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Taxa ambiental em Guarujá deve entrar na conta da viagem em 2027

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Taxa ambiental em Guarujá
Guarujá seguirá outras cidades paulistas que adotam a TPA, embora os modelos sejam diferentes. Em Ubatuba, a cobrança funciona por diária desde fevereiro de 2023.(Crédito: DTIA)

A taxa ambiental em Guarujá deve começar a ser cobrada em 2027 dos veículos de turistas que entrarem no município da Baixada Santista. A prefeitura confirmou a previsão na sexta-feira (23), mas ainda não definiu a data de início da operação. A cobrança será diária, conforme a categoria do veículo e o tempo de permanência, limitada a 15 diárias por mês. 

REDAÇÃO DO DIÁRIO com jornais locais 

Com os estudos técnicos preliminares concluídos, a administração municipal prepara a licitação para contratar a concessionária responsável pelo sistema. Segundo a prefeitura, o edital será publicado ainda em 2026. A implantação depende das próximas etapas desse processo.

Taxa ambiental em Guarujá: quanto poderá custar

Aprovada pela Câmara Municipal no fim de 2025, a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) tem valores vinculados à Unidade Fiscal de Guarujá (UFG), atualizada anualmente. Considerando a referência de R$ 4,86 por UFG em 2026, a tabela corresponde aos seguintes valores:

CategoriaValor em UFGDiária pela referência de 2026
Motocicletas1,5R$ 7,29
Veículos de passeio com até oito lugares4R$ 19,44
Vans, utilitários e picapes8R$ 38,88
Micro-ônibus20R$ 97,20
Ônibus e caminhões30R$ 145,80

Como a unidade fiscal passa por atualização anual, os valores em reais poderão mudar até o início da cobrança em 2027. Noticias R7

Moradores e proprietários de imóveis terão isenção

Para os moradores de Guarujá, está prevista a isenção de até quatro veículos emplacados no município por residência. Quem possui imóvel na cidade, mas mora em outra localidade, poderá cadastrar até dois carros para obter o benefício. Segundo a administração municipal, a dispensa também alcançará moradores das demais cidades da Baixada Santista.

A prefeitura afirma que a receita da taxa ambiental em Guarujá contribuirá para contratar monitores ambientais, reforçar a limpeza dos pontos turísticos e combater o turismo predatório. Esses são os objetivos apresentados pelo município para justificar a medida.

Cobrança também ocorre no litoral norte

Guarujá seguirá outras cidades paulistas que adotam a TPA, embora os modelos sejam diferentes. Em Ubatuba, a cobrança funciona por diária desde fevereiro de 2023. Veículos de pequeno porte pagam R$ 13,86, e uma proposta encaminhada pela prefeitura em setembro de 2026 pretende elevar esse valor para R$ 25.

Em Ilhabela, onde a cobrança foi retomada em março de 2026, o pagamento ocorre por entrada do veículo, independentemente da duração da estadia. Os valores variam de R$ 10 para motocicletas a R$ 140 para ônibus. Noticias R7

Royal Palm Plaza moderniza espaço para eventos com investimento de R$ 2 milhões

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Novo Espaço Lumini do Royal Palm Plaza Resort, em Campinas, conta com painel de LED de 220 polegadas e tecnologia audiovisual de última geração. (Crédito: Divulgação)
Novo Espaço Lumini do Royal Palm Plaza Resort, em Campinas, conta com painel de LED de 220 polegadas e tecnologia audiovisual de última geração. (Crédito: Divulgação)

O Royal Palm Plaza Resort, em Campinas (SP), apresentou o novo Espaço Lumini, ambiente voltado a reuniões e eventos corporativos que recebeu investimento de aproximadamente R$ 2 milhões em modernização.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias

Com capacidade para até 64 pessoas, a sala em formato de cinema reúne recursos audiovisuais de última geração, acessibilidade e uma estrutura projetada para atender às demandas do turismo de negócios. O projeto contou com soluções tecnológicas do Grupo R1.

Com capacidade para até 64 pessoas, auditório reformulado do Royal Palm Plaza oferece estrutura para reuniões, treinamentos e apresentações corporativas. (Crédito: Divulgação)
Com capacidade para até 64 pessoas, auditório reformulado do Royal Palm Plaza oferece estrutura para reuniões, treinamentos e apresentações corporativas. (Crédito: Divulgação)

Novo Espaço Lumini aposta em tecnologia e experiência imersiva

O Espaço Lumini passou por um processo de revitalização que combinou mudanças na decoração, melhorias no conforto e atualização dos equipamentos. A proposta é oferecer um ambiente funcional para reuniões, treinamentos, lançamentos de produtos, apresentações e experiências de marca.

Entre os principais destaques está o painel de LED P1 de 220 polegadas, desenvolvido para proporcionar imagens de alta resolução e riqueza de detalhes. A estrutura também conta com sistema de som tridimensional e imersivo, semelhante ao utilizado em salas de cinema.

A infraestrutura audiovisual, fornecida pelo Grupo R1, inclui dois computadores profissionais dedicados à exibição de conteúdos e uma Apple TV, que facilita a conexão de dispositivos durante as apresentações.

Outro diferencial é o sistema plug & play, que permite iniciar as atividades conectando um laptop aos equipamentos já instalados, reduzindo a necessidade de montagens adicionais e agilizando a preparação dos eventos.

Hall do Espaço Lumini reúne ambientes de convivência e recepção, ampliando as possibilidades para encontros e eventos corporativos. (Crédito: Divulgação)
Hall do Espaço Lumini reúne ambientes de convivência e recepção, ampliando as possibilidades para encontros e eventos corporativos. (Crédito: Divulgação)

Acessibilidade e conforto estão entre os diferenciais

Além dos investimentos em tecnologia, o novo auditório do Royal Palm Plaza Resort foi planejado para oferecer melhores condições de acessibilidade e ergonomia aos participantes.

Com capacidade para receber até 64 pessoas, o ambiente dispõe de assentos específicos para canhotos, além de posições adaptadas para pessoas com deficiência (PCD) e pessoas com obesidade.

A estrutura também contempla um foyer mobiliado e decorado, que pode ser utilizado para recepções, coffee breaks e coquetéis. Uma antessala exclusiva permite organizar recepções VIP e encontros reservados.

Os ambientes complementares ampliam as possibilidades de utilização do Espaço Lumini, atendendo desde pequenas reuniões executivas até apresentações empresariais que exigem recursos audiovisuais mais sofisticados.

Royal Palm Plaza reforça atuação no turismo de negócios

A inauguração do novo Espaço Lumini integra a estratégia do Royal Palm Plaza Resort de ampliar a oferta de ambientes para o segmento corporativo, combinando tecnologia, conforto e versatilidade.

Localizado em Campinas, no interior paulista, o empreendimento faz parte do grupo Royal Palm Hotels & Resorts, que atua nos mercados de hotelaria, lazer, eventos e turismo de negócios.

Fundado em 1997, o grupo reúne seis empreendimentos, entre eles o Royal Palm Plaza Resort, o hotel boutique The Palms, o Royal Palm Hall, os hotéis Royal Palm Tower de Indaiatuba e Campinas Anhanguera e o Hotel Contemporâneo.

O portfólio inclui ainda o programa de férias Royal Palm Signature. A rede integra a holding Arcel Empreendimentos e Participações S.A.

Com a modernização do auditório, o Royal Palm Plaza amplia suas opções para empresas e organizadores que buscam infraestrutura tecnológica integrada para a realização de eventos em Campinas. Saiba mais no site.

Porto de Galinhas: destino seguro para mulheres

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Área de lazer do Village Hotel Resorts, que recebeu a equipe do DIÁRIO DO TURISMO durante a cobertura em Porto de Galinhas. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
Área de lazer do Village Hotel Resorts, que recebeu a equipe do DIÁRIO DO TURISMO durante a cobertura em Porto de Galinhas. (Crédito:Gabriela Alves e Jhully Serafim)

Entre os dias 12 e 16 de outubro, o DIÁRIO DO TURISMO esteve em Recife e visitou as praias de Porto de Galinhas de ponta a ponta, percorrendo o litoral sul de Pernambuco para conhecer de perto a estrutura turística da região e entender por que o destino segue sendo recomendado para mulheres que viajam sozinhas, em grupo ou em família.

Por Jhully Serafim (colaboração)

A equipe se hospedou no Village Hotel Resorts, no dia 12, e contou com o apoio da Luck Receptivo, responsável por levar a equipe aos passeios realizados ao longo da cobertura.

Banhistas aproveitam as águas rasas e a paisagem do litoral de Porto de Galinhas, em Pernambuco. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
Banhistas aproveitam as águas rasas e a paisagem do litoral de Porto de Galinhas, em Pernambuco. (Crédito: Gabriela Alves e Jhully Serafim)

Um litoral pensado para receber bem

Logo na chegada a Recife, o roteiro seguiu rumo ao litoral do município de Ipojuca, onde fica a Vila de Porto de Galinhas, point mais movimentado da região, concentrando pousadas, restaurantes, lojas e agências de passeios. É também o ponto de partida mais comum para conhecer as famosas piscinas naturais formadas por recifes de corais que, na maré baixa, criam piscinas de água cristalina com peixes coloridos circulando entre os banhistas, geralmente acessadas a bordo das tradicionais jangadas coloridas que saem direto da praia.

Passeio de buggy percorre a faixa de areia e revela paisagens de coqueirais ao longo do litoral pernambucano. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
Passeio de buggy percorre a faixa de areia e revela paisagens de coqueirais ao longo do litoral pernambucano. (Crédito: Gabriela Alves e Jhully Serafim)

A reportagem seguiu de buggy pelas praias vizinhas, que, juntas, formam um dos trechos de litoral mais preservados do Nordeste:

  • Praia de Muro Alto, protegida por uma barreira natural de recifes que forma piscinas calmas e rasas, ideais tanto para quem viaja com crianças quanto para quem busca tranquilidade longe da agitação da Vila;
  • Praia do Cupe, mais reservada, com mar aberto e ondas que atraem surfistas, além de boa estrutura de pousadas e resorts;
  • Praia dos Carneiros, um pouco mais distante, no município vizinho de Tamandaré, com coqueirais extensos, águas calmas represadas por um recife e a charmosa capela de São Benedito à beira-mar, eleita repetidas vezes uma das praias mais bonitas do Brasil;
  • As ruínas da Casa do Governador, remanescentes históricos à beira-mar que fazem parte do roteiro de buggy pela orla.

O giro ainda incluiu uma extensão até Maragogi, já no litoral norte de Alagoas, outro destino de piscinas naturais que costuma ser combinado com roteiros saindo de Porto de Galinhas.

As águas em tons de verde e azul de Maragogi, em Alagoas, encantam visitantes que exploram o litoral nordestino. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
As águas em tons de verde e azul de Maragogi, em Alagoas, encantam visitantes que exploram o litoral nordestino. (Crédito: Gabriela Alves e Jhully Serafim)

Por que Porto de Galinhas é visto como destino seguro para mulheres

Porto de Galinhas figura com frequência entre os destinos de praia brasileiros mais recomendados para mulheres que viajam desacompanhadas. Entre os fatores citados por quem conhece a região, estão:

  • Uma vila central compacta e majoritariamente voltada ao turismo, com boa movimentação de visitantes e comércio funcionando até a noite;
  • Policiamento reforçado nas áreas centrais e nas praias durante a alta temporada;
  • Ampla oferta de pousadas, agências e passeios guiados, o que reduz a necessidade de deslocamentos por conta própria em horários ou locais menos movimentados;
  • Uma estrutura turística consolidada há décadas, com moradores e comerciantes acostumados a atender viajantes sozinhos, casais, famílias e grupos de amigas.

