A cidade que fica na região dos Lagos é, com certeza, uma das mais conhecidas e badaladas por lá. Muito procurada como opção de férias e turismo de lazer em diversas épocas do ano, conta com 23 praias e oferece lazer , cultura e boa gastronomia para todos os gostos.
Depois de um passeio pela badalada rua das Pedras, onde há muito comércio, bares e restaurantes, indo no sentido da praia de Ossos, é possível chegar na orla Bardot. Esse é um ótimo passeio que oferece vistas da cidade de tirar o fôlego. A orla Bardot se estende desde o cais do píer do centro, até o fim da praia da Armação. Instalado em 1999, o calçadão da Orla Bardot tem como cenário o mar e dezenas de barcos coloridos de pescadores, bem típicos de Búzios.
Estátua de Brigitte Bardot em Búzios (Foto: Simone Barros)
Um dos pontos que mais atrai turistas e chama a atenção nesse trecho da orla é uma homenagem à Brigitte Bardot que visitou o balneário na década de 60. É ali onde fica a famosa escultura criada pela artista plástica Christina Motta que homenageia a atriz francesa, sentada observando o pôr do sol. A visita da atriz ao balneário naquela época impulsionou o turismo local.
Casas Brancas boutique hotel & Spa na Orla Bardot ( Foto Simone Barros)
Hospedagem de luxo
O Casas Brancas é um hotel boutique debruçado na Orla Bardot, em Búzios, região dos Lagos ( RJ). A localização é privilegiada e oferece vistas panorâmicas da praia da Armação. Do hotel é muito fácil o acesso até a estátua de Brigitte Bardot, à Rua das Pedras e praias como Ossos, João Fernandes, Azeda e Azedinha.
Foto do acervo do hotel Casas Brancas (Foto: divulgação)
O que hoje é um hotel charmoso e de renome começou como uma simples casa de veraneio nos anos 70. Fundado por Amália de La Maria e Affonso Carlos Bebianno Montenegro, o local recebeu hóspedes e foi, no início, uma pousada com apenas quatro quartos. A arquitetura e decoração do hotel como conhecemos hoje tem toque praiano e também grego, com obras de arte e peças de antiquários trazidos de viagens. O ambiente é elegante, casual e também acolhedor.
Vista da The Suite Casas Brancas com pôr do sol (Foto: Simone Barros)
As acomodações são únicas, cuidadosamente decoradas e oferecem vista mar. A The Suite, por exemplo, é muito exclusiva – conta com piscina privativa, e é muito ampla. Durante a estadia alguns mimos são oferecidos no quarto e a abertura de cama todas as noites ( algo raro nas hospedagens em Búzios).
Almoço com vista da varanda do 74 Restaurant (Foto: Simone Barros)
Gastronomia
Passear na orla Bardot tem como boa pedida uma parada para um drink ao pôr do sol ou um jantar especial. O 74 Restaurant é uma opção charmosa e romântica. Oferece uma varanda com vista da praia e da orla e conta com com cardápio que une influências regionais e mediterrâneas. Nesse restaurante é servido o café da manhã para hóspedes do hotel Casas Brancas, que também atende a não hóspedes mediante reserva. A experiência de café conta com pães, bolos e biscoitos feitos na casa; frutas e sucos frescos; tapiocas , panquecas, omeletes e outras opções preparadas na hora, além de bebidas quentes, pães de queijo, pain au chocolat e croissants.
Culinária italiana e variedade de drinks no 74 Osteria (Foto: Simone Barros)
Outra opção é o 74 Osteria, que apresenta culinária italiana, é bem decorado e aconchegante. No menu são destaque: entradinhas para compartilhar como arancini e steak tartare; para principal a boa pedida é provar uma das massas feitas na casa. A opção servida com bife à parmegiana está entre as mais pedidas. Não deixe de conferir a carta de drinks e provar opções autorais, e uma bem elaborada carta de vinhos.
Hidromassagem no spa do hotel Casas Brancas (Foto: Simone Barros)
Spa e bem-estar
O hotel Casas Brancas conta com um spa muito amplo e com menu completo de serviços, como massagens e procedimentos estéticos. O spa tem ainda uma sala de yoga , área de relaxamento e hidromassagem. Para completar an experiência de bem-estar em sua estadia, o hotel conta com academia e piscina de frente para a praia da Armação .
O Casas Brancas Boutique Hotel & Spa oferece uma hospedagem elegante e acolhedora, onde a história, o design, a vista, o bom gosto gastronômico são pontos altos da experiência.
Serviço: Casas Brancas Boutique Hotel & Spa- Rua alto do Humaitá, 10. Centro. Armação dos Búzios. Rio de Janeiro.
"The Bean" - escultura icônica de Chicago (foto: Simone Barros)
Chicago, localizada às margens do Lago Michigan, é uma das cidades mais vibrantes e culturalmente ricas dos Estados Unidos.
Por Simone Barros, @viagemelifestyle – Colaboradora do DT – RETROSPECTIVA 2025 – publicado dia 7 de outubro
Com uma arquitetura imponente, ótimas e variadas opções de passeios ao ar livre e uma gastronomia de alto nível, a cidade conquista turistas do mundo inteiro e tem atraído cada vez mais a atenção dos brasileiros. A cidade mistura modernidade, história e bairros super autênticos que merecem ser explorados com calma. Conhecida como a “Cidade dos Ventos”, Chicago oferece experiências para todos os gostos, desde museus de renome até passeios em jardins e à beira do lago.
Um ótimo ponto de partida para desbravar a cidade é o Millennium Park. É ali que está um dos marcos mais icônicos da cidade: o Cloud Gate, popularmente conhecido como “The Bean”. Essa escultura de aço inoxidável, criada pelo artista Anish Kapoor, atrai visitantes do mundo todo com seu design espelhado que reflete o skyline da cidade e as pessoas ao redor, que sempre fazem muitas fotos impressionantes e vídeos interativos.
The Crown fountain – instalação no Millenium Park (foto: Simone Barros)
A poucos passos dali, outra instalação artística também chama a atenção: a Crown Fountain. Criada por Jaume Plensa, essa fonte inovadora é composta por duas grandes torres de vidro que exibem rostos de moradores de Chicago em telas de LED. Em momentos inesperados, as bocas dos rostos projetados se alinham com um jato de água, criando o efeito de que estão “cuspindo” água.
Museus
Bem ao lado do Millenium Park está o Art Institute of Chicago, um museu grandioso com obras de artistas como Van Gogh, Monet e Hopper. Reserve pelo menos umas três horas para ver em detalhes a riqueza do acervo desse museu.
Field Museum (foto: Simone Barros)
Para quem gosta de ciência e tecnologia, o Museum of Science and Industry é uma boa pedida. La estão um submarino da Segunda Guerra Mundial e exposições que encantam visitantes de todas as idades. Já o Field Museum é parada obrigatória para quem quer conhecer a história natural em grande escala, com fósseis impressionantes como “Sue”, o Tiranossauro Rex mais completo já encontrado.
Além dos clássicos, Chicago também oferece opções para gostos específicos e experiências mais inusitadas. O Adler Planetarium leva os visitantes a uma viagem pelo espaço com seus espetáculos imersivos, enquanto o Shedd Aquarium encanta com sua diversidade marinha.
