Presidente executivo da Ubrafe apresenta ao DIÁRIO os prognósticos de perdas do setor

O presidente executivo da União Brasileira dos promotores de Feiras – Ubrafe, Armando Campos Mello, atendeu ao pedido do DIÁRIO e apresentou uma panorâmica do setor antes, durante e depois da pandemia que assola o mundo e o Brasil protagonizado pelo vírus Covid-19. 

REDAÇÃO DO DIÁRIO


Segundo Armando, em novembro do ano passado a Ubrafe apresentou ao mercado sua Pesquisa do Impacto Econômico das Feiras para Geração de Negócios, bem como o Calendário das Principais Feiras de Negócios para o ano de 2020.

“Tínhamos um valor do Impacto anual na economia brasileira e na geração de resultados para as empresas expositoras dos eventos em uma ordem de R$ 305 bilhões, equivalente a 4,6% do PIB Nacional”, lembra Campos Mello.

Ele explica que para obter esses resultados expositores e visitantes aplicavam no setor de eventos de negócios  somente no estado de SP cerca de R$ 16,3 bilhões. “É um investimento com foco na geração de negócios através de eventos e fundamental para fazer a economia “girar”, analisa.

Conta matemática

Diante da pandemia causada pelo coronavírus e os cancelamentos, transferências de datas e mudança total do calendário de feiras, Armando traça um cenário para os próximos 60, 90 e 120 dias usando como parâmetro os números no período de 2018/2019:

“Como falei, obtivemos um volume de negócios gerados por eventos no período de 2018/2019 de R$ 305 bilhões. Considerando um percentual de realização de 55% dos eventos no primeiro semestre, a geração de valor é de R$167,75 bilhões”, contabiliza.

Segundo o executivo, o valor médio gerado mensalmente por eventos (considerando um percentual de 55%) foi de R$ 27,95 bilhões no período analisado

Com esses pressupostos numéricos, Armando apresenta o seguinte diagnóstico: “Ao paralisarmos as atividades (feiras e eventos) por 60 dias isso gerará uma perda de R$ 52,5 bilhões para a economia”, calcula Campos Mello.

Ao paralisarmos por 90 dias isso gerará uma perda de R$ 88 bilhões e, finalmente, ao paralisarmos (as feiras e eventos) por 120 dias gerará um deficit de R$129,1 bilhões para a economia”, prognostica o executivo da Ubrafe.

Investimento das empresas

Um outro ponto analisado por Armando é o investimento médio das empresas nas feiras de exposição. “No período 2018/2019 o investimento médio das empresas do setor de eventos foi de R$ 16,3 bilhões. Considerando um percentual de realização de 55% dos eventos no primeiro semestre, o investimento das empresas do setor é de R$ 8,96 bilhões”, quantifica.

O valor médio investido mensalmente no setor de eventos, segundo Armando  (considerando um percentual de 55%) foi de R$ 1,49 bilhões.

Tendo esses números à mão, Armando prognostica que uma paralisação de 60 dias irá gerar um perda de R$ 2,8 bilhões para o setor de eventos no sistema expositor

“Ao paralisarmos por 90 dias isso gerará um perda de R$ 4,7 bilhões e ao paralisarmos por 120 dias teremos uma perda de R$ 5,9 bilhões  para o setor de eventos do sistema expositor”, antecipa. 

Ao término de sua entrevista Armando disse que mesmo com esses números negativos avassaladores – e por isso mesmo – o setor está muito unido, discutindo e tratando de suas questões em conjunto com a cadeia produtiva e, num primeiro momento, discutindo e organizando a realização de feiras no segundo semestre de 2020. “Apostamos no segundo semestre pois o primeiro está perdido”, finalizou.

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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