quarta-feira, janeiro 7, 2026
Início Site Página 4

Marianne Costa: “O Turismo de Base Comunitária é a grande tendência do Brasil”

0
Marianne Costa
"O Fórum é um momento para celebrarmos esses avanços e para que a gente possa avançar mais" (Crédito: divulgação)

Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, fundadora e CEO do Grupo Vivejar, Marianne Costa, fala sobre os temas que fundamentam o 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável 

De 11 a 14 de setembro de 2025 será realizado, em Brasília (DF), 0 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. O evento idealizado pelo Grupo Vivejar é resultado da mobilização de redes, movimentos e organizações que priorizam o turismo como ferramenta de transformação social, cultural e ambiental. Ele homenageia a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Por Zaqueu Rodrigues (Colaboração) – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 5 de setembro 

Em quatro dias, comunidades tradicionais, empreendedores, pesquisadores e lideranças públicas e privadas debatem o protagonismo do turismo no desenvolvimento sustentável do Brasil. “O Fórum será um grande espaço de escuta, aprendizado e articulação em defesa de um turismo que respeite pessoas, territórios e o planeta”, diz Marianne, realizadora do evento.

A programação reúne feira cultural de artesãos, plenárias, rodas de conversa, premiação de iniciativas transformadoras, oficinas e vivências culturais. “Cada atividade foi pensada para fortalecer o protagonismo de quem transforma o turismo em ferramenta de resistência e geração de renda nos territórios. O evento é um chamado para colocar a responsabilidade social, ambiental e cultural no centro das decisões que movem o turismo brasileiro”, aponta.

Nesta entrevista ao DIÁRIO, Marianne Costa detalha o propósito do 1º Fórum de Turismo Responsável, fala sobre a importância do Turismo de Base Comunitária e o papel do setor frente aos grandes desafios da sociedade, sobretudo ambientais. A entrevista está dividida em tópicos, acompanhe:

O 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável

Ele nasceu para ser um ponto de virada no turismo do Brasil. Em 2023 fizemos um acordo de cooperação técnica entre o Instituto Vivejar, a ECA USP, o Ministério do Turismo e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para pesquisar entre os alunos do Instituto Vivejar aqueles que tomaram responsabilidade em suas áreas. Construímos um grande projeto de pesquisa, criamos critérios e chegamos em 20 casos de pessoas – de diferentes realidades geográficas – realizadoras de projetos transformadores. Desses 20, selecionados 10 para integrar o livro Turismo Responsável: Resultados que inspiram!

O livro foi lançado em abril de 2024 durante a WTM Latin América. A obra apresenta um panorama do movimento pelo Turismo Responsável, sustentável e inclusivo, conceitos-chave e dicas de como podemos nos engajar nessa direção. O nosso compromisso, naquele momento, era criar um evento para dar continuidade a todo o trabalho que vinha sendo discutido no livro. Para mim é um compromisso jogar luz em quem está fazendo as coisas certas e que não, necessariamente, acessam os palcos, os espaços de divulgação, de comunicação. O foco é priorizar e dar oportunidades a essas pessoas que estão fazendo a diferença. O livro foi o começo desse trabalho. Assim nasceu o Fórum Brasileiro de Turismo Responsável.

Marianne Costa
“É tempo de tomarmos mais responsabilidade. O turismo é responsável por quase 10% das emissões de Carbono do mundo” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)

A política do turismo

A escolha de Brasília como palco para o evento é para marcar essa presença e influência na política pública. O turismo é pautado pela política e a gente precisa ainda avançar muito nesse sentido. Temos uma política de regionalização, um plano de divulgação do Brasil, mas essas iniciáticas precisam descer para os estados e os municípios. A gente tem a regionalização. Então, é muito importante que esse debate aconteça aqui em Brasília. Além disso, o turismo é muito transversal. A gente tem muita interface com o meio ambiente e toda a política ambiental, ainda mais em um ano de COP 30 no Brasil, de mudanças climáticas…

É tempo de tomarmos mais responsabilidade. O turismo é responsável por quase 10% das emissões de Carbono do mundo. É fundamental que a gente trabalhe com essa articulação com o meio ambiente. Dentro do turismo de Base Comunitária, temos os Povos Tradicionais, temos o Afroturismo, que agora virou política pública, tanto pela Embratur quanto pelo Ministério do Turismo. Temos o Turismo Indígena, com instrução da FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e todo esse diálogo que precisa acontecer. É muito importante realizar o evento em Brasília chamando essa importância para o turismo.

O turismo brasileiro, infelizmente, foi perdendo a força nesse processo político do Brasil a ponto de a gente não o reconhecer mais como uma prioridade. É muito importante que a gente posicione que o turismo é, sim!, uma atividade econômica que gera renda, mas que também preserva, gera desenvolvimento, educação e transformação social. Para isso, precisa ser feito de forma responsável. A gente precisa estar alinhado para que o turismo volte a ser priorizado nas pautas política e econômica do país.

Investimentos

O turismo precisa de investimentos. Em um país como o nosso, não podemos aceitar que o turismo não seja prioridade. Eu acredito no turismo como uma das principais potências para o Brasil. Somos a maior biodiversidade do mundo. O turismo é uma das atividades que podem trazer desenvolvimento aliado à preservação. O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável nasce para que a gente marque essa presença e toque em pautas que são importantes.

Hoje, o turismo responsável é falado nos grandes eventos, mas de um modo sempre corrido. Não há uma gravação, um plano de continuidade do que foi debatido para que se possa avançar no tema de modo permanente. A intenção do Fórum é ser esse evento no qual a gente debate, mas também gera resultado. Faremos uma publicação do que for abordado para dar continuidade e pautar as políticas públicas.

O Fórum tem uma parceria com o Lets (Laboratório de Estudos em Turismo e Sustentabilidade da UnB – Universidade de Brasília. Os professores estarão conosco para criar essa publicação com as pautas debatidas e os resultados do evento. Isso é importante para que a gente tenha a continuidade desse diálogo e para que, a partir do ano que vem, por exemplo, que é um ano de eleição, tenhamos uma base para fundamentar as políticas do turismo.

Marianne Costa
“O Brasil precisa desenvolver políticas públicas para o Turismo de Base Comunitária. A Argentina tem políticas de Turismo de Base Comunitária há muitos anos” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)

Valorizar a base do turismo

O Brasil precisa desenvolver políticas públicas para o Turismo de Base Comunitária. Para se ter uma ideia, a Argentina tem políticas de Turismo de Base Comunitária há muitos anos. O Chile também tem. Os nossos vizinhos sul-americanos são maravilhosos nesse sentido, e contam com redes de trocas de experiências. O Brasil não pode ficar atrás. É muito importante investir nesse turismo, pois é a grande tendência do Brasil.

No Brasil, tem muita coisa acontecendo na base do turismo, mas refletindo pouco na política. O Plano Brasis, que é um plano de marketing internacional da Embratur, que é muito atual, já traz os avanços considerando os critérios de responsabilidade. O Fórum é um momento para celebrarmos esses avanços e para que a gente possa avançar mais. É muito importante termos um espaço para reunir todo mundo que quer olhar para isso. É um tema transversal, que precisa ser trabalhado desde a gestão pública, associações, promoção, comercialização, cadeia de distribuição…

Oportunidade

O Turismo de Base Comunitária é a grande oportunidade para o Brasil. É por ele que a gente tem o meio ambiente preservado. São comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas… que estão resistindo e preservando a terra, a cultura, seus espaços. É preciso fazer disso geração de renda, de educação. Os povos indígenas falam muito sobre isso: ‘queremos trazer as pessoas aqui para que rompam seus estereótipos, para que escutem o nosso lado da história e quebrem seus preconceitos’.

Eu realmente vejo o turismo de base comunitária como uma grande oportunidade de inovação para o Brasil. A gente não vai deixar de vender sol e praia, não vamos deixar de vender luxo. Não é sobre isso. As coisas conversam. A gente agrega valor. Uma recente pesquisa da Embratur, com DMCs, mostra que o que se sente falta nas experiências é justamente a vivência nas comunidades. O turista está pedindo. O mercado está demandando. As experiências existem de modo muito genuíno e verdadeiro nas comunidades tradicionais.

