Restaurante Syria resgata a essência da comida árabe em São Paulo

Por Mary Ellen Aquino (Com Edição do DT)*


No mesma terça-feira (4) deste mês de Agosto em que uma grande explosão destruiu uma parte de Beirute, ferindo o coração dos libaneses espalhados pelo mundo, o DIÁRIO entrevistava o empresário libanês Ahmad Merh que chegou ao Brasil em 2006 fugindo da guerra em seu país. Sincronicidade universal? Coincidências da vida? Não se sabe. Certo mesmo é que seu restaurante, o Syria, tem comida que nos remete à paz e à harmonia do Líbano.

Conta Ahmad que o interesse pela comida, pelos temperos e pela gastronomia propriamente ditos surgiu da necessidade que as pessoas têm em se alimentar, ” comida não tem crise” afirma.

Antes de abrir o Restaurante Syria na região central de São Paulo, comandou o restaurante Shawrma Ali, também no centro – onde conquistou fãs do seu tempero. “Antes de decidir abrir um restaurante nunca havia cozinhado”, confessa.

Entre um prato e outro os comentários dos clientes são sempre do tipo: ” O melhor árabe de São Paulo” , “O melhor árabe do Brasil”. O segredo, todo cozinheiro tem lá seus mistérios, está nos sete temperos que o chefe não revela quais são.

Selecionou para sua equipe um marroquino – Ahmed Eddahibi -,  e uma refugiada síria de Damasco – Mofida Ahmad. Ele trabalhou em cozinhas de restaurantes durante quinze anos em Modena, na Itália; ela é uma entusiasta do povo e da comida brasileira, antes cozinhava só para os filhos, enquanto ocupava funções administrativas no governo.

A língua e o som de palavras árabes rolam soltos. Os frequentadores moradores dos bairros centrais: República, Largo do Arouche, Santa Cecilia, Vila Buarque, Campos Elíseos, Higienópolis movimentam o endereço na São João, mas não são mais os únicos.  “Agora vem gente de tudo quanto é canto”, afirma Ahmad Merh lembrando, porém, da saudade do calor humano antes da pandemia global.

Syria

Ahmad Merh nos explica o porque, sendo libanês, adotou o nome Syria. “A Síria foi muito feliz em popularizar a comida árabe: “O pão, os doces, por exemplo que vocês brasileiros chamam de sírios, na verdade são árabes,” ensina.

Variedade de doces e salgados genuinamente árabes (crédito: Mary Ellen Aquino)


Ítens e sabores

A esfirra é feita num forno árabe, shg, tem de carne, queijo e escarola, acompanha um molho de alho que é bem concentrado na estrela do tempero, a massa é fina e o sabor é diferente das outras esfirras do mercado – custa R$5,00 a unidade.
O quibe assado transmite notas frescais no paladar, o falafel (bolinho de grão-de- bico) vem sequinho, nem parece fritura, e dissolve na boca.
Os mais pedidos no restaurante são o Shawarma que custa R$ 15,00 e tem de carne, kafta, frango, falafel, misto e sugog. Tem massa leve, crocante e misturas macias e bem temperadas.
O Mezze é um conto de sabores do Oriente Médio, vem homus, coalhada seca, babagsnouche, tabule, quibe cru, e acompanha pão sírio, ops, árabe. O prato médio saí por R$ 30,00 e o grande por R$ 40,00.
E para adoçar,os  incríveis doces árabes de Kadaif; cada unidade saí R$5,00 e a bandeja com diversos saí por R$36,00; ideal para degustar em grupo ou em casa. Feitos em massa folhada, são leves e crocantes, com sabor de frutas e castanhas típicas das arábias.

Doce Árabe de Kadaif (Crédito: Mary Ellen Aquino)


A receita do sucesso do Restaurante Syria provavelmente está no tempero secreto, mas também na gentileza e alegria com que eles cozinham e recebem seus clientes.


Serviço:

Restaurante Syria fica na Avenida São João, 1248 – Santa Cecília – SP

Telefone: (11) 3222- 2401.


* Mary é bacharel em Artes Cênicas pelo centro Universitário Barão de Mauá; atriz e produtora tem uma percepção gustativa refinada. Cresceu em um ambiente familiar predominantemente feminino, primeiramente com a mãe, chefe de cozinha, depois com as tias e a madrasta, que a inspiraram e a apuraram para a arte de analisar pratos e degustar as manifestações da arte. Mary Ellen é autora das seguintes peças teatrais: “O Ruído das Teresas”, ‘A Agulha que fere” e da biografia “Sinatra – O homem que sabia amar”. Responde pela coluna Ronda dos Sabores do DT.

Redação
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