GTA crescerá 11% no semestre, estima Celso Guelfi

CEO da GTA afirma que o passageiro tem procurado mais seguro viagem dentro do Brasil. Ele explica que os planos de saúde – que embutem assistência ao viajante – passaram a ser regionais e não cobrem qualquer tipo de assistência quando se viaja para fora do estado.

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Celso Guelfi, presidente da Global Travel Assistance – GTA, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, mostrou-se confiante com o mercado de assistência ao viajante e seguro viagem. Segundo ele, nos cinco primeiros meses do ano sua empresa – que comercializa seguro viagem junto aos agentes de viagem – cresceu 11% em relação ao mesmo período do ano passado. “Dos cinco primeiros meses do ano nós fechamos dentro da meta estabelecida, ou melhor, além da meta. Estimávamos um crescimento em torno dos 11% no período e nós alcançamos essa meta com até um pouco de folga”, disse ao DT. “O semestre, que termina agora em junho estimamos fechar dentro dessa meta”, completou.

Mercado Nacional empata

Segundo Celso, o mercado mudou muito nos últimos dois anos e que a venda de assistência ao viajante para viagens domésticas tem aumentado.  “O mercado internacional sempre foi o carro chefe, as pessoas entendiam que corriam mais risco fora do Brasil, elas entendem que o custo de uma assistência médica no exterior custa mais. Nos últimos dois anos os planos de saúde tiveram uma mudança radical. E passaram de um plano de abrangência nacional para planos setoriais; então se o viajante é de São Paulo, ele terá cobertura em São Paulo, é do Rio de Janeiro ele terá cobertura no Rio de Janeiro”, afirma. Para Celso, quando o passageiro  sai de um raio de 100km de seu estado, passa a não mais ter  cobertura e passa a ficar vulnerável também com o seu seguro saúde dentro do Brasil.

Essa foi a principal razão do crescimento do seguro doméstico, explica Guelfi. “O passageiro nacional passou  a comprar mais, necessitar de um atendimento maior  do que o plano dele. A GTA tem programa a nível nacional? Tem, eles custam mais caro e para o corporativo, já o individual não. Então as pessoas passaram a procurar mais por conta disso;

Celso acrescenta que o seguro assistência doméstico inclui uma série de outros seguros como o seguro bagagem, a repatriação sanitária, repatriação por morte, cancelamento de viagem, que são itens que o plano de saúde não oferece,. “Em termos de custos, se você for pegar hoje uma assistência de viagem  vai te custar R$3,00 reais por dia em média; é  muito barato, você fica aos 10 dias viajando paga apenas R$ 30,00 reais, é muito barato em relação a qualquer outro item; então, respondendo à pergunta, o mercado vem mudando e o seguro para viagens nacionais  vem quase que se equilibrando com o seguro internacional”, acentuou.

 

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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