O Peru reúne alguns dos destinos mais fascinantes da América do Sul, combinando riqueza histórica, tradições ancestrais, paisagens marcantes e uma gastronomia reconhecida internacionalmente. Nesse cenário, os hotéis JW Marriott El Convento Cusco e JW Marriott Lima representam duas propostas de hospitalidade que conectam conforto, sofisticação e valorização da cultura local.
Por Alan Victor – @alan.victorrr
Em Cusco, o hotel ocupa um convento restaurado do século XVI e preserva vestígios arqueológicos que ajudam a contar a história da antiga capital inca. Já em Lima, a propriedade de Miraflores se destaca pela localização diante do Oceano Pacífico e por sua oferta gastronômica, que reúne sabores peruanos e influências internacionais.
Para falar sobre os diferenciais das duas propriedades, o crescimento do turismo brasileiro e os novos rumos da hotelaria de luxo no país, conversei com Gabriela Mena, Diretora de Vendas & Marketing dos hotéis JW Marriott Cusco e JW Marriott Lima.

1. O JW Marriott El Convento Cusco está instalado em um antigo convento agostiniano do século XVI, sobre estruturas de civilizações anteriores aos incas. Como o hotel transforma esse patrimônio histórico em vivências culturais e de hospitalidade para seus hóspedes?
Para nós, é muito especial poder receber os hóspedes em um lugar que tem tanta história para contar. O JW Marriott El Convento Cusco não é apenas um hotel instalado em um edifício histórico: é um espaço onde diferentes períodos da história de Cusco se encontram e continuam presentes no dia a dia.
Um dos momentos de que mais gostamos é o tour guiado pelo monge, que conduz os hóspedes pelos espaços históricos da propriedade e compartilha curiosidades sobre o antigo convento, sua arquitetura e os vestígios arqueológicos preservados. É uma maneira de aproximar as pessoas da história do lugar e mostrar que existe muito mais por trás de cada detalhe do edifício.
Essa conexão com a cultura local também aparece na gastronomia, nos ingredientes peruanos e nas propostas de bem-estar inspiradas nas tradições andinas. Nosso objetivo é que o hóspede se sinta acolhido e, ao mesmo tempo, leve consigo uma compreensão mais profunda da história e da identidade de Cusco.

2. Cusco está situada a mais de 3.400 metros de altitude. Como funciona o sistema de enriquecimento de oxigênio nas acomodações e de que forma ele contribui para o conforto dos visitantes?
Sabemos que a altitude de Cusco pode ser um desafio para quem chega de regiões próximas ao nível do mar. Por isso, buscamos oferecer recursos que ajudem nossos hóspedes a se sentirem mais confortáveis durante os primeiros dias na cidade.
O JW Marriott El Convento Cusco disponibiliza um sistema suplementar de enriquecimento de oxigênio nas acomodações, pensado para contribuir com o conforto durante o período de aclimatação. Esse cuidado é especialmente importante para quem chega após uma viagem longa e precisa de um momento de descanso antes de começar a explorar o destino.
Para nós, a hospitalidade também está nesses detalhes: entender as particularidades do lugar e antecipar as necessidades de quem nos visita. É importante lembrar, porém, que o recurso não elimina os efeitos da altitude nem substitui os cuidados necessários para a adaptação do organismo.

3. Com a previsão de voos diretos entre Guarulhos e Cusco a partir de março de 2027, quais são as expectativas para o crescimento do mercado brasileiro, que já ocupa uma posição de destaque entre os visitantes do destino?
Estamos muito otimistas com essa nova conexão. O mercado brasileiro é importante para o turismo peruano, e sabemos que a facilidade de acesso pode fazer uma grande diferença na decisão de viajar.
Com a previsão dos voos diretos entre Guarulhos e Cusco a partir de março de 2027, acreditamos que mais brasileiros poderão conhecer a cidade, seja em uma primeira visita ao Peru ou em uma viagem para descobrir novos lugares além dos roteiros tradicionais. Reduzir o tempo de deslocamento e evitar uma conexão em Lima torna o planejamento mais prático e abre espaço para viagens mais curtas.
Para nós, esse movimento também representa uma oportunidade de nos aproximarmos ainda mais do público brasileiro, entendendo suas preferências e oferecendo um atendimento cada vez mais alinhado às suas expectativas. Queremos que os visitantes se sintam bem recebidos, conheçam a cultura local e aproveitem tudo o que Cusco tem a oferecer.

4. Lima é reconhecida internacionalmente por sua gastronomia. Quais são os destaques gastronômicos do JW Marriott Lima e como o hotel valoriza os sabores e a culinária peruana para atrair tanto turistas quanto o público local?
A gastronomia é uma das grandes riquezas de Lima, e temos muito orgulho de fazer parte desse cenário. No JW Marriott Lima, procuramos oferecer opções para diferentes momentos e perfis de público, sempre valorizando os sabores peruanos e combinando-os com referências internacionais.
O La Vista é um dos nossos destaques, com pratos que valorizam a culinária peruana, bufês de café da manhã e almoço, opções à la carte e o tradicional chá da tarde. No JW Lounge, reunimos propostas como ceviches, sushi, coquetéis autorais e culinária nikkei, que representa a interessante combinação das influências japonesa e peruana.
Já o JW Market tem uma proposta mais informal, com cafés, sanduíches, confeitaria e sobremesas. Gosto de destacar essa diversidade porque ela permite receber não apenas quem está hospedado conosco, mas também os moradores de Lima, que encontram no hotel um lugar para almoçar, encontrar amigos ou simplesmente aproveitar um bom momento.
Acreditamos que a gastronomia é uma forma muito especial de apresentar a identidade de um destino. Por isso, buscamos valorizar os ingredientes, a criatividade dos profissionais e a riqueza da cozinha peruana, mantendo o cuidado com o serviço que faz parte da nossa proposta de hospitalidade.

5. Com a mudança de bandeira prevista para 2028, o atual JW Marriott Lima, em Miraflores, passará a operar sob a marca The Ritz-Carlton. Como você enxerga essa transformação e o que ela representa para o futuro da hotelaria de luxo em Lima e no Peru?
Vejo esse movimento como um momento muito importante para a hotelaria de luxo no Peru. Lima vem conquistando cada vez mais reconhecimento internacional, não apenas pela gastronomia, mas também pela cultura, pela oferta turística e pela capacidade de receber viajantes que procuram um serviço diferenciado.
A previsão é que o atual JW Marriott Lima passe a integrar a marca The Ritz-Carlton em 2029. Para mim, essa transformação representa uma oportunidade de dar um novo passo na evolução da hotelaria de alto padrão na cidade, trazendo uma marca reconhecida mundialmente pela atenção aos detalhes, pelo serviço personalizado e pelo cuidado com cada hóspede.
Ao mesmo tempo, é importante entender que cada marca tem sua própria identidade. A proposta do The Ritz-Carlton é diferente daquela do JW Marriott, e a transição deverá refletir esse posicionamento. Os detalhes sobre os serviços, o design e as possíveis mudanças na operação ainda serão definidos e comunicados ao longo do processo.
Olhando para o futuro, acredito que Lima tem potencial para se consolidar ainda mais como um destino de referência na América Latina. E o mais importante é que esse crescimento venha acompanhado de uma hospitalidade autêntica, que valorize a cultura peruana e faça com que cada hóspede se sinta verdadeiramente bem recebido. É esse cuidado que, na minha visão, faz a diferença e permanece na memória de quem nos visita.















