Editorial: para evitar a ‘panicodemia’ jornalismo profissional deve fazer sua parte

A Organização Mundial da Saúde ao reconhecer que o Covid-19 se transformou em uma pandemia global transferiu forte responsabilidade aos países que até o momento – não encaravam a crise como um tema global – apenas como um surto local e midiático.

CONSELHO EDITORIAL DO DIÁRIO DO TURISMO


A OMS  pede que  os governos devem redobrar os cuidados principalmente com a população mais vulnerável, isolando e restringindo a circulação e aglomeração de pessoas. Seu diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que reconhecer o estado de pandemia não significa que a situação esteja fora de controle e pediu cautela.

O Ministério da Saúde brasileiro, que contabiliza 60 novos casos do Coronavírus no Brasil, emitiu uma nota na manhã desta quinta-feira (12), nela o governo também reforça para que se evite o pânico:

“Chegou a hora do brasileiro mostrar sua força para o mundo todo e mostrar que pode fazer melhor que os outros países no combate ao coronavírus no Brasil”. Embora não se trate de uma competição, mas de uma questão de saúde pública, o comunicado é muito objetivo nas ações que devem ser tomadas imediatamente, já que o próprio Ministério prevê um aumento exponencial de infectados nas próximas duas semanas.

  • 1. Não entre em pânico
  • 2. Sem fake news
  • 3. Sem beijo, abraços e aperto de mão
  • 4. sem visitas a idosos
  • 5. Lave sempre as mãos e procure não tocar o rosto
  • 6. Cubra o rosto quando tossir
  • 7. Respeite o próximo
  • 8. Evite aglomerações
  • 9. Sempre alerta. 

Essas recomendações são individuais e intransferíveis e cada um deve fazer sua parte.

Apesar dos fatos, comentaristas econômicos descrevem o fenômeno da “Infodemia” (epidemia de informações alarmistas e infundadas), que gera a “Pânicodemia” (efeito cascata decorrente), como “Comportamento de Manada”. Este sim, o grande perigo, capaz de pisotear fatos científicos, prejudicar a economia real e, de fato, esmagar a saúde de milhões de vidas. Especialmente em economias que padecem com mais de 11 milhões de desempregados.

Contudo, um outro aspecto positivo merece destaque. O atual cenário faz evidenciar a importância do jornalismo profissional e resgatar o relevante papel social da imprensa. Com o advento das mídias sociais praticamente todos se acham donos de verdades e aptos a dar opinião. Não analisam, não checam, não ouvem fontes, não pesquisam. Esse é o papel do jornalismo profissional. É muito delicada a situação da saúde global nesse momento, mas ainda é mais delicada a situação da falta de profissionalismo. É necessário, nesse momento, um jornalismo e um jornalista menos preocupado consigo próprio e com seus interesses midiáticos, e mais um jornalismo social e coletivo, essência dessa profissão e razão de ser dos verdadeiros jornais.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Querer profissionalismo e fim do egocentrismo nos “grandes” jornais brasileiros é utopia, quase uma piada. Mas parabéns pelo seu bom trabalho.

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