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Marriott está “contratando de forma ativa e agressiva”, diz CEO Tony Capuano

O CEO da rede hoteleira Marriott, Tony Capuano, afirmou que a empresa está em uma “luta por talentos”, pois tenta recrutar 10 mil funcionários para seus hotéis nos Estados Unidos, para acompanhar uma forte recuperação nas reservas.
Por Alice Hancock — Financial Times


Capuano, que assumiu o cargo após a morte de seu antecessor, Arne Sorenson, em fevereiro, disse que os cortes de postos de trabalho por causa da pandemia “abalaram” a confiança dos trabalhadores no setor de viagens e turismo, o que provocou uma forte escassez de pessoal.
“Temos de fazer um trabalho consistente de compartilhar a narrativa de que este é na verdade um segmento no qual é possível construir carreiras incríveis”, disse ele ao “Financial Times”. “A capacidade de contar essa história ao redor do mundo é mais importante do que nunca diante desta disputa por talentos.”
A Marriott, a maior rede hoteleira do mundo, tem cerca de 10 mil vagas de emprego abertas nos 600 hotéis que administra nos Estados Unidos.

Capuano disse que o desafio é “especialmente agudo” em Estados como a Flórida, um dos mercados que se recuperou mais rapidamente da pandemia graças à elevada demanda por férias em resorts.

Os casos de covid-19 dispararam no Estado durante os meses de pico do verão, julho e agosto. No fim de agosto, a média móvel de sete dias da Flórida era de mais de 20.900 novos casos por dia.
Sustentada pela demanda reprimida por férias e pela força do mercado interno, a indústria hoteleira americana teve em julho seu melhor mês em termos de receitas e preço de diárias de quartos, de acordo com a provedora de dados STR.

Tony Capuano, CEO da Marriott (Crédito: divulgação)

Mas os hotéis e restaurantes tiveram de cortar suas horas de funcionamento e serviços e, segundo algumas estimativas, cerca de um quinto do pessoal envolvido com hospitalidade em todo o mundo deixou o setor definitivamente, pois a volatilidade provocada pelas quarentenas levou essas pessoas a buscarem empregos mais estáveis.
A Marriott se viu obrigada a pôr em licença não remunerada dezenas de milhares de funcionários no mundo todo e cortar seu efetivo em 17% em setembro do ano passado.
Mas Capuano disse que agora a empresa está “contratando de forma ativa e agressiva”, e oferece incentivos pontuais e benefícios, com o recrutamento concentrado nos mercados onde a demanda se recuperou.
A rede Marriott opera mais de 7,3 mil hotéis em todo o mundo.
 

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