Vista do passeio de barco Wendella – tour sobre arquitetura (foto: Simone Barros)Vista do passeio de barco Wendella e interior do barco – tour sobre arquitetura (foto Simone Barros)
Passeios por Chicago
Chicago também é famosa por sua arquitetura. Um passeio imperdível é o Architecture River Cruise, um tour de barco pelo rio Chicago, onde guias especializados contam a história dos arranha-céus e do desenvolvimento urbano da cidade. Conheci a experiência da Wendella Boats que pode ser reservada com antecedência pelo site. É um passeio muito completo e super agradável.
Vista noturna do Skydeck (foto: Simone Barros)
Outra atração imperdível é visitar a Willis Tower onde está o Skydeck, uma plataforma de vidro que permite ver a cidade a mais de 400 metros de altura — uma experiência vertiginosa e inesquecível. Uma boa opção para curtir essa e outras atrações turísticas e artísticas de Chicago é adquirir o city pass e economizar muito, combinando vários passeios.
Pelos bairros de Chicago
Passear pelos bairros da cidade é uma das partes interessante da viagem. Reserve tempo para explorar áreas diversas com calma e uma boa pedida é fazer o tour do BigBus, um sightseeing bus que oferece uma visão geral de cada localização. Uma das opções da empresa é também um sunset tour – que passa por vários bairros da cidade e o guia apresenta dicas de bares, restaurantes, casas de jazz e teatros.
O Loop é o centro da cidade e tem prédios históricos, teatros e lojas. Já no Lincoln Park, há um zoológico gratuito, lagoas, jardins e uma vista linda do skyline. Já Wicker Park e Logan Square são os bairros hipsters, cheios de cafés descolados, bares, lojinhas de vinil, murais de arte e brechós incríveis. Outro lugar que vale muito a pena é Pilsen, com sua pegada mexicana, murais coloridos e galerias de arte. Outra área diferente que vale a visita é o Navy Pier, que tem roda-gigante, lojinhas, e muitos restaurantes.
Experiência do Chicago pizza tour (foto: Simone Barros)
Gastronomia
Quando o assunto é gastronomia, Chicago é um verdadeiro paraíso para os amantes da boa mesa. A cidade é berço da famosa deep-dish pizza, que pode ser experimentada em lugares como Lou Malnati’s ou Giordano’s. Mas para uma imersão completa contrate o passeio do Chicago Pizza tour – uma experiência por alguns restaurantes cheios de história e receitas diversas. Um guia especializado irá contar sobre a famosa deep pizza e outros sabores, e irá apresentar lugares icônicos para provar a iguaria na cidade.
Para uma experiência gastronômica mais sofisticada, o restaurante Alinea, com três estrelas Michelin, é um dos mais renomados do país . Outras opções imperdíveis incluem o Girl & the Goat, comandado pela chef Stephanie Izard, e o Au Cheval, famoso pelo que muitos consideram o melhor hambúrguer da América.
Chicago é uma cidade que encanta desde a primeira visita e que vale muito a pena incluir no seu roteiro numa próxima ida aos Estados Unidos.
Para uma experiência gastronômica mais sofisticada, o restaurante Alinea, com três estrelas Michelin, é um dos mais renomados do país . Outras opções imperdíveis incluem o Girl & the Goat, comandado pela chef Stephanie Izard, e o Au Cheval, famoso pelo que muitos consideram o melhor hambúrguer da América.
Hospedagem
Dependendo da localização escolhida, você terá uma experiência diferente. Confira a dica de três hospedagens com conceitos diferentes em Chicago.
Na Magnificent Mile você encontra uma área vibrante que corresponde a 13 quadras da Michigan Avenue e essa é uma excelente localização para compras, ótimos restaurantes e onde ficam os hotéis de luxo. O Peninsula Chicago fica próximo a essa avenida e tem o ótimo restaurante The Lobby aberto também a não hóspedes.
O tradicional hotel The Palmer House (foto: Simone Barros)
Já para quem prefere se hospedar no The Loop – área central, junto ao Millenium Park, ficará perto de várias atrações turísticas . Nessa área ficam os teatros, várias opções de lojas e restaurantes e destaco o icônico hotel The Palmer House. Em prédio histórico, tem impressionante arquitetura e decoração e também é conhecido por ter sido o local onde foi criado o brownie. Provei a receita tradicional do hotel (e muito famosa!) e é delicioso.
Para quem viaja a trabalho ou para eventos e convenções em Chicago ficar em McCormick Place pode ser uma boa pedida. Nessa área há ótimas opções de hospedagem.
Chicago é uma cidade que encanta desde a primeira visita e que vale muito a pena incluir no seu roteiro numa próxima ida aos Estados Unidos.
Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty (Ilustração do projeto por Luiz Eduardo Indio da Costa - divulgação)
O Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty
Durante o Encontro Fluminense promovido pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), realizado em Paraty (RJ), o DIÁRIO DO TURISMO entrevistou Antônio Garcia Couto, gerente do Polo Sociocultural Sesc Paraty.
Ele apresentou os detalhes do Sesc Caborê, projeto cultural de grande porte que está em construção na cidade com investimento previsto de R$ 150 milhões. A iniciativa, que terá três etapas, prevê a entrega da primeira fase até o início de 2026 e promete integrar natureza, arte e turismo em um mesmo espaço.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia1º de outubro
De acordo com Garcia Couto, Sesc Caborê nasce com a proposta de valorizar a vocação cultural de Paraty, contemplando diferentes linguagens artísticas e fortalecendo a relação entre patrimônio, saberes tradicionais e inovação. Ao lado da relevância cultural, a obra também busca diversificar a oferta de serviços turísticos na cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade.
Durante a conversa, Antônio explicou que o Sesc Caborê será uma extensão do trabalho cultural já realizado pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty desde 2013, mas em um espaço próprio e inovador. A seguir, a entrevista com o executivo.
DIÁRIO — Essa nova unidade é uma expansão do trabalho do Sesc Paraty?
“O Polo Sociocultural Sesc Paraty funciona desde 2013, em um casarão do centro histórico. Já o Sesc Caborê é uma nova unidade, construída em um terreno adquirido em 2016, pensado desde o início como um equipamento cultural que contemplasse todas as linguagens artísticas e a vocação de Paraty.”
Antônio Garcia Couto, gerente do Polo Sociocultural Sesc Paraty (Crédito: Eric Afonso – DT)O Polo Sociocultural Sesc Paraty funciona desde 2013, em um casarão do centro histórico (Crédito: Paulo Atzingen – DT)
DIÁRIO — Qual foi o conceito arquitetônico adotado?
O projeto foi vencedor na categoria institucional do Prêmio Saint Gobain de arquitetura, que premia projetos que trabalhem a sustentabilidade. O arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa se inspirou nas formas da natureza. O terreno fica às margens do rio Perequê-Açu, cercado pela Mata Atlântica e pelas montanhas. As linhas arquitetônicas acompanham a sinuosidade do horizonte, criando um diálogo entre paisagem e cultura.”
“Com três etapas previstas, a obra já recebeu R$ 44 milhões de investimento na primeira fase, que deve ser entregue até o início de 2026”.
DIARIO — O que essa primeira fase vai oferecer ao público?
“Estamos finalizando três grandes blocos com ateliês, espaço maker, galeria, estúdio de música, sala de dança e sala de ensaio. Teremos também uma cafeteria embaixo de uma árvore centenária, um espaço de convivência que une natureza e cultura.”
“O projeto completo deverá alcançar R$ 150 milhões em recursos, com apoio da CNC e do empresariado”.
Ilustração arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa
DIARIO — Qual o impacto desse investimento para Paraty?