O turismo tem a oportunidade de ter um olhar mais inclusivo, oferecer oportunidades para as pessoas empreenderem, qualificar. Para isso, essas pessoas precisam estar nesses espaços como protagonistas. São Luís (MA), por exemplo, está fazendo um trabalho muito bacana, coletivo, com as associações locais. E o destino também continua recebendo turismo de massa. Não é sobre o volume; é sobre a forma.

É tempo de falar sobre esses temas importantes. Não dá mais para a gente ter essas aberturas de eventos somente com homens brancos. Isso não representa o turismo brasileiro. Na abertura do Fórum de Turismo Responsável teremos a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, mulheres indígenas, mulheres negras… Colocaremos lideranças de Norte a Sul do Brasil para dialogar como protagonistas. O Fórum é também um espaço de letramento, principalmente em pautas mais sensíveis. A gente está sempre aprendendo.

Marianne Costa
“O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável é sobre o coletivo. A gente não faz e nem muda as coisas sozinhos” (Crédito: Edson Júnior – divulgação)

Dados direcionam

O turismo brasileiro não tem dados consistentes, principalmente sobre a demanda. Falta essa orientação. Temos áreas que têm dados em tempo real. O tempo todo toma-se decisões baseadas nesses dados. Precisamos ter isso no turismo também. Temos estados que têm seus observatórios de turismo, mas falta olhar para esses dados e desenhar políticas públicas fundamentadas neles. São poucos os que estão construindo com base nisso. Temos que profissionalizar isso. A gente tem condições para uma virada no turismo. Temos boas universidades, como a UnB, temos tecnologia, inovação… A gente precisa organizar e sistematizar.

A produção de indicadores é um dos compromissos do 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. O evento faz essa aproximação com a academia para a produção e divulgação desses resultados, metas, gestão de carbono e resíduos… O evento não terá plástico; todos receberão uma garrafa para beber água nos bebedouros espalhados pelo local. Orientamos todos os participantes a não levarem folheterias… São tomadas de responsabilidade que estão dentro do tamanho do nosso evento. Quanto maior o evento e maiores os recursos, maiores devem ser essas responsabilidades.

A produção de dados é importante para que a gente possa comprovar a importância do turismo para os governantes, para criar políticas públicas, gerar investimentos. A gente mensura indicadores de forma muito amadora. O turismo é muito disperso. É uma cadeia muito permeável. A gente conhece muitas empresas ótimas, bem-intencionadas, mas que não conseguem comprovar seus impactos positivos.  A falta de prioridade política ao turismo vem muito dessa falta de indicadores de dados.

Projeto para o turismo

O turismo é uma atividade que dá resultado a médio e longo prazo. Muitas vezes ele não é prioridade para os governantes porque a gente tem essa troca de lideranças e partidárias de 4 em 4 anos, e buscam resultados muito rápidos. E o turismo, infelizmente, não é assim. O turismo precisa de um tempo para a estruturação de produto e depois um tempo de acesso ao mercado. É um trabalho que leva tempo, requer paciência, projeto.

Outro desafio é que as pessoas que decidem para onde vai o dinheiro no turismo são as pessoas de sempre, que não se atualizaram com as demandas atuais. A gente tem no Brasil um projeto público e privado de desenvolvimento para o turismo ainda muito desatualizado. Nós, mulheres, somos a maioria no turismo, somos nós que estamos na base fazendo o turismo acontecer, e precisamos estar nas posições de tomadas de decisões sobre os rumos do turismo e dos investimentos.

Uma mulher empreendedora no turismo tem muito mais dificuldade para acessar crédito do que um homem. A mulher não acessa crédito, não tem apoio, não cresce. Se é mulher preta, mulher indígena, é mais difícil ainda. O turismo não pode mais ficar privilegiando sempre as mesmas pessoas. O turismo acontece nos interiores, na ponta. É ali que as melhores experiências acontecem, e ao mesmo tempo são os lugares que mais precisam desse olhar.

Marianne Costa
“Todo mundo tem que tomar responsabilidade. Tem duas pautas hoje que são universais: emissões de Carbono – pegada de Carbono, mudanças climáticas” (divulgação)

O turismo e a preservação

Todo mundo tem que tomar responsabilidade. Tem duas pautas hoje que são universais: emissões de Carbono – pegada de Carbono, mudanças climáticas. A COP 30 está no Brasil e este é o momento. Se ainda não está fazendo alguma coisa, tem que fazer. E a outra pauta é uso de plástico único. Nessas duas coisas, todo mundo que trabalha com turismo, independentemente do lugar que está, precisa olhar para isso.

Não há com o turismo não tomar responsabilidade em relação ao meio ambiente. É uma pauta transversal. Por isso, para mim, é fundamental homenagear a Marina Silva no 1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. Ninguém, hoje, fez mais pelo turismo do que a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, uma mulher que tem a sua luta reconhecida internacional. No Brasil, dentro de terras indígenas, o nível de preservação é imensamente maior. E o turismo vem como aliado dessa preservação. Para além disso, ele tem um papel de educação, de transformação. A gente não cuida do que a gente não ama, e a gente não ama o que a gente não conhece.

Essa consciência está no centro do Fórum Brasileiro de Turismo Responsável. Temos workshops sobre Afroturismo, sobre Turismo Indígena, debates sobre segurança, Turismo de Base Comunitária, sobre certificações, o turismo como aliado na defesa dos territórios. Quem trabalha com turismo sabe que há muitos territórios ameaçados, seja por especulação imobiliária, garimpo, monocultura, tráfico de drogas, intolerância religiosa, extração ilegal de madeira… Se o turismo não for responsável, pode agravar esses problemas.

Se a gente continuar tendo gerações de crianças e jovens que não conhecem o Brasil, que não se conectam com suas raízes, com a terra… O que serão delas? Uma completa desconexão. Elas vão achar que isso não é delas, que não lhes pertencem. Crescem sem a consciência de preservação da vida, de defesa de direitos, antirracistas, valorização cultural. O turismo tem esse papel de educar e conscientizar. O turismo é essa grande oportunidade. O Fórum Brasileiro de Turismo Responsável é sobre o coletivo. A gente não faz e nem muda as coisas sozinhos. Precisamos caminhar juntos. Esse é o chamado do evento.

 SERVIÇO:

1º Fórum Brasileiro de Turismo Responsável

Quando? De 11 a 14 de setembro de 2025

Onde? Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) | SGAS I Setor de Grandes Áreas Sul 902 , 75 Asa Sul | Brasília, DF

Valor: a partir de R$ 249,50* (meia-entrada). O valor dos ingressos já inclui alimentação no local.

QUEM É MARIANNE COSTA?

(Crédito da foto: Zaqueu Rodrigues)

Empreendedora social há 18 anos e apaixonada pelo Brasil. CEO e fundadora do Grupo Vivejar. Consultora, facilitadora e palestrante em todas as regiões do Brasil, em 16 estados brasileiros, atuando diretamente em mais de 45 projetos em 75 comunidades brasileiras. Desde 2016, atendeu mais de 300 turistas na Vivejar Experiências e desde 2020, foram mais de 1.300 alunos através de seus cursos próprios no Instituto Vivejar. Fellow de programas internacionais de apoio a lideranças femininas, ganhadora e finalista dos principais prêmios do setor, Marianne Costa foi indicada pela Nissan a carregar a tocha olímpica em 2016 em razão da importância do seu trabalho no Vale do Jequitinhonha.

Trabalhou com governos federal e estaduais, organizações e associações nacionais e internacionais, além de coletivos, associações e negócios comunitários. Tem no Turismo Responsável e Turismo de Base Comunitária suas estratégias de desenvolvimento para o Brasil.

Por toda esta experiência, Marianne Costa é jurada dos principais prêmios na sua área de atuação. Designer de experiências turísticas responsáveis e coautora do livro “Turismo Responsável: resultados que inspiram”.

