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Expansão de crimes digitais no turismo impõem desafios para a retomada, aponta pesquisa

“A retomada do turismo com o avanço da flexibilização do isolamento atraiu a curiosidade dos fraudadores para o site de viagens”, diz Shai Cohen, vice-presidente sênior de soluções globais de fraude da TransUnion

POR REDAÇíO

Os crimes digitais contra o setor de turismo estão crescendo, aponta o levantamento Consumer Pulse, da TransUnion. No mundo, em todos os setores, as tentativas de fraudes digitais subiram 16,5% no 2º semestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado.

A pesquisa mostra que, nesse mesmo período, os crimes contra o setor de viagem e lazer dispararam 155,9%. No Brasil, o mercado de viagens & lazer registrou aumento de 255,1% nas tentativas de fraudes digitais.

A TransUnion monitora tentativas de fraude digital relatadas por empresas em diversas áreas, como serviços financeiros, games, saúde, seguros, varejo e telecomunicações.

As conclusões são baseadas na análise de bilhões de transações e mais de 40.000 sites e aplicativos contidos em seu principal pacote de soluções de prova de identidade, autenticação baseada em risco e análise de fraude.

“A retomada do turismo com o avanço da flexibilização do isolamento atraiu a curiosidade dos fraudadores para o site de viagens”, diz Shai Cohen, vice-presidente sênior de soluções globais de fraude da TransUnion.

À medida que as tentativas de fraude online contra empresas aumentam, um em cada três consumidores disse que foi alvo de um esquema de fraude digital no segundo trimestre de 2021.

O estudo da TransUnion constatou que 36% dos entrevistados globais relataram que já foram alvos de fraudadores em esquemas digitais relacionados à pandemia. No Brasil, esse número é de 18%.

O phishing é o principal tipo de fraude digital do mundo relacionada à COVID-19, que impacta os consumidores globais no 2º trimestre de 2021, representando 33%. Cartão de crédito roubado ou taxas fraudulentas foi o segundo tipo de fraude online mais citado pelos consumidores globais (24%).

No Brasil, o tipo mais comum de tentativa de fraude digital, conforme relatado pelos consumidores, foi cartão de crédito roubado ou cobrança fraudulenta (45%), seguido por phishing e golpes de terceiros, ambos com 16%.

“Uma em cada três pessoas no mundo foi alvo, ou vítima, de fraude digital durante a pandemia, colocando ainda mais pressão sobre as empresas para garantir segurança aos clientes nas transações comerciais. O desafio das organizações é levar confiança por meio de uma experiência fluída e livre de atritos”, afirma o diretor de soluções da TransUnion Brasil, Marcelo Leal.

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