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Parquetur quer transformar parques em referência de turismo: “Quebrar um paradigma social”

Administradora conta com quatro unidades em seu portfólio; atuação deve chegar a quatro parques em breve

*Por Bruno Almeida – colaborador do DIÁRIO

“A gente quer quebrar um paradigma social que as pessoas basicamente não vão em partes do Brasil”. É esta a meta estabelecida pelo diretor-executivo dos parques da Parquetur, Pedro Cleto. A empresa administradora do uso público de parques naturais irá expandir o portfolio em breve, com a missão de levar mais visitantes a ter contato com a natureza e um turismo sustentável.

Atualmente, estão sob concessão da Parquetur o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), o Caminhos do Mar (SP), o Parque Nacional do Itatiaia (RJ), e o Parque Estadual do Ibitipoca (MG). Em breve, a empresa também deve assumir a administração de uso público do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT) e do Parque Estadual do Itacolomi (MG).

Visitação e educação Ambiental

“Nós enxergamos a visitação, a conservação e a educação ambiental caminhando juntos. Ao levar visitação com esse olhar, conseguimos transmitir por que aquela unidade de conservação existe. A pessoa sai dizendo ‘aqui tem vários elementos’ — uma vista maravilhosa, regulação da temperatura, águas puras. Se conseguimos passar esse aprendizado ambiental, nos posicionamos como uma empresa sustentável, impactando não só visitantes, mas escolas e comunidades”, afirmou Cleto em entrevista ao DIÁRIO nesta quinta-feira, durante o Salão do Turismo, em São Paulo.

Café 1922, atração no Caminhos do Mar, administrado pela ParqueturReprodução/Instagram @cafe.1922
Café 1922, atração no Caminhos do Mar, administrado pela Parquetur (Reprodução/Instagram @cafe.1922)

Para ele, o modelo de concessão é bem sucedido nestes casos, inclusive para a comunidade ao redor das unidades. “Quando investimos em infraestrutura, em serviços, em contratação de mão de obra local e treinamento, conseguimos que, de cada R$ 1 investido, retornem entre R$ 7 e 10 em benefício local. Nosso relatório mostra que cerca de 95% das pessoas que trabalham na Parquetur, dentro dos parques, são da região, o que são números bem relevantes”, continua.

“Existe um olhar integrado e eu acabei de assinar um protocolo de intenções para o programa ‘Natureza com as Pessoas’. O Ministério do Meio Ambiente, o ICMbio e o Ministério do Turismo estão totalmente conectados — isso nos traz grande alegria por conectar turismo dentro das unidades de conservação”, segue.

Caminhos do Mar como referência

Outra meta para a administradora é que seus parques virem referência no turismo. Dentro de São Paulo, por exemplo, há uma “joia” sob concessão da empresa. “O Caminhos do Mar é o único parque aqui perto (da capital paulista), que é visto como um parque de cotidiano. As pessoas acordam, fazem o que tiver que fazer, e pensam: ‘vou lá rapidinho’. Os outros parques são de destino: eu me programei, comprei passagem, e vou para lá”.

“Esse é o principal objetivo para o Caminhos do Mar — que ele se torne uma referência. Ele tem tudo para ser: está do lado de São Paulo, apenas uns 40 minutos. Oferece tirolesa, café, cachoeira, monumentos históricos restaurados. É um polo turístico muito importante dentro da Serra do Mar, tendo tudo a ver com São Paulo, colado com Cubatão e com todo o litoral sul”, defende.

Tirolesa no Caminhos do Marparquetur
Tirolesa no Caminhos do Mar (Reprodução/Instagram @parquecaminhosdomar)

Segurança e acessibilidade como pilares

Cleto afirma, ainda, que o turismo voltado à natureza precisa ter estigmas removidos, em especial quanto a segurança de visitantes. “Toda decisão nossa é baseado em segurança”, diz.

“Temos sistemas de atendimento à emergência, sistemas de gestão de segurança instalados — isso é um Pilar principal. Fazemos gestão e temos governança sólida para tomada de decisão em caso de ocorrência — com comitê de crise, apólice de seguros e, no site, orientações sobre o que levar, grau de dificuldade da trilha, adequação ao público, dando o máximo de elementos para tornar a visitação o mais segura e acolhedora possível”.

Além disso, no Parque Nacional do Itatiaia, há a primeira cachoeira acessível para cadeirantes, que conseguem chegar dentro da queda d’água. “Tem várias ações e movimentos que fazemos com parcerias para tornar acessível a visita”, continua.

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