Vistas do lago no Médoc. Aquivo pessoal Waleska Schumacher - Divulgação
Como a engenharia da água vinda da Holanda criou o solo dos maiores vinhos de Bordeaux — e mudou para sempre a história do Médoc
Por Waleska Schumacher, de Haia – Países Baixos* – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 18 de julho
Quando exploramos regiões vinícolas pelo mundo, nem sempre nos perguntamos o que aconteceu no passado naquela terra. Olhamos os vinhedos, os castelos, os povoados encantadores… mas esquecemos de olhar sob os nossos pés. Um excelente exemplo disso é o Médoc, ao norte de Bordeaux. Já pensou em explorá-lo com um novo olhar? Pensando em como ele começou — e por que se tornou o que é hoje?
Ao caminhar, pedalar ou dirigir pelo Médoc, admirando suas florestas, vinhedos e châteaux, poucos imaginam que, séculos atrás, ali havia apenas um pântano. Uma terra difícil, insalubre, onde a agricultura era praticamente impossível.
As cheias do estuário do Gironde isolavam vilas inteiras. A água parada alimentava doenças. Mas foi justamente nesse cenário inóspito que surgiu uma transformação extraordinária.
Fachada Château Lafite Rothschild. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação
Os mestres da terra criada: os holandeses
No final do século XVI, a Holanda vivia seu apogeu como potência comercial e referência em engenharia hidráulica. Por séculos, os holandeses haviam domesticado o mar em casa, criando terras férteis chamadas polders. Esse conhecimento, somado ao desejo francês de ampliar áreas produtivas, abriu espaço para uma colaboração decisiva.
Em 1599, o rei Henrique IV autorizou oficialmente a drenagem dos pântanos do Médoc. O engenheiro flamengo Humphrey Bradley, formado em Bergen op Zoom, na Holanda, e o comerciante Conrad Gaussen lideraram os primeiros projetos. Com o apoio de famílias como Van Uffelen, Hoeufft, Kat e van Bommel, iniciou-se a incrível missão de transformar o impossível em produtivo.
A técnica incluía diques, canais, comportas e até vegetação costeira, como a gramínea marram grass (Ammophila arenaria), usada para fixar dunas. Assim nasceram os mattes: terras drenadas, férteis, com solo de cascalho ideal para a viticultura.
Château Margaux, Ícono do Médoc. Aquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação
Médoc: a terra que nasceu do engenho
Até então, a produção de vinhos em Bordeaux se concentrava em Graves e na margem direita. O Médoc era visto como território marginal. Mas com a drenagem e o surgimento de solos pedregosos bem drenados, tudo mudou.
Château Margaux foi um dos primeiros a explorar esse novo território. Em poucos anos, surgiram também Lafite, Latour, Beychevelle, Cos d’Estournel e outros. Todos eles prosperaram sobre terras que só existiram graças à ousadia de engenheiros e visionários.
As dunas do Médoc e a vegetação costeira. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação
A uva perfeita para um terroir recém-nascido
Na mesma época, entre 1635 e 1670, surgiu naturalmente na região uma nova variedade de uva: a Cabernet Sauvignon. Resultado do cruzamento espontâneo entre a Cabernet Franc (uva tinta) e a Sauvignon Blanc (uva branca), sua origem foi confirmada por DNA em 1997 por pesquisas da Universidade da Califórnia, Davis.
Coincidência ou destino? A Cabernet encontrou no Médoc um lar ideal: solos drenados, boa insolação e influência do estuário que regula o clima. Nascia o estilo dos grandes vinhos da margem esquerda de Bordeaux — longevos, potentes e elegantes.
O reconhecimento global
Com o passar dos séculos, o Médoc passou de pântano ignorado a símbolo de prestígio. Em 1855, por ocasião da Exposição Universal de Paris, Napoleão III solicitou uma classificação oficial dos melhores vinhos da França. A Câmara de Comércio de Bordeaux encarregou os corretores da região de organizar essa lista — e o resultado foi a célebre Classificação de 1855.
Entre os cinco Premier Grands Crus Classés, quatro estão no Médoc: Château Lafite Rothschild, Château Latour, Château Margaux e Château Mouton Rothschild (este último promovido ao primeiro nível em 1973).
Um feito notável — e que só foi possível graças à transformação geográfica iniciada pelos holandeses dois séculos antes.
Vinhedos Château Margaux Médoc. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação
Uma ponte entre povos e séculos
A história do Médoc é também a história de intercâmbio cultural. De engenheiros holandeses a comerciantes bordaleses, agricultores, visionários, reis e viticultores… todos contribuíram para tornar possível o que parecia inalcançável.
Quando olhamos para uma taça de vinho, esquecemos que antes dela existia água parada, doenças, isolamento. A transformação do Médoc nos lembra de como o vinho é, antes de tudo, uma história de superação — da natureza e de nós mesmos.
Um brinde com história e futuro
Da próxima vez que você visitar uma região vinícola, tente enxergá-la com esse olhar: o que já foi essa terra? O que permitiu que esse vinho existisse?
No caso do Médoc, o vinho que celebramos hoje é o legado líquido de uma engenharia precisa, de uma visão ousada — e da coragem de transformar um pântano em patrimônio da humanidade.
Um brinde pela historia do Medoc e seus garndes vinhos. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação
Fontes consultadas:
● Johnson, Hugh. The Story of Wine. Mitchell Beazley, 2020.
● Meredith, Carole. Estudos genéticos sobre uvas, UC Davis.
● Historiek.net: “Polders voor de Médoc” – historiek.net
● Porte du Médoc, Le Site D’Information du CHM https://www.portedumedoc.com/fr/les-communes/canton/geo-physique/eau/474-l-assechement-des-marais-du-medoc#:~:text=De%20tous%20les%20temps%2C%20les,ces%20lignes
● Revue historique de Bordeaux et du département de la Gironde Année 1957 6-1 pp. 25-68
*Waleska Schumacher – Jornalista, escritora especializada em vinhos e membro da FIJEV (Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains des Vins et Spiritueux)
Ao unir tecnologia e compromisso socioambiental, a empresa se posiciona como referência no mercado e assume papel no que se refere à responsabilidade ambiental e social (Crédito: arquivo DT)
Segura de que inovação e crescimento sustentável podem caminhar em harmonia, a Saga Systems ingressa num novo ciclo. A tecnologia em automação e fechaduras digitais, cada vez mais assimiladas pela hotelaria, dá ânimo redobrado aos negócios. E, no novo exercício, a meta é se estabelecer no mercado latino-americano, que já começou a ser desbravado.