Como em qualquer destino turístico, a recomendação de guias e agências locais é a mesma de sempre: evitar ruas vazias e praias isoladas à noite, não deixar pertences sem vigilância na areia e priorizar passeios contratados com agências estabelecidas. São cuidados básicos que, segundo relatos de viajantes e operadores da região, não comprometem a sensação geral de acolhimento e tranquilidade que caracteriza Porto de Galinhas.

Restaurantes, lojas e estabelecimentos comerciais movimentam o centrinho de Porto de Galinhas também durante a noite. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
Restaurantes, lojas e estabelecimentos comerciais movimentam o centrinho de Porto de Galinhas também durante a noite. (Crédito: Gabriela Alves e Jhully Serafim)
Praia dos Carneiros, em Tamandaré, reúne águas azuladas, faixa de areia e vegetação preservada no litoral sul de Pernambuco. (Crédito: Jhully Serafim / DT)
Praia dos Carneiros, em Tamandaré, reúne águas azuladas, faixa de areia e vegetação preservada no litoral sul de Pernambuco. (Crédito: Gabriela Alves e Jhully Serafim)

Azul transporta 2,4 milhões de passageiros em setembro; veja as principais rotas

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Aeronave da Azul - Crédito: divulgação - Azul Viagens
Aeronave da Azul - Crédito: divulgação

Companhia aérea acumula mais de 22,7 milhões de clientes transportados em 2026, com destaque para conexões entre Recife, Viracopos e Guarulhos

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

A Azul transportou mais de 2,4 milhões de passageiros em setembro de 2026, considerando suas operações domésticas e internacionais. Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram divulgados pela companhia nesta segunda-feira (26).

No acumulado de janeiro a setembro, a empresa ultrapassou a marca de 22,7 milhões de clientes transportados. O levantamento também revela quais foram as rotas com maior movimentação na malha aérea da Azul durante os nove primeiros meses do ano.

Recife e Viracopos lideram ranking de rotas da Azul

A ligação entre os aeroportos de Recife (PE) e Viracopos, em Campinas (SP), foi a rota que mais transportou passageiros pela Azul entre janeiro e setembro de 2026.

Na segunda posição aparece o trecho entre Recife e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Já a conexão entre Porto Alegre (RS) e Viracopos ocupa o terceiro lugar.

O ranking das cinco rotas com maior volume de passageiros é completado pelas ligações entre Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), na quarta posição, e Congonhas (SP) e Confins (MG), na quinta.

Confira as cinco rotas mais movimentadas da Azul em 2026, até setembro:

  1. Recife (PE) – Viracopos (SP)
  2. Recife (PE) – Guarulhos (SP)
  3. Porto Alegre (RS) – Viracopos (SP)
  4. Congonhas (SP) – Santos Dumont (RJ)
  5. Congonhas (SP) – Confins (MG)

Hubs estratégicos reforçam conectividade aérea

Os resultados evidenciam a importância dos principais centros de conexão da Azul para a distribuição de passageiros pelo território brasileiro. Aeroportos como Viracopos, Recife e Confins desempenham papel relevante na integração entre diferentes regiões do país.

Atualmente, a companhia atende mais de 130 destinos nacionais e internacionais, com uma malha que conecta capitais, grandes centros urbanos e cidades do interior.

Para Henrique Cerchi Saad, gerente sênior de Planejamento Estratégico da Azul, os números mostram a relevância da conectividade oferecida pela empresa e o papel de seus principais hubs na operação.

“Esses dados reforçam a importância da conectividade oferecida pela Azul nas diferentes regiões do país com voos de partida e chegada para os mais de 130 destinos nacionais e internacionais atendidos. Outro dado interessante é a força dos nossos hubs e isso ficou evidente nos destaques do ranking das rotas entre aeroportos que mais transportaram clientes, como foi o caso de Viracopos, Recife e Confins. A estratégia da Azul é oferecer uma malha aérea eficiente e uma experiência cada vez mais completa aos Clientes”, disse Henrique Cerchi Saad, gerente sênior de Planejamento Estratégico da Azul.

Azul supera 22,7 milhões de passageiros em nove meses

O volume acumulado nos nove primeiros meses de 2026 reforça a dimensão da operação da Azul no mercado aéreo brasileiro, tanto nos voos nacionais quanto nas ligações internacionais.

Os dados divulgados pela companhia também destacam o peso das conexões que envolvem aeroportos estratégicos na movimentação de passageiros e na organização de sua rede de destinos.

Com foco na conectividade regional, a Azul mantém sua estratégia de oferecer ligações entre diferentes mercados e ampliar as possibilidades de deslocamento dos passageiros dentro e fora do Brasil. Saiba mais no site.

Europamundo cresce 3,5% no Brasil e prepara encontro internacional na Grécia

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Alejandro de la Osa, CEO da Europamundo Vacaciones - foto: divulgação
Alejandro de la Osa, CEO da Europamundo Vacaciones - foto: divulgação

30ª Convenção Anual acontece de 29 de outubro a 2 de novembro, na Grécia, com representantes de 50 países; mercado brasileiro responde por 17% das vendas mundiais da operadora

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias

A Europamundo Vacaciones realizará sua 30ª Convenção Anual de Operadores entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro de 2026, em Chania, na ilha de Creta, na Grécia. O encontro deverá reunir cerca de 300 profissionais do turismo de 50 países, além de representantes de mais de 95 empresas parceiras.

