Contra pichações, China vai monitorar turistas em acampamento no Everest

Na próxima vez em que você pichar mensagens estúpidas na montanha mais alta do mundo, fique sabendo: a China estará vendo você.

Funcionários do governo apagaram pichações de duas barras de granito no lado chinês do acampamento-base norte do monte Everest e planejam identificar e envergonhar futuros sujões.

O site de notícias estatal The Paper informou, na semana passada, que foram apagados assinaturas, datas, desenhos e mensagens deixadas por numerosos visitantes. Elas incluíam textos como “Vamos vagar juntos por aí”, “Tchau, montanha” e “Aí vou eu” (em tradução livre do inglês).

Algumas pichações eram tão grossas que cobriam informações sobre a montanha gravadas nas barras de granito em chinês, tibetano e inglês.

O acampamento-base, a cerca de 5,2 mil metros de altitude, é uma atração turística popular, mas virou presa desse tipo de comportamento –que o governo chinês classifica como não civilizado e deseja punir.

Além de divulgar os nomes daqueles que fizerem pichações, a administração do acampamento-base considera criar um espaço separado na parede para que os visitantes escrevam seus nomes e outras mensagens, informou ao The Paper Gu Chunlei, agente de turismo local.

“É uma maneira de fazer com que turistas mudem seus hábitos sem nem notar”, afirmou Gu.

Outros locais cênicos chineses, como a Grande Muralha e a Cidade Proibida, também são alvo de pichações similares, deixadas por aqueles que querem marcar sua visita.

Com o aumento da renda, os chineses se tornaram ávidos viajantes, e o mau comportamento de alguns se tornou motivo de vergonha.

Depois de críticas agudas na mídia e em fóruns na internet, o governo criou um banco de dados nacional com o nome de viajantes envolvidos em comportamento ofensivo, e passou a dar a companhias aéreas, hotéis e outros operadores turísticos a opção de se recusar a prestar serviço a eles.

O próprio Everest, que delimita a fronteira da China com o Nepal, acumulou lixo, poluição e outros males deixados pelo número crescente de escaladores e turistas.

Uma reflexão prática sobre ideias de filósofos acerca do pensamento liberal. (Associated Press)

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