LEIA TAMBÉM:

Serra dos Martírios / Andorinhas: um mergulho na história do Araguaia

Manoel Linhares se despede da presidência da ABIH Nacional com artigo; confira

0

Ao encerrar seu mandato à frente da ABIH Nacional, Manoel Linhares apresenta um balanço marcado por fortalecimento institucional, ampliação da representatividade política e conquistas estratégicas para a hotelaria brasileira. No artigo, o autor destaca a consolidação patrimonial da entidade, a inserção da hotelaria independente em fóruns internacionais e no Congresso Nacional, além dos avanços legislativos e tributários obtidos nos últimos anos. Ao mesmo tempo, reforça os desafios que permanecem — como a desburocratização, o acesso ao crédito e a qualificação profissional — e reafirma seu compromisso contínuo com o turismo e o desenvolvimento econômico do país.

ABIH Nacional: Hotelaria Brasileira em Movimento

Ao concluir meu último mandato na presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional me orgulho de apresentar um balanço que reflete a continuidade de um trabalho histórico e coletivo em prol da hotelaria e do turismo brasileiro.

Apesar das adversidades ou, porque não dizer, motivado pelos desafios, trabalhei incansavelmente para fortalecer a entidade, ampliar sua representatividade e consolidar conquistas que hoje posicionam o setor como um dos protagonistas do desenvolvimento econômico e social do país.

Entre os avanços institucionais, conseguimos conquistar uma base sólida, com a aquisição da sede própria em Brasília, acompanhada de quinze salas comerciais, que asseguram a sustentabilidade financeira da entidade e garante tranqüilidade para que as próximas gestões sigam promovendo à atividade-fim da ABIH Nacional que é representar e defender a hotelaria brasileira, articulando políticas públicas e garantindo que o setor seja, cada vez mais, reconhecido como estratégico.

Hoje, a indústria nacional de hotéis independentes, através da ABIH Nacional, integra o seleto grupo de membros da ONU Turismo e é representada no Congresso Nacional pela Frente Parlamentar Mista da Hotelaria Brasileira, onde deputados federais e senadores vêm consolidando e demonstrando a força da indústria de hotéis como um dos pilares do turismo nacional.

Em nome desse conjunto, em nome da ABIH Nacional, fui saudado em todo o país e recebi o título de cidadão honorário em aproximadamente 15 estados e destinos, reconhecimento que simboliza a confiança no trabalho coletivo e na força do associativismo.

Muito trabalho e determinação ainda faltam para desburocratizarmos o setor e tornarmos nosso ambiente legislativo e de negócios mais amigável, com regras e políticas públicas específicas, linhas de crédito direcionadas ao setor, programas de qualificação profissional e taxas que permitam investimentos essenciais para sermos, e nos mantermos, competitivos tanto no mercado nacional quanto internacional.

Mesmo após termos vencido batalhas importantes no campo legislativo, como as conquistas na Reforma Tributária, obtendo redução de 40% nas alíquotas de referência para o setor, a inclusão dos hotéis já existentes no projeto de lei que regulamenta cassinos no Brasil e termos superado os números pós-pandemia, precisamos continuar firmes para conseguirmos manter o setor pulsante e em um contínuo crescimento.

Ser presidente de uma entidade com 89 anos de atuação não é fácil. Mas somos um setor composto por empreendedores corajosos, que amam suas atividades e investem o que temos de mais precioso: nosso tempo.

Despeço-me da presidência dessa entidade que representei com tanto orgulho, mas não me despeço do setor de turismo. Continuarei em Brasília defendendo pautas essenciais para a hotelaria e a economia do Brasil, e sigo como presidente do SindHotéis Ceará, fortalecendo nossa indústria regional.

Desejo que 2026 traga prosperidade e novas oportunidades para todos nós. Muito obrigado por confiarem nesse Baixinho: seguimos juntos, sempre trabalhando pelo Brasil, pelo turismo e pela hotelaria.

Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional

LEIA TAMBÉM:

PERSE: Governo volta atrás e programa será tratado em um projeto de lei com urgência constitucional

 

OS HOMENS

0
Cora Coralina
Cora Coralina (1889-1985) - divulgação

RETROSPECTIVA 2025 – Publicado em 25 de julho

Em água e vinho se definem os homens.

Homem água. É aquele fácil e comunicativo.
Corrente, abordável, servidor e humano.
Aberto a um pedido, a um favor,
ajuda em hora difícil de um amigo, mesmo estranho.
Dá o que tem
– boa vontade constante, mesmo dinheiro, se o tem.
Não espera restituição nem recompensa.

É como a água corrente e ofertante,
encontradiça nos descampados de uma viagem.
Despoluída, límpida e mansa.
Serve a animais e vegetais.
Vai levada a engenhos domésticos em regueiras, represas e açudes.
Aproveitada, não diminui seu valor, nem cobra preço.
Conspurcada seja, se alimpa pela graça de Deus
que assim a fez, servindo sempre
e à sua semelhança fez certos homens que encontramos na vida
– os Bons da Terra – Mansos de Coração.
Água pura da humanidade.

Há também, lado a lado, o homem vinho.
Fechado nos seus valores inegáveis e nobreza reconhecida.
Arrolhado seu espírito de conteúdo excelente em todos os sentidos.
Resguardados seus méritos indiscutíveis.
Oferecido em pequenos cálices de cristal a amigos
e visitantes excelsos, privilegiados.

Não abordável, nem fácil sua confiança.
Correto. Lacrado.
Tem lugar marcado na sociedade humana.
Rigoroso.
Não se deixa conduzir – conduz.
Não improvisa – estuda, comprova.
Não aceita que o golpeiem,
defende-se antecipadamente.
Metódico, estudioso, ciente.

Há de permeio o homem vinagre,
uma réstia deles,
mas com esses não vamos perder espaço.
Há lugar na vida para todos.

Em qual dos grupos se julga situado você, leitor amigo?

Cora Coralina
(1889-1985)

(Poema integrante do livro Vintém de Cobre – Meias confissões de Aninha – editora da Universidade Federal de Goiás – 1983)

LEIA TAMBÉM:

Cora Coralina: um capim dourado no meio do cerrado

Quando a Holanda drenou Bordeaux e o Médoc virou vinho

0
Médoc
Vistas do lago no Médoc. Aquivo pessoal Waleska Schumacher - Divulgação

Como a engenharia da água vinda da Holanda criou o solo dos maiores vinhos de Bordeaux — e mudou para sempre a história do Médoc

Por Waleska Schumacher, de Haia – Países Baixos* – RETROSPECTIVA 2025 –  Publicado dia 18 de julho

Quando exploramos regiões vinícolas pelo mundo, nem sempre nos perguntamos o que aconteceu no passado naquela terra. Olhamos os vinhedos, os castelos, os povoados encantadores… mas esquecemos de olhar sob os nossos pés. Um excelente exemplo disso é o Médoc, ao norte de Bordeaux. Já pensou em explorá-lo com um novo olhar? Pensando em como ele começou — e por que se tornou o que é hoje?

Ao caminhar, pedalar ou dirigir pelo Médoc, admirando suas florestas, vinhedos e châteaux, poucos imaginam que, séculos atrás, ali havia apenas um pântano. Uma terra difícil, insalubre, onde a agricultura era praticamente impossível.

As cheias do estuário do Gironde isolavam vilas inteiras. A água parada alimentava doenças. Mas foi justamente nesse cenário inóspito que surgiu uma transformação extraordinária.

Médoc
Fachada Château Lafite Rothschild. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação

Os mestres da terra criada: os holandeses

No final do século XVI, a Holanda vivia seu apogeu como potência comercial e referência em engenharia hidráulica. Por séculos, os holandeses haviam domesticado o mar em casa, criando terras férteis chamadas polders. Esse conhecimento, somado ao desejo francês de ampliar áreas produtivas, abriu espaço para uma colaboração decisiva.
Em 1599, o rei Henrique IV autorizou oficialmente a drenagem dos pântanos do Médoc. O engenheiro flamengo Humphrey Bradley, formado em Bergen op Zoom, na Holanda, e o comerciante Conrad Gaussen lideraram os primeiros projetos. Com o apoio de famílias como Van Uffelen, Hoeufft, Kat e van Bommel, iniciou-se a incrível missão de transformar o impossível em produtivo.

