InícioAviaçãoCelular, notebook e power bank: o que pode levar...

Celular, notebook e power bank: o que pode levar na bagagem de mão?

Celulares, notebooks e câmeras são permitidos na cabine, mas carregadores portáteis e baterias de lítio exigem cuidados especiais para evitar problemas no embarque

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias

Quem está preparando as malas para viajar de avião precisa ficar atento às regras de transporte de aparelhos eletrônicos e baterias. Celulares, notebooks, tablets, câmeras fotográficas e relógios inteligentes fazem parte da rotina dos passageiros, mas nem todos os equipamentos podem ser levados livremente na bagagem de mão ou despachada.

As principais restrições envolvem as baterias de lítio, utilizadas em grande parte dos dispositivos eletrônicos atuais. Quando apresentam defeitos, sofrem danos ou entram em curto-circuito, esses componentes podem superaquecer e provocar incêndios, representando riscos à segurança dos voos.

Por isso, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estabelecem orientações específicas para o transporte desses produtos. Conhecer as exigências antes da viagem ajuda a evitar transtornos durante a inspeção de segurança e o embarque.

Celular e notebook podem ir na bagagem de mão?

A maioria dos eletrônicos de uso pessoal pode ser transportada na cabine do avião. Entre os itens normalmente permitidos estão smartphones, tablets, computadores portáteis, câmeras digitais, fones de ouvido, leitores digitais e relógios inteligentes.

Em geral, equipamentos com baterias de lítio de até 100 watt-hora (Wh) podem ser levados na bagagem de mão sem necessidade de autorização prévia da companhia aérea.

Embora determinados dispositivos também possam ser transportados na bagagem despachada, a recomendação da IATA é mantê-los na cabine sempre que possível. Dessa forma, eventuais problemas, como aquecimento excessivo, podem ser identificados mais rapidamente.

Caso o passageiro precise despachar um aparelho eletrônico, ele deverá estar completamente desligado, e não apenas no modo de espera ou hibernação. Também será necessário protegê-lo contra impactos e acionamentos acidentais.

Durante a passagem pelo controle de segurança, notebooks e outros dispositivos maiores poderão precisar ser retirados da mochila ou mala, dependendo dos procedimentos adotados pelo aeroporto.

Power bank pode ir no avião? Veja as restrições

Os carregadores portáteis, conhecidos como power banks, exigem atenção especial. Apesar de serem bastante utilizados durante viagens, principalmente para manter celulares carregados, esses equipamentos não podem ser colocados na bagagem despachada.

De acordo com as orientações brasileiras divulgadas em 2026, cada passageiro pode transportar até dois carregadores portáteis com capacidade de até 100 Wh, valor equivalente a aproximadamente 27 mil mAh, dependendo das características da bateria.

Outra exigência diz respeito ao armazenamento. Os aparelhos devem permanecer em bolsas, mochilas ou itens pessoais, acomodados sob o assento dianteiro ou nos bolsões dos assentos. Não é permitido guardá-los nos compartimentos superiores destinados às malas.

Também existem restrições de uso durante a viagem. As orientações brasileiras determinam que os carregadores não sejam utilizados nem recarregados a bordo, incluindo a conexão às entradas USB da aeronave.

Capacidade das baterias determina o que pode ser transportado

Antes de viajar, o passageiro deve verificar a capacidade da bateria, normalmente indicada no próprio equipamento ou em sua etiqueta. A medida utilizada pelas companhias aéreas é o watt-hora (Wh), que representa a quantidade de energia armazenada.

Para aparelhos eletrônicos com baterias instaladas e baterias sobressalentes, as orientações gerais são:

  • Até 100 Wh: transporte geralmente permitido na cabine, sem autorização prévia;

  • Acima de 100 Wh até 160 Wh: determinados equipamentos e baterias avulsas podem ser aceitos mediante aprovação da companhia aérea;

  • Acima de 160 Wh: transporte normalmente proibido como bagagem de passageiro, com exceções específicas previstas para determinados dispositivos de assistência à mobilidade.

No caso dos power banks, é necessário cuidado adicional. O guia da IATA atualizado em março de 2026 estabelece o limite de dois carregadores de até 100 Wh por passageiro e classifica os modelos acima dessa capacidade como proibidos. Já orientações divulgadas pelo governo brasileiro admitem autorização para equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh. Diante dessa diferença, o passageiro deve consultar a companhia aérea antes de tentar embarcar com um carregador acima de 100 Wh.

Quando a capacidade aparece somente em miliampere-hora (mAh), é possível calcular o valor em Wh a partir da tensão nominal da bateria. Na dúvida, a recomendação é buscar as especificações fornecidas pelo fabricante.

Malas inteligentes e baterias avulsas também exigem atenção

As chamadas malas inteligentes, que podem incluir rastreadores, balanças digitais e sistemas de carregamento de eletrônicos, também estão sujeitas a regras específicas.

Quando uma mala possui bateria de lítio removível e precisa ser despachada, o componente deve ser retirado e transportado na cabine. Modelos com baterias integradas que não podem ser removidas podem ser recusados, conforme a capacidade e as características do equipamento.

O mesmo cuidado vale para baterias sobressalentes de câmeras, drones e outros eletrônicos. Esses componentes devem ser levados na bagagem de mão, com os terminais protegidos para evitar curto-circuitos.

A proteção pode ser feita com a embalagem original, estojos individuais ou materiais isolantes adequados. Baterias estufadas, danificadas ou que apresentem sinais de superaquecimento não devem ser transportadas.

Safe Travel with Lithium Batteries

Uma situação que merece atenção ocorre quando a companhia aérea solicita o despacho da bagagem de mão no portão de embarque, geralmente por falta de espaço na cabine. Nesses casos, o passageiro deve retirar os carregadores portáteis e as baterias avulsas antes de entregar a mala.

Para quem pretende viajar com drones, equipamentos médicos, dispositivos de maior potência ou malas inteligentes, a orientação é consultar a empresa aérea com antecedência. As regras podem variar conforme o tipo de equipamento, a rota e as exigências de segurança adotadas pela companhia.

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque