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Presidente da Associação de Resorts desabafa: “precisamos do socorro do governo”

As mais representativas entidades do Turismo Brasileiro juntaram forças para apresentarem ao governo o seu potencial econômico e assim sensibilizá-lo para apoiar o setor em um momento tão difícil por conta da pandemia do Covid-19 que atingiu frontalmente o Brasil.

REDAÇíO DO DIÁRIO


 

As oito associações e federações que assinam a carta destinada ao governo brasileiro representam, conjuntamente, a maior rede de distