apenas quatro quartos. A arquitetura e decoração do hotel como conhecemos hoje tem toque praiano e também grego, com obras de arte e peças de antiquários trazidos de viagens. O ambiente é elegante, casual e também acolhedor.
Vista da The Suite Casas Brancas com pôr do sol (Foto: Simone Barros)
As acomodações são únicas, cuidadosamente decoradas e oferecem vista mar. A The Suite, por exemplo, é muito exclusiva – conta com piscina privativa, e é muito ampla. Durante a estadia alguns mimos são oferecidos no quarto e a abertura de cama todas as noites ( algo raro nas hospedagens em Búzios).
Almoço com vista da varanda do 74 Restaurant (Foto: Simone Barros)
Gastronomia
Passear na orla Bardot tem como boa pedida uma parada para um drink ao pôr do sol ou um jantar especial. O 74 Restaurant é uma opção charmosa e romântica. Oferece uma varanda com vista da praia e da orla e conta com com cardápio que une influências regionais e mediterrâneas. Nesse restaurante é servido o café da manhã para hóspedes do hotel Casas Brancas, que também atende a não hóspedes mediante reserva. A experiência de café conta com pães, bolos e biscoitos feitos na casa; frutas e sucos frescos; tapiocas , panquecas, omeletes e outras opções preparadas na hora, além de bebidas quentes, pães de queijo, pain au chocolat e croissants.
Culinária italiana e variedade de drinks no 74 Osteria (Foto: Simone Barros)
Outra opção é o 74 Osteria, que apresenta culinária italiana, é bem decorado e aconchegante. No menu são destaque: entradinhas para compartilhar como arancini e steak tartare; para principal a boa pedida é provar uma das massas feitas na casa. A opção servida com bife à parmegiana está entre as mais pedidas. Não deixe de conferir a carta de drinks e provar opções autorais, e uma bem elaborada carta de vinhos.
Hidromassagem no spa do hotel Casas Brancas (Foto: Simone Barros)
Spa e bem-estar
O hotel Casas Brancas conta com um spa muito amplo e com menu completo de serviços, como massagens e procedimentos estéticos. O spa tem ainda uma sala de yoga , área de relaxamento e hidromassagem. Para completar an experiência de bem-estar em sua estadia, o hotel conta com academia e piscina de frente para a praia da Armação .
O Casas Brancas Boutique Hotel & Spa oferece uma hospedagem elegante e acolhedora, onde a história, o design, a vista, o bom gosto gastronômico são pontos altos da experiência.
Serviço: Casas Brancas Boutique Hotel & Spa- Rua alto do Humaitá, 10. Centro. Armação dos Búzios. Rio de Janeiro.
"The Bean" - escultura icônica de Chicago (foto: Simone Barros)
Chicago, localizada às margens do Lago Michigan, é uma das cidades mais vibrantes e culturalmente ricas dos Estados Unidos.
Por Simone Barros, @viagemelifestyle – Colaboradora do DT – RETROSPECTIVA 2025 – publicado dia 7 de outubro
Com uma arquitetura imponente, ótimas e variadas opções de passeios ao ar livre e uma gastronomia de alto nível, a cidade conquista turistas do mundo inteiro e tem atraído cada vez mais a atenção dos brasileiros. A cidade mistura modernidade, história e bairros super autênticos que merecem ser explorados com calma. Conhecida como a “Cidade dos Ventos”, Chicago oferece experiências para todos os gostos, desde museus de renome até passeios em jardins e à beira do lago.
Um ótimo ponto de partida para desbravar a cidade é o Millennium Park. É ali que está um dos marcos mais icônicos da cidade: o Cloud Gate, popularmente conhecido como “The Bean”. Essa escultura de aço inoxidável, criada pelo artista Anish Kapoor, atrai visitantes do mundo todo com seu design espelhado que reflete o skyline da cidade e as pessoas ao redor, que sempre fazem muitas fotos impressionantes e vídeos interativos.
The Crown fountain – instalação no Millenium Park (foto: Simone Barros)
A poucos passos dali, outra instalação artística também chama a atenção: a Crown Fountain. Criada por Jaume Plensa, essa fonte inovadora é composta por duas grandes torres de vidro que exibem rostos de moradores de Chicago em telas de LED. Em momentos inesperados, as bocas dos rostos projetados se alinham com um jato de água, criando o efeito de que estão “cuspindo” água.