Por: Cecília Fazzini, especial para o DIÁRIO
Entusiasmado com a demanda mais qualificada presente no segmento em que atua, Jessé Resende, CEO da Saga Systems, afirma: “o que soava como utopia e ambição há uma década e meia, atualmente se tornou realidade com a escalada mais abrangente de modernização do setor de hospitalidade”. Fechaduras online de última geração contribuem, segundo ele, para a tomada e decisão em tempo real e permitem otimizar a operação. Em 2025, a novidade impulsionou em 15% os resultados da empresa.
Além do upgrade no modo de administrar um hotel, refinar a gestão e dar um salto qualitativo na área de manutenção, os produtos ganharam escala e os preços apresentaram queda. Esse cenário transformou as soluções acessíveis, tanto a hotéis de rede quanto aos independentes. A Saga Systems, de acordo com o executivo, tem se consolidado com o portfólio de ponta. No exercício, a chegada ao mercado nacional das fechaduras digitais com reconhecimento facial e tecnologia LoRa, de acordo com ele, inovaram a oferta, amplamente assimilada pelos players do setor. Aém disso, a Saga Systems recebeu reconhecimento em premiações do setor, consolidando sua imagem como player inovador e competitivo.
Segundo Jessé, as fechaduras eletrônicas da Saga Systems representam inovação e segurança para o mercado da hospitalidade. (divulgação)
Praças em expansão
O ano de 2026 será destinado a colher os frutos do esforço de conquistar novos territórios para a empresa. O olhar se volta para o mercado da América Latina, com o ingresso em países como Chile, México, Argentina e Panamá, neste será inaugurado um hub de distribuição. “Trata-se da expansão de um fornecedor brasileiro em economias estratégicas do bloco”, sintetiza o CEO da Saga Systems.
Política de ESG
Ao unir tecnologia e compromisso socioambiental, a empresa se posiciona como referência no mercado e assume papel no que se refere à responsabilidade ambiental e social. Resende cita o projeto “Quero te ver de Saga” – que prevê o plantio de uma árvore para cada hotel que implanta fechadura eletrônica, concedendo um certificado de Doador de Floresta em nome do empreendimento. A iniciativa ainda contribui para a compensação de carbono e preservação ambiental, além do impacto ecológico.
“Já plantamos 410 árvores na região de Ribeirão Preto, cujas sementes são cultivadas por escolares. É uma das formas que encontramos de dar um pouco da gente pelo Planeta e pelo País”, salienta o executivo.
Cofres eletrônicos: um item indispensável para a segurança e tranquilidade dos hóspedes (divulgação)
Parcerias sociais
Em 2025, a Saga Systems também ampliou sua atuação social por meio de parcerias estratégicas:
• Instituto Ronald McDonald: apoio a projetos voltados para saúde e bem-estar de crianças e adolescentes.
• Fundação Anita Brisa: assistência a pessoas carentes e em situação de rua, com destaque para o curso de Formação de Instaladores de Fechaduras, oferecido pela Saga Systems, que promove inclusão social e geração de renda.
“Essas iniciativas reforçam o compromisso da empresa em unir tecnologia, responsabilidade social e sustentabilidade, criando resultado positivo para comunidades e para o meio ambiente”, acentua Resende.
O Programa Sabor de São Paulo é uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP) e do Mundo Mesa para promover o turismo gastronômico nas diversas regiões do interior paulista (Crédito das fotos: Vini Sirulli - Diário do Turismo)
Entre os dias 6 e 12 de julho, o DIÁRIO DO TURISMOconheceu de perto a Rota Gastronômica Alto Cafezal, Cuesta e Coração Paulista do Programa Sabor de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP) e do Mundo Mesa para promover o turismo gastronômico nas diversas regiões do interior paulista. O programa, que está em sua segunda temporada, tem como objetivo valorizar o trabalho de produtores regionais e estabelecimentos que formam a rica cadeia produtiva do turismo paulista.
por Vini Sirulli, repórter especial do DT (Texto e fotos) – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado em29 18 de julho
Ao longo do percurso, que passou por dez cidades, exploramos endereços autênticos que preservam tradições e ingredientes locais, destacando sabores únicos e experiências inesquecíveis.
Rancho do Maluli – Pardinho – Rota Turística Cuesta Paulista
Churrasco com vista para o Gigante Adormecido
No topo de uma encosta com vista para o Gigante Adormecido, o Rancho do Maluli é um refúgio que mistura restaurante rústico, espaço para eventos e natureza. Criado por Arlindo Maluli, um ex-executivo de TI, o local foi pensado para ser um “cantinho onde famílias criam memórias”. O restaurante, aberto apenas para almoços estendidos, incentiva o convívio sem pressa. A especialidade é o churrasco no estilo parrilla argentina, com cortes brasileiros como ancho e picanha, servido em uma tábua de ferro diretamente na mesa e acompanhado de linguiça artesanal da casa, pancetta e legumes grelhados. “Não vendo comida, vendo experiências. Quero que as famílias sintam a paz que eu encontrei aqui”, afirma o proprietário.
Aberto aos sábados, domingos e emendas de feriado, das 12h às 17h.
Redes Sociais: @ranchodomaluli
Tel.: 14 99860-7755
Rancho Maluli – Chapa de Carne
1 de 3
Rancho Maluli - Churrasqueira
Rancho Maluli - Vista Panoramica
Rancho Maluli - Proprietário Arlindo Maluli
Estância do Queijo – Botucatu – Rota Turística Cuesta Paulista
Queijos artesanais produzidos com leite de vacas Jersey
Localizada na zona rural de Botucatu, a Estância do Queijo, de Juliana Furlan, oferece uma seleção de queijos artesanais com selo Arte, feitos com leite de vacas Jersey e Jersolando, sem conservantes. O portfólio inclui o requeijão de corte, chancliche (queijo árabe) e muçarela com recheios variados. A produção enfrenta os desafios da mão de obra local, por isso, o atendimento é feito com agendamento prévio. Periodicamente, a estância realiza uma feirinha com produtores da região, fortalecendo a economia local. “Tudo é produzido aqui, do leite ao produto final”, explica Juliana.
Museu do Café de Piratininga – Piratininga – Rota Turística Coração Paulista
Viagem no tempo na Fazenda São João
Funcionando há 10 anos na histórica Fazenda São João, o Museu do Café preserva as edificações originais e um maquinário de café de 1965, proporcionando uma verdadeira viagem no tempo. Sob a gestão de Guilherme Amaral e Marcelo Navarro, o espaço se tornou um eco museu com diversas atividades. Além do roteiro histórico, oferece trilhas ecológicas, observação de fauna, passeios a cavalo e um laboratório de ciências montado em um antigo depósito. O restaurante serve um variado buffet nos fins de semana, cujo carro-chefe é o Lombo à São João, marinado por dois dias e cozido lentamente. A fazenda também se destaca pela recuperação ambiental, com mais de 40 mil mudas nativas plantadas.
Localização, serviços e informações:
Endereço: Fazenda São João – zona rural – Coqueiral, Piratininga – SP, 17490-001
Aberto ao público nos fins de semana; durante a semana, recebe grupos e escolas com agendamento.
Ingressos: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia). Almoço e degustação de café são cobrados à parte.
O Engenho Bessi nasceu em 1991, quando Irineu José Bessi e seu irmão trocaram um Fusca e um trator por um antigo maquinário de moenda. Hoje, o engenho tem capacidade para produzir 60 mil litros de cachaça por ano e oferece mais de 60 produtos artesanais. Todo o processo, desde o plantio da cana até o envelhecimento em barris de carvalho e amburana, é feito na propriedade. O carro-chefe, responsável por 40% das vendas, é a cachaça “Segredo”, uma mistura de cachaça com mel e oito especiarias secretas. O local recebe visitas gratuitas de escolas para acompanhar a moagem entre maio e agosto.
Localização, serviços e informações:
Endereço: Sentido Jau -> Bauru – Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP225 Km 202 + 200, CP 40 – Zona Rural (BTC, Pederneiras – SP, 17280-000)
Vendem o produto via Mercado Livre
Rede Social: @engenhobessi
Tel.: (14) 98147-2853
Engenho Bessi – Barris de Cachaça
1 de 5
Engenho Bessi - Barris de Cachaça
Engenho Bessi - Edição Comemorativa
Engenho Bessi - Logo
Engenho Bessi - Produtos
Engenho Bessi - Proprietária Neusa Regina Christianine
Comandada por Cassiano Tosta, cuja família atua no ramo desde 1972, a Tosta Coffee é uma referência em cafés especiais na região de Garça, responsável por 2% da produção nacional. O grande diferencial está na colheita manual seletiva, onde apenas os grãos “cereja” (maduros) são colhidos, garantindo maior doçura e notas sensoriais complexas. A empresa trabalha com variedades como Arara e Catuaí e oferece lotes com rastreabilidade completa. Embora o mercado de cafés especiais cresça 20% ao ano no Brasil, Cassiano destaca o desafio: “Produzimos apenas 20% de cafés premium – a demanda já supera a oferta.”
Localização, serviços e informações:
Endereço: Sítio São Benedito, Garça – SP, 17400-082
Atende principalmente B2B e cafeterias, mas recebe visitas agendadas para pequenos grupos.
Oferece cursos e eventos relacionados ao universo do café.
Recanto da Roça – Marília – Rota Turística Alto Cafezal
Comida mineira “feita ao vivo” no fogão a lenha
Inaugurado em 2005, o restaurante de Ademir Bernardo e Ana Bonifácio é uma referência em culinária mineira em Marília. A casa, com decoração rústica e fogão a lenha, tem como lema “fazer comida ao vivo”. Aos domingos, o buffet livre (R$ 79,90 por pessoa) é o grande atrativo, com pratos como feijão tropeiro, frango com quiabo, vaca atolada, torresmo e costela, além de 12 variedades de doces caseiros. Durante a semana, o valor é de R$ 59,90 (ou por quilo). O sucesso é tanto que em datas como o Dia das Mães, o movimento chega a mais de 700 pessoas.
Uma fábrica de experiências gourmet em forma de sorvete
Fundada em 2015 por Ângela Silvério, a Degustti se reinventou após fechar sua loja física em 2018. A marca apostou na produção 100% artesanal, seguindo métodos italianos, e focou em um modelo B2B e entregas via WhatsApp durante a pandemia. Em 2024, inaugurou uma nova loja focada em
takeaway premium. O carro-chefe são os picolés recheados, como o de iogurte com amarena , e os semifreddos, uma sobremesa italiana com textura de mousse. “Não somos uma sorveteria, mas uma fábrica de experiências gourmet”, define Ângela.
Localização, serviços e informações:
Endereço: R. Ten. João Francisco, 462 – Vila Carmelo, Botucatu – SP, 18609-620
Loja em modelo takeaway (para levar), sem mesas no local.
Produtos: Picolés (a partir de R$ 8,00), semifreddos (R$ 90 a R$ 105) e gelatos em pote.
Redes Sociais: @degustti
Tel.: (14) 99881-4090
Degustti – Sorvetes
1 de 3
Degustti - Produtos
Degustti - Proprietária Ângela Silvério
Degustti - Semifreddo de Pistache
Flabella Empadas – São Manuel – Rota Turística Cuesta Paulista
A receita de empada que atravessa gerações
A Flabella Empadas é um ícone da cozinha local. Fundada em 2005 por Samantha Barreto, a casa utiliza uma receita de massa delicada herdada de sua ex-sogra, Dona Alzira, uma das pioneiras na venda do salgado na cidade nos anos 1980. O processo é lento e cuidadoso: o forno é ligado às 7h para assar cerca de 300 empadas por dia, com a produção finalizada apenas às 15h. Com 12 sabores, a de frango com Catupiry é a mais vendida. O marketing é puramente boca a boca, sustentado por uma equipe familiar. “Faço por amor – como minha ex-sogra me ensinou”, conta Samantha.
Localização, serviços e informações:
Endereço: R. Nicolau Grandini, 191 – Jardim Alvorada, São Manuel – SP, 18652-490
Preço: O sabor mais vendido, frango com catupiry, custa R$ 12,50 a unidade.
Rede Social: @flabellaempadass
Tel.: (14) 99701-7998
Flabella Empadas – Empadas
1 de 3
Flabella Empadas - Fachada
Flabella Empadas - Produtos
Flabella Empadas - Proprietária Samantha Feliciano e seu Esposo
Instalada em Agudos, a pequena fábrica artesanal de Regina e Arceno Conte ganhou destaque nacional após uma aparição no programa Domingão Espetacular em 2023. A reportagem impulsionou as vendas pelo correio para todo o Brasil. A produção é diária e inclui clássicos como doce de abóbora, mamão, laranja e pé de moleque. O carro-chefe, no entanto, é o doce de leite com frutas, apresentado em uma impressionante “barrona” de um metro.
Localização, serviços e informações:
Endereço: R. Nayá Silva de Conti, 32 – Distrito Industrial, Agudos – SP, 17120-000
Aberta de segunda a sábado (10h às 18h) e domingos (10h às 14h).
Vendas realizadas via WhatsApp e redes sociais.
Redes Sociais: @doceskaseirosnaya
Tel.: (14) 99169-9009
Doces Naya – Doces Artesanais
1 de 3
Doces Naya - Doce de Leite
Doces Naya - Proprietários Regina de Conte e Arceno de Conte
Com unidades em Bauru, Botucatu e São Manuel, o Verde Maduro desmistifica a ideia de que comida saudável é sem sabor ou cara. O conceito é oferecer refeições rápidas, equilibradas e nutritivas, com pratos prontos em até 15 minutos. O cardápio, que é 80% não vegetariano, inclui pratos do dia, wraps e opções gourmet. A marca, que visa uma expansão para 50 franquias até 2026, foca no uso de ingredientes de produtores regionais. “Saudável não é sem sabor: é comida de verdade sem industrializados”, afirmam os sócios Lucas Usó e Jonas Ferraz.
Localização, serviços e informações:
Endereços: R. Antônio Alves, 33-51 – Centro, Bauru – SP, 17012-431 e R. Dr. Cardoso de Almeida, 1107 – Centro, Botucatu – SP, 18600-005
Funcionamento todos os dias com sistema à la carte, empório, congelados e delivery.
Os pratos mais vendidos são os “caseirinho” e “brasileirinho”.
Rede Social: @verdemaduroficial
Tel.: 14 99790-1183 (Lucas Usó)
Verde Maduro – Pratos (Caseirinho, Salada de Salmão)
1 de 3
Verde Maduro - Risoto Crispy
Verde Maduro - Sucos Naturais
Verde Maduro - Lucas Usó e Jonas Ferraz (Proprietários)
Fazenda São Ramiro – Garça – Rota Turística Alto Cafezal
Comida caipira e memórias afetivas no campo
Comandada pelos irmãos Dumon e Duilio Godoy, a Fazenda São Ramiro recria as tardes de infância dos proprietários, quando o pai cozinhava e o tio tocava sanfona. O local oferece um buffet de comida caipira (R$ 54,90 antecipado) e atrai cerca de 300 visitantes aos domingos. O prato mais pedido no almoço é o Bolinho São Ramiro, uma porção de massa frita com base de linguiça toscana. Além da gastronomia, a fazenda oferece atividades como trilhas, pesca, passeios a cavalo e chalés para hospedagem.
Localização, serviços e informações:
Endereço: Fazenda São Ramiro Lazer e Turismo Estrada, Garça – SP, 17400-000
Almoço servido das 11:30h às 15:00h. Eventos como a Costelada atraem até 1.000 pessoas.
Hospedagem: Chalés a R$ 499,00 (diária) e casas para até 10 pessoas (R$ 350,00 diária).
O espaço comandado por Mário e Lucia Zapata é um museu de motocicletas clássicas restauradas. O local, que costuma receber clubes de motociclistas, oferece aos visitantes uma degustação de cachaças que a família começou a produzir na década de 1980. Eles não produzem, mas envelhecem a bebida em barris de carvalho, resultando em rótulos como a Viva Zapata e a Zapata Honey, com adição de mel. As visitas são marcadas previamente para grupos.
Localização, serviços e informações:
Recebe visitas previamente marcadas de grupos de 30 a 40 pessoas.
Visitação: R$ 25 (simples) ou R$ 50 (com degustação de cachaça).
Sob o comando de Santina Imaculada Bonini Pardo, o Sítio Olho D’Água é dedicado à cafeicultura desde a virada do século. Hoje, a marca Dona Santina vende cafés moídos e em grãos 100% arábica. O sítio se destaca por ser parceiro de instituições de ensino, oferecendo estágios em cafeicultura, apicultura e cultivo de PANCS (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Os visitantes podem participar de circuitos de café, que incluem visita ao cafezal, torrefação e preparo da própria bebida.
Localização, serviços e informações:
Endereço: R. Rosa L De Jesus s/n – Padre Nóbrega, Marília – SP
Pedidos realizados via Instagram.
Possui 8 mil pés de café das variedades arábica e catuaí.
Redes Social: @cafedonasantina
Tel.: (14) 3306-0801
Sitio Olho D_ Água (Café Dona Santina) – Secagem do Café
1 de 3
Sitio Olho D_ Água (Café Dona Santina) - Dona Santina
Sitio Olho D_ Água (Café Dona Santina) - Indústria
De um presente de Dia das Mães para um negócio de sucesso
A Boma Geleias nasceu do hobby de Amanda Morais, que presenteava amigos e familiares com sua produção caseira. A sugestão de sua mãe para montar kits de Dia das Mães foi o ponto de partida para o negócio, e os pedidos não pararam mais. Hoje, ao lado do marido Márcio Almeida, ela produz 13 sabores, todos vendidos em potes de 250g. O carro-chefe é a geleia autoral de tomate com manjericão, um sabor que surpreende e conquista paladares.
Localização, serviços e informações:
Produção de 13 sabores de geleias artesanais.
Preço: A partir de R$ 30,00 o pote de 250g.
Após abertas, as geleias duram 30 dias na geladeira.
Pedidos via Instagram
Rede Social: @boma_geleias
Boma Geleias – Geleia de Tomate e Manjericão
Boma Geleias – Geleias
Cachaça Três Pedras – Bofete – Rota Turística Cuesta Paulista
Ouro líquido aos pés do Gigante Adormecido
Fundada em 2018 pelo casal Luciano e Rosângela Souza, a destilaria artesanal fica aos pés do Gigante Adormecido, formação rochosa que inspirou o nome da marca. A cachaçaria acaba de ganhar medalhas de ouro e prata no concurso Provadores de Cachaça 2025. Os destaques são as linhas envelhecidas em barris de Araribá, madeira vinda de uma igreja reformada, e o lançamento Carvalho Barril Único. As cachaças repousam de 2 a 4 anos e são 100% livres de contaminantes.
Localização, serviços e informações:
Recebe visitação agendada com degustação, agende pelo instagram.
Capacidade de produção de 8 mil litros por ano.
Preços: Variam de R$ 40 a R$ 120 (linha premium).
Redes Sociais: @cachacatrespedras
Chaçaria Três Pedras – Cachaças
1 de 3
Cachaçaria Três Pedras - Portfólio de Produtos
Cachaçaria Três Pedras - Degustação
Cachaçaria Três Pedras - produção
*O DIÁRIO viaja convidado pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP)
O modelo é simples: ao indicar um aplicativo para amigos, familiares ou conhecidos, o usuário recebe benefícios após a conclusão do cadastro ou da primeira ação da pessoa convidada (divulgação)
Buscar formas de complementar a renda é uma realidade para muitas pessoas, especialmente em um cenário onde flexibilidade e praticidade fazem diferença. Com o avanço das soluções digitais, surgiram novas maneiras de obter ganhos a partir de ações simples, como recomendar produtos ou serviços que você já usa no seu dia a dia. É nesse contexto que iniciativas como indicar e ganhar com o app se destacam por unir praticidade e oportunidade.
O modelo é simples: ao indicar um aplicativo para amigos, familiares ou conhecidos, o usuário recebe benefícios após a conclusão do cadastro ou da primeira ação da pessoa convidada. Essa proposta vem ganhando espaço justamente por permitir que qualquer pessoa, mesmo sem experiência prévia ou tempo disponível, possa transformar sua rede de contatos em uma forma de gerar valor — de maneira natural e sem investimento inicial.
A seguir, vamos entender melhor como funcionam esses programas, quais vantagens eles oferecem e por que essa pode ser uma estratégia inteligente para quem deseja aumentar a renda de forma simples e eficaz.
O que são programas de indicação?
Programas de indicação são iniciativas criadas por empresas para incentivar usuários a recomendarem seus serviços. Ao participar, o cliente recebe um link personalizado ou um código exclusivo que pode ser compartilhado com outras pessoas. Quando alguém utiliza essa indicação para se cadastrar ou fazer uma primeira movimentação no app, quem indicou recebe uma recompensa.
A lógica é vantajosa para todos: o novo usuário conhece um serviço confiável, indicado por alguém de sua confiança, e quem indicou é reconhecido por ajudar a ampliar a rede da plataforma. Por isso, esse modelo vem sendo adotado em diversos setores — como transporte, delivery, serviços financeiros e ferramentas de produtividade.
Por que esse modelo funciona tão bem?
O comportamento do consumidor tem mudado. As pessoas confiam cada vez mais em recomendações vindas de amigos, familiares ou influenciadores do que em campanhas publicitárias tradicionais. Por isso, um bom programa de indicação tem potencial de gerar resultados reais tanto para a empresa quanto para o usuário.
Além disso, indicar é uma ação simples, que pode ser feita pelo celular, nas redes sociais, em grupos de conversa ou até pessoalmente. Não exige tempo dedicado, conhecimento técnico ou estrutura profissional. Essa facilidade é um dos motivos pelos quais iniciativas como indicar e ganhar com o app têm se tornado tão populares.
Como aproveitar ao máximo um programa de indicação
A seguir, listamos algumas estratégias para aproveitar de forma mais eficiente esse tipo de programa e gerar ganhos com consistência.
1. Compartilhe com quem realmente pode se interessar
Ao invés de enviar seu link de forma genérica, pense em pessoas que podem realmente se beneficiar do serviço. Por exemplo: se o aplicativo oferece soluções práticas para o dia a dia, compartilhe com quem costuma usar esse tipo de recurso ou está em busca de mais organização na rotina.
Essa abordagem aumenta a chance de que a indicação seja bem recebida e realmente aproveitada — o que é essencial para que o benefício seja ativado.
2. Use canais onde você já tem relacionamento
Você não precisa ser influenciador para indicar. É possível compartilhar com colegas de trabalho, familiares, vizinhos ou grupos de interesse. Quanto mais genuína for a recomendação, maiores as chances de engajamento.
Vale enviar uma mensagem personalizada, explicando por que você usa o app e como ele tem ajudado no seu dia a dia. Isso desperta mais curiosidade e confiança em quem está recebendo a sugestão.
3. Mostre o valor do serviço
Ao explicar os benefícios do serviço que está sendo indicado, você ajuda o outro a entender por que vale a pena experimentar. Foque em aspectos como praticidade, segurança, facilidade de uso ou funcionalidades que facilitam a rotina.
O segredo está em compartilhar a sua experiência de forma natural e sincera — isso vale mais do que qualquer argumento publicitário.
4. Acompanhe quem você indicou
Se possível, depois de compartilhar o link ou código, converse com a pessoa que você indicou. Pergunte se ela conseguiu fazer o cadastro, se teve dúvidas ou se precisa de ajuda com os primeiros passos. Esse tipo de cuidado não apenas aumenta a taxa de sucesso da indicação, como fortalece o relacionamento com seus contatos.
5. Aproveite todas as oportunidades de compartilhamento
Além das conversas diretas, pense em outras formas de divulgação. Se você participa de grupos de dicas, fóruns ou comunidades online, pode compartilhar seu link junto com uma breve explicação do serviço. Também é possível incluir o código em sua bio de rede social, assinatura de e-mail ou cartão de visitas digital.
Lembre-se: cada novo contato é uma oportunidade.
Indicação como uma forma de renda extra real
Para muitas pessoas, os programas de indicação se tornaram uma fonte recorrente de renda complementar. Mesmo que os ganhos sejam pequenos no início, com consistência e uma boa rede de contatos é possível somar valores consideráveis ao longo do tempo.
Mais do que isso, essa prática ajuda a desenvolver habilidades de comunicação, influência e relacionamento — que podem ser úteis em várias áreas da vida pessoal e profissional.
E o melhor: tudo isso pode ser feito sem sair de casa, no seu ritmo, com autonomia total.
Escolha programas confiáveis
Antes de começar a indicar, é importante escolher bem os programas nos quais você vai participar. Prefira aplicativos que você realmente conhece e usa, que tenham boa reputação e que ofereçam benefícios claros e transparentes tanto para quem indica quanto para quem é indicado.
Essa transparência é fundamental para manter sua credibilidade e garantir que as pessoas se sintam seguras ao seguir sua recomendação.
Programas como o indicar e ganhar com o app foram desenvolvidos para que qualquer pessoa possa participar, sem burocracia, com uma experiência fluida e intuitiva desde o cadastro até o compartilhamento do link. Esse tipo de iniciativa tem crescido justamente por aliar facilidade e confiança.