A edição comemorativa terá como foco o fortalecimento das relações comerciais, a análise dos desafios do turismo internacional e as oportunidades de crescimento da operadora. O Brasil terá participação de destaque, com uma delegação de mais de dez profissionais e posição estratégica nos resultados globais da companhia.

Convenção da Europamundo celebra 30 edições de parcerias internacionais

Com o tema “30 encontros compartilhando o caminho”, a convenção marcará três décadas de reuniões entre a Europamundo e seus parceiros comerciais de diferentes mercados.

A programação será dedicada à discussão de tendências do turismo, mudanças no comportamento dos viajantes e possibilidades de expansão dos negócios. Também estão previstas sessões de análise, debates e atividades voltadas à troca de experiências entre operadores internacionais.

Para Alejandro de la Osa, CEO da Europamundo Vacaciones, a longevidade do evento representa não apenas o crescimento da empresa, mas também a consolidação de relacionamentos construídos ao longo dos anos.

“Chegar à nossa 30ª convenção é motivo de especial satisfação. Ao longo de todos esses encontros, compartilhamos desafios, aprendizados e muitos projetos que nos permitiram crescer juntos. O que é realmente importante não é apenas o caminho percorrido, mas as relações que construímos e o entusiasmo em continuar avançando rumo a novos horizontes”, diz Alejandro de la Osa, CEO da Europamundo Vacaciones.

Creta será palco de encontros de negócios e experiências culturais

A escolha de Chania, uma das cidades históricas de Creta, permitirá integrar as atividades profissionais da convenção à programação cultural e turística da região.

Conhecida por seu patrimônio histórico, paisagens mediterrâneas e tradições locais, a ilha grega receberá os participantes em uma agenda que combinará reuniões de trabalho, encontros sociais e experiências relacionadas à cultura cretense.

O evento contará com apoio institucional de Creta, iniciativa que também contribuirá para promover o destino junto a operadores e representantes do turismo de diferentes países.

Além das atividades oficiais, a Europamundo prepara momentos de confraternização para celebrar a trajetória da convenção. Após o encerramento, os participantes terão a possibilidade de integrar um post-tour, prolongando a permanência no destino e conhecendo outros atrativos da região.

Brasil está entre os três maiores mercados da Europamundo

A participação brasileira será um dos destaques da 30ª Convenção Anual. Mais de dez profissionais, incluindo executivos da Europamundo e representantes de operadoras nacionais, estarão presentes em Creta.

Segundo a companhia, o Brasil ocupa uma das três primeiras posições em seu ranking global de vendas, demonstrando a relevância do mercado nacional para a estratégia de expansão internacional.

Clayton Araújo, gerente Comercial da Europamundo no Brasil, destaca que o desempenho brasileiro reflete a força da distribuição e o relacionamento com as operadoras e agências de viagens.

“O Brasil é um mercado estratégico para a Europamundo, figurando entre os três principais em vendas globais, com 17% de market share mundial”, diz Clayton Araújo, gerente Comercial da Europamundo no Brasil.

Mesmo diante de fatores que podem influenciar o comportamento dos consumidores, como tensões geopolíticas, dificuldades relacionadas à emissão de vistos, Copa do Mundo e eleições, o mercado brasileiro mantém resultados positivos para a operadora.

De acordo com Araújo, as vendas no país já acumulam crescimento de 3,5% em relação a 2025. O executivo compara o desempenho à projeção de expansão de 1,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, mencionada pela empresa.

“Ou seja, estamos crescendo quase o dobro do projetado para a economia nacional, o que demonstra a força da nossa marca, a consistência da nossa estratégia comercial e o potencial do mercado brasileiro. Mais do que um resultado positivo, esse desempenho reforça nossa capacidade de evoluir em um mercado consolidado, fortalecer parcerias e transformar oportuniaddes em crescimento sustentável”, diz Araújo.

A presença brasileira na convenção também deverá favorecer o intercâmbio com parceiros internacionais e as discussões sobre novas oportunidades comerciais, em um momento em que a Europamundo busca consolidar sua atuação nos principais mercados emissores. Saiba mais no site.

Brasil é o mais bem preparado da América Latina para o turismo, diz ranking

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Toni Sando, presidente da Unedestinos - Crédito: divulgação / Imagem e Arte
Toni Sando, presidente da Unedestinos - Crédito: divulgação / Imagem e Arte

Mesmo à frente de Chile, México e Argentina, país enfrenta desafios de infraestrutura, conectividade e gestão dos destinos, segundo a Unedestinos

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da Unedestinos

O Brasil ocupa a primeira posição na América Latina em desenvolvimento de viagens e turismo, mas perdeu espaço na classificação mundial. Segundo o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026 (TTDI), divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o país aparece em 32º lugar entre 110 economias avaliadas, seis posições abaixo do resultado registrado em 2024.

Para a União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos (Unedestinos), o desempenho demonstra a força do turismo brasileiro, mas também evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade e gestão para ampliar os benefícios econômicos da atividade.

Brasil supera países vizinhos, mas perde posições no mundo

Com 4,41 pontos, o Brasil aparece à frente de importantes mercados latino-americanos, como Chile, que ocupa a 35ª posição, México (41ª) e Argentina (48ª). Na liderança mundial estão Japão, Estados Unidos e Espanha, respectivamente.

O levantamento do Fórum Econômico Mundial utiliza 102 indicadores, organizados em 17 pilares, para avaliar as condições de desenvolvimento do turismo. Entre os critérios analisados estão segurança, transporte, ambiente de negócios, recursos naturais e culturais, políticas públicas e sustentabilidade.

Embora tenha apresentado melhora na pontuação, o Brasil recuou da 26ª colocação, em 2024, para o 32º lugar em 2026. O resultado indica que, apesar dos avanços, o país ainda precisa fortalecer fatores essenciais para competir com destinos internacionais mais bem estruturados.