Museus
Bem ao lado do Millenium Park está o Art Institute of Chicago, um museu grandioso com obras de artistas como Van Gogh, Monet e Hopper. Reserve pelo menos umas três horas para ver em detalhes a riqueza do acervo desse museu.
Field Museum (foto: Simone Barros)
Para quem gosta de ciência e tecnologia, o Museum of Science and Industry é uma boa pedida. La estão um submarino da Segunda Guerra Mundial e exposições que encantam visitantes de todas as idades. Já o Field Museum é parada obrigatória para quem quer conhecer a história natural em grande escala, com fósseis impressionantes como “Sue”, o Tiranossauro Rex mais completo já encontrado.
Além dos clássicos, Chicago também oferece opções para gostos específicos e experiências mais inusitadas. O Adler Planetarium leva os visitantes a uma viagem pelo espaço com seus espetáculos imersivos, enquanto o Shedd Aquarium encanta com sua diversidade marinha.
Vista do passeio de barco Wendella – tour sobre arquitetura (foto: Simone Barros)Vista do passeio de barco Wendella e interior do barco – tour sobre arquitetura (foto Simone Barros)
Passeios por Chicago
Chicago também é famosa por sua arquitetura. Um passeio imperdível é o Architecture River Cruise, um tour de barco pelo rio Chicago, onde guias especializados contam a história dos arranha-céus e do desenvolvimento urbano da cidade. Conheci a experiência da Wendella Boats que pode ser reservada com antecedência pelo site. É um passeio muito completo e super agradável.
Vista noturna do Skydeck (foto: Simone Barros)
Outra atração imperdível é visitar a Willis Tower onde está o Skydeck, uma plataforma de vidro que permite ver a cidade a mais de 400 metros de altura — uma experiência vertiginosa e inesquecível. Uma boa opção para curtir essa e outras atrações turísticas e artísticas de Chicago é adquirir o city pass e economizar muito, combinando vários passeios.
Pelos bairros de Chicago
Passear pelos bairros da cidade é uma das partes interessante da viagem. Reserve tempo para explorar áreas diversas com calma e uma boa pedida é fazer o tour do BigBus, um sightseeing bus que oferece uma visão geral de cada localização. Uma das opções da empresa é também um sunset tour – que passa por vários bairros da cidade e o guia apresenta dicas de bares, restaurantes, casas de jazz e teatros.
O Loop é o centro da cidade e tem prédios históricos, teatros e lojas. Já no Lincoln Park, há um zoológico gratuito, lagoas, jardins e uma vista linda do skyline. Já Wicker Park e Logan Square são os bairros hipsters, cheios de cafés descolados, bares, lojinhas de vinil, murais de arte e brechós incríveis. Outro lugar que vale muito a pena é Pilsen, com sua pegada mexicana, murais coloridos e galerias de arte. Outra área diferente que vale a visita é o Navy Pier, que tem roda-gigante, lojinhas, e muitos restaurantes.
Experiência do Chicago pizza tour (foto: Simone Barros)
Gastronomia
Quando o assunto é gastronomia, Chicago é um verdadeiro paraíso para os amantes da boa mesa. A cidade é berço da famosa deep-dish pizza, que pode ser experimentada em lugares como Lou Malnati’s ou Giordano’s. Mas para uma imersão completa contrate o passeio do Chicago Pizza tour – uma experiência por alguns restaurantes cheios de história e receitas diversas. Um guia especializado irá contar sobre a famosa deep pizza e outros sabores, e irá apresentar lugares icônicos para provar a iguaria na cidade.
Para uma experiência gastronômica mais sofisticada, o restaurante Alinea, com três estrelas Michelin, é um dos mais renomados do país . Outras opções imperdíveis incluem o Girl & the Goat, comandado pela chef Stephanie Izard, e o Au Cheval, famoso pelo que muitos consideram o melhor hambúrguer da América.
Chicago é uma cidade que encanta desde a primeira visita e que vale muito a pena incluir no seu roteiro numa próxima ida aos Estados Unidos.
Para uma experiência gastronômica mais sofisticada, o restaurante Alinea, com três estrelas Michelin, é um dos mais renomados do país . Outras opções imperdíveis incluem o Girl & the Goat, comandado pela chef Stephanie Izard, e o Au Cheval, famoso pelo que muitos consideram o melhor hambúrguer da América.
Hospedagem
Dependendo da localização escolhida, você terá uma experiência diferente. Confira a dica de três hospedagens com conceitos diferentes em Chicago.
