Destaque – Marta Rossi, presidente do Festival de Turismo de Gramado: “participação do governo torna o Festuris mais forte”

“A feira teve 253 milhões de reais em geração de negócios. Este ano esperamos que este número ultrapasse os 280 milhões de reais”, afirma Marta Rossi nesta entrevista

REDAÇÃO DO DIÁRIO

A abertura do FESTURIS Gramado – Feira Internacional de Turismo ocorre no dia 09 de novembro, a partir das 20 horas, no Palácio dos Festivais em Gramado. De acordo com a organização, somente a solenidade de abertura terá a presença de mais de 1500 profissionais de Turismo vindos de todo o mundo, além de autoridades e os principais empresários do setor na América do Sul. O evento que tem a duração de três dias (9, 10 e 11) recebe mais de 10 mil profissionais da área do Turismo de vários países. O Festuris se divide em Congresso, que acontece no Palácio dos Festivais, e Feira de Negócios, no Serra Park. O DIÁRIO entrevistou a presidente do Festuris, a empresária Marta Rossi, e quis saber o total de geração de negócios que a feira produz, o custo de uma feira como esta e se é realmente imprescindível o aporte de dinheiro público, considerando a grande independência que o evento conquistou nos últimos anos. Acompanhe:

DIÁRIO – O Festuris passou a ser um acontecimento turístico na cidade de Gramado, praticamente se igualando ao Festival de Cinema. Quais são os números disponíveis na geração de negócios?

MARTA ROSSI – O impacto econômico do evento na cidade é de 15 milhões, segundo pesquisa da Faccat (Faculdades Integradas de Taquara), no ano passado a feira teve 253 milhões de reais em geração de negócios. Este ano esperamos que este número ultrapasse os 280 milhões de reais.

DIÁRIO – A confirmação  de novos países participantes é um indicativo de sucesso do evento, mesmo diante de uma recessão interna no país?

MARTA ROSSI –  Com certeza, mesmo com a recessão, nos últimos anos não diminuímos nosso investimento para conquistar expositores internacionais. Pelo contrário, apostamos alto e dobramos nosso investimento por entendermos que o FESTURIS funciona como uma mola propulsora para o setor turístico nacional e internacional. Penso também que esta resposta positiva está ligada a credibilidade conquistada no mercado como uma feira de resultados e altamente eficiente.

Acreditamos que a participação de todos é a receita para o fortalecimento do evento. Por isso, nossas parcerias com os órgãos públicos é fundamental e este aval fortalece o FESTURIS

DIÁRIO- Até que ponto o investimento de verba pública é necessária, considerando a forte participação de empresas? Pergunta: Sem governo e verba pública o Festuris existiria?

MARTA ROSSI-  Acreditamos que a participação de todos é a receita para o fortalecimento do evento. Por isso, nossas parcerias com os órgãos públicos é fundamental e este aval fortalece o FESTURIS como evento e impulsiona o crescimento da indústria turística. Nosso trabalho é ter uma feira plural e com a participação de todos pois o setor turístico não se limita, precisa de parcerias e união para crescer e impactar positivamente a economia.A construção de um produto de sucesso precisa da participação e a união de todos os interessados.

DIÁRIO- Somando parcerias, concessões, permutas e verba, quanto custa um Festuris hoje?

MARTA ROSSI – Hoje o FESTURIS possui um custo estimado de pelo menos dois milhões de reais para ser colocado em prática. É um valor alto o que investimos mas sabemos da importância do FESTURIS para toda a cadeia turística. Nossa responsabilidade é muito grande.

Informações e credenciamento: www.festurisgramado.com.

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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