O presidente da Unedestinos, Toni Sando, avalia que a liderança regional deve ser reconhecida, mas considera fundamental ampliar os esforços para que o setor contribua de maneira mais efetiva para o desenvolvimento econômico.

“Celebramos essa posição, que reflete a diversidade e a capacidade do Brasil de atrair visitantes de diferentes perfis. Temos agora o desafio de ampliar os investimentos em infraestrutura, conectividade e gestão, para que o Turismo gere cada vez mais oportunidades de negócios, empregos e renda em todas as regiões do país”, afirma.

Infraestrutura e custos desafiam o crescimento do turismo

Além da classificação dos países, o relatório do Fórum Econômico Mundial chama a atenção para a necessidade de transformar o crescimento do turismo em resultados concretos para as comunidades que recebem visitantes.

Entre os principais desafios identificados estão a concentração de turistas em determinados destinos, a sobrecarga da infraestrutura e o encarecimento das viagens, fatores que podem comprometer a competitividade e a sustentabilidade do setor.

A competitividade de preços apresentou queda em aproximadamente três quartos das economias analisadas. O cenário reforça a importância de políticas de desenvolvimento turístico capazes de equilibrar a expansão da demanda, a qualidade dos serviços e os impactos sobre as localidades.

Para o Brasil, a avaliação também aponta a necessidade de melhorar as condições de acesso aos destinos, fortalecer a conectividade aérea e terrestre e incentivar estratégias que ampliem a distribuição regional dos fluxos turísticos.

Unedestinos defende gestão integrada e valorização dos destinos

Na avaliação da Unedestinos, uma das alternativas para elevar a competitividade brasileira está no fortalecimento da gestão integrada dos destinos, com maior participação de empresas, entidades representativas e poder público.

Nesse contexto, os Convention & Visitors Bureaus (CVBs) desempenham uma função estratégica ao promover localidades, captar eventos e articular diferentes segmentos da cadeia turística.

A atuação dessas organizações também pode estimular o turismo fora dos períodos de alta temporada, atrair eventos corporativos e ampliar a movimentação econômica em municípios que ainda possuem espaço para crescer no mercado nacional e internacional.

Sando ressalta que o desenvolvimento da atividade não deve ser medido apenas pela quantidade de visitantes recebidos, mas também pela capacidade de gerar oportunidades e distribuir os resultados entre as comunidades.

“O Turismo precisa ser trabalhado de forma integrada, considerando não apenas a atração de visitantes, mas também os resultados que essa movimentação gera para cada localidade. Os Convention Bureaux têm um papel nesse processo ao conectar empresas, organizadores de eventos e gestores públicos. Fortalecer essas organizações e ampliar a cooperação entre os destinos são medidas que podem contribuir para que o Brasil avance em competitividade e distribua melhor os benefícios da atividade”, conclui Sando.

A entidade defende que a cooperação entre destinos e o fortalecimento das organizações regionais são caminhos para que o Brasil transforme sua diversidade natural e cultural em maior competitividade e desenvolvimento sustentável.

DIÁRIO se posiciona sobre reeleição de Lula e apresenta dados sobre o turismo

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O DIÁRIO se posiciona pelo respeito à reeleição de Lula, pela defesa das instituições democráticas e por uma política econômica que associe direitos sociais, inovação, investimento produtivo e responsabilidade tributária (Crédito: arquivo DT)

O DIÁRIO DO TURISMO se posiciona pelo respeito à reeleição de Lula, pela defesa das instituições democráticas e por uma política econômica que associe direitos sociais, inovação, investimento produtivo e responsabilidade tributária

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, pela maioria dos votos válidos nas eleições de 2026, renova sua responsabilidade de governar para todos os brasileiros. O DIÁRIO DO TURISMO reconhece a legitimidade da decisão das urnas e defende seu cumprimento, a estabilidade institucional e a continuidade das políticas públicas que apresentem resultados para a sociedade. Respeitar a soberania popular é um compromisso permanente com a democracia, cuja preservação exige liberdade de expressão, fiscalização dos governantes e respeito ao direito de oposição.

CONSELHO EDITORIAL DO DIÁRIO

A relação entre Executivo e Legislativo será decisiva nesse processo. A presença de forças de oposição no Congresso exige negociação e capacidade de construir convergências. Fiscalizar despesas, discutir prioridades e cobrar resultados são atribuições parlamentares indispensáveis. O país, contudo, precisa de acordos que permitam enfrentar seus problemas econômicos e sociais. O turismo oferece um campo concreto de cooperação, porque movimenta estados e municípios administrados por diferentes partidos e conecta investimentos públicos, iniciativa privada e trabalho.

Os números dimensionam essa responsabilidade. Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil registrou 9.287.196 chegadas de turistas internacionais em 2025, o maior volume da série histórica. O resultado representa crescimento de aproximadamente 37,1% sobre 2024, quando foram contabilizados cerca de 6,77 milhões de chegadas. Portanto, o país já havia ultrapassado a referência de 6,5 milhões anteriormente; em 2025, avançou para um patamar superior, que amplia as possibilidades de participação brasileira no mercado mundial de viagens.

Esse movimento tem expressão econômica mensurável. Em 2025, os visitantes internacionais deixaram US$ 7,865 bilhões na economia brasileira, aumento de 7,1% sobre o ano anterior, segundo dados do Banco Central divulgados pela Embratur. Esses recursos circulam em hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. O ingresso de divisas justifica reconhecer os avanços do setor e cobrar políticas que ampliem a permanência dos visitantes, a distribuição dos gastos e a participação dos fornecedores locais na receita gerada.

