As estrelas guiam aqueles que viajam, e os levam de volta ao lar

“As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém… Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto… e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”
-O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

Essa frase foi dita num momento de despedida entre o príncipe e o piloto recém caído com seu avião no deserto do Saara. Depois dos dois terem cruzado suas jornadas, o príncipe pôde ensiná-lo uma lição importante antes de partir.

Depois do tour pelos planetas, como o planeta do bêbado, do geógrafo, do professor turco, do rei egocêncrico, do empresário que contava estrelas e do acendedor de lampiões que acendia o dia e apaga a noite, finalmente, a linha de chegada do príncipe foi a Terra, onde conheceu um piloto de avião que tinha acabado de cair no deserto. Passado algum tempo juntos, o piloto se afeiçoou ao jovem menino de cabelos loiros e roupas de príncipe.

Mas por ser de outro planeta, o príncipe já sentia os efeitos da Terra em seu pequenino corpo: talvez o cansaço, ou os efeitos da gravidade, ou até sentido de pertencimento. Ele sabia que aquele planeta só era de passagem.

Momentos antes de decidir ser picado pela jiboia, o príncipe se despediu do piloto, e como já devesse saber que o homem iria sofrer ele deixou um breve consolo: pediu para associá-lo as estrelas, muitas vezes as únicas companheiras de um piloto em voo. Sempre que o piloto sentir sua falta, para lembrar-se dele e de sua risada, assim o piloto terá estrelas únicas e somente para ele terá um significado especial: a saudade da risada do príncipe.

Precisamos entender nosso lugar de estadia, onde vamos criar raízes, e os lugares que são apenas de passagem. Quantas vezes quisemos permanecer em um lugar que por mais confortável que parecesse não era nosso?

Por José Augusto Cavalcanti Wanderley, com a colaborarção da jornalista Nicole Vieira

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