Vantagens de participar de um programa de indicação
Resumindo, os principais benefícios desse modelo são:
Não exige investimento inicial
Pode ser feito de forma totalmente digital
Permite ganhos sem comprometer seu tempo
Valoriza o relacionamento com sua rede de contatos
Incentiva o uso de serviços que realmente agregam valor
Se você está em busca de novas formas de complementar a renda, sem comprometer outras atividades, os programas de indicação podem ser uma ótima porta de entrada.
Comece por serviços que você já utiliza e confia. Compartilhe com quem pode se interessar e observe os resultados ao longo do tempo. Com consistência, é possível transformar esse hábito em um recurso extra relevante no seu dia a dia.
A medida já está em vigor e promete impactar diretamente quem planeja curtir o inverno argentino, época em que o país se torna um dos destinos preferidos dos brasileiros (Crédito: pixabay)
A partir de junho de 2025, todos os turistas que desejam visitar a Argentina, incluindo os brasileiros, precisarão apresentar um seguro viagem válido como condição de entrada no país. A nova exigência vem ao encontro de um movimento crescente de proteção tanto aos visitantes quanto ao sistema de saúde local, que busca evitar sobrecargas com atendimentos emergenciais.
DA REDAÇÃO com assessorias – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 18 de julho.
A medida já está em vigor e promete impactar diretamente quem planeja curtir o inverno argentino, época em que o país se torna um dos destinos preferidos dos brasileiros — especialmente nas férias de julho. Seja em busca das paisagens geladas da Patagônia, dos vinhos de Mendoza ou do charme cultural de Buenos Aires, o viajante precisa agora incluir o seguro viagem em seu checklist obrigatório.
Mais do que exigência, um investimento em tranquilidade
O seguro viagem, que em muitos roteiros ainda é encarado como opcional, agora ganha protagonismo. Segundo dados da pesquisa “Tendências de Turismo Verão 2025”, seis a cada dez brasileiros fazem ao menos uma viagem de lazer por ano — e o imprevisto, por menor que seja, pode se transformar em dor de cabeça longe de casa.
Para Claudia Lopes, Diretora Comercial e de Marketing da Generali — seguradora que celebra 100 anos no Brasil —, a cobertura oferece mais do que uma exigência: “Ela representa uma segurança emocional e financeira para o turista. Em situações inesperadas, faz toda a diferença ter esse respaldo.”
Comum em destinos como os 26 países do Espaço Schengen, Emirados Árabes, Austrália e até vizinhos sul-americanos como Uruguai e Equador, o seguro agora também entra no radar de quem viaja para a Argentina.
O que está incluso e como escolher o plano certo
Entre os principais serviços oferecidos pelo seguro estão atendimentos médicos e hospitalares, reembolsos por cancelamento de viagem, extravio de bagagem, assistência jurídica e até cobertura para esportes de inverno — muito procurados durante a temporada argentina.
Planos mais completos ainda contemplam suporte odontológico, auxílio em caso de perda de documentos e até repatriação em caso de falecimento. E o melhor: é possível personalizar o seguro de acordo com o estilo da sua viagem.
Ao escolher o plano ideal, considere o roteiro, o clima, os riscos envolvidos e, claro, o perfil do viajante. Há desde coberturas básicas até pacotes mais robustos, que garantem uma experiência com total tranquilidade — do embarque ao retorno.
Thomas Bruno: morre um amigo, morre um colega de trabalho; morre um representante do turismo literário
Por Paulo Atzingen, de São Paulo
O jornalista, historiador, professor e escritor Thomas Bruno Oliveira morreu em Campina Grande na noite de sexta-feira, 26, aos 41 anos. A informação foi divulgada pelo jornal União. O profissional passou mal na última quarta-feira, véspera de Natal, e foi internado no hospital de trauma da cidade. A causa da morte não foi divulgada, mas, segundo amigos, ele não se recuperou adequadamente de uma cirurgia bariátrica realizada recentemente. O velório foi realizado na tarde deste sábado em uma funerária localizada na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no bairro do Cruzeiro em Campina Grande.
Quem era Thomas Bruno?
Antes de tudo, um amigo do DIÁRIO DO TURISMO e autor da coluna “Mundo Sertão”, onde narrava com uma capacidade descritiva e histórica suas viagens pelo Nordeste, em especial a Paraiba. Natural de Campina Grande, Thomas Bruno era mestre em História, especialista em História do Brasil e da Paraíba, colunista do jornal A União, do site Turismo História, além de sua coluna no Diário do Turismo. Thomas também integrava o conselho editorial da editora A União. Thomas era sócio de diversas entidades acadêmicas e culturais, incluindo o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a Academia de Letras de Campina Grande e a Sociedade Paraibana de Arqueologia, com atuação reconhecida em instituições históricas e jornalísticas em âmbito regional e nacional. Thomas tinha um talento incomparável para descrever tanto o agreste nordestino quanto a beleza da natureza do nordeste na sua beleza magnífica. Era também um cultivador da amizade destacando em seus textos as ligações literárias, históricas e culturais por onde viajava.
Thomas Bruno vai deixar um vazio na literatura turística do Nordeste.Abaixo, algumas crônicas do amigo, publicadas no DIÁRIO:
Especialistas em turismo manifestaram preocupação com a nova taxa, especialmente porque os EUA sediarão a Copa do Mundo de 2026 (pixabay)
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou em 4 de julho a criação da “visa integrity fee” (taxa de integridade de visto), no valor de US$ 250 (cerca de R$ 1.390), que se soma aos US$ 185 (R$ 1.080) já pagos pelo visto americano, elevando o custo da autorização consular para US$ 435 — além de mais US$ 24 (R$ 133) do formulário I‑95, totalizando até US$ 459 (R$ 2.552) .
REDAÇÃO DO DIÁRIO com informações do Valor Econômico – RETROSPECTIVA 2025 – publicado em 15 de julho
A medida foi destacada neste domingo (13) pelo jornal Valor Econômico, que enfatiza os reflexos no bolso de turistas, estudantes e trabalhadores temporários, inclusive brasileiros .
Esse acréscimo será implementado em 2026 como parte do pacote fiscal e orçamentário apelidado por Trump de “big, beautiful bill”, aprovado pelo Congresso no início de julho . A nova taxa ainda não consta oficialmente no site do Departamento de Estado dos EUA, e os detalhes de seu funcionamento permanecem obscuros .
A legislação permite que o valor seja reajustado anualmente conforme a inflação e alterado pela secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem — embora não especifique claramente quais modificações poderão ocorrer .