Os indicadores de 2026 reforçam a importância dessa agenda. Entre janeiro e setembro, o Brasil ultrapassou 7 milhões de chegadas internacionais, das quais mais de 4,9 milhões ocorreram por via aérea, crescimento de 9,7% nessa modalidade em relação ao mesmo período de 2025. Já os gastos dos visitantes estrangeiros somaram aproximadamente US$ 7,4 bilhões entre janeiro e agosto, conforme divulgação do Ministério de Portos e Aeroportos baseada no Banco Central. São períodos e indicadores distintos, mas ambos demonstram a dimensão econômica alcançada pela atividade.

Na abertura do BTM Brazil Travel Market, em Fortaleza, acompanhada pelo jornalista Paulo Atzingen, editor deste DIÁRIO, o presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou o planejamento que antecede esses resultados. “O turista não cai de paraquedas no Brasil”, afirmou. A observação sintetiza o trabalho de promoção, inteligência de mercado e negociação necessário para conquistar visitantes e ampliar rotas aéreas. Reconhecer a contribuição das políticas públicas é tão necessário quanto reconhecer o trabalho das empresas e dos profissionais que recebem esses viajantes.

A continuidade desse crescimento depende também de investimentos em tecnologia. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê cerca de R$ 23 bilhões para o período de 2024 a 2028, destinados a infraestrutura, formação profissional, inovação e aplicações da tecnologia. Trata-se de uma previsão de investimento, cuja execução precisa ser acompanhada. Para o turismo, defendemos que essa agenda alcance pequenos empreendimentos, com ferramentas de gestão, acessibilidade, atendimento, comercialização e análise de demanda, acompanhadas de capacitação e proteção dos dados dos usuários.

Atrair novas empresas e ampliar a indústria de transformação também deve integrar a estratégia de desenvolvimento. Há instrumentos concretos nessa direção: o Brasil Semicon moderniza o apoio à cadeia de semicondutores, com incentivos e medidas voltadas à produção, pesquisa e inovação. O DIÁRIO defende estímulos tributários transparentes, associados a compromissos verificáveis de investimento, empregos, qualificação e desenvolvimento de fornecedores nacionais. A instalação de unidades produtivas e centros tecnológicos pode, adicionalmente, favorecer viagens corporativas, feiras, congressos e a demanda por serviços nos municípios que os recebem.

A garantia de direitos sociais precisa caminhar com o fortalecimento da economia na base da pirâmide. Saúde, educação, proteção social e trabalho digno devem ser acompanhados por crédito acessível, assistência técnica e oportunidades para microempreendedores, cooperativas e pequenos negócios. No turismo, isso significa criar condições para que guias, artesãos, produtores rurais, comerciantes, restaurantes e meios de hospedagem locais participem efetivamente do crescimento. A qualidade do desenvolvimento deve ser medida também pela renda que permanece nas comunidades e pela capacidade de ampliar sua autonomia econômica.

Incentivar a produção exige, simultaneamente, fiscalização rigorosa da arrecadação e dos benefícios concedidos. A Receita Federal informa que o adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido busca assegurar tributação efetiva mínima de 15% para grupos multinacionais enquadrados nas regras, com receita anual consolidada igual ou superior a 750 milhões de euros em pelo menos dois dos quatro anos fiscais anteriores. O instrumento integra o esforço internacional de enfrentamento à erosão da base tributária e deve ser acompanhado de capacidade técnica, transparência e cooperação entre administrações fiscais.

Essa fiscalização deve alcançar grandes grupos econômicos, conglomerados de comunicação e bigtechs segundo critérios técnicos, sem privilégios decorrentes de influência política ou poder de mercado.

Essa fiscalização deve alcançar grandes grupos econômicos, conglomerados de comunicação e bigtechs segundo critérios técnicos, sem privilégios decorrentes de influência política ou poder de mercado. Defendemos o combate à sonegação, à ocultação de patrimônio e às transferências artificiais de lucros utilizadas para reduzir indevidamente a tributação, inclusive por estruturas em paraísos fiscais. Remessas legais ao exterior e investimentos internacionais regulares precisam ser distinguidos de operações ilícitas. A apuração deve seguir evidências, assegurar o direito de defesa e responsabilizar os infratores, preservando a concorrência e os recursos que financiam serviços públicos.

O DIÁRIO DO TURISMO se posiciona pelo respeito à reeleição de Lula, pela defesa das instituições democráticas e por uma política econômica que associe direitos sociais, inovação, investimento produtivo e responsabilidade tributária. Os avanços do turismo justificam reconhecimento e elevam as obrigações do governo que continuará à frente do país. Esperamos diálogo com o Legislativo, isonomia e lisura do poder judiciário, avaliação dos incentivos, combate aos ilícitos e continuidade das ações eficazes. O resultado a perseguir é concreto: mais oportunidades de trabalho, empresas capazes de produzir e inovar e maior participação da população na riqueza gerada.

ABEAR esclarece cancelamentos após suspeitas de interferência eleitoral

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ABEAR esclarece
Nesse contexto, a ABEAR esclarece que as decisões de cancelamento obedecem a procedimentos técnicos rigorosos e repudia a atribuição de outras motivações às medidas de segurança (Crédito: DTIA)

ABEAR esclarece que os cancelamentos de voos decorrem de razões meteorológicas ou operacionais e seguem critérios de segurança, após a circulação de publicações que atribuíram motivação eleitoral a suspensões de viagens para o Nordeste. A manifestação foi divulgada no domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026, em meio a reclamações de passageiros e ao reforço do monitoramento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

REDAÇÃO DO DIÁRIO com agências

O episódio que impulsionou a repercussão foi o cancelamento do voo G3 1979, da Gol, entre Porto Alegre e Salvador, no sábado (24). Segundo a companhia, a aeronave apresentou problemas técnicos. Passageiros protestaram no Aeroporto Salgado Filho, enquanto publicações nas redes sociais ampliaram o caso para uma suposta suspensão generalizada de ligações entre o Sul e o Nordeste.