“A ideia é que o complexo traga novas oportunidades para o turismo local, diversifique a oferta de serviços e reforce o papel da cidade como destino cultural de relevância internacional. O Sesc quer entregar aqui o que há de mais inovador e de excelência.”
“A inauguração oficial está prevista para 2026, ano em que o Sesc celebrará 80 anos de atuação no Brasil. Será uma grande entrega do Departamento Nacional, coroando oito décadas de história da instituição.”
Adrian Ursilli, diretor-geral da MSC Cruzeiros no Brasil - (Crédito:: divulgação)
Com a liderança consolidada na América do Sul, a MSC Cruzeiros avança com uma temporada 2025/2026 promissora, marcada pela grande frota que atuará na região — cinco navios, quatro deles com embarques no Brasil, além de novos portos como Balneário Camboriú e itinerários inéditos rumo ao Nordeste. Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, Adrian Ursilli, diretor geral da companhia no Brasil, revela os bastidores desse crescimento contínuo, os desafios da infraestrutura portuária, e a importância da nova legislação para o setor.
Ursilli também detalha as estratégias que têm impulsionado o interesse do público brasileiro por cruzeiros, o papel crescente dos roteiros temáticos e corporativos, e os investimentos robustos da MSC em tecnologia verde e sustentabilidade ambiental. A entrevista traça um panorama aprofundado sobre o futuro dos cruzeiros no Brasil, reforçando a vocação da companhia em oferecer experiências completas, acessíveis e inovadoras no universo marítimo.
por Paulo Atzingen e Gabriel Emídio com REDAÇÃO E EDIÇÃO DO DT – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 15 de outubro
SINOPSE E TENDÊNCIAS
DIÁRIO – Faça uma sinopse da temporada 2024/25 no Brasil, em termos da evolução da MSC Cruzeiros no mercado em que atua.
Tivemos um resultado extremamente positivo na temporada 2024/2025, com a movimentação de 603.500 hóspedes em cruzeiros pela América do Sul, reafirmando nossa liderança no mercado brasileiro e sul-americano.
O mercado nacional tem se mostrado bastante positivo, temos observado que cada vez mais brasileiros procuram cruzeiros como opção de férias completas. Esses resultados reforçam a posição consolidada da MSC Cruzeiros como líder no mercado sul americano e refletem a confiança do público na Companhia, que segue oferecendo experiências completas e de alta qualidade em seus cruzeiros pela região.
DIÁRIO – Qual o comportamento e as perspectivas que se desenham para a temporada 2025/26?
A temporada 2025/2026 terá início no dia 26 de outubro, com o MSC Preziosa, e estamos confiantes de que será um grande sucesso. Traremos a maior frota da temporada, serão cinco navios na região, sendo quatro com embarques no Brasil: MSC Preziosa, MSC Seaview, MSC Armonia e MSC Sinfonia. Além deles, o MSC Fantasia terá embarques na Argentina, com escalas em diversos destinos brasileiros trazendo milhares estrangeiros para conhecer o país.
Ampliaremos nossa oferta de portos de embarque, com a inclusão de Balneário Camboriú, que pela primeira vez receberá embarques da nossa Companhia.
Na próxima temporada, seremos a única companhia a oferecer itinerários regulares para o Nordeste do Brasil, o destino favorito dos brasileiros. A programação também contará desde cruzeiros de 3 noites até mais longos, de 8 noites, pelo Sudeste, Sul e Nordeste, além daqueles rumo à Argentina e Uruguai.
Estamos preparados para mais uma temporada de sucesso, com uma operação estruturada para oferecer experiências completas de férias, atender diferentes perfis de viajantes e reforçar ainda mais nossa liderança no país e na América do Sul.
DIÁRIO – Como analisa a tendência dos negócios em relação aos cruzeiros temáticos?
Os cruzeiros temáticos, especialmente os de produções musicais, continuam em alta e atraindo grande público. Paralelamente, temos ampliado significativamente nossa atuação com fretamentos corporativos e grupos organizados, o que demonstra como o setor está se
diversificando e se adaptando às novas demandas.
Essa frente de negócios tem ganhado cada vez mais relevância por atender diferentes perfis de viajantes e oferecer experiências personalizadas e memoráveis, tanto no lazer quanto no ambiente corporativo. Empresas de diversos segmentos têm buscado nossos navios para realizar eventos, viagens de incentivo, premiações e confraternizações — seja por meio do fretamento completo das embarcações ou da reserva de espaços dedicados a grupos menores.
Essa atividade estratégica fortalece o relacionamento das marcas com seus públicos de interesse e ainda funciona, muitas vezes, como porta de entrada para novos cruzeiristas. Além disso, nossos navios também são palco para celebrações sociais, como casamentos, aniversários, bodas e festas de debutantes, demonstrando a versatilidade do produto para diferentes ocasiões e públicos.
A proposta de roteiros focados em experiências específicas vem ganhando cada vez mais espaço, reforçando a capacidade dos cruzeiros de se adaptar às novas demandas do mercado e se consolidar como uma das formas mais completas e atrativas de proporcionar momentos únicos.
DIÁRIO – De que portos brasileiros partem os navios da armadora, na temporada 2025/26?
Na temporada 2025/2026, a MSC Cruzeiros contará com seis portos de embarque no Brasil. A grande novidade será a estreia de Balneário Camboriú, ampliando a presença da companhia na região Sul. Os portos de embarque serão: Santos, Rio de Janeiro, Itajaí, Balneário Camboriú, Salvador e Maceió.
DIÁRIO – Como a MSC Cruzeiros recebeu a sanção recente da Lei 14.978/2024, que altera e atualiza a Lei Geral do Turismo?
A MSC Cruzeiros considera que a sanção da Lei 14.978/2024 um importante avanço para o turismo brasileiro, pois promove a harmonização das normas e fortalece o papel das agências de turismo, o que beneficia diretamente o setor de cruzeiros.
Acreditamos que essa atualização da Lei Geral do Turismo cria um ambiente regulatório mais claro e eficiente, favorecendo o desenvolvimento do turismo no país.
Ainda assim, ressaltamos a importância de que temas essenciais, como infraestrutura portuária, regulação específica para cruzeiros e competitividade operacional, continuem sendo prioridades para garantir um ambiente favorável às operações e crescimento sustentável do setor.
DIÁRIO – Como funciona a política de contratação e gestão de Recursos Humanos em toda a operação da armadora?
As vagas para trabalhar nos navios de cruzeiros MSC, para diversas áreas de atuação a bordo, são divulgadas diretamente pela MSC Cruises, matriz global da Companhia, com sede em Genebra, na Suíça, já que se trata de contratos internacionais, de acordo com a Convenção Internacional do Trabalho, refletindo o alcance mundial e a diversidade de nacionalidade que caracterizam nossas operações.
As pessoas interessadas em trabalhar com a MSC Cruzeiros podem procurar as vagas disponíveis na página https://careers.msccruises.com/gb/ene e no perfil oficial da MSC Cruises no LinkedIn.
Nesses canais, são divulgadas vagas tanto para os escritórios quanto para trabalho a bordo. A Divisão de Cruzeiros do Grupo MSC tem como compromisso o engajamento e desenvolvimento de seus colaboradores e com a equidade na força de trabalho, hoje composta por mais de 140 nacionalidades.
DIÁRIO – Considera satisfatória a infraestrutura portuária brasileira para os objetivos e metas da MSC Cruzeiros?
