Irmãos Efromovich são presos em nova fase da Operação Lava-Jato

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José Efromovich, então presidente da Avianca Brasil (Crédito: DT)

A Operação Lava-Jato em Curitiba deflagrou nesta quarta-feira sua 72ª fase para apurar suposta corrupção em operações de compra e venda de navios da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras. A Operação “Navegar é preciso” cumpre seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em Alagoas (Maceió), São Paulo (capital) e Rio de Janeiro (capital e Niterói). Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba.

Os empresários German Efromovich e José Efromovitch foram presos hoje de manhã, em São Paulo. No entanto, as detenções foram convertidas em prisão domiciliar em razão da epidemia do novo coronavírus.

Ambos são sócios proprietários do estaleiro Ilha S.A, investigado por suposto envolvimento em esquema milionário de corrupção na Transpetro, subsidiária da Petrobras, de acordo com o MPF.

Os irmãos também são sócios da Avianca Holdings, uma das maiores empresas aéreas na América Latina e que passa por recuperação judicial. A companhia não é alvo da investigação da Lava-Jato.

Essa fase da operação apura indícios de pagamento de propina de R$ 40 milhões a executivos da Petrobras e da Transpetro.

Segundo a Polícia Federal (PF), as investigações identificaram um grupo que fraudava o caráter competitivo das licitações e “sistematicamente pagava propina a altos executivos da Petrobras, bem como a outras empresas a ela relacionadas como a Transpetro, empresa responsável pelo transporte de combustível no país e pela importação e exportação de petróleo e derivados”.

A operação investiga indícios de desvios na celebração de contratos de um estaleiro com o programa do governo federal para reestruturação da indústria naval (Promef).

 

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