Os números divulgados pela Anac não indicaram uma alteração excepcional na operação nacional. Até as 13h de domingo, haviam sido registrados 35 cancelamentos entre 3.797 voos programados para os dias 24 e 25, equivalentes a aproximadamente 0,9%. No fim de semana anterior, em 17 e 18 de outubro, foram 36 cancelamentos entre 4.233 operações previstas, patamar semelhante ao observado no período eleitoral.

Em levantamento divulgado no domingo, a agência identificou quatro cancelamentos com destino ao Nordeste: Porto Alegre–Salvador, da Gol; Brasília–Recife e Maceió–Recife, da Azul; e Guarulhos–Maceió, da Latam. Embora tenha informado não haver anormalidade no fluxo aéreo, a Anac cobrou das empresas informações urgentes sobre as providências para reacomodar os passageiros afetados.

As companhias apresentaram explicações e medidas de atendimento. A Gol informou ter reacomodado os passageiros e disponibilizado um voo extra que chegou a Salvador antes das 4h de domingo. A Azul declarou ter realizado mais de 160 voos para o Nordeste no sábado, com outros 159 programados para domingo. A Latam atribuiu o cancelamento entre Guarulhos e Maceió a condições meteorológicas adversas.

A repercussão também levou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva a notificar extrajudicialmente Gol, Latam e Azul. Segundo a Folha de S.Paulo, foram solicitadas informações sobre alterações de voos, passageiros atingidos e justificativas, além da preservação de registros operacionais entre 23 e 25 de outubro. As notificações não atribuíram às empresas intenção de interferir nas eleições e ressalvaram a necessidade de decisões motivadas por segurança.

Nesse contexto, a ABEAR esclarece que as decisões de cancelamento obedecem a procedimentos técnicos rigorosos e repudia a atribuição de outras motivações às medidas de segurança. Os dados apresentados pela Anac ajudam a dimensionar os episódios e não sustentam a alegação de cancelamentos generalizados. A avaliação sobre a regularidade da malha, porém, não dispensa a explicação de cada ocorrência nem comprova, por si só, que todos os passageiros receberam atendimento adequado.

A entidade afirma que suas associadas prestam assistência conforme a Resolução 400 da Anac. A regulamentação prevê obrigações de informação e atendimento aos viajantes, e a agência reiterou, ao anunciar sua atualização em setembro, que a assistência material permanece exigível mesmo em situações de caso fortuito ou força maior. Assim, a prioridade da segurança operacional deve ser acompanhada de comunicação clara e providências para atender quem teve a viagem interrompida.

Lula reeleito: a democracia exige mais do que celebrar – Por Bayard Do Coutto Boiteux

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Lula reeleito
O voto é uma escolha e também uma cobrança. Quem volta ao Palácio do Planalto recebe a oportunidade de aprofundar avanços, corrigir erros e enfrentar problemas que continuam ferindo o cotidiano da população (Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser saudada. Ela traduz a confiança de milhões de brasileiros na democracia, na possibilidade de reduzir desigualdades e na construção de um país que não abandone os mais vulneráveis. A vitória, porém, não encerra o debate: abre um novo ciclo de responsabilidades.

O resultado das urnas também revela um país dividido. Caberá ao presidente reeleito construir pontes, recuperar espaços de diálogo e governar para todos os brasileiros. Isso exige ouvir quem pensa diferente, respeitar a pluralidade e não transformar divergências em muros. A conciliação não significa abrir mão de princípios; significa reconhecer que o país só avança quando a democracia acolhe a diversidade e busca objetivos comuns.

O voto é uma escolha e também uma cobrança. Quem volta ao Palácio do Planalto recebe a oportunidade de aprofundar avanços, corrigir erros e enfrentar problemas que continuam ferindo o cotidiano da população. O país precisa de diálogo, justiça social, oportunidades e resultados concretos. Celebrar a democracia significa protegê-la todos os dias, com respeito às instituições e compromisso com quem mais precisa.

Entre os temas que exigem atenção especial está a segurança. Não há desenvolvimento pleno quando as pessoas vivem com medo, quando trabalhadores deixam de circular em determinados horários ou quando comunidades inteiras convivem com a violência. Segurança pública é um direito da população e uma condição para que todos possam ocupar as ruas, usar o transporte, frequentar espaços culturais e receber visitantes com tranquilidade.

Essa atenção é indispensável também para o turismo. O visitante precisa poder conhecer um bairro, caminhar, usar o transporte e aproveitar uma atração sem receio de ser vítima de violência. Mas a segurança turística deve beneficiar, antes de tudo, moradores e trabalhadores, que enfrentam diariamente os efeitos da violência e da ausência de serviços públicos em algumas áreas.

Defendo o fortalecimento e a ampliação, em todo o país, dos batalhões especializados em turismo. Onde essas unidades já existem, é preciso garantir efetivo, equipamentos e formação contínua. Nos estados e destinos que ainda não contam com esse serviço, sua criação deve ser considerada como parte de uma política nacional de segurança turística. Esses batalhões precisam atuar de forma articulada, com preparo para orientar moradores e visitantes, prevenir ocorrências e responder com rapidez às situações de risco.

Segurança não se resume ao policiamento. Ruas bem iluminadas, transporte confiável, sinalização clara, canais de emergência acessíveis e equipes preparadas para acolher vítimas fazem parte de uma política completa. Também é importante reunir forças de segurança, governos, representantes do turismo, trabalhadores e comunidades locais em conselhos de segurança turística. Com planejamento, informação compartilhada e ações preventivas, será possível identificar áreas de maior risco e oferecer respostas mais eficazes.