A técnica incluía diques, canais, comportas e até vegetação costeira, como a gramínea marram grass (Ammophila arenaria), usada para fixar dunas. Assim nasceram os mattes: terras drenadas, férteis, com solo de cascalho ideal para a viticultura.

Médoc
Château Margaux, Ícono do Médoc. Aquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação

Médoc: a terra que nasceu do engenho

Até então, a produção de vinhos em Bordeaux se concentrava em Graves e na margem direita. O Médoc era visto como território marginal. Mas com a drenagem e o surgimento de solos pedregosos bem drenados, tudo mudou.

Château Margaux foi um dos primeiros a explorar esse novo território. Em poucos anos, surgiram também Lafite, Latour, Beychevelle, Cos d’Estournel e outros. Todos eles prosperaram sobre terras que só existiram graças à ousadia de engenheiros e visionários.

Médoc
As dunas do Médoc e a vegetação costeira. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação

A uva perfeita para um terroir recém-nascido

Na mesma época, entre 1635 e 1670, surgiu naturalmente na região uma nova variedade de uva: a Cabernet Sauvignon. Resultado do cruzamento espontâneo entre a Cabernet Franc (uva tinta) e a Sauvignon Blanc (uva branca), sua origem foi confirmada por DNA em 1997 por pesquisas da Universidade da Califórnia, Davis.
Coincidência ou destino? A Cabernet encontrou no Médoc um lar ideal: solos drenados, boa insolação e influência do estuário que regula o clima. Nascia o estilo dos grandes vinhos da margem esquerda de Bordeaux — longevos, potentes e elegantes.

O reconhecimento global

Com o passar dos séculos, o Médoc passou de pântano ignorado a símbolo de prestígio. Em 1855, por ocasião da Exposição Universal de Paris, Napoleão III solicitou uma classificação oficial dos melhores vinhos da França. A Câmara de Comércio de Bordeaux encarregou os corretores da região de organizar essa lista — e o resultado foi a célebre Classificação de 1855.

Entre os cinco Premier Grands Crus Classés, quatro estão no Médoc: Château Lafite Rothschild, Château Latour, Château Margaux e Château Mouton Rothschild (este último promovido ao primeiro nível em 1973).
Um feito notável — e que só foi possível graças à transformação geográfica iniciada pelos holandeses dois séculos antes.

Médoc
Vinhedos Château Margaux Médoc. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação

Uma ponte entre povos e séculos

A história do Médoc é também a história de intercâmbio cultural. De engenheiros holandeses a comerciantes bordaleses, agricultores, visionários, reis e viticultores… todos contribuíram para tornar possível o que parecia inalcançável.
Quando olhamos para uma taça de vinho, esquecemos que antes dela existia água parada, doenças, isolamento. A transformação do Médoc nos lembra de como o vinho é, antes de tudo, uma história de superação — da natureza e de nós mesmos.

Um brinde com história e futuro

Da próxima vez que você visitar uma região vinícola, tente enxergá-la com esse olhar: o que já foi essa terra? O que permitiu que esse vinho existisse?

No caso do Médoc, o vinho que celebramos hoje é o legado líquido de uma engenharia precisa, de uma visão ousada — e da coragem de transformar um pântano em patrimônio da humanidade.

Médoc
Um brinde pela historia do Medoc e seus garndes vinhos. Arquivo pessoal Waleska Schumacher – Divulgação

Fontes consultadas:
● Johnson, Hugh. The Story of Wine. Mitchell Beazley, 2020.
● Meredith, Carole. Estudos genéticos sobre uvas, UC Davis.
● Historiek.net: “Polders voor de Médoc” – historiek.net
● Porte du Médoc, Le Site D’Information du CHM https://www.portedumedoc.com/fr/les-communes/canton/geo-physique/eau/474-l-assechement-des-marais-du-medoc#:~:text=De%20tous%20les%20temps%2C%20les,ces%20lignes
● Revue historique de Bordeaux et du département de la Gironde Année 1957 6-1 pp. 25-68

Office de tourisme Médoc-Vignoble

*Waleska Schumacher – Jornalista, escritora especializada em vinhos e membro da FIJEV (Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains des Vins et Spiritueux)

LEIA TAMBÉM:

Graves e Pessac-Léognan: tradição, elegância e o frescor bordalês em Paris

Saga Systems cresce 15% e planeja expandir operação pela América Latina em 2026

0
Saga Systems
Ao unir tecnologia e compromisso socioambiental, a empresa se posiciona como referência no mercado e assume papel no que se refere à responsabilidade ambiental e social (Crédito: arquivo DT)

Segura de que inovação e crescimento sustentável podem caminhar em harmonia, a Saga Systems ingressa num novo ciclo. A tecnologia em automação e fechaduras digitais, cada vez mais assimiladas pela hotelaria, dá ânimo redobrado aos negócios. E, no novo exercício, a meta é se estabelecer no mercado latino-americano, que já começou a ser desbravado.

Por: Cecília Fazzini, especial para o DIÁRIO

Entusiasmado com a demanda mais qualificada presente no segmento em que atua, Jessé Resende, CEO da Saga Systems, afirma: “o que soava como utopia e ambição há uma década e meia, atualmente se tornou realidade com a escalada mais abrangente de modernização do setor de hospitalidade”. Fechaduras online de última geração contribuem, segundo ele, para a tomada e decisão em tempo real e permitem otimizar a operação. Em 2025, a novidade impulsionou em 15% os resultados da empresa.

Além do upgrade no modo de administrar um hotel, refinar a gestão e dar um salto qualitativo na área de manutenção, os produtos ganharam escala e os preços apresentaram queda. Esse cenário transformou as soluções acessíveis, tanto a hotéis de rede quanto aos independentes. A Saga Systems, de acordo com o executivo, tem se consolidado com o portfólio de ponta. No exercício, a chegada ao mercado nacional das fechaduras digitais com reconhecimento facial e tecnologia LoRa, de acordo com ele, inovaram a oferta, amplamente assimilada pelos players do setor. Aém disso, a Saga Systems recebeu reconhecimento em premiações do setor, consolidando sua imagem como player inovador e competitivo.

Saga Systems
Segundo Jessé, as fechaduras eletrônicas da Saga Systems representam inovação e segurança para o mercado da hospitalidade. (divulgação)

Praças em expansão

O ano de 2026 será destinado a colher os frutos do esforço de conquistar novos territórios para a empresa. O olhar se volta para o mercado da América Latina, com o ingresso em países como Chile, México, Argentina e Panamá, neste será inaugurado um hub de distribuição. “Trata-se da expansão de um fornecedor brasileiro em economias estratégicas do bloco”, sintetiza o CEO da Saga Systems.

Política de ESG

Ao unir tecnologia e compromisso socioambiental, a empresa se posiciona como referência no mercado e assume papel no que se refere à responsabilidade ambiental e social. Resende cita o projeto “Quero te ver de Saga” – que prevê o plantio de uma árvore para cada hotel que implanta fechadura eletrônica, concedendo um certificado de Doador de Floresta em nome do empreendimento. A iniciativa ainda contribui para a compensação de carbono e preservação ambiental, além do impacto ecológico.
“Já plantamos 410 árvores na região de Ribeirão Preto, cujas sementes são cultivadas por escolares. É uma das formas que encontramos de dar um pouco da gente pelo Planeta e pelo País”, salienta o executivo.

Cofres eletrônicos: um item indispensável para a segurança e tranquilidade dos hóspedes (divulgação)

Parcerias sociais

Em 2025, a Saga Systems também ampliou sua atuação social por meio de parcerias estratégicas:
• Instituto Ronald McDonald: apoio a projetos voltados para saúde e bem-estar de crianças e adolescentes.
• Fundação Anita Brisa: assistência a pessoas carentes e em situação de rua, com destaque para o curso de Formação de Instaladores de Fechaduras, oferecido pela Saga Systems, que promove inclusão social e geração de renda.
“Essas iniciativas reforçam o compromisso da empresa em unir tecnologia, responsabilidade social e sustentabilidade, criando resultado positivo para comunidades e para o meio ambiente”, acentua Resende.