Apesar dos números recordes nas últimas temporadas e do grande interesse do público brasileiro em realizar férias em alto-mar com a MSC, ainda enfrentamos desafios importantes que fazem com que o Brasil perca competitividade no âmbito global do setor de cruzeiros, especialmente em relação à infraestrutura limitada e aos altos custos operacionais. Por isso, temos atuado em conjunto com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, a CLIA Brasil, e autoridades locais para buscar soluções e criar melhores condições para o contínuo desenvolvimento sustentável do setor no país e na região. Acreditamos no potencial do mercado brasileiro e seguimos totalmente comprometidos com o país.
DIÁRIO – Inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental: como andam os investimentos e providências da companhia para o avanço qualitativo desse binômio?
A sustentabilidade está no centro da nossa estratégia e seguimos comprometidos em adotar medidas concretas que contribuam para um futuro mais responsável. Temos um Plano de Transição Energética que é nosso guia para alcançar a meta de zero emissões líquidas de gases de efeito estufa nas operações marítimas até 2050, e já conquistamos avanços importantes nesse caminho — até 2024, reduzimos em 38,9% a intensidade de carbono em toda a frota, em comparação com 2008.
Já estamos adquirindo uma variedade de combustíveis renováveis, incluindo Bio-GNL, como parte da nossa estratégia de mix de combustíveis para viabilizar o alcance das metas em 2050.
Também estamos investindo em tecnologias que tornam nossas operações cada vez mais eficientes, desde sistemas inteligentes de economia de energia até o uso de conexão elétrica em terra, que reduz as emissões enquanto o navio está atracado. Informações adicionais podem ser consultadas no nosso Relatório de Sustentabilidade de 2024 publicado em nosso website.
DIÁRIO – As novas tecnologias de propulsão verde e soluções de eficiência energética constituem prioridades da visão estratégica da MSC Cruzeiros?
Estamos investindo ativamente em pesquisa e desenvolvimento, com foco no desenvolvimento de novas tecnologias para navios. Entre as iniciativas que refletem esse compromisso estão a utilização das mais recentes ferramentas digitais (incluindo Oceanly Performance e OptiCruise) para otimizar itinerários, além de retrofits de economia de energia nos sistemas HVAC, iluminação LED, otimização do trim e melhorias no casco. Juntas, essas iniciativas de eficiência energética economizaram cerca de 16.000 toneladas de combustível e 50.000 toneladas de emissões de CO2 em 2024.
Também temos trabalhado para aumentar o uso da conexão à energia elétrica proveniente de terra, sistema que permite desligar os motores principais enquanto o navio está atracado, reduzindo as emissões e melhorando a qualidade do ar nos portos. Em 2024, nossos navios realizaram 142 escalas em portos com conexão à energia elétrica proveniente de terra (shore power), contra 44 em 2023. Isso reduziu as emissões nos portos e melhorou a qualidade do ar local em 12 portos ao redor do mundo.
A disponibilidade de combustíveis de fontes renováveis é fundamental para alcançar zero emissões líquidas. A disponibilidade de combustíveis de fontes renováveis é fundamental para alcançar zero emissões líquidas. Embora esses combustíveis já existam, é necessário ampliar sua produção para garantir sua viabilidade comercial, tanto em termos de disponibilidade quanto de custo. É necessário um esforço conjunto e coordenado entre governos, produtores de combustíveis e outras organizações públicas e privadas para criar a infraestrutura adequada e a escala necessária para os renováveis.
Uma das piscinas do MSC Sinfonia (Crédito: MSC – divulgação)Piscina borda infinita do MSC Preziosa (Crédito: MSC – divulgação)
MAIS BRASILEIROS
DIÁRIO – Na sua opinião, o que poderia ser feito para o viajante brasileiro experimentar mais e melhor as oportunidades de realizar um cruzeiro marítimo?
O brasileiro tem buscado cada vez mais por viagens em alto-mar, reconhecendo os cruzeiros como uma forma prática, confortável e completa de viajar. Essa tendência positiva mostra que há um interesse crescente, mas ainda há espaço para ampliar o acesso e a familiaridade com esse tipo de produto.
Para que o viajante brasileiro possa experimentar mais e melhor as oportunidades de realizar um cruzeiro marítimo, é essencial continuar investindo em ações de marketing, propaganda e comunicação, além do forte trabalho que temos com os agentes de viagens parceiros por meio de treinamento, capacitações, visitas e eventos. Viajar com a MSC Cruzeiros permite conhecer diferentes destinos em uma única viagem, sem a necessidade de desfazer as malas diversas vezes, enquanto se aproveita uma estrutura completa a bordo — com gastronomia internacional, entretenimento para todas as idades, bem-estar e atendimento de excelência.
Outro ponto importante é tornar o acesso cada vez mais simples e conveniente. Hoje, os hóspedes podem escolher tarifas que se adequam ao seu estilo de viagem e orçamento, com a facilidade de pagamento em reais e a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, sem variação cambial. Isso reforça a percepção de excelente custo-benefício dos cruzeiros em comparação com outros tipos de viagens, já que ao adquirir suas férias a bordo, o hóspede já conta com todas as refeições incluídas, entretenimento completo, infraestrutura e serviços de alto padrão, além de visitar diversos destinos em uma única viagem.
Além disso, a ampliação dos portos de embarque pelo Brasil e a presença constante da marca nas agências de viagens contribuem para a capilaridade da oferta e maior visibilidade no dia a dia do consumidor.
Com ações focadas em acessibilidade, personalização e comunicação clara, seguiremos incentivando o crescimento do mercado de cruzeiros no Brasil e ampliando as oportunidades para que cada vez mais brasileiros descubram e experimentem férias em alto mar.
Diretor comercial da Iberostar, João Abegão, fala sobre expansão da rede e sustentabilidade durante a ABAV Expo 2025 - Foto: Cecília Fazzini / Diário do Turismo
Distante de qualquer localidade de praia – o que viria a ser a sua vocação futura – o grupo espanhol Iberostar desembarcou no Brasil, há duas décadas, em águas fluviais, quando começou a operar o icônico hotel-navio de luxo na Amazônia: o Grand Amazon Expedition. Para marcar em grande estilo essa trajetória, durante a ABAV EXPO 2025, encerrada na sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, a rede mostrou aos representantes do trade turístico a aposta no País e novos empreendimentos da bandeira Iberostar Hotels & Resorts, com destaque para países como Aruba, Estados Unidos e México. O Grupo Iberostar conta com 100 hotéis – de 4 e 5 estrelas – e está presente em 13 países.
por Cecília Fazzini, especial para o DIÁRIO, com edição – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 13 de outubro
João Abegão, Diretor Comercial do conglomerado hoteleiro, ressaltou ao DIÁRIO DO TURISMO a importância das operadoras e agências de viagens como força de venda do produto e foco diário da equipe comercial, traçou os próximos passos do grupo e compartilhou novas aberturas de empreendimentos destinados ao sucesso junto ao viajante brasileiro, pelas localidades em que estão instalados.
DIÁRIO DO TURISMO – Como avalia a ABAV EXPO 2025? Houve boa aproximação com o público profissional e parceiros?
João Abegão – Para nós, é muito positivo o fato da ABAV ser itinerante. Isso nos permite encontrar agentes de viagem de várias regiões do País a cada edição. No ano passado, por exemplo, em Brasília (DF), tivemos excelente resultado. O Centro-Oeste é um mercado muito importante para a Iberostar. Este ano no Rio, conseguimos nos aproximar ainda mais dos agentes do próprio estado, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Em São Paulo, reforçamos o relacionamento com as agências da principal região emissora do Brasil.