Na Magnificent Mile você encontra uma área vibrante que corresponde a 13 quadras da Michigan Avenue e essa é uma excelente localização para compras, ótimos restaurantes e onde ficam os hotéis de luxo. O Peninsula Chicago fica próximo a essa avenida e tem o ótimo restaurante The Lobby aberto também a não hóspedes.
O tradicional hotel The Palmer House (foto: Simone Barros)
Já para quem prefere se hospedar no The Loop – área central, junto ao Millenium Park, ficará perto de várias atrações turísticas . Nessa área ficam os teatros, várias opções de lojas e restaurantes e destaco o icônico hotel The Palmer House. Em prédio histórico, tem impressionante arquitetura e decoração e também é conhecido por ter sido o local onde foi criado o brownie. Provei a receita tradicional do hotel (e muito famosa!) e é delicioso.
Para quem viaja a trabalho ou para eventos e convenções em Chicago ficar em McCormick Place pode ser uma boa pedida. Nessa área há ótimas opções de hospedagem.
Chicago é uma cidade que encanta desde a primeira visita e que vale muito a pena incluir no seu roteiro numa próxima ida aos Estados Unidos.
Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty (Ilustração do projeto por Luiz Eduardo Indio da Costa - divulgação)
O Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty
Durante o Encontro Fluminense promovido pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), realizado em Paraty (RJ), o DIÁRIO DO TURISMO entrevistou Antônio Garcia Couto, gerente do Polo Sociocultural Sesc Paraty.
Ele apresentou os detalhes do Sesc Caborê, projeto cultural de grande porte que está em construção na cidade com investimento previsto de R$ 150 milhões. A iniciativa, que terá três etapas, prevê a entrega da primeira fase até o início de 2026 e promete integrar natureza, arte e turismo em um mesmo espaço.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia1º de outubro
De acordo com Garcia Couto, Sesc Caborê nasce com a proposta de valorizar a vocação cultural de Paraty, contemplando diferentes linguagens artísticas e fortalecendo a relação entre patrimônio, saberes tradicionais e inovação. Ao lado da relevância cultural, a obra também busca diversificar a oferta de serviços turísticos na cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade.
Durante a conversa, Antônio explicou que o Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty desde 2013, mas em um espaço próprio e inovador. A seguir, a entrevista com o executivo.
DIÁRIO — Essa nova unidade é uma expansão do trabalho do Sesc Paraty?
“O Polo Sociocultural Sesc Paraty funciona desde 2013, em um casarão do centro histórico. Já o Sesc Caborê é uma nova unidade, construída em um terreno adquirido em 2016, pensado desde o início como um equipamento cultural que contemplasse todas as linguagens artísticas e a vocação de Paraty.”
Antônio Garcia Couto, gerente do Polo Sociocultural Sesc Paraty (Crédito: Eric Afonso – DT)O Polo Sociocultural Sesc Paraty funciona desde 2013, em um casarão do centro histórico (Crédito: Paulo Atzingen – DT)
DIÁRIO — Qual foi o conceito arquitetônico adotado?
O projeto foi vencedor na categoria institucional do Prêmio Saint Gobain de arquitetura, que premia projetos que trabalhem a sustentabilidade. O arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa se inspirou nas formas da natureza. O terreno fica às margens do rio Perequê-Açu, cercado pela Mata Atlântica e pelas montanhas. As linhas arquitetônicas acompanham a sinuosidade do horizonte, criando um diálogo entre paisagem e cultura.”
“Com três etapas previstas, a obra já recebeu R$ 44 milhões de investimento na primeira fase, que deve ser entregue até o início de 2026”.
DIARIO — O que essa primeira fase vai oferecer ao público?
“Estamos finalizando três grandes blocos com ateliês, espaço maker, galeria, estúdio de música, sala de dança e sala de ensaio. Teremos também uma cafeteria embaixo de uma árvore centenária, um espaço de convivência que une natureza e cultura.”
“O projeto completo deverá alcançar R$ 150 milhões em recursos, com apoio da CNC e do empresariado”.
Ilustração arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa
DIARIO — Qual o impacto desse investimento para Paraty?
“A ideia é que o complexo traga novas oportunidades para o turismo local, diversifique a oferta de serviços e reforce o papel da cidade como destino cultural de relevância internacional. O Sesc quer entregar aqui o que há de mais inovador e de excelência.”
“A inauguração oficial está prevista para 2026, ano em que o Sesc celebrará 80 anos de atuação no Brasil. Será uma grande entrega do Departamento Nacional, coroando oito décadas de história da instituição.”
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