O Nordeste espera dias melhores colhendo resultado da pós pandemia

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A taxa de ocupação hoteleira média nos principais destinos turísticos do Ceará (exceto Fortaleza) para o feriadão do Dia da Independência, de 4 a 7 de setembro, chega a 85,7%. (Crédito: Getty Images)

O Nordeste brasileiro que tem em seus atrativos de sol e mar um dos principais produto turísticos, vem nos últimos meses sofrendo alguns reveses. No ano passado foram as manchas de óleo nas praias que atingiram todos os estados da região e mais o Rio de Janeiro e o Espirito Santo, que comprometeu a atividade no verão passado. Este ano foi a pandemia da Covid-19 que obrigou o fechamento de bares, restaurantes e hotéis, a partir do mês de março, paralisando por completo a economia nacional e em particular a atividade turística.

por Nailson Socorro*


Mas ao que parece, essa nebulosidade começa a ser dissipada, com a reabertura gradual dos equipamentos, com a retomada das atividades e o afrouxamento do isolamento social, que havia sido imposto a população, como forma de combater o alastramento do coronavírus.

Embalados com o feriadão de 07 de setembro, hoteleiros e demais integrantes da cadeia produtiva do turismo, (na maioria dos estados nordestinos), estão comemorando a possibilidade de um bom movimento de turistas em suas respectivas cidades, como é o caso de Alagoas que anuncia uma ocupação de 100 por cento na rede hoteleira sediada no litoral e no sertão do estado, durante o chamado feriadão da Independência.

O empresariado alagoano comemora os números que estão sendo esperados, graças a um trabalho de planejamento e divulgação, feito de forma unificada com a participação da iniciativa privada e o poder público. Segundo o Costa dos Corais Convention Visitors & Bureau (CCCVB), a ocupação hoteleira na região Norte do Estado está em 100% nos hotéis associados a entidade. Empreendimentos hoteleiros de Piranhas e Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano, na divisa com o estado de Sergipe, também registram ocupação máxima para a data.

A alta na procura pelos hotéis se estende a todo o Estado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), a taxa de ocupação em todo o Estado chega a 67,12 %.

Os hotéis estão atendendo, levando em consideração as medidas de segurança e preventivas estabelecidas pelo Protocolo de Retomada das Atividades Econômicas de Alagoas, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur),

O estado do Ceará vive situação semelhante. A taxa de ocupação hoteleira média nos principais destinos turísticos do Ceará (exceto Fortaleza) para o feriadão do Dia da Independência, de 4 a 7 de setembro, chega a 85,7%. Os dados foram divulgados pela secretaria de Turismo do Ceará. Juntos, a capital Fortaleza e os destinos turísticos mais conhecidos somam 60% de taxa de ocupação.

Camocim (87,17%), Canoa Quebrada (77,31%), Cumbuco (91,4%), Jericoacoara (97,56%), Porto das Dunas/Prainha (62,83%), Praia das Fontes/Morro Branco (86%), Flecheiras/Mundaú (100%) e Guaramiranga (83,33%) são os destaques do Estado para o período, com altas taxas de ocupação.

Já em Pernambuco, cerca de 85% dos meios de hospedagem dos destinos indutores do estado, foram reservados para o feriado de Sete de Setembro. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer do Estado de Pernambuco. O destino que mais se destacou no levantamento foi o Arquipélago Fernando de Noronha, que tem taxa de ocupação de 97 por cento.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), a taxa de ocupação em todo o Estado chega a 67,12 %. (Crédito: Getty Images)

Enquanto isso, a Paraíba espera resultados positivos neste final de semana. Conforme a presidente da PBTur, Ruth Avelino, a média de ocupação nos hotéis da Capital e pelo estado é superior a 80 por cento. “A expectativa para esse feriadão de 7 de setembro é muito boa não só na Capital, mas no estado todo.

A expectativa dos órgãos governamentais dos estados nordestinos, é que a partir de agora a situação vá se normalizando e que no verão de 2020/2021 o empresariado venha começar a recuperar o que foi perdido nesses meses de sofrimento provocado pelos dois fenômenos (as manchas de óleo no litoral nordestino e a pandemia do Covid-19), que abalou a atividade turística da região.


NAIRSON BARRETO –  NORDESTE

Nairson Barreto Socorro é  jornalista, graduado em Turismo e História pela Universidade Tiradentes – UNIT, e pós-graduado em Turismo e em Cultura Popular pela Faculdade de Sergipe – FASE, diretor da Rádio Boas Novas Aracaju e editor da revista Viaje Sergipe. Responde pela coluna NORDESTE.

 

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