Entre as áreas que merecem atenção permanente está o turismo. Nos últimos quatro anos, o setor voltou a ocupar espaço no debate sobre desenvolvimento, emprego e geração de renda. O Brasil superou a marca de 9 milhões de turistas estrangeiros em 2025, um recorde, e o turismo responde por quase 8% do PIB. Esses números revelam a dimensão de uma atividade que movimenta hotéis, restaurantes, transportes, cultura, comércio e milhares de pequenos negócios.

Também é preciso reconhecer o trabalho minucioso de Marcelo Freixo à frente da Embratur. Sua gestão fortaleceu a profissionalização da agência, com uma equipe técnica e o uso de inteligência de dados para orientar a promoção internacional do Brasil. Promover um destino exige pesquisa, planejamento, diálogo com o setor e continuidade. É um trabalho que nem sempre aparece nas manchetes, mas que ajuda a transformar a imagem do país em interesse, rotas, visitantes e oportunidades.

O turismo não pode ser tratado como assunto periférico nem depender apenas do entusiasmo de cada governo. Ele conecta regiões, valoriza a cultura, cria empregos e pode distribuir renda para além dos grandes centros. Para isso, precisa de políticas articuladas: promoção internacional, infraestrutura, conectividade aérea, qualificação profissional, preservação ambiental, segurança e apoio aos destinos que ainda não conseguiram mostrar todo o seu potencial.

É nesse contexto que ganha força a necessidade de uma PEC do Turismo. O setor precisa de uma base constitucional que dê continuidade às políticas públicas e ofereça condições mais estáveis para seu desenvolvimento. Já existe no Senado a PEC 12/2024, que propõe mecanismos de fomento ao turismo e destinação de recursos para o setor. É necessário fazer esse debate avançar, com participação ampla e compromisso com o desenvolvimento nacional.

Uma emenda constitucional não resolverá, sozinha, os desafios do turismo. Mas pode ajudar a dar previsibilidade, orientar investimentos e reconhecer que essa atividade merece planejamento de longo prazo. O Brasil precisa tratar o turismo como política de Estado, integrada à cultura, ao meio ambiente, à mobilidade, à segurança e à geração de emprego.

A vitória eleitoral dá ao presidente reeleito a oportunidade de unir o país em torno de objetivos comuns. O desafio será conciliar uma nação dividida e governar para todos, sem distinções, com respeito às diferenças e compromisso com o bem comum. A democracia pede escuta, responsabilidade e disposição para corrigir caminhos. Pede também que cada setor estratégico seja considerado com seriedade — inclusive a segurança pública e o turismo, ligados à liberdade de ir e vir, à qualidade de vida e à capacidade de o Brasil receber o mundo.

A reeleição merece ser celebrada. E será ainda mais digna de celebração se vier acompanhada de trabalho, diálogo e compromisso com um país mais unido, seguro, justo e inclusivo, capaz de transformar suas riquezas em oportunidades para todos.

Bayard Do Coutto Boiteux

Lula reeleito: virada histórica garante quarto mandato

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Lula Reeleito
Lula faz discurso da vitória em hotel na capital paulista — Foto: Rafael Peixoto/g1

Lula reeleito para o quarto mandato presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno deste domingo (25), após terminar a primeira votação em desvantagem. A vitória assegura ao petista um novo período de governo, correspondente ao mandato de 2027–2030.

DA REDAÇÃO

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos e 3,58 pontos percentuais.

O resultado inverteu a posição dos candidatos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Flávio havia conquistado 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, abrindo vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos. Desde a retomada das eleições presidenciais diretas, em 1989, nenhum candidato havia vencido o segundo turno depois de terminar a primeira votação em segundo lugar.

Lula Reeleito: campanha mudou de estratégia após o primeiro turno

A desvantagem inicial levou a campanha petista a reorganizar sua atuação. Lula reconheceu falhas na condução da disputa e reforçou a participação de aliados e a mobilização de eleitores. A mudança incluiu maior presença nas ruas e nas redes sociais.

Na etapa decisiva, o presidente concentrou parte do discurso na defesa dos programas sociais e nas críticas às propostas de redução de despesas públicas apresentadas pelo adversário. A campanha procurou associar essas medidas ao risco de cortes de benefícios.

Entre os compromissos apresentados para o próximo governo estão o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com preservação dos salários. A implementação dessas mudanças dependerá de negociação no Congresso.

Na agenda social, as propostas incluem a manutenção do Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia e medidas de apoio a microempreendedores. O combate ao crime organizado também apareceu entre as prioridades, com defesa do fortalecimento da atuação federal e de ações no sistema penitenciário.

Lula Reeleito: contas públicas e Congresso desafiam próximo governo

A execução das promessas terá como desafio conciliar investimentos, programas sociais e equilíbrio das contas públicas. Lula defendeu durante a campanha a continuidade do arcabouço fiscal, a redução gradual do déficit e a ampliação da arrecadação por meio de uma tributação mais progressiva.

A agenda econômica também contempla obras de infraestrutura, uma nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a continuidade da reforma tributária.

Para avançar nessas medidas, o presidente precisará negociar sua base parlamentar. O Congresso eleito em outubro apresenta maior presença de partidos de direita e centro-direita, cenário que exigirá articulação para aprovar projetos e propostas de mudança constitucional.

Aos 80 anos, Lula alcança sua quarta vitória presidencial às vésperas de completar 81, em 27 de outubro. Nascido em Garanhuns, Pernambuco, construiu sua trajetória política no movimento sindical do ABC paulista e participou da fundação do PT.

Depois de disputar a Presidência em 1989, 1994 e 1998, venceu em 2002 e foi reeleito em 2006. Retornou ao Planalto em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro na eleição de 2022. A nova vitória mantém Geraldo Alckmin na Vice-Presidência.

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