Posição do DT: a Indústria da Paz vencerá a indústria da guerra

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A Indústria da Paz produz uma felicidade interna bruta (e suave ao mesmo tempo) e que nunca foi calculada porque é infinita. A indústria da guerra gera um produto interno bruto que tem um fim em si mesmo.

CONSELHO EDITORIAL DO DIÁRIO

A Indústria da Paz produz amor e esperança no futuro. A indústria da guerra produz dor e desespero sem data certa de validade.

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A Indústria da Paz produz expectativas de renovação. A indústria da guerra produz ogivas de destruição.

A Indústria da Paz produz diálogos, abraços e acolhimento. A indústria da guerra produz monólogos, ordens, estilhaços e sofrimento.

A Indústria da Paz produz flores, olhares e amores. A indústria da guerra joga tudo isso no fosso e esmaga com o peso de um tanque.

A Indústria da Paz produz cheiros e aromas que nos levam a caminhos suaves da infância. A indústria da guerra produz odores de chumbo e enxofre que nos arremessa a uma estrada de lama e crateras com corpos sem vida.

Este raciocínio armamentista – que toma conta de algumas partes do planeta – em resolver as coisas pela força – traz em seu núcleo um sentimento irracional (humano?) de se armar até os dentes para combater a violência com mais violência, erradicar o mal com um veneno.

Nos anos 20 do século XXI homens entram em seus barcos vikings e montam em seus cavalos feudais para tomar de assalto um país soberano. Sentimentos medievais de medo e pavor diante de bombas precisas e armamento sofisticado.

Nós, da Indústria da Paz (não todos, infelizmente), acreditamos que um país não se torna maior com um território maior, mas que se torna imbatível quando se rende à receber todos e todas de braços abertos estabelecendo aí o que acostumamos chamar de humanidade.

Nós, da Indústria da Paz (não todos, infelizmente), acreditamos que seres humanos não precisam se esconder como ratos em tocas, para não serem exterminados!.

Nós, da Indústria da Paz (não todos, infelizmente) acreditamos que uma mãe jamais deveria dar a luz ao seu filho em um bunker.

Foi sempre essa a bandeira da Indústria da Paz: conquistar terras e territórios e invadir corações com a beleza, com a alegria e com o acolhimento próprios da humanidade.

Foi sempre essa a bandeira da Indústria da Paz: unir línguas, religiões e raças para uma confraternização universal, para um encontro do gênero humano em seu estado amoroso, gentil e pacífico.

Foi sempre essa a bandeira da paz: acolher o negro, o branco, o amarelo e o azul, proteger a criança, o idoso, o gay, o homem, a mulher, e a pessoa com deficiência e não estilhaça-las com um míssil, como faz a indústria da guerra.

A Indústria da Paz vencerá a Indústria da guerra.

(TEXTO originalmente publicado no dia 6 de março de 2022)

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