Rota Gastronômica Alto Cafezal, Cuesta e Coração Paulista: a Alma Gastronômica do Interior Paulista

0
Rota Gastronômica SP
O Programa Sabor de São Paulo é uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP) e do Mundo Mesa para promover o turismo gastronômico nas diversas regiões do interior paulista (Crédito das fotos: Vini Sirulli - Diário do Turismo)

Entre os dias 6 e 12 de julho, o DIÁRIO DO TURISMO conheceu de perto a Rota Gastronômica Alto Cafezal, Cuesta e Coração Paulista do Programa Sabor de São Paulo. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP) e do Mundo Mesa para promover o turismo gastronômico nas diversas regiões do interior paulista. O programa, que está em sua segunda temporada, tem como objetivo valorizar o trabalho de produtores regionais e estabelecimentos que formam a rica cadeia produtiva do turismo paulista.

por Vini Sirulli, repórter especial do DT (Texto e fotos) – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado em29 18 de julho

Ao longo do percurso, que passou por dez cidades, exploramos endereços autênticos que preservam tradições e ingredientes locais, destacando sabores únicos e experiências inesquecíveis.

Rancho do Maluli – Pardinho – Rota Turística Cuesta Paulista

Churrasco com vista para o Gigante Adormecido

No topo de uma encosta com vista para o Gigante Adormecido, o Rancho do Maluli é um refúgio que mistura restaurante rústico, espaço para eventos e natureza. Criado por Arlindo Maluli, um ex-executivo de TI, o local foi pensado para ser um “cantinho onde famílias criam memórias”. O restaurante, aberto apenas para almoços estendidos, incentiva o convívio sem pressa. A especialidade é o churrasco no estilo parrilla argentina, com cortes brasileiros como ancho e picanha, servido em uma tábua de ferro diretamente na mesa e acompanhado de linguiça artesanal da casa, pancetta e legumes grelhados. “Não vendo comida, vendo experiências. Quero que as famílias sintam a paz que eu encontrei aqui”, afirma o proprietário.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Estr. Mun. Constantino Pauletti, Km 1,5, Pardinho – SP, 18640-000
  • Aberto aos sábados, domingos e emendas de feriado, das 12h às 17h.
  • Redes Sociais: @ranchodomaluli
  • Tel.: 14 99860-7755
Rota Gastronômica
Rancho Maluli – Chapa de Carne

Estância do Queijo – Botucatu – Rota Turística Cuesta Paulista

Queijos artesanais produzidos com leite de vacas Jersey

Localizada na zona rural de Botucatu, a Estância do Queijo, de Juliana Furlan, oferece uma seleção de queijos artesanais com selo Arte, feitos com leite de vacas Jersey e Jersolando, sem conservantes. O portfólio inclui o requeijão de corte, chancliche (queijo árabe) e muçarela com recheios variados. A produção enfrenta os desafios da mão de obra local, por isso, o atendimento é feito com agendamento prévio. Periodicamente, a estância realiza uma feirinha com produtores da região, fortalecendo a economia local. “Tudo é produzido aqui, do leite ao produto final”, explica Juliana.

Localização, serviços e informações:

    • Endereço: Estrada vicinal Botucatu monte alegre Faxinal, Botucatu – SP, 18600-000
    • Visitas apenas com agendamento prévio.
    • Rede Social: @estanciadoqueijobotucatu
  • Tel.: (14) 99767-4058
Rota Gastronômica
Estância do Queijo – Produtos

Museu do Café de Piratininga – Piratininga – Rota Turística Coração Paulista

Viagem no tempo na Fazenda São João

Funcionando há 10 anos na histórica Fazenda São João, o Museu do Café preserva as edificações originais e um maquinário de café de 1965, proporcionando uma verdadeira viagem no tempo. Sob a gestão de Guilherme Amaral e Marcelo Navarro, o espaço se tornou um eco museu com diversas atividades. Além do roteiro histórico, oferece trilhas ecológicas, observação de fauna, passeios a cavalo e um laboratório de ciências montado em um antigo depósito. O restaurante serve um variado buffet nos fins de semana, cujo carro-chefe é o Lombo à São João, marinado por dois dias e cozido lentamente. A fazenda também se destaca pela recuperação ambiental, com mais de 40 mil mudas nativas plantadas.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Fazenda São João – zona rural – Coqueiral, Piratininga – SP, 17490-001
  • Aberto ao público nos fins de semana; durante a semana, recebe grupos e escolas com agendamento.
  • Ingressos: R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia). Almoço e degustação de café são cobrados à parte.
  • Redes Sociais: @museudocafepiratininga
  • Tel.: (14) 99657-9649
Rota Gastronômica
Museu do Café – Degustação de Café

Engenho Bessi – Pederneiras – Rota Turística Coração Paulista

Cachaça, tradição e o famoso “Segredo”

O Engenho Bessi nasceu em 1991, quando Irineu José Bessi e seu irmão trocaram um Fusca e um trator por um antigo maquinário de moenda. Hoje, o engenho tem capacidade para produzir 60 mil litros de cachaça por ano e oferece mais de 60 produtos artesanais. Todo o processo, desde o plantio da cana até o envelhecimento em barris de carvalho e amburana, é feito na propriedade. O carro-chefe, responsável por 40% das vendas, é a cachaça “Segredo”, uma mistura de cachaça com mel e oito especiarias secretas. O local recebe visitas gratuitas de escolas para acompanhar a moagem entre maio e agosto.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Sentido Jau -> Bauru – Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP225 Km 202 + 200, CP 40 – Zona Rural (BTC, Pederneiras – SP, 17280-000)
  • Vendem o produto via Mercado Livre
  • Rede Social: @engenhobessi 
  • Tel.: (14) 98147-2853
Rota Gastronômica
Engenho Bessi – Barris de Cachaça

Tosta Coffee – Garça – Rota Turística Alto Cafezal

A nova geração dos cafés especiais

Comandada por Cassiano Tosta, cuja família atua no ramo desde 1972, a Tosta Coffee é uma referência em cafés especiais na região de Garça, responsável por 2% da produção nacional. O grande diferencial está na colheita manual seletiva, onde apenas os grãos “cereja” (maduros) são colhidos, garantindo maior doçura e notas sensoriais complexas. A empresa trabalha com variedades como Arara e Catuaí e oferece lotes com rastreabilidade completa. Embora o mercado de cafés especiais cresça 20% ao ano no Brasil, Cassiano destaca o desafio: “Produzimos apenas 20% de cafés premium – a demanda já supera a oferta.”

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Sítio São Benedito, Garça – SP, 17400-082
  • Atende principalmente B2B e cafeterias, mas recebe visitas agendadas para pequenos grupos.
  • Oferece cursos e eventos relacionados ao universo do café.
  • Site: https://www.tostacoffee.com.br/
  • Rede Social: @cassianotosta
  • Tel.: (11) 94801-4826
Rota Gastronômica
Tosta Coffee – Fachada

Recanto da Roça – Marília – Rota Turística Alto Cafezal

Comida mineira “feita ao vivo” no fogão a lenha

Inaugurado em 2005, o restaurante de Ademir Bernardo e Ana Bonifácio é uma referência em culinária mineira em Marília. A casa, com decoração rústica e fogão a lenha, tem como lema “fazer comida ao vivo”. Aos domingos, o buffet livre (R$ 79,90 por pessoa) é o grande atrativo, com pratos como feijão tropeiro, frango com quiabo, vaca atolada, torresmo e costela, além de 12 variedades de doces caseiros. Durante a semana, o valor é de R$ 59,90 (ou por quilo). O sucesso é tanto que em datas como o Dia das Mães, o movimento chega a mais de 700 pessoas.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Rod. Rachid Rayes, 350 – Amadeu Amaral, Echaporã – SP, 19830-000
  • Funcionamento: Terça a sexta, das 11h às 15h. Domingo, das 12h às 15:30h. Fechado aos sábados.
  • Capacidade para 250 pessoas, com música ao vivo aos domingos.
  • Rede Social: @comidamineira_recantodaroca
  • Tel.: (14) 99620-2345
Rota Gastronômica
Recanto da Roça – Buffet

