Expo Peru BR acontece nos dias 21 e 22 de março e abrange tanto o público de comércio exterior como turismo.
A Expo Peru Brasil movimenta as relações entre os países no World Trade Center, em São Paulo. Organizado pelo PROMPERU (Comissão de Promoção de Exportação e Turismo), o objetivo é divulgar a imagem do País.
No primeiro dia (21) o foco foi a rodada de negócios para investimento internacional com a participação de mais de 80 empresas peruanas. Já no segundo (22), além do corporativo, O evento conta com fóruns de comércio e turismo.
O Peru é um dos países mais sólidos da América Latina, com uma economia resiliente que mantém os juros e inflação abaixo de 10%. O Brasil, grande parceiro comercial, registrou US$ 1,6 bilhão em produtos importados no ano passado. Cerca de 150 representantes brasileiros estão participando das Rodadas de Negócios com as 56 empresas exportadoras peruanas.

Com atrativos peruanos, a expo começou a rodada de negócios com empresas especializadas em Agronegócio, Utensílios domésticos, Vestimentas, equipos para mineração e redes de hotéis como Accor e operadoras focadas no País.

Para diferenciar e viver a experiência Peruana, a PROMPERU chamou o Chef Jaime Pesaque – Dono do restaurante Mayta, um dos 50 melhores do mundo – Com uma turma de convidados, para fazer Ceviche, o prato típico peruano.

Mesmo com as adversidades mundiais, sociais e econômicas, o Peru alcançou a cifra de US$ 63.2 bilhões em exportações, a partir dos negócios de aproximadamente 9.200 empresas, que negociaram cerca de 5 mil produtos em 168 mercados.

Em entrevista exclusiva para o Diário do Turismo, a Sra. Elva Yañez, sub-diretora de Turismo Receptivo da PROMPERÚ explica o motivo de escolher São Paulo/BR para acontecer o evento.
“A importância do Turismo de trazer negócios para o Brasil, para nós, é muito importante, porque o Brasil é um dos mercados mais importantes da América do Sul para nós, falando de Turismo. E agora, foi descoberto que não somente é por conta do turista que vem de São Paulo até Lima, mas também do turismo fronteiriço, que pode vir de Rondônia, Acre, cruzando a interoceânica e que podem chegar até Cuzco, e inclusive até Lima. São dois mercados muito interessantes do Brasil, que o Brasil pode oferecer à nós”, pontua Elva.
“E a parte, por exemplo, no caso do turismo fronteiriço, não somente é importante porque, digamos, só por cruzar as fronteiras, mas porque eles se comportam como um turista de longa distância, como um turista europeu, com um turista, digamos, norte-americano, que não somente fazem, mas cruzam a fronteira, continuam e gostam da cultura, gostam do Oceano Pacífico, gostam da gastronomia. Então, para nós, é muito importante a parte, por exemplo, temos a presença, vai sair, em breve, uma nova frequência com Sky. Então, a conectividade aérea está melhorando”, reflete a sub-diretora.
“Por outro lado, temos uma nova rota que é, Brasília-Lima, Brasília com LATAM. Então, todo isso está dando indícios que o mercado brasileiro está se energizando, se reativando, e para nós é muito importante, porque nós também precisamos melhorar nossas oportunidades não somente de promoção, mas também de comercializar. Isso é importante porque nós também chegamos a promover, como de repente, outras feiras a que participamos. Em abril, vamos participar da próxima World Travel Market, aqui em São Paulo, novamente. Vamos estar aqui. Mas a feira e promoção te permite comercializar. Acredito que falei muito. E concretizar a promoção com a venda”, explica a representante.

Se tratando das edições anteriores, Elva nos mostra o diferencial de 2023.
“A diferença é que esse ano, estamos fazendo várias rotas aqui na América do Sul, ao longo dos anos. Mas dezembro do ano passado, começamos com Bogotá, e em novembro, tive a oportunidade de assistir, e foi muito ativa, tanto como esta. Mas creio que em termos de mercado, essa é muito maior. Então por um lado e por outro lado, nos encontramos em dois momentos diferentes, falando de conjuntura do Peru. Por um lado, tínhamos um momento em que queríamos sair pós-pandemia, mas agora temos o pós-pandemia, e agora temos uma essa conjuntura social que estamos vivendo no Peru. Sem dúvida, está tendo uma solução. Então, inclusive para o mercado brasileiro, não está determinante para visitar o nosso país. Então, esse é um fator, uma realidade, que nos ajuda bastante. Acredito que é isso”, finaliza.