DT – Viu despontar algo diferente nesta edição da feira?
Abegão – Sim, sem dúvida. O turismo está em crescimento, e isso se reflete na feira. A inclusão de um pavilhão a mais já mostra a dimensão maior do evento. Também notei uma presença internacional mais forte do que em edições anteriores, que costumavam ter um perfil mais nacional. Isso é ótimo para o turismo brasileiro.
DT – A ABAV 2025 destacou como tema central a valorização do agente de viagens. A Iberostar também promove uma premiação anual para esse público, certo?
Abegão – Exatamente. Durante a feira, anunciamos a terceira edição do Star Agents Awards Brasil 2026, de 18 a 22 de junho, na República Dominicana, premiação voltada aos melhores agentes de viagens cadastrados na plataforma Star Agents. Hoje contamos com mais de 8 mil agentes ativos no Brasil, que acumulam pontos conforme as vendas realizadas. E a aproximação também acontece nas hospedagens oferecidas aos profissionais do trade. Só este ano, há registro de mais de mil reservas de agentes brasileiros em hotéis Iberostar pelo mundo. É uma forma de reconhecermos o trabalho deles e permitir que vivenciem nossos produtos como clientes — verdadeiros embaixadores da marca.
João Abegão, diretor comercial da Iberostar Hotels & Resorts, durante entrevista na ABAV Expo 2025, no Rio de Janeiro. – Foto: Cecília Fazzini / Diário do Turismo
DT – Quais foram as principais novidades da Iberostar em 2025?
Abegão – Este é um ano muito importante para nós, pois celebramos 20 anos da chegada da Iberostar ao Brasil, com o lançamento do produto Grand Amazon Expedition. Continuamos comemorando esse marco durante todo o ano, já que é uma experiência única, tanto para a empresa quanto para o mercado nacional. Além disso, trouxemos grandes novidades, como a abertura do JOIA Aruba by Iberostar, um hotel cinco estrelas, inaugurado no fim de 2024, com 240 suítes de frente para o mar. O destino tem obtido excelente aceitação entre os viajantes brasileiros.
“Só este ano, há registro de mais de mil reservas de agentes brasileiros em hotéis Iberostar pelo mundo. É uma forma reconhecermos o trabalho deles e permitir que vivenciem nossos produtos como clientes”, João Abegão – Diretor Comercial do Iberostar Hotels & Resorts
DT – A marca também retornou aos Estados Unidos?
Abegão – Sim. No final do ano passado, reabrimos nossa operação em Miami, com duas novas unidades: o Iberostar Waves Berkeley Shore e o Iberostar Waves Miami Beach, ambos na região mais turística daquela cidade. É um retorno muito importante, porque os Estados Unidos continuam sendo destino muito procurado pelos brasileiros.
DT – E quanto às expansões no México?
Abegão – Estamos prestes a inaugurar o Iberostar Selection Riviera Cancun, no próximo dia 1º de novembro. Será o nosso 12º hotel no México e o 11º na Riviera Maya. É um resort all inclusive da categoria Selection, voltado para famílias, com estrutura de alto padrão.
DT – E como se encontram as melhorias das estruturas dos resorts no Brasil?
Abegão – No Complexo Praia do Forte, na Bahia, concluímos diversas melhorias, principalmente nos restaurantes temáticos e áreas de lazer. Também inauguramos o Star Camp, espaço infantil com mais de 1.400 m² — o único da companhia com esse formato. Trata-se de uma estrutura que reforça nosso compromisso em oferecer experiências completas e inesquecíveis ao hóspede.
DT – O Grand Amazon Expedition é um produto único no portfólio da Iberostar. Qual a participação do mesmo nos negócios do grupo?
Abegão – É um produto muito especial, diferente de tudo o que fazemos. Simboliza o início da Iberostar no Brasil e completa 20 anos, em 2025. Representa um País diverso e desperta o interesse de viajantes do mundo inteiro. Sempre digo que toda pessoa que ama viajar deve, pelo menos uma vez na vida, conhecer a Amazônia — e essa experiência fluvial é oportunidade incrível de fazer isso com conforto e sustentabilidade.
DT – E a propósito da sustentabilidade, como a Iberostar vem atuando nesse terreno?
Abegão – Sustentabilidade é pilar essencial da nossa empresa. Temos cerca de 250 pessoas dedicadas exclusivamente à área de 3R em todo o mundo, para se ter uma ideia. Na Praia do Forte, por exemplo, operamos 100% com energia renovável. No Caribe, conduzimos projetos de restauração de corais em oito laboratórios, além de ações de preservação dos manguezais. Também garantimos que 92% dos peixes consumidos em nossos hotéis venham de fontes certificadas de pesca responsável. Nosso objetivo é ir além do turismo sustentável — queremos promover um turismo transformador, que desperte consciência ambiental nas pessoas.
João Abegão destacou a importância do agente de viagem e o fortalecimento da presença internacional da Iberostar – Foto: Cecília Fazzini / Diário do Turismo
DT – Há novas metas ou ações previstas nesse tema?
Abegão – Sim. Desde 2019 somos uma empresa livre de plásticos de uso único. Seguimos evoluindo dentro do programa Wave of Change, que define metas concretas para 2030 — entre elas, alcançar a neutralidade total de carbono em nossos hotéis. A responsabilidade social é outro tema relevante para o Iberostar. Trabalhamos muito próximos das comunidades nas regiões onde atuamos, especialmente na Amazônia. Temos parcerias com comunidades indígenas e projetos de integração que fortalecem o desenvolvimento local.
“Queremos promover um turismo transformador, que desperte consciência ambiental nas pessoas”, João Abegão – Diretor Comercial do Iberostar Hotels & Resorts
DT – E quanto ao planejamento de 2026, poderia antecipar o que vem pela frente?
Abegão – Vislumbramos um cenário muito positivo. O mercado brasileiro está viajando mais, tanto dentro do País, quanto para destinos internacionais como República Dominicana e México. Para a temporada de fim de ano, teremos uma programação especial na Bahia, com shows de Filhos de Jorge, Olodum e até mini trio elétrico. Buscamos sempre valorizar a cultura local e oferecer experiências autênticas aos nossos hóspedes. Essa proximidade com as comunidades é o que torna a Iberostar tão reconhecida no mercado brasileiro.
O fenômeno marca o auge da temporada de migração das jubartes, que deixam o Polo Sul em direção às águas quentes do litoral baiano para reprodução (Crédito: divulgação)
Baleias encantam o litoral sul da Bahia com o maior avistamento dos últimos cinco anos, impulsionando turismo e conservação em Ilhéus.
REDAÇÃO DO DIÁRIO com assessorias – 30
Ilhéus, na Bahia, testemunhou um dos mais impressionantes espetáculos naturais da última década: o maior número de avistamentos de baleias do tipo jubarte já registrado nos últimos cinco anos. A ocorrência, no sábado (9/8), não apenas emocionou turistas e moradores, como também projetou o destino como referência no turismo ecológico nacional.
O fenômeno marca o auge da temporada de migração das jubartes, que deixam o Polo Sul em direção às águas quentes do litoral baiano para reprodução. Essa movimentação natural tem alavancado o turismo de observação e reafirmado a relevância dos projetos de conservação marinha.
A expectativa é de que cerca de 30 mil baleias sejam avistadas na costa da Bahia entre julho e outubro deste ano. Destinos como Ilhéus, Caravelas, Itacaré, Prado e Salvador têm registrado alta demanda por passeios embarcados voltados à contemplação desses mamíferos imponentes.
Neste ano, Ilhéus superou todas as estimativas. Dezenas de jubartes foram vistas saltando em sincronia e exibindo seu comportamento lúdico próximo à costa. Essa proximidade proporcionou uma experiência rara: observar de perto, em seu habitat natural, um dos maiores mamíferos do planeta em plena exibição.
Esse aumento no número de avistamentos reflete os frutos de longos anos de investimento em conservação. O Instituto Baleia Jubarte destaca que a recuperação da população desses animais representa um sinal positivo para o equilíbrio do ecossistema marinho.
Para o setor hoteleiro e de passeios náuticos, o cenário também é de comemoração. “É um momento mágico para a cidade”, afirma Maitê Teixeira, gerente comercial do Cana Brava All Inclusive Resort. “Nossos hóspedes ficam fascinados com a possibilidade de ver as baleias tão de perto. A natureza nos deu um presente e, com isso, o turismo de observação cresceu de forma exponencial, trazendo mais gente para a nossa região. Isso mostra que a conservação e o turismo podem e devem andar de mãos dadas.”
Hóspedes do Cana Brava All Inclusive Resort, em parceria com a EcoSul Turismo, podem agendar passeios de barco com desconto exclusivo para avistar baleias. A alta temporada segue até outubro, com expectativa de recorde de visitantes e experiências inesquecíveis para quem deseja se conectar com a natureza de forma intensa e consciente.
"O Fórum é um momento para celebrarmos esses avanços e para que a gente possa avançar mais" (Crédito: divulgação)
Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, fundadora e CEO do Grupo Vivejar, Marianne Costa, fala sobre os temas que fundamentam o 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável
De 11 a 14 de setembro de 2025 será realizado, em Brasília (DF), 0 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. O evento idealizado pelo Grupo Vivejar é resultado da mobilização de redes, movimentos e organizações que priorizam o turismo como ferramenta de transformação social, cultural e ambiental. Ele homenageia a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Por Zaqueu Rodrigues (Colaboração) – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 5 de setembro
Em quatro dias, comunidades tradicionais, empreendedores, pesquisadores e lideranças públicas e privadas debatem o protagonismo do turismo no desenvolvimento sustentável do Brasil. “O Fórum será um grande espaço de escuta, aprendizado e articulação em defesa de um turismo que respeite pessoas, territórios e o planeta”, diz Marianne, realizadora do evento.
A programação reúne feira cultural de artesãos, plenárias, rodas de conversa, premiação de iniciativas transformadoras, oficinas e vivências culturais. “Cada atividade foi pensada para fortalecer o protagonismo de quem transforma o turismo em ferramenta de resistência e geração de renda nos territórios. O evento é um chamado para colocar a responsabilidade social, ambiental e cultural no centro das decisões que movem o turismo brasileiro”, aponta.
Nesta entrevista ao DIÁRIO, Marianne Costa detalha o propósito do 1º Fórum de Turismo Responsável, fala sobre a importância do Turismo de Base Comunitária e o papel do setor frente aos grandes desafios da sociedade, sobretudo ambientais. A entrevista está dividida em tópicos, acompanhe:
O 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável
Ele nasceu para ser um ponto de virada no turismo do Brasil. Em 2023 fizemos um acordo de cooperação técnica entre o Instituto Vivejar, a ECA USP, o Ministério do Turismo e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para pesquisar entre os alunos do Instituto Vivejar aqueles que tomaram responsabilidade em suas áreas. Construímos um grande projeto de pesquisa, criamos critérios e chegamos em 20 casos de pessoas – de diferentes realidades geográficas – realizadoras de projetos transformadores. Desses 20, selecionados 10 para integrar o livro Turismo Responsável: Resultados que inspiram!
O livro foi lançado em abril de 2024 durante a WTM Latin América. A obra apresenta um panorama do movimento pelo Turismo Responsável, sustentável e inclusivo, conceitos-chave e dicas de como podemos nos engajar nessa direção. O nosso compromisso, naquele momento, era criar um evento para dar continuidade a todo o trabalho que vinha sendo discutido no livro. Para mim é um compromisso jogar luz em quem está fazendo as coisas certas e que não, necessariamente, acessam os palcos, os espaços de divulgação, de comunicação. O foco é priorizar e dar oportunidades a essas pessoas que estão fazendo a diferença. O livro foi o começo desse trabalho. Assim nasceu o Fórum Brasileiro de Turismo Responsável.
“É tempo de tomarmos mais responsabilidade. O turismo é responsável por quase 10% das emissões de Carbono do mundo” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)
A política do turismo
A escolha de Brasília como palco para o evento é para marcar essa presença e influência na política pública. O turismo é pautado pela política e a gente precisa ainda avançar muito nesse sentido. Temos uma política de regionalização, um plano de divulgação do Brasil, mas essas iniciáticas precisam descer para os estados e os municípios. A gente tem a regionalização. Então, é muito importante que esse debate aconteça aqui em Brasília. Além disso, o turismo é muito transversal. A gente tem muita interface com o meio ambiente e toda a política ambiental, ainda mais em um ano de COP 30 no Brasil, de mudanças climáticas…
É tempo de tomarmos mais responsabilidade. O turismo é responsável por quase 10% das emissões de Carbono do mundo. É fundamental que a gente trabalhe com essa articulação com o meio ambiente. Dentro do turismo de Base Comunitária, temos os Povos Tradicionais, temos o Afroturismo, que agora virou política pública, tanto pela Embratur quanto pelo Ministério do Turismo. Temos o Turismo Indígena, com instrução da FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e todo esse diálogo que precisa acontecer. É muito importante realizar o evento em Brasília chamando essa importância para o turismo.
O turismo brasileiro, infelizmente, foi perdendo a força nesse processo político do Brasil a ponto de a gente não o reconhecer mais como uma prioridade. É muito importante que a gente posicione que o turismo é, sim!, uma atividade econômica que gera renda, mas que também preserva, gera desenvolvimento, educação e transformação social. Para isso, precisa ser feito de forma responsável. A gente precisa estar alinhado para que o turismo volte a ser priorizado nas pautas política e econômica do país.
Investimentos
O turismo precisa de investimentos. Em um país como o nosso, não podemos aceitar que o turismo não seja prioridade. Eu acredito no turismo como uma das principais potências para o Brasil. Somos a maior biodiversidade do mundo. O turismo é uma das atividades que podem trazer desenvolvimento aliado à preservação. O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável nasce para que a gente marque essa presença e toque em pautas que são importantes.
Hoje, o turismo responsável é falado nos grandes eventos, mas de um modo sempre corrido. Não há uma gravação, um plano de continuidade do que foi debatido para que se possa avançar no tema de modo permanente. A intenção do Fórum é ser esse evento no qual a gente debate, mas também gera resultado. Faremos uma publicação do que for abordado para dar continuidade e pautar as políticas públicas.
O Fórum tem uma parceria com o Lets (Laboratório de Estudos em Turismo e Sustentabilidade da UnB – Universidade de Brasília. Os professores estarão conosco para criar essa publicação com as pautas debatidas e os resultados do evento. Isso é importante para que a gente tenha a continuidade desse diálogo e para que, a partir do ano que vem, por exemplo, que é um ano de eleição, tenhamos uma base para fundamentar as políticas do turismo.