Degustti Sorvetes e Sobremesas – Botucatu – Rota Turística Cuesta Paulista

Uma fábrica de experiências gourmet em forma de sorvete

Fundada em 2015 por Ângela Silvério, a Degustti se reinventou após fechar sua loja física em 2018. A marca apostou na produção 100% artesanal, seguindo métodos italianos, e focou em um modelo B2B e entregas via WhatsApp durante a pandemia. Em 2024, inaugurou uma nova loja focada em

takeaway premium. O carro-chefe são os picolés recheados, como o de iogurte com amarena , e os semifreddos, uma sobremesa italiana com textura de mousse. “Não somos uma sorveteria, mas uma fábrica de experiências gourmet”, define Ângela.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: R. Ten. João Francisco, 462 – Vila Carmelo, Botucatu – SP, 18609-620
  • Loja em modelo takeaway (para levar), sem mesas no local.
  • Produtos: Picolés (a partir de R$ 8,00), semifreddos (R$ 90 a R$ 105) e gelatos em pote.
  • Redes Sociais: @degustti
  • Tel.: (14) 99881-4090
Rota Gastronômica
Degustti – Sorvetes

Flabella Empadas – São Manuel – Rota Turística Cuesta Paulista

A receita de empada que atravessa gerações

A Flabella Empadas é um ícone da cozinha local. Fundada em 2005 por Samantha Barreto, a casa utiliza uma receita de massa delicada herdada de sua ex-sogra, Dona Alzira, uma das pioneiras na venda do salgado na cidade nos anos 1980. O processo é lento e cuidadoso: o forno é ligado às 7h para assar cerca de 300 empadas por dia, com a produção finalizada apenas às 15h. Com 12 sabores, a de frango com Catupiry é a mais vendida. O marketing é puramente boca a boca, sustentado por uma equipe familiar. “Faço por amor – como minha ex-sogra me ensinou”, conta Samantha.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço:  R. Nicolau Grandini, 191 – Jardim Alvorada, São Manuel – SP, 18652-490
  • Preço: O sabor mais vendido, frango com catupiry, custa R$ 12,50 a unidade.
  • Rede Social: @flabellaempadass
  • Tel.: (14) 99701-7998

 

Rota Gastronômica
Flabella Empadas – Empadas

Doces Kaseiros Nayá – Agudos – Rota Turística Coração Paulista

Doce artesanal que ganhou fama nacional

Instalada em Agudos, a pequena fábrica artesanal de Regina e Arceno Conte ganhou destaque nacional após uma aparição no programa Domingão Espetacular em 2023. A reportagem impulsionou as vendas pelo correio para todo o Brasil. A produção é diária e inclui clássicos como doce de abóbora, mamão, laranja e pé de moleque. O carro-chefe, no entanto, é o doce de leite com frutas, apresentado em uma impressionante “barrona” de um metro.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: R. Nayá Silva de Conti, 32 – Distrito Industrial, Agudos – SP, 17120-000 
  • Aberta de segunda a sábado (10h às 18h) e domingos (10h às 14h).
  • Vendas realizadas via WhatsApp e redes sociais.
  • Redes Sociais: @doceskaseirosnaya
  • Tel.: (14) 99169-9009
Rota Gastronômica
Doces Naya – Doces Artesanais

Verde Maduro – Bauru – Rota Turística Coração Paulista

Comida saudável, saborosa e acessível

Com unidades em Bauru, Botucatu e São Manuel, o Verde Maduro desmistifica a ideia de que comida saudável é sem sabor ou cara. O conceito é oferecer refeições rápidas, equilibradas e nutritivas, com pratos prontos em até 15 minutos. O cardápio, que é 80% não vegetariano, inclui pratos do dia, wraps e opções gourmet. A marca, que visa uma expansão para 50 franquias até 2026, foca no uso de ingredientes de produtores regionais. “Saudável não é sem sabor: é comida de verdade sem industrializados”, afirmam os sócios Lucas Usó e Jonas Ferraz.

Localização, serviços e informações:

  • Endereços: R. Antônio Alves, 33-51 – Centro, Bauru – SP, 17012-431 e R. Dr. Cardoso de Almeida, 1107 – Centro, Botucatu – SP, 18600-005
  • Funcionamento todos os dias com sistema à la carte, empório, congelados e delivery.
  • Os pratos mais vendidos são os “caseirinho” e “brasileirinho”.
  • Rede Social: @verdemaduroficial
  • Tel.: 14 99790-1183 (Lucas Usó)
Rota Gastronômica
Verde Maduro – Pratos (Caseirinho, Salada de Salmão)

Fazenda São Ramiro – Garça – Rota Turística Alto Cafezal

Comida caipira e memórias afetivas no campo

Comandada pelos irmãos Dumon e Duilio Godoy, a Fazenda São Ramiro recria as tardes de infância dos proprietários, quando o pai cozinhava e o tio tocava sanfona. O local oferece um buffet de comida caipira (R$ 54,90 antecipado) e atrai cerca de 300 visitantes aos domingos. O prato mais pedido no almoço é o Bolinho São Ramiro, uma porção de massa frita com base de linguiça toscana. Além da gastronomia, a fazenda oferece atividades como trilhas, pesca, passeios a cavalo e chalés para hospedagem.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: Fazenda São Ramiro Lazer e Turismo Estrada, Garça – SP, 17400-000
  • Almoço servido das 11:30h às 15:00h. Eventos como a Costelada atraem até 1.000 pessoas.
  • Hospedagem: Chalés a R$ 499,00 (diária) e casas para até 10 pessoas (R$ 350,00 diária).
  • Rede Social: @fazendasaoramiro
  • Tel.: (14) 99687-4444
Rota Gastronômica
Fazenda São Ramiro – Entrada

Zapata Garage – Garça – Rota Turística Alto Cafezal

Um museu de motos clássicas com sabor de cachaça

O espaço comandado por Mário e Lucia Zapata é um museu de motocicletas clássicas restauradas. O local, que costuma receber clubes de motociclistas, oferece aos visitantes uma degustação de cachaças que a família começou a produzir na década de 1980. Eles não produzem, mas envelhecem a bebida em barris de carvalho, resultando em rótulos como a Viva Zapata e a Zapata Honey, com adição de mel. As visitas são marcadas previamente para grupos.

Localização, serviços e informações:

  • Recebe visitas previamente marcadas de grupos de 30 a 40 pessoas.
  • Visitação: R$ 25 (simples) ou R$ 50 (com degustação de cachaça).
  • Contato: via instagram @zapatagarage
Rota Gastronômica
Zapata Garage – Coleção de Motos

 

Sítio Olho D’Água (Café Dona Santina) – Marília – Rota Turística Alto Cafezal

O café como centro de educação e sabor

Sob o comando de Santina Imaculada Bonini Pardo, o Sítio Olho D’Água é dedicado à cafeicultura desde a virada do século. Hoje, a marca Dona Santina vende cafés moídos e em grãos 100% arábica. O sítio se destaca por ser parceiro de instituições de ensino, oferecendo estágios em cafeicultura, apicultura e cultivo de PANCS (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Os visitantes podem participar de circuitos de café, que incluem visita ao cafezal, torrefação e preparo da própria bebida.

Localização, serviços e informações:

  • Endereço: R. Rosa L De Jesus s/n – Padre Nóbrega, Marília – SP
  • Pedidos realizados via Instagram.
  • Possui 8 mil pés de café das variedades arábica e catuaí.
  • Redes Social: @cafedonasantina
  • Tel.: (14) 3306-0801
Rota Gastronômica
Sitio Olho D_ Água (Café Dona Santina) – Secagem do Café

Boma Geleias – Marília – Rota Turística Alto Cafezal

De um presente de Dia das Mães para um negócio de sucesso

A Boma Geleias nasceu do hobby de Amanda Morais, que presenteava amigos e familiares com sua produção caseira. A sugestão de sua mãe para montar kits de Dia das Mães foi o ponto de partida para o negócio, e os pedidos não pararam mais. Hoje, ao lado do marido Márcio Almeida, ela produz 13 sabores, todos vendidos em potes de 250g. O carro-chefe é a geleia autoral de tomate com manjericão, um sabor que surpreende e conquista paladares.

