Mulheres no comando em voo da GOL

Por Lorna Burleigh – repórter especial do DT com Redação

No dia Internacional da Mulher, a GOL promoveu um voo para marcar a data.

O voo 1130 para Maringá partiu às 9h55  nesta terça-feira (8), de Congonhas. Era um voo especial em comemoração ao dia Internacional da Mulher.

A viagem, com cerca de 50 minutos, foi comandado por Fernanda Prieto tendo ao seu lado a co-piloto Paula Ribeiro Petean. As duas com larga experiência na aviação. Fernanda pilotou pela primeira vez aos 14 anos e está na companhia desde 2005. Paula está na GOL há seis anos e na aviação há 10.

A equipe de comissárias de bordo também era composta só  por mulheres: Priscila Ramos, Cláudia Lima, Débora Quintino, Juliana Alves.

Fernanda disse ao DIÁRIO que escolheu esta profissão porque seus pais eram aviadores. “Inicialmente meu pai não queria, no entanto, vendo meu esforço e a carreira que escolhi, acabou dando o maior apoio”, disse Fernanda ao DT.  A comandante é casada e tem 37 anos.

Fernanda Pietro (comandante) e Paula Petean (co-piloto) comandaram a aeronave (Foto: DT)
Fernanda Pietro (comandante) e Paula Petean (co-piloto) comandaram a aeronave (Foto: DT)

Este é o quinto ano que a Gol promove esta ação para comemorar a data.

Obedecendo uma escala, as profissionais cumprem rotas em todo o Brasil e eventualmente se encontram. “Gostamos muito quando viajamos juntas”, fala Paula que tem 34 anos e é solteira.

Fernanda completa que às vezes é difícil conciliar seu trabalho com a vida familiar, porém a elaboração da escala, feita com antecedência, permite um maior planejamento.

Na Prática

A GOL valoriza as mulheres na prática e tem em seu quadro sete comandantes mulheres e 23 co-pilotas, que representam 3% do quadro da companhia nestas funções. “Temos o mesmo tratamento, direitos e deveres dos homens, inclusive o salário”,  afirma Fernanda.

“Nossos colegas, homens, nos tratam de igual para igual e não sofremos nenhum tipo de discriminação”, acrescenta Paula.

Fernanda lembra que essa carreira é ainda muito pouco procurada pelas mulheres. “Para pilotar um avião, em função dos avanços tecnológicos, não é preciso força, mas sim habilidade, conhecimento e paixão”, completa a comandante.

 

Paula e Fernanda entre as comissárias Juliana, Cláudia, Débora, e Priscila (Foto: DT)
Paula e Fernanda entre as comissárias Juliana, Cláudia, Débora, e Priscila (Foto: DT)

  • A repórter especial Lorna Burleigh viajou a convite da GOL
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1 COMENTÁRIO

  1. Já tive a oportunidade de viajar de São Paulo para Floripa, em vôo conduzido por Comandante Mulher; havia a tradicional garoa paulistana, “áreas com turbulência”, mas um vôo tranquilo. Além do avião, já tive a oportunidade de andar de ônibus e táxi, com Motorista Mulher. Embora nem todas, “simpatizem” com o histórico título de “Rainha do Lar”, paradoxalmente é por este Reconhecimento da presença delas no contexto familiar, que as tórnam com visibilidade nas profissões que abraçam por vocação, levando para as outras áreas do conhecimento humano: a melhor administração do tempo e a tendência ao perfeccionismo, que são dois diferenciais mais presentes nas mulheres e, que sabendo colocarem em suas atividades profissionais, o sucesso será sempre garantido. Parabéns a Gol, por dar esta oportunidade à elas e, parabéns em especial, às mulheres que atuam em companhias aéreas, quer em vôos ou “em solo”.

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