sexta-feira, abril 4, 2025
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Destino Futuro: a iniciativa que vai mudar o rumo do turismo no Nordeste

Com foco na inovação e no fortalecimento da cadeia turística no Nordeste, o Programa Destino Futuro foi lançado nesta sexta-feira (4) em Recife. A iniciativa busca conectar startups e empresas de tecnologia a micro, pequenas e médias empresas do setor turístico, visando a soluções para os principais desafios enfrentados na atividade.

O projeto é fruto da parceria entre a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e o Porto Digital, um dos maiores polos de inovação da América Latina. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 3 milhões no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao turismo.

*Redação do DIÁRIO DO TURISMO com informações da Agência Brasil 

As inscrições seguem até o dia 5 de maio, com participação gratuita pelo site da EmbraturLab, laboratório de inovação da agência.

Embora a iniciativa tenha como foco o Nordeste, também abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde a Sudene atua. O objetivo é acelerar o crescimento do trade turístico com foco em modernização, competitividade e desenvolvimento sustentável.

“A pauta do turismo para o desenvolvimento do Nordeste é estratégica e estruturante. A gente tem, a partir do avanço da atividade turística na nossa região, um conjunto de oportunidades. Temos o turismo como eixo estratégico, sobretudo para a geração de emprego, pela capilaridade que representa o setor. Estamos falando aqui para uma cadeia produtiva bastante intensa, que envolve hotéis, o turismo de lazer, de prestação de serviço, entre outros”, afirmou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral.

Segundo ele, o programa foi estruturado com base nas demandas dos estados e de representantes do setor. Dados do Ministério do Turismo apontam que o setor gerou mais de 400 mil empregos com carteira assinada em todo o país. No Nordeste, os empreendimentos turísticos cresceram 52% nos últimos três anos.

Para o diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, o cenário é um reflexo da nova postura da agência, que vem priorizando políticas públicas orientadas por dados e inovação. Ele destacou a atuação do EmbraturLab como exemplo.

“O Nordeste sempre foi um lugar central e muito mobilizado. Todos os estados têm feito uma política muito importante de investimento e melhoria do turismo para a atração de turistas internacionais. E não tem como pensar nenhuma ação no Nordeste sem pensar na Sudene. Então, acho que nasce dessa triangulação também com o Porto Digital, que é um parceiro-referência em investimentos em tecnologia, em relação com as startups e novas soluções”, disse Gevaerd.

Gevaerd ainda ressaltou que o programa reforça o papel da Embratur na prospecção de tendências inovadoras. Entre os resultados esperados estão a validação de provas de conceito (POCs), o engajamento de startups, a criação de novos produtos e processos sustentáveis, além de impactos positivos na competitividade internacional.

“A tarefa é identificar o que a gente chama das dores, quais são os problemas que os empresários estão sentindo e buscar uma solução. Muitas vezes, uma solução de logística pode atender um hotel; uma solução de sustentabilidade, de melhor uso, por exemplo, de recursos híbridos, pode atender uma região que tem pouca oferta de água ou problema de abastecimento, ou o próprio cuidado com resíduo. Os hotéis são um exemplo, mas a gente pode falar de restaurantes, do próprio barraqueiro, porque a cadeia turística, de turismo, ela é muito, muito plural. Você está falando desde a pessoa que vende o coco na praia, o barraqueiro, até o dono de um resort”, destacou.

“Se você consegue pontualmente usar essas ferramentas tecnológicas a favor dos empreendedores, seja pequeno, grande ou médio — majoritariamente o turismo é baseado em pequenos e médios empresários — consegue avançar de maneira mais rápida. Não existe hoje pensar qualquer ação ou melhoria sem a inserção de novas ferramentas tecnológicas”, concluiu.

Três etapas

O Programa Destino Futuro será desenvolvido em três fases. A primeira selecionará 20 propostas de negócios e soluções baseadas nas demandas do setor. Na segunda etapa, entre 10 e 15 dessas propostas seguirão para um processo de incubação. A etapa final escolherá cinco soluções que receberão mentoria do Porto Digital para o desenvolvimento de seus projetos.

Com foco em inovação, pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação, o Porto Digital reúne startups, empresas, instituições de ensino e centros de pesquisa em áreas como TI, automação, comunicação digital e inteligência artificial. O ambiente, localizado no Recife, é hoje um dos maiores distritos de inovação da América Latina.

O presidente do Porto Digital, o professor Pierre Lucena - Foto Pierre Lucena/Arquivo pessoal / Agência Brasil
O presidente do Porto Digital, o professor Pierre Lucena – Foto Pierre Lucena/Arquivo pessoal / Agência Brasil

Cada projeto poderá contar com um valor de R$ 533 mil, destinado exclusivamente ao desenvolvimento das soluções. Os projetos terão prazo de execução de até 12 meses, considerando todas as etapas de planejamento, implantação e avaliação. Ao final, as soluções passarão por validação prática.

“A gente está bem esperançoso de que muitos problemas que estão absolutamente fora do nosso radar apareçam. Outra expectativa é que a gente tenha possibilidade de capilaridade muito grande com essas soluções que foram desenvolvidas. Já que os problemas se repetem de cidade a cidade, de equipamento e equipamento e por aí vai”, afirmou o presidente do Porto Digital Pierre Lucena.

Fonte: Agência Brasil 

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