Localização, serviços e informações:

  • Produção de 13 sabores de geleias artesanais.
  • Preço: A partir de R$ 30,00 o pote de 250g.
  • Após abertas, as geleias duram 30 dias na geladeira.
  • Pedidos via Instagram
  • Rede Social: @boma_geleias
  • Rota Gastronômica
    Boma Geleias – Geleia de Tomate e Manjericão

    Rota Gastronômica
    Boma Geleias – Geleias

Cachaça Três Pedras – Bofete – Rota Turística Cuesta Paulista

Ouro líquido aos pés do Gigante Adormecido

Fundada em 2018 pelo casal Luciano e Rosângela Souza, a destilaria artesanal fica aos pés do Gigante Adormecido, formação rochosa que inspirou o nome da marca. A cachaçaria acaba de ganhar medalhas de ouro e prata no concurso Provadores de Cachaça 2025. Os destaques são as linhas envelhecidas em barris de Araribá, madeira vinda de uma igreja reformada, e o lançamento Carvalho Barril Único. As cachaças repousam de 2 a 4 anos e são 100% livres de contaminantes.

Localização, serviços e informações:

  • Recebe visitação agendada com degustação, agende pelo instagram.
  • Capacidade de produção de 8 mil litros por ano.
  • Preços: Variam de R$ 40 a R$ 120 (linha premium).
  • Redes Sociais: @cachacatrespedras
  • Rota Gastronômica
    Chaçaria Três Pedras – Cachaças

*O DIÁRIO viaja convidado pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP)  

LEIA TAMBÉM:

Rota Gastronômica Paulista: um tour pelos sabores do Vale do Ribeira

Como aproveitar programas de indicação para gerar renda extra

0
renda
O modelo é simples: ao indicar um aplicativo para amigos, familiares ou conhecidos, o usuário recebe benefícios após a conclusão do cadastro ou da primeira ação da pessoa convidada (divulgação)

Buscar formas de complementar a renda é uma realidade para muitas pessoas, especialmente em um cenário onde flexibilidade e praticidade fazem diferença. Com o avanço das soluções digitais, surgiram novas maneiras de obter ganhos a partir de ações simples, como recomendar produtos ou serviços que você já usa no seu dia a dia. É nesse contexto que iniciativas como indicar e ganhar com o app se destacam por unir praticidade e oportunidade.

O modelo é simples: ao indicar um aplicativo para amigos, familiares ou conhecidos, o usuário recebe benefícios após a conclusão do cadastro ou da primeira ação da pessoa convidada. Essa proposta vem ganhando espaço justamente por permitir que qualquer pessoa, mesmo sem experiência prévia ou tempo disponível, possa transformar sua rede de contatos em uma forma de gerar valor — de maneira natural e sem investimento inicial.

A seguir, vamos entender melhor como funcionam esses programas, quais vantagens eles oferecem e por que essa pode ser uma estratégia inteligente para quem deseja aumentar a renda de forma simples e eficaz.

O que são programas de indicação?

Programas de indicação são iniciativas criadas por empresas para incentivar usuários a recomendarem seus serviços. Ao participar, o cliente recebe um link personalizado ou um código exclusivo que pode ser compartilhado com outras pessoas. Quando alguém utiliza essa indicação para se cadastrar ou fazer uma primeira movimentação no app, quem indicou recebe uma recompensa.

A lógica é vantajosa para todos: o novo usuário conhece um serviço confiável, indicado por alguém de sua confiança, e quem indicou é reconhecido por ajudar a ampliar a rede da plataforma. Por isso, esse modelo vem sendo adotado em diversos setores — como transporte, delivery, serviços financeiros e ferramentas de produtividade.

Por que esse modelo funciona tão bem?

O comportamento do consumidor tem mudado. As pessoas confiam cada vez mais em recomendações vindas de amigos, familiares ou influenciadores do que em campanhas publicitárias tradicionais. Por isso, um bom programa de indicação tem potencial de gerar resultados reais tanto para a empresa quanto para o usuário.

Além disso, indicar é uma ação simples, que pode ser feita pelo celular, nas redes sociais, em grupos de conversa ou até pessoalmente. Não exige tempo dedicado, conhecimento técnico ou estrutura profissional. Essa facilidade é um dos motivos pelos quais iniciativas como indicar e ganhar com o app têm se tornado tão populares.

Como aproveitar ao máximo um programa de indicação

A seguir, listamos algumas estratégias para aproveitar de forma mais eficiente esse tipo de programa e gerar ganhos com consistência.

1. Compartilhe com quem realmente pode se interessar

Ao invés de enviar seu link de forma genérica, pense em pessoas que podem realmente se beneficiar do serviço. Por exemplo: se o aplicativo oferece soluções práticas para o dia a dia, compartilhe com quem costuma usar esse tipo de recurso ou está em busca de mais organização na rotina.

Essa abordagem aumenta a chance de que a indicação seja bem recebida e realmente aproveitada — o que é essencial para que o benefício seja ativado.

2. Use canais onde você já tem relacionamento

Você não precisa ser influenciador para indicar. É possível compartilhar com colegas de trabalho, familiares, vizinhos ou grupos de interesse. Quanto mais genuína for a recomendação, maiores as chances de engajamento.

Vale enviar uma mensagem personalizada, explicando por que você usa o app e como ele tem ajudado no seu dia a dia. Isso desperta mais curiosidade e confiança em quem está recebendo a sugestão.

3. Mostre o valor do serviço

Ao explicar os benefícios do serviço que está sendo indicado, você ajuda o outro a entender por que vale a pena experimentar. Foque em aspectos como praticidade, segurança, facilidade de uso ou funcionalidades que facilitam a rotina.

O segredo está em compartilhar a sua experiência de forma natural e sincera — isso vale mais do que qualquer argumento publicitário.

4. Acompanhe quem você indicou

Se possível, depois de compartilhar o link ou código, converse com a pessoa que você indicou. Pergunte se ela conseguiu fazer o cadastro, se teve dúvidas ou se precisa de ajuda com os primeiros passos. Esse tipo de cuidado não apenas aumenta a taxa de sucesso da indicação, como fortalece o relacionamento com seus contatos.

5. Aproveite todas as oportunidades de compartilhamento

Além das conversas diretas, pense em outras formas de divulgação. Se você participa de grupos de dicas, fóruns ou comunidades online, pode compartilhar seu link junto com uma breve explicação do serviço. Também é possível incluir o código em sua bio de rede social, assinatura de e-mail ou cartão de visitas digital.

Lembre-se: cada novo contato é uma oportunidade.

Indicação como uma forma de renda extra real

Para muitas pessoas, os programas de indicação se tornaram uma fonte recorrente de renda complementar. Mesmo que os ganhos sejam pequenos no início, com consistência e uma boa rede de contatos é possível somar valores consideráveis ao longo do tempo.

Mais do que isso, essa prática ajuda a desenvolver habilidades de comunicação, influência e relacionamento — que podem ser úteis em várias áreas da vida pessoal e profissional.

E o melhor: tudo isso pode ser feito sem sair de casa, no seu ritmo, com autonomia total.

Escolha programas confiáveis

Antes de começar a indicar, é importante escolher bem os programas nos quais você vai participar. Prefira aplicativos que você realmente conhece e usa, que tenham boa reputação e que ofereçam benefícios claros e transparentes tanto para quem indica quanto para quem é indicado.

Essa transparência é fundamental para manter sua credibilidade e garantir que as pessoas se sintam seguras ao seguir sua recomendação.

Programas como o indicar e ganhar com o app foram desenvolvidos para que qualquer pessoa possa participar, sem burocracia, com uma experiência fluida e intuitiva desde o cadastro até o compartilhamento do link. Esse tipo de iniciativa tem crescido justamente por aliar facilidade e confiança.

Vantagens de participar de um programa de indicação

Resumindo, os principais benefícios desse modelo são:

  • Não exige investimento inicial
  • Pode ser feito de forma totalmente digital
  • Permite ganhos sem comprometer seu tempo
  • Valoriza o relacionamento com sua rede de contatos
  • Incentiva o uso de serviços que realmente agregam valor

Se você está em busca de novas formas de complementar a renda, sem comprometer outras atividades, os programas de indicação podem ser uma ótima porta de entrada.

