Diretor geral de Negócios e Marketing da Bancorbrás, Claudio Roberto Nogueira de Souza, fala ao DIÁRIO

15 ANOS DIARIOS – PUBLICADO DIA 5 DE FEVEREIRO DE 2019

No mercado desde 1983, a Bancorbrás atua em diversos segmentos incluindo hotelaria e turismo

Texto de Hugo Okada
Reportagem de Paulo Von Atzingen

A Bancorbrás é uma empresa criada em 1983 por funcionários aposentados do Banco do Brasil e Banco Central. No ano em que completa 36 anos de existência, a Bancorbrás já atende as áreas de consórcio, seguro e turismo e tem como visão “ser uma empresa prestadora de serviços, atuando com visão moderna e inovadora, para oferecer aos clientes qualidade e preço compatíveis com suas expectativas”.

Claudio Roberto Nogueira de Souza Filho, diretor geral de Negócios e Marketing da companhia, recebeu a reportagem do DIÁRIO em Brasília, e falou sobre as diversas frentes de atuação com ênfase no Clube de Turismo Bancorbrás que hoje reúne 10 mil hotéis conveniados no Brasil e no exterior. Confira a entrevista abaixo, na íntegra.

DIÁRIOClaudio, em dezembro último, vocês anunciaram uma parceria com as Organizações Paulo Otávio para a criação de novas frentes de negócios. Gostaríamos que detalhasse essas frentes: consórcio, turismo, seguro-viagem e construção.

CLÁUDIO ROBERTO – A Bancorbrás é um conglomerado que atua nas áreas de turismo, consórcio, seguros, como você já sabe, e também o Instituto Bancorbrás. Nas áreas de turismo, temos o Clube de Turismo com mais de cem mil clientes, temos a nossa agência de viagens, com complemento de viagens de quem já integra o clube e nichos especifícos como produtos voltados para a melhor idade, viagens corporativas, entre outros. No segmento de consórcio, temos a Bancorbrás administradora de consórcios que atua com automóveis e imóveis. Na corretora de seguros, trabalhamos nas diversas coberturas, patrimonial e seguro-viagem, sempre conveniado com as principais seguradoras do País.
A Bancorbrás foi criada há 35 anos por funcionários do Banco do Brasil e do Banco Central e foi inicialmente criada como uma instituição sem fins lucrativos para proporcionar momentos de lazer para funcionários dos dois bancos. O negócio foi crescendo e tivemos uma abrangência de porte nacional muito relevante, chegando a 3 mil municípios onde temos clientes e filiais nas principais capitais do País. Em nível nacional somos mais conhecidos pelo turismo, mas os outros segmentos são consolidados há mais de 30 anos. A corretora de seguros, por exemplo, é mais antiga que o Clube de Turismo.

DIÁRIO – E no segmento de construção? Qual é a atuação da Bancorbrás dentro deste mercado?

CLAUDIO ROBERTO – Nós não trabalhamos com o ramo de incorporação. A Paulo Otávio, empresa com a qual firmamos um protocolo de intenções, é uma empresa genuinamente de Brasília assim como nós, com abrangência nacional e atuação em diversos segmentos. Eles sim trabalham com incorporação e construção. Essa parceria com a Paulo Otávio foi feita com a intenção de mostrar pontos em comum entre as duas empresas que podem resultar em negócios mútuos.

DIÁRIO A Bancorbrás trabalha com timeshare?

CLÁUDIO ROBERTO – O modelo é diferente. O mercado oferece multipropriedade, timeshare, OTAs, enfim diversas opções para o exercício do turismo. O nosso modelo é inovador desde o início porque o cliente não precisa de um valor alto no ato de adesão como acontece no timeshare. A flexibilidade para utilização dos hotéis conveniados também é um diferencial, são mais de dez mil no mundo. O cliente paga uma taxa de manutenção que gira em torno de R$ 200 e R$ 300 e uma taxa de adesão que é em média, R$ 380. E o cliente tem direito a utilizar sete diárias por ano. Dentro dessa modalidade existem as categorias executiva, para duas ou três pessoas, e a categoria superior, que dá ao cliente a possibilidade de upgrade na estadia.

Tendências de compartilhamento

DIÁRIO – Com a tendência crescente de compartilhamento de hospedagem, esse modelo não está sendo afetado?

CLAUDIO ROBERTO – Eu acho que em alguns aspectos. Um timeshare e um multipropriedade por exemplo, exige um valor de adesão muito alto, a estratégia é agressiva. Na Bancorbrás trabalhamos mais no processo de indicação do que no modelo agressivo de vendas. Não queremos qualquer cliente, queremos um cliente que esteja realmente convencido a entrar para o clube. Queremos um perfil de cliente que goste de planejar suas viagens e que saiba que pode contar com o apoio dos nossos serviços. Temos inclusive para isso, uma área de suporte a hospedagem que visa proporcionar ao viajante todo o apoio, coisa que em muitas empresas ou OTAs não oferece, que é a garantia de levar o que você comprou. A Bancorbrás preza pela credibilidade, o conforto e a segurança do nosso cliente. Além disso, com a negociação que temos com as operadoras, conseguimos oferecer descontos em passagens aéreas, entre outros. São destinos formidáveis, nacionais e internacionais. No internacional trabalhamos com operadoras parceiras, no Brasil nós mesmos conduzimos as negociações.

DIÁRIO Claudio, percebo que vocês praticamente não concorrem em São Paulo, com a maioria dos clientes concentrada em outras regiões do País como o Centro-Oeste. Procede?

CLÁUDIO ROBERTO – Temos muitos clientes no Nordeste, no Centro-Oeste, e em São Paulo mantemos uma filial em Ribeirão Preto. Hoje a representatividade da companhia ainda é considerada pequena em São Paulo se comparada com João Pessoa. Temos muito mais clientes em João Pessoa. Norte e Sul têm estratégias em andamento, como em Porto Alegre, onde existe uma equipe incrível trabalhando.

Sustentabilidade

DIÁRIO Gostaríamos de entender mais o compromisso da Bancorbrás com a sustentabilidade.

CLÁUDIO ROBERTO – O Instituto Bancorbrás, que completou dez anos de registro é só a ponta do iceberg no desenvolvimento de ações desse tipo. Apoiamos desde capacitação profissional de crianças e adolescentes em áreas de vulnerabilidade social, capacitação musical para os mesmos jovens, parcerias com universidades federais, por meio do projeto Adote um Estudante, até a parceria com o projeto SOS Mata Atlântica, com financiamento do plantio de 40 mil mudas programadas para 2019. Como vice-diretor do Instituto Bancorbrás eu participo de perto de tudo isso de forma prazerosa e com o desejo constante de fazer mais, gerando impactos positivos.

DIÁRIOPode nos dar um pequeno resumo da sua trajetória profissional?

CLÁUDIO ROBERTO – Comecei na Bancorbrás ainda em 1996, ainda como estudante universitário. A Bancorbrás me auxiliou durante todo o período na UnB. Me formei em Estatística. Depois tive uma vivência em outra empresa após nove anos de Bancorbrás. Mas a companhia me chamou de volta e eu aceitei. Dentro da companhia, eu atuei nas áreas de contabilidade, controladoria e planejamento, parte financeira e indicadores de performance. Me reposicionei para a nova dinâmica que o projeto de governança corporativa trouxe para a empresa. Estou há um ano nesse cargo de diretor de negócios e espero retribuir a confiança da companhia neste novo desafio.

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