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Painel “Panorama Futuro da Hotelaria Brasileira” encerra II Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes da Nobile

Painel foi o último do II Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes

Por Hugo Massahiro Okada, repórter Freelancer do DT

Último painel do II Fórum Brasileiro de Hotéis Independentes, o  “Panorama Futuro da Hotelaria Brasileira” contou com a participação de Bruno Omori, presidente licenciado da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis setor São Paulo; Rafael Guaspari, diretor sênior de Desenvolvimento do Grupo Nobile; e Caio Calfat, consultor da Caio Calfat Real Estate Consulting.

 

Após as primeiras considerações sobre o cenário atual do mercado hoteleiro no Brasil, quando Omori clamou por mais seriedade para o Turismo por parte do Governo Federal, afirmando que “locais onde o turismo não se desenvolve, se tornam pontos para a criminalidade e outros problemas sociais” e que a “renovação da hotelaria se dará por meio do trabalho em conjunto, que garantirá o aumento da demanda e o fortalecimento do segmento”,  Rafael Guaspari pontuou que os hotéis atualmente convivem com a dificuldade de manter-se atualizadas, sobretudo os independentes, que carecem de estrutura.

 

“Do ponto de vista das redes que dependem de receita liquída e lucro dos hotéis, vemos um cenário onde os empreendimentos navegam com caixas apertados e investimentos necessários em tecnologia. Não é fácil para o hoteleiro investir e acompanhar o avanço veloz da modernidade”, observou Guaspari.

 

Hotéis independentes devem buscar estratégias coletivas

 

Em seguida, Caio Calfat direcionou uma pergunta sobre estratégias possíveis para o bom desempenho dos hotéis independentes. “Redes hoteleiras estão começando a ver as cidades secundárias e terciárias com bons olhos, já que as empresas, atraídas por incentivos fiscais, estão se mudando para esses destinos, criando uma demanda para a qual não estão preparados. Os parques hoteleiros dessas regiões é composto por famílias. Como a hotelaria independente pode tirar proveito desse movimento?”

 

“Hotéis independentes têm agilidade maior para a tomada de decisões e criação de campanhas mercadológicas. Isso é possível por meio de parcerias com comerciantes da região. Oferece-se um desconto em uma loja próxima, ou na compra de um ingresso para um espetáculo. O hoteleiro independente deve ter pensamento associativo e coletivo. Antes, o turismo era composto por quatro verbos – descolar, dormir, comer e comprar. Hoje mais um foi adicionado que é o conectar. Tão importante quanto um chuveiro e cama bons é uma conexão rápida à internet. Os viajantes antes queriam apenas uma boa experiência de sono, hoje querem muito mais do destino, como comer em bons lugares e conhecer a vida noturna. Tudo isso é compartilhado nas redes sociais, e o hoteleiro pode tirar proveito disso”, salientou Omori.

 

A Equipotel 2018 continua suas atividades até sexta-feira (21), sempre das 11h às 20h, no Expo São Paulo Imigrantes, na zona sul da capital.

 

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