A FITUR – Feira Internacional de Turismo, realizada em Madrid, de 22 a 26 de janeiro de 2020, destacou o potencial das indústrias criativas e os benefícios potenciais da diversificação do setor de turismo, como um meio de impulsionar o desenvolvimento rural.
Por Luiz Henrique Miranda*
O tema pautou o Fórum da OMT – Organização Mundial do Turismo, durante a 11ª edição do INVESTOUR (Fórum de Investimento e Negócios em Turismo da África), com a participação de mais de 20 ministros africanos e chefes de delegações.
Na pauta: o potencial inexplorado do turismo gastronômico e a crescente indústria da moda africana, particularmente no que diz respeito à atração de turistas internacionais. Além disso, uma sessão também foi dedicada à apresentação de 10 projetos que visam o desenvolvimento do turismo em vários países da África, como África do Sul, Zâmbia, Comores, República Democrática do Congo e Costa do Marfim.
Responsável pela promoção do turismo responsável, sustentável e universalmente acessível, a OMT reconhece que “as indústrias criativas, incluindo a própria indústria da moda, cultura e gastronomia, são fatores de atração cada vez mais relevantes”.
O Carnaval, que é a maior festa popular do Brasil, reconhecida como um dos maiores espetáculos de criatividade na Terra, nos oferece gancho à reflexão. O que falta para o nosso país prosperar?
A canção de Milton Nascimento e Fernando Brant: “Notícias do Brasil”, traz a resposta com primor poético, quando afirma:
Tem gente boa espalhada por esse Brasil
Que vai fazer desse lugar um bom país
Uma notícia está chegando lá do interior
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão
Ficar de frente para o mar de costas pro Brasil
Não vai fazer desse lugar um bom país
Que o “Ano do Turismo e Desenvolvimento Rural”, tema da OMT para 2020, possa motivar os nossos líderes do turismo, tanto do setor público quanto do privado, focarem investimentos que valorizem toda essa nossa “gente boa espalhada por esse Brasil”.
Vale lembrar que, pesquisas realizadas com os turistas estrangeiros que nos visitam, repetidamente, destacam a criatividade, a hospitalidade e a alegria contagiante dos brasileiros como um dos principais fatores positivos. Entre os pontos negativos, figura a extrema desigualdade. A violência da pobreza.
Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT, referindo-se à importância das indústrias criativas como vetor do desenvolvimento sustentável, afirma: “O investimento nesses setores pagará dividendos, não apenas para os próprios investidores, mas, igualmente ou mais importante, também para a sociedade como um todo”. Que assim seja!
LUIZ HENRIQUE – INDÚSTRIA CRIATIVA E SUSTENTABILIDADE
Luiz Henrique Nascimento de Arruda e Miranda cursou Ciências Sociais, pela PUC-SP e Comunicação Social, pela Anhembi-Morumbi. Participou de seminários internacionais conduzidos por John Kenneth Galbraith; Peter Drucker, Stan Rapp, Al Ries, Igor Ansoff, Theodore Levitt, Philip Kotler, Tom Peters, entre outros expoentes das áreas de Administração e Marketing. Diretor Geral da Agência Amigo – Comunicação e gestor do Press Club, pioneiro sistema digital de relacionamento jornalístico. Atua como consultor jornalista em defesa da indústria criativa como vetor de transformação e desenvolvimento sustentável.