Segunda onda do coronavírus acende alerta na Europa

Aumento de casos freou a reabertura e forçou governos de países como França, Inglaterra e Portugal a reavaliarem a possibilidade de um lockdown

Enquanto o número de casos de Covid-19 está aumentando na Europa, vários países estão restringindo atividades e reduzindo a movimentação de pessoas, o que traz à mente o trauma dos estágios iniciais da pandemia. França, Espanha e Portugal, impuseram toques de recolher, estados de emergência e também de calamidade pública, entre outras proibições, para conter a propagação do coronavírus.

As decisões são movidas por números: a Europa tem uma média de 100.000 novos casos registrados todos os dias

As decisões são movidas por números: a Europa tem uma média de 100.000 novos casos registrados todos os dias, enquanto os Estados Unidos, os mais afetados pela doença, têm uma média de 50.000 diagnósticos todos os dias. Muito disso se deve à chegada das estações mais frias do ano, quando as pessoas costumam se aglomerar mais em lugares fechados, e a população total da Europa é mais de duas vezes maior que a dos Estados Unidos.

A Itália, que foi talvez o país que viveu a situação mais traumática no início da pandemia, com hospitais lotados e pessoas morrendo em casa, também resolveu antecipar suas medidas de proteção. O Ministério da Saúde italiano anunciou novas medidas restritivas até 24 de novembro. A recomendação é para as pessoas evitarem o transporte público ou privado, a menos que seja para trabalhar, estudar, realizar atividades ou utilizar os serviços que ainda estão disponíveis, ou por motivos de saúde e questões comprovadamente urgentes.

Medidas mais duras adotadas na Inglaterra esvaziam casas de apostas

Desde os últimos dias de outubro, os ingleses só podem sair de casa para ir ao trabalho (que não puder ser feito em casa), educação, esportes, assistência médica, comprar suprimentos e cuidar de outras pessoas. As lojas de itens essenciais, escolas e universidades continuarão a operar. Bares e restaurantes só podem funcionar no sistema de delivery. Dependendo de como o novo coronavírus se espalha em cada local da Inglaterra, a área bloqueada será diferente. Isso tudo impacta também o turismo visto que cassinos e casas de apostas atraem visitantes internacionais e locais que não podem se locomover pois as viagens estão temporariamente proibidas.

Isso tem impactado diretamente todos os negócios que envolvem o fluxo de pessoas, como em todo o mundo, mas, principalmente, as tradicionais casas de apostas presentes no país, responsáveis por mover uma grande parte da economia britânica. Por lá, onde o jogo é legalizado desde 2005, até 2018 cerca de de 8.500 lojas de apostas, empregavam 106.670 trabalhadores, representando uma arrecadação anual de cerca de £14.5 bilhões, incluindo cassinos online e físicos.

Uma das mais tradicionais casas de apostas do mundo, a William Hill, com sede em Londres, teve de fechar permanentemente 119 casas em todo o Reino Unido em agosto devido a um declínio no número de clientes e perdas significativas de lucros.

Posteriormente, lutou incessantemente com a hierarquia regional britânica, que forçou a casa de apostas a fechar temporariamente mais de 100 agências em regiões como Manchester, Liverpool e Lancashire. A popularização das apostas online também contribui para esse cenário, mas na Inglaterra a tradição sempre costumou falar mais alto. A situação atual tem preocupado os dirigentes das principais empresas e associações envolvidas com apostas em espaços físicos. Outras casas famosas como a Betfred, Paddy Power e a Ladbrokes-Coral somaram, juntas, 49 casas fechadas.

Cassinos na França esperam ser incluídas em plano de recuperação

Com a proibição das viagens e o mercado do turismo paralisado no país, a França também viu seus cassinos e casas de apostas sentirem o baque da pandemia.

Com a proibição das viagens e o mercado do turismo paralisado no país, a França também viu seus cassinos e casas de apostas sentirem o baque da pandemia. As perdas no setor seguem crescendo, na casa dos milhões, com aumento do desemprego e poucas perspectivas sobre o que vem por aí em 2021. Devido ao rápido crescimento da taxa de pandemia, a França anunciou novas medidas de lockdown em muitas partes do país. Essas medidas estão inicialmente definidas para duas semanas, mas os toques de recolher podem durar até 1º de dezembro.

O Ministro da Economia e Finanças da França, Bruno Le Maire, anunciou que as empresas afetadas por esses toques de recolher podem receber tratamento isento de impostos, e muitos cassinos físicos estão aguardando a decisão do Conselho de Estado sobre essa questão. A ideia é que os bancos ao menos estendam o período de carência para que as empresas voltem a pagar por empréstimos contraídos para resistir à paralisação de suas atividades. Não houve menção ao setor de cassinos ou casas de apostas francesas, embora o setor tenha buscado o mais alto órgão administrativo e contestado a segunda onda de fechamentos. A Associação Francesa de Cassinos reúne 150 cassinos franceses.

Por agência emarket

 

 

 

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