A política de reembolso da taxa de US$ 250 prevê que ela só será cobrada se o visto for concedido; em caso de negativa, o candidato estará isento. No entanto, o reembolso só poderá ser solicitado após o vencimento do visto — o que, no caso de um visto de turismo de dez anos, implicaria esperar uma década para recuperar o valor .
A devolução poderá ocorrer apenas se o viajante comprovar que não tentou retornar aos EUA após o vencimento, cumprir integralmente as regras de estadia legal ou solicitar mudanças ou extensões dentro do período de validade. Ainda assim, não há clareza sobre o processo burocrático necessário para obter o reembolso .
Especialistas em turismo manifestaram preocupação com a nova taxa, especialmente porque os EUA sediarão a Copa do Mundo de 2026. Representantes da indústria temem que o custo adicional desestimule o turismo internacional e prejudique a imagem do país como destino .
Até agora, o governo dos Estados Unidos não se pronunciou sobre eventuais regulamentações adicionais ou ajustes na implementação da nova taxa. Enquanto isso, organizações do setor de viagens e turismo permanecem pressionando as autoridades americanas para reconsiderar os prazos e critérios de reembolso .
Essa iniciativa integra uma série de medidas mais restritivas adotadas por Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, reforçando uma linha de atuação voltada ao controle migratório rígido e ao aumento de receitas fiscais .
A cidade de Nova York recebe milhões de turistas anualmente (Crédito: pixabay)
Especialista revela os casos mais frequentes de negativa e alerta nos EUA: erro de planejamento ou perfil incompatível pode custar a entrada no país
RETROSPECTIVA 2025 – Publicado em 30 de junho
Desde o endurecimento das políticas migratórias nos Estados Unidos iniciado no novo mandato do governo de Donald Trump, os critérios para obtenção do visto de turismo se tornaram mais rigorosos. Apesar disso, o interesse dos brasileiros em visitar o país permanece alto, dados recentes mostram que os EUA é o quarto país mais buscado no Google para visto. No entanto, muitos têm suas solicitações negadas ainda no consulado, ou são barrados na imigração mesmo com visto aprovado.
Willian Hugucioni, Co-fundador da Semplice, startup que usa inteligência artificial para análise de perfil e emissão de vistos, já acompanhou mais de 20 mil processos consulares e explica os principais motivos de recusa identificados nos últimos meses.
Caso 1: Primeira viagem com estadia longa
Segundo Willian, esse é um dos principais gatilhos de alerta. Quando a pessoa informa que vai passar muitos dias ou até meses nos EUA, especialmente sendo a primeira viagem internacional, a negativa é quase certa. Ele relembra o caso de uma mulher que pretendia ficar sete dias, mas levava roupas para um mês inteiro. “A passagem era de ida e volta em uma semana, mas a mala estava cheia como se fosse morar lá. Ela foi parada na imigração por causa disso”, explica.
Caso 2: Renda incompatível com roteiro e duração
Problemas financeiros são a segunda maior causa de recusa de vistos. Viajar para destinos como Nova York, Califórnia ou Las Vegas exige planejamento financeiro consistente com o tempo de estadia. O erro mais comum, segundo o especialista é, por exemplo, a pessoa ganhar R$ 3 mil a R$ 6 mil por mês, sem nenhuma reserva financeira e declarar que vai ficar 15 dias nesses lugares. “Só isso já levanta suspeita de que ela não conseguirá se manter ou que pretende trabalhar ilegalmente por lá”, diz Willian.
Caso 3: Preenchimento incorreto ou inflado do DS-160
Outro motivo recorrente de negativas está no formulário DS-160, que precisa refletir com exatidão a realidade do solicitante. “Já vimos gente declarar renda mensal de R$ 50 mil, mas ao analisarmos o IR, o rendimento médio era de R$ 20 mil, vindos de lucro de empresa. Os outros R$ 30 mil não eram comprováveis”, explica. Isso levanta suspeita de má-fé ou tentativa de burlar o sistema. A recomendação é que apenas rendas que possam ser comprovadas com documentos oficiais sejam declaradas, mesmo que a pessoa possua outras fontes de renda.
Caso 4: Parentes com histórico de imigração ilegal
Ter um parente de primeiro grau que entrou e permaneceu ilegalmente nos EUA ou no Canadá pode afetar o seu pedido, mesmo que não esteja escrito em nenhum lugar. Willian relata o caso de um gerente de empresa, com bons rendimentos e bens em seu nome, que teve o visto negado três vezes. A provável razão: sua irmã havia entrado no Canadá com visto de estudante e vive ilegalmente lá há três anos. “Eles entendem que, se alguém da sua família conseguiu se estabelecer ilegalmente, você pode tentar fazer o mesmo caminho”, explica.
Caso 5: Falta total de vínculos com o Brasil
Quem não estuda, não tem emprego fixo, imóvel, carro, filhos ou qualquer outra amarra no Brasil entra diretamente no perfil de possível imigrante ilegal para eles. “Esse é o tipo de perfil que eles mais captam: jovem, sem vínculo, desiludido com o Brasil e querendo tentar a vida nos EUA. Se essa pessoa ainda não tem nenhuma viagem anterior, vai sozinha e o destino é os Estados Unidos, a chance de negativa é altíssima”, afirma Willian.
O especialista explica que, ainda que as políticas sejam duras e por vezes injustas, a própria Semplis recusa assessorar casos que podem ser enquadrados como tentativa de imigração. “Quando a gente percebe que a pessoa quer um visto de turismo, mas na verdade está querendo imigrar ilegalmente, a gente já não faz o processo. Porque cobrimos os custos de clientes que foram negados, para tentar de novo e nesses casos, é perda certa. Se eles acharem que a pessoa vai imigrar, mesmo que ela não tenha nenhuma intenção disso, eles negam”.
Sobre a Semplice
A Semplice é uma startup brasileira que utiliza inteligência artificial para análise de perfil e orientação completa na emissão de vistos para os Estados Unidos, Canadá e Europa. Desde sua fundação, já atendeu mais de 20 mil brasileiros com taxa de aprovação acima de 92% em vistos de turismo.
Referência incontestável na comunicação e no turismo goiano, José Guilherme Schwam é o nome à frente do tradicional programa “Pelos Bares da Vida”, um dos mais longevos da televisão local.
por Paulo Atzingen, de Goiânia* RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 4 de julho
Veiculado atualmente pela PUC TV, o programa teve sua estreia em 1993 na TV Brasil Central (TBC) e, desde então, se mantém como uma vitrine vibrante da sociedade, cultura, gastronomia, lazer e vida noturna de Goiás.
Com olhar atento, centrado e uma voz de locutor de rádio, Schwam conduz seus espectadores por roteiros que revelam os sabores, sons e personagens que fazem pulsar a alma boêmia do Estado.
Natural da Barra Funda, em São Paulo, José Guilherme nasceu em 11 de setembro – um ano que ele prefere manter no mistério do tempo. Criado pelos avós durante parte da infância, formou-se em jornalismo na capital paulista, onde também iniciou sua carreira profissional como representante comercial. Em 1969, o destino o levou a Belo Horizonte, onde descobriu sua verdadeira vocação: comunicar e promover o turismo por meio da mídia.
Foi na capital mineira que seu nome começou a ganhar destaque no cenário televisivo. O pontapé inicial veio com a participação em um quadro dentro do programa do colunista social Marcos Souza Lima, na TV Alterosa. Inspirado por sua intensa vivência nos bares da cidade – frequentados tanto a trabalho quanto por paixão à vida social – Schwam idealizou e lançou o programa “Pelos Bares da Vida”, acompanhado por um ousado projeto editorial: o jornal “Mini Destaque”, um tabloide semanal distribuído como Shop-News em São Paulo, com apoio da Rede Globo.
Depois de uma breve passagem por Brasília, onde atuou na CONAB, Schwam decidiu fixar residência em Goiânia, em 1977. Na capital goiana, sua atuação se expandiu: foi representante comercial, turismólogo e também ocupou por oito anos o cargo de Secretário de Turismo do município, durante a gestão do prefeito Nion Albernaz.
32 anos no ar
Com impressionantes 32 anos no ar de forma ininterrupta, “Pelos Bares da Vida” tornou-se não apenas um marco na televisão goiana, mas uma verdadeira instituição da comunicação regional. Com orgulho, José Guilherme Schwam ressalta um feito raro: em mais de três décadas de exibição, jamais reprisou um episódio sequer. “Nunca fiz melhores momentos, nunca repeti programa. Não é a minha filosofia”, afirma, revelando a dedicação quase artesanal com que conduz seu trabalho.
Esse compromisso com a originalidade e a continuidade rendeu-lhe uma indicação histórica ao Guinness Book, como o primeiro e único programa regional de Goiás a alcançar tal reconhecimento. “A televisão mudou muito, passou por diversas evoluções tecnológicas. Não sei se vou conseguir, mas vou lutar até o fim por esse título”, comenta com a determinação de quem construiu uma trajetória exemplar.
Mais do que apresentador, Schwam é uma figura central no turismo e no setor de eventos em Goiás. É presidente de honra do Goiânia Convention Bureau, padrinho do Sindibares e da Abrasel, além de sócio benemérito da ABIH-GO, da ABEOC e de várias outras entidades. Sua contribuição se estende também ao comércio varejista: há mais de quatro décadas, atua como mestre de cerimônias oficial e conselheiro da Associação Goiana de Supermercados.
Aos 92 anos, José Guilherme fala com leveza sobre o segredo de sua longevidade. “Acho que o segredo é fazer o que se gosta, para quem se gosta. A vida segue, e a minha sempre esteve concentrada nisso”, reflete. Com orgulho, menciona sua família: “Sou muito bem casado. Tenho três netinhos. O mais novo acabou de completar 11 meses, é a netinha do meu filho.” E finaliza com ternura ao falar da esposa: “Ela é a minha bengala maior. O nome dela? Luzeni Aparecida da Costa Rocha.”
*Paulo Atzingen viajou a Goiânia convidado pela Expo Turismo Goiânia
A Aena Brasil, subsidiária da espanhola Aena — uma das maiores operadoras aeroportuárias do mundo — venceu a concessão do aeroporto em outubro de 2023, em um bloco de 11 aeroportos brasileiros (arquivo DT = divulgação Infraero)
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou na última terça‑feira (23) que emitiu parecer favorável para que o Aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, possa receber voos internacionais, atendendo a um pleito da concessionária que administra o terminal, a espanhola Aena Brasil.
DA REDAÇÃO com agências
O parecer, no entanto, ainda não representa a autorização final para o início das operações internacionais no aeroporto, que é o segundo mais movimentado do país em número de passageiros e concentra voos domésticos para dezenas de destinos no Brasil.
Congonhas, oficialmente chamado Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre (CGH), foi inaugurado em abril de 1936 e tem sido fundamental para o desenvolvimento da aviação comercial brasileira. Ao longo de décadas, antes da abertura do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, o aeroporto chegou a operar voos internacionais diretos para países da América do Sul como Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, com companhias como Pan Am, Aerolíneas Argentinas e Pluna, além de voos regionais importantes.
Entretanto, com a inauguração do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos em 1985, grande parte dos voos internacionais foi transferida para lá, e Congonhas passou a operar majoritariamente voos domésticos regulares, mantendo seu papel central no transporte aéreo do Sudeste.
A Aena Brasil, subsidiária da espanhola Aena — uma das maiores operadoras aeroportuárias do mundo — venceu a concessão do aeroporto em outubro de 2023, em um bloco de 11 aeroportos brasileiros, e desde então conduz um ambicioso plano de investimentos, incluindo a construção de um novo terminal de passageiros, ampliação do pátio de aeronaves e novas pontes de embarque, com previsão de conclusão até junho de 2028.
Congonhas, oficialmente chamado Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre (CGH), foi inaugurado em abril de 1936 e tem sido fundamental para o desenvolvimento da aviação comercial brasileira (Crédito: arquivo público ADB)
Embora tenha recebido o parecer favorável, a Aena ainda precisa obter autorizações de órgãos de controle de fronteira — como a Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e a Receita Federal — e, após isso, protocolar oficialmente o pedido junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que terá a palavra final sobre a designação de Congonhas como aeroporto internacional.
Segundo o Ministério, a iniciativa tem potencial de fortalecer a aviação nacional, ampliar a conectividade aérea e impulsionar o desenvolvimento econômico, sobretudo em rotas regionais dentro da América do Sul, já que as limitações de pista de Congonhas ainda restringem o pouso de aeronaves de maior porte em rotas longas.
A própria Aena afirmou em comunicado que o parecer favorável representa um primeiro passo para a eventual internacionalização do aeródromo, e que a realização de voos internacionais comerciais dependerá do interesse das companhias aéreas. Caso tudo avance conforme o cronograma, a estimativa é que as operações internacionais possam começar após junho de 2028, com a conclusão das obras de modernização do aeroporto.
Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.Ok