quinta-feira, abril 3, 2025
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Estados Unidos tem 10,7 milhões de vagas de emprego abertas

Dados do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostram que existe 1,8 posto de trabalho para cada desempregado no país.

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 2, que a economia do país encerrou o mês de junho com 10,7 milhões de vagas de emprego abertas, o que representa uma queda de 6,6% na comparação com maio. É a terceira queda seguida do indicador, que ainda assim segue em patamares elevados, após ter atingido o recorde de 11,9 milhões em março.

Atualmente, a taxa de desemprego nos EUA é de 3,6% – uma das menores dos últimos 50 anos.

Com os números divulgados, os EUA chegaram a uma taxa de 1,8 vaga disponível para cada uma das seis milhões de pessoas desempregadas, um pouco menor do que o 1,9 de maio. Isto significa que, mesmo que todas elas fossem automaticamente contratadas, ainda restariam 4,7 milhões de posições abertas nas empresas americanas.

“Apesar da queda do PIB no último trimestre e da inflação em alta, o mercado de trabalho americano continua resiliente e mostrando resultados surpreendentes. Tem sido o grande trunfo da política econômica da administração Biden, em um momento que nos encaminhamos para as eleições de meio de mandato”, analisa Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration, escritório de advocacia imigratória com sede em Washington, D.C. e especializado em green cards.

Os EUA registraram ainda 6,4 milhões de contratações e 5,9 milhões de demissões em junho. No acumulado dos últimos 12 meses, as contratações totalizaram 78,3 milhões e as demissões, 72,1 milhões – gerando um ganho líquido de 6,2 milhões. Esses totais incluem trabalhadores que podem ter sido contratados e desligados mais de uma vez durante o período.

Setores que mais perderam ou ganharam vagas

Na comparação com maio, os setores que tiveram as maiores quedas na quantidade de vagas ofertadas foram os de varejo (-343 mil), atacado (-82 mil) e acomodação e serviços de alimentação (-81 mil).

O recuo é justificado, em parte, porque alguns destes setores também foram os que mais contrataram, como é o caso da área de acomodação e serviços de alimentação, que registrou 99 mil admissões.

Já entre setores com crescimento na quantidade de vagas ofertadas entre maio e junho, estão os ramos de saúde e assistência social (99 mil novas vagas disponíveis no mercado), finanças e seguros (31 mil) e serviços educacionais (22 mil).

Pedidos de demissão

Os EUA ainda vivem o fenômeno da “Grande Demissão”, em que números elevados de trabalhadores têm pedido para sair de seus empregos. Em junho, foram 4,2 milhões de pedidos de demissão – patamar considerado alto e o 13º mês seguido na casa dos quatro milhões. O dado é próximo ao do mês anterior (4,3 milhões).

“Com os empregados mudando mais frequentemente de emprego, a competitividade por mão de obra cresce e, consequentemente, pressiona a inflação, já que as empresas precisam oferecer salários maiores para reter a mão de obra”, comenta Costa.

“Além disso, estamos vivendo uma nova cultura laboral, com os profissionais priorizando muito mais a vida pessoal e optando por jornadas mais curtas. Também não há mais aquele receio de ter vários empregos em um curto espaço de tempo”, analisa.

Para saber mais, acesse o site da AG Immigration.


EDIÇíO DO DIÁRIO DO TURISMO com agências.

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