Comece por serviços que você já utiliza e confia. Compartilhe com quem pode se interessar e observe os resultados ao longo do tempo. Com consistência, é possível transformar esse hábito em um recurso extra relevante no seu dia a dia.

 

Argentina torna seguro viagem obrigatório para turistas: o que brasileiros precisam saber antes de embarcar

0
seguro viagem Argentina
A medida já está em vigor e promete impactar diretamente quem planeja curtir o inverno argentino, época em que o país se torna um dos destinos preferidos dos brasileiros (Crédito: pixabay)

A partir de junho de 2025, todos os turistas que desejam visitar a Argentina, incluindo os brasileiros, precisarão apresentar um seguro viagem válido como condição de entrada no país. A nova exigência vem ao encontro de um movimento crescente de proteção tanto aos visitantes quanto ao sistema de saúde local, que busca evitar sobrecargas com atendimentos emergenciais.

DA REDAÇÃO com assessorias – RETROSPECTIVA 2025 –  Publicado dia 18 de julho.

A medida já está em vigor e promete impactar diretamente quem planeja curtir o inverno argentino, época em que o país se torna um dos destinos preferidos dos brasileiros — especialmente nas férias de julho. Seja em busca das paisagens geladas da Patagônia, dos vinhos de Mendoza ou do charme cultural de Buenos Aires, o viajante precisa agora incluir o seguro viagem em seu checklist obrigatório.

Mais do que exigência, um investimento em tranquilidade

O seguro viagem, que em muitos roteiros ainda é encarado como opcional, agora ganha protagonismo. Segundo dados da pesquisa “Tendências de Turismo Verão 2025”, seis a cada dez brasileiros fazem ao menos uma viagem de lazer por ano — e o imprevisto, por menor que seja, pode se transformar em dor de cabeça longe de casa.

Para Claudia Lopes, Diretora Comercial e de Marketing da Generali — seguradora que celebra 100 anos no Brasil —, a cobertura oferece mais do que uma exigência: “Ela representa uma segurança emocional e financeira para o turista. Em situações inesperadas, faz toda a diferença ter esse respaldo.”

Comum em destinos como os 26 países do Espaço Schengen, Emirados Árabes, Austrália e até vizinhos sul-americanos como Uruguai e Equador, o seguro agora também entra no radar de quem viaja para a Argentina.

O que está incluso e como escolher o plano certo

Entre os principais serviços oferecidos pelo seguro estão atendimentos médicos e hospitalares, reembolsos por cancelamento de viagem, extravio de bagagem, assistência jurídica e até cobertura para esportes de inverno — muito procurados durante a temporada argentina.

Planos mais completos ainda contemplam suporte odontológico, auxílio em caso de perda de documentos e até repatriação em caso de falecimento. E o melhor: é possível personalizar o seguro de acordo com o estilo da sua viagem.

Ao escolher o plano ideal, considere o roteiro, o clima, os riscos envolvidos e, claro, o perfil do viajante. Há desde coberturas básicas até pacotes mais robustos, que garantem uma experiência com total tranquilidade — do embarque ao retorno.

Thomas Bruno, cronista do “Mundo Sertão”, morre em Campina Grande

0

Thomas Bruno: morre um amigo, morre um colega de trabalho; morre um representante do turismo literário 

Por Paulo Atzingen, de São Paulo

O jornalista, historiador, professor e escritor Thomas Bruno Oliveira morreu em Campina Grande na noite de sexta-feira, 26, aos 41 anos. A informação foi divulgada pelo jornal União. O profissional passou mal na última quarta-feira, véspera de Natal, e foi internado no hospital de trauma da cidade. A causa da morte não foi divulgada, mas, segundo amigos, ele não se recuperou adequadamente de uma cirurgia bariátrica realizada recentemente. O velório foi realizado na tarde deste sábado em uma funerária localizada na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no bairro do Cruzeiro em Campina Grande.

Quem era Thomas Bruno?

Antes de tudo, um amigo do DIÁRIO DO TURISMO e autor da coluna “Mundo Sertão”, onde narrava com uma capacidade descritiva e histórica suas viagens pelo Nordeste, em especial a Paraiba. Natural de Campina Grande, Thomas Bruno era mestre em História, especialista em História do Brasil e da Paraíba, colunista do jornal A União, do site Turismo História, além de sua coluna no Diário do Turismo. Thomas também integrava o conselho editorial da editora A União. Thomas era sócio de diversas entidades acadêmicas e culturais, incluindo o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a Academia de Letras de Campina Grande e a Sociedade Paraibana de Arqueologia, com atuação reconhecida em instituições históricas e jornalísticas em âmbito regional e nacional. Thomas tinha um talento incomparável para descrever tanto o agreste nordestino quanto a beleza da natureza do nordeste na sua beleza magnífica. Era também um cultivador da amizade destacando em seus textos as ligações literárias, históricas e culturais por onde viajava.

Thomas Bruno vai deixar um vazio na literatura turística do Nordeste.Abaixo, algumas crônicas do amigo, publicadas no DIÁRIO:

Crônicas de Thomas:

Artigo: “Um Mundo Sertão”, por Thomas Bruno Oliveira

Um cidadão chamado Brasil: Mundo Sertão por Thomas Bruno*

Carta a um amigo – por Thomas Bruno*

Artigo: “Nos confins de Pirauá”, por Thomas Bruno Oliveira

 

 

Taxa Visto EUA em 2026: entenda o novo custo para turistas e estudantes

0
taxa visto EUA
Especialistas em turismo manifestaram preocupação com a nova taxa, especialmente porque os EUA sediarão a Copa do Mundo de 2026 (pixabay)

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou em 4 de julho a criação da “visa integrity fee” (taxa de integridade de visto), no valor de US$ 250 (cerca de R$ 1.390), que se soma aos US$ 185 (R$ 1.080) já pagos pelo visto americano, elevando o custo da autorização consular para US$ 435 — além de mais US$ 24 (R$ 133) do formulário I‑95, totalizando até US$ 459 (R$ 2.552) .

REDAÇÃO DO DIÁRIO com informações do Valor Econômico – RETROSPECTIVA 2025 – publicado em 15 de julho

A medida foi destacada neste domingo (13) pelo jornal Valor Econômico, que enfatiza os reflexos no bolso de turistas, estudantes e trabalhadores temporários, inclusive brasileiros .

Esse acréscimo será implementado em 2026 como parte do pacote fiscal e orçamentário apelidado por Trump de “big, beautiful bill”, aprovado pelo Congresso no início de julho . A nova taxa ainda não consta oficialmente no site do Departamento de Estado dos EUA, e os detalhes de seu funcionamento permanecem obscuros .

A legislação permite que o valor seja reajustado anualmente conforme a inflação e alterado pela secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem — embora não especifique claramente quais modificações poderão ocorrer .

A política de reembolso da taxa de US$ 250 prevê que ela só será cobrada se o visto for concedido; em caso de negativa, o candidato estará isento. No entanto, o reembolso só poderá ser solicitado após o vencimento do visto — o que, no caso de um visto de turismo de dez anos, implicaria esperar uma década para recuperar o valor .

A devolução poderá ocorrer apenas se o viajante comprovar que não tentou retornar aos EUA após o vencimento, cumprir integralmente as regras de estadia legal ou solicitar mudanças ou extensões dentro do período de validade. Ainda assim, não há clareza sobre o processo burocrático necessário para obter o reembolso .

Especialistas em turismo manifestaram preocupação com a nova taxa, especialmente porque os EUA sediarão a Copa do Mundo de 2026. Representantes da indústria temem que o custo adicional desestimule o turismo internacional e prejudique a imagem do país como destino .

Até agora, o governo dos Estados Unidos não se pronunciou sobre eventuais regulamentações adicionais ou ajustes na implementação da nova taxa. Enquanto isso, organizações do setor de viagens e turismo permanecem pressionando as autoridades americanas para reconsiderar os prazos e critérios de reembolso .

Essa iniciativa integra uma série de medidas mais restritivas adotadas por Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, reforçando uma linha de atuação voltada ao controle migratório rígido e ao aumento de receitas fiscais .