“O Brasil precisa desenvolver políticas públicas para o Turismo de Base Comunitária. A Argentina tem políticas de Turismo de Base Comunitária há muitos anos” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)
Valorizar a base do turismo
O Brasil precisa desenvolver políticas públicas para o Turismo de Base Comunitária. Para se ter uma ideia, a Argentina tem políticas de Turismo de Base Comunitária há muitos anos. O Chile também tem. Os nossos vizinhos sul-americanos são maravilhosos nesse sentido, e contam com redes de trocas de experiências. O Brasil não pode ficar atrás. É muito importante investir nesse turismo, pois é a grande tendência do Brasil.
No Brasil, tem muita coisa acontecendo na base do turismo, mas refletindo pouco na política. O Plano Brasis, que é um plano de marketing internacional da Embratur, que é muito atual, já traz os avanços considerando os critérios de responsabilidade. O Fórum é um momento para celebrarmos esses avanços e para que a gente possa avançar mais. É muito importante termos um espaço para reunir todo mundo que quer olhar para isso. É um tema transversal, que precisa ser trabalhado desde a gestão pública, associações, promoção, comercialização, cadeia de distribuição…
Oportunidade
O Turismo de Base Comunitária é a grande oportunidade para o Brasil. É por ele que a gente tem o meio ambiente preservado. São comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas… que estão resistindo e preservando a terra, a cultura, seus espaços. É preciso fazer disso geração de renda, de educação. Os povos indígenas falam muito sobre isso: ‘queremos trazer as pessoas aqui para que rompam seus estereótipos, para que escutem o nosso lado da história e quebrem seus preconceitos’.
Eu realmente vejo o turismo de base comunitária como uma grande oportunidade de inovação para o Brasil. A gente não vai deixar de vender sol e praia, não vamos deixar de vender luxo. Não é sobre isso. As coisas conversam. A gente agrega valor. Uma recente pesquisa da Embratur, com DMCs, mostra que o que se sente falta nas experiências é justamente a vivência nas comunidades. O turista está pedindo. O mercado está demandando. As experiências existem de modo muito genuíno e verdadeiro nas comunidades tradicionais.
O turismo tem a oportunidade de ter um olhar mais inclusivo, oferecer oportunidades para as pessoas empreenderem, qualificar. Para isso, essas pessoas precisam estar nesses espaços como protagonistas. São Luís (MA), por exemplo, está fazendo um trabalho muito bacana, coletivo, com as associações locais. E o destino também continua recebendo turismo de massa. Não é sobre o volume; é sobre a forma.
É tempo de falar sobre esses temas importantes. Não dá mais para a gente ter essas aberturas de eventos somente com homens brancos. Isso não representa o turismo brasileiro. Na abertura do Fórum de Turismo Responsável teremos a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, mulheres indígenas, mulheres negras… Colocaremos lideranças de Norte a Sul do Brasil para dialogar como protagonistas. O Fórum é também um espaço de letramento, principalmente em pautas mais sensíveis. A gente está sempre aprendendo.
“O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável é sobre o coletivo. A gente não faz e nem muda as coisas sozinhos” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)
Dados direcionam
O turismo brasileiro não tem dados consistentes, principalmente sobre a demanda. Falta essa orientação. Temos áreas que têm dados em tempo real. O tempo todo toma-se decisões baseadas nesses dados. Precisamos ter isso no turismo também. Temos estados que têm seus observatórios de turismo, mas falta olhar para esses dados e desenhar políticas públicas fundamentadas neles. São poucos os que estão construindo com base nisso. Temos que profissionalizar isso. A gente tem condições para uma virada no turismo. Temos boas universidades, como a UnB, temos tecnologia, inovação… A gente precisa organizar e sistematizar.
A produção de indicadores é um dos compromissos do 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. O evento faz essa aproximação com a academia para a produção e divulgação desses resultados, metas, gestão de carbono e resíduos… O evento não terá plástico; todos receberão uma garrafa para beber água nos bebedouros espalhados pelo local. Orientamos todos os participantes a não levarem folheterias… São tomadas de responsabilidade que estão dentro do tamanho do nosso evento. Quanto maior o evento e maiores os recursos, maiores devem ser essas responsabilidades.
A produção de dados é importante para que a gente possa comprovar a importância do turismo para os governantes, para criar políticas públicas, gerar investimentos. A gente mensura indicadores de forma muito amadora. O turismo é muito disperso. É uma cadeia muito permeável. A gente conhece muitas empresas ótimas, bem-intencionadas, mas que não conseguem comprovar seus impactos positivos. A falta de prioridade política ao turismo vem muito dessa falta de indicadores de dados.
Projeto para o turismo
O turismo é uma atividade que dá resultado a médio e longo prazo. Muitas vezes ele não é prioridade para os governantes porque a gente tem essa troca de lideranças e partidárias de 4 em 4 anos, e buscam resultados muito rápidos. E o turismo, infelizmente, não é assim. O turismo precisa de um tempo para a estruturação de produto e depois um tempo de acesso ao mercado. É um trabalho que leva tempo, requer paciência, projeto.
Outro desafio é que as pessoas que decidem para onde vai o dinheiro no turismo são as pessoas de sempre, que não se atualizaram com as demandas atuais. A gente tem no Brasil um projeto público e privado de desenvolvimento para o turismo ainda muito desatualizado. Nós, mulheres, somos a maioria no turismo, somos nós que estamos na base fazendo o turismo acontecer, e precisamos estar nas posições de tomadas de decisões sobre os rumos do turismo e dos investimentos.
Uma mulher empreendedora no turismo tem muito mais dificuldade para acessar crédito do que um homem. A mulher não acessa crédito, não tem apoio, não cresce. Se é mulher preta, mulher indígena, é mais difícil ainda. O turismo não pode mais ficar privilegiando sempre as mesmas pessoas. O turismo acontece nos interiores, na ponta. É ali que as melhores experiências acontecem, e ao mesmo tempo são os lugares que mais precisam desse olhar.
“Todo mundo tem que tomar responsabilidade. Tem duas pautas hoje que são universais: emissões de Carbono – pegada de Carbono, mudanças climáticas” (divulgação)
O turismo e a preservação
Todo mundo tem que tomar responsabilidade. Tem duas pautas hoje que são universais: emissões de Carbono – pegada de Carbono, mudanças climáticas. A COP 30 está no Brasil e este é o momento. Se ainda não está fazendo alguma coisa, tem que fazer. E a outra pauta é uso de plástico único. Nessas duas coisas, todo mundo que trabalha com turismo, independentemente do lugar que está, precisa olhar para isso.
Não há com o turismo não tomar responsabilidade em relação ao meio ambiente. É uma pauta transversal. Por isso, para mim, é fundamental homenagear a Marina Silva no 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. Ninguém, hoje, fez mais pelo turismo do que a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, uma mulher que tem a sua luta reconhecida internacional. No Brasil, dentro de terras indígenas, o nível de preservação é imensamente maior. E o turismo vem como aliado dessa preservação. Para além disso, ele tem um papel de educação, de transformação. A gente não cuida do que a gente não ama, e a gente não ama o que a gente não conhece.
Essa consciência está no centro do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. Temos workshops sobre Afroturismo, sobre Turismo Indígena, debates sobre segurança, Turismo de Base Comunitária, sobre certificações, o turismo como aliado na defesa dos territórios. Quem trabalha com turismo sabe que há muitos territórios ameaçados, seja por especulação imobiliária, garimpo, monocultura, tráfico de drogas, intolerância religiosa, extração ilegal de madeira… Se o turismo não for responsável, pode agravar esses problemas.
Se a gente continuar tendo gerações de crianças e jovens que não conhecem o Brasil, que não se conectam com suas raízes, com a terra… O que serão delas? Uma completa desconexão. Elas vão achar que isso não é delas, que não lhes pertencem. Crescem sem a consciência de preservação da vida, de defesa de direitos, antirracistas, valorização cultural. O turismo tem esse papel de educar e conscientizar. O turismo é essa grande oportunidade. O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável é sobre o coletivo. A gente não faz e nem muda as coisas sozinhos. Precisamos caminhar juntos. Esse é o chamado do evento.
Onde? Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) | SGAS I Setor de Grandes Áreas Sul 902 , 75 Asa Sul | Brasília, DF
Valor: a partir de R$ 249,50* (meia-entrada). O valor dos ingressos já inclui alimentação no local.
QUEM É MARIANNE COSTA?
(Crédito da foto: Zaqueu Rodrigues)
Empreendedora social há 18 anos e apaixonada pelo Brasil. CEO e fundadora do Grupo Vivejar. Consultora, facilitadora e palestrante em todas as regiões do Brasil, em 16 estados brasileiros, atuando diretamente em mais de 45 projetos em 75 comunidades brasileiras. Desde 2016, atendeu mais de 300 turistas na Vivejar Experiências e desde 2020, foram mais de 1.300 alunos através de seus cursos próprios no Instituto Vivejar. Fellow de programas internacionais de apoio a lideranças femininas, ganhadora e finalista dos principais prêmios do setor, Marianne Costa foi indicada pela Nissan a carregar a tocha olímpica em 2016 em razão da importância do seu trabalho no Vale do Jequitinhonha.
Trabalhou com governos federal e estaduais, organizações e associações nacionais e internacionais, além de coletivos, associações e negócios comunitários. Tem no Turismo Responsável e Turismo de Base Comunitária suas estratégias de desenvolvimento para o Brasil.
Por toda esta experiência, Marianne Costa é jurada dos principais prêmios na sua área de atuação. Designer de experiências turísticas responsáveis e coautora do livro “Turismo Responsável: resultados que inspiram”.
Ao encerrar seu mandato à frente da ABIH Nacional, Manoel Linhares apresenta um balanço marcado por fortalecimento institucional, ampliação da representatividade política e conquistas estratégicas para a hotelaria brasileira. No artigo, o autor destaca a consolidação patrimonial da entidade, a inserção da hotelaria independente em fóruns internacionais e no Congresso Nacional, além dos avanços legislativos e tributários obtidos nos últimos anos. Ao mesmo tempo, reforça os desafios que permanecem — como a desburocratização, o acesso ao crédito e a qualificação profissional — e reafirma seu compromisso contínuo com o turismo e o desenvolvimento econômico do país.
ABIH Nacional: Hotelaria Brasileira em Movimento
Ao concluir meu último mandato na presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional me orgulho de apresentar um balanço que reflete a continuidade de um trabalho histórico e coletivo em prol da hotelaria e do turismo brasileiro.
Apesar das adversidades ou, porque não dizer, motivado pelos desafios, trabalhei incansavelmente para fortalecer a entidade, ampliar sua representatividade e consolidar conquistas que hoje posicionam o setor como um dos protagonistas do desenvolvimento econômico e social do país.
Entre os avanços institucionais, conseguimos conquistar uma base sólida, com a aquisição da sede própria em Brasília, acompanhada de quinze salas comerciais, que asseguram a sustentabilidade financeira da entidade e garante tranqüilidade para que as próximas gestões sigam promovendo à atividade-fim da ABIH Nacional que é representar e defender a hotelaria brasileira, articulando políticas públicas e garantindo que o setor seja, cada vez mais, reconhecido como estratégico.
Hoje, a indústria nacional de hotéis independentes, através da ABIH Nacional, integra o seleto grupo de membros da ONU Turismo e é representada no Congresso Nacional pela Frente Parlamentar Mista da Hotelaria Brasileira, onde deputados federais e senadores vêm consolidando e demonstrando a força da indústria de hotéis como um dos pilares do turismo nacional.
Em nome desse conjunto, em nome da ABIH Nacional, fui saudado em todo o país e recebi o título de cidadão honorário em aproximadamente 15 estados e destinos, reconhecimento que simboliza a confiança no trabalho coletivo e na força do associativismo.
Muito trabalho e determinação ainda faltam para desburocratizarmos o setor e tornarmos nosso ambiente legislativo e de negócios mais amigável, com regras e políticas públicas específicas, linhas de crédito direcionadas ao setor, programas de qualificação profissional e taxas que permitam investimentos essenciais para sermos, e nos mantermos, competitivos tanto no mercado nacional quanto internacional.
Mesmo após termos vencido batalhas importantes no campo legislativo, como as conquistas na Reforma Tributária, obtendo redução de 40% nas alíquotas de referência para o setor, a inclusão dos hotéis já existentes no projeto de lei que regulamenta cassinos no Brasil e termos superado os números pós-pandemia, precisamos continuar firmes para conseguirmos manter o setor pulsante e em um contínuo crescimento.
Ser presidente de uma entidade com 89 anos de atuação não é fácil. Mas somos um setor composto por empreendedores corajosos, que amam suas atividades e investem o que temos de mais precioso: nosso tempo.
Despeço-me da presidência dessa entidade que representei com tanto orgulho, mas não me despeço do setor de turismo. Continuarei em Brasília defendendo pautas essenciais para a hotelaria e a economia do Brasil, e sigo como presidente do SindHotéis Ceará, fortalecendo nossa indústria regional.
Desejo que 2026 traga prosperidade e novas oportunidades para todos nós. Muito obrigado por confiarem nesse Baixinho: seguimos juntos, sempre trabalhando pelo Brasil, pelo turismo e pela hotelaria.
Homem água. É aquele fácil e comunicativo.
Corrente, abordável, servidor e humano.
Aberto a um pedido, a um favor,
ajuda em hora difícil de um amigo, mesmo estranho.
Dá o que tem
– boa vontade constante, mesmo dinheiro, se o tem.
Não espera restituição nem recompensa.
É como a água corrente e ofertante,
encontradiça nos descampados de uma viagem.
Despoluída, límpida e mansa.
Serve a animais e vegetais.
Vai levada a engenhos domésticos em regueiras, represas e açudes.
Aproveitada, não diminui seu valor, nem cobra preço.
Conspurcada seja, se alimpa pela graça de Deus
que assim a fez, servindo sempre
e à sua semelhança fez certos homens que encontramos na vida
– os Bons da Terra – Mansos de Coração.
Água pura da humanidade.
Há também, lado a lado, o homem vinho.
Fechado nos seus valores inegáveis e nobreza reconhecida.
Arrolhado seu espírito de conteúdo excelente em todos os sentidos.
Resguardados seus méritos indiscutíveis.
Oferecido em pequenos cálices de cristal a amigos
e visitantes excelsos, privilegiados.
Não abordável, nem fácil sua confiança.
Correto. Lacrado.
Tem lugar marcado na sociedade humana.
Rigoroso.
Não se deixa conduzir – conduz.
Não improvisa – estuda, comprova.
Não aceita que o golpeiem,
defende-se antecipadamente.
Metódico, estudioso, ciente.
Há de permeio o homem vinagre,
uma réstia deles,
mas com esses não vamos perder espaço.
Há lugar na vida para todos.
Em qual dos grupos se julga situado você, leitor amigo?
Cora Coralina
(1889-1985)
(Poema integrante do livro Vintém de Cobre – Meias confissões de Aninha – editora da Universidade Federal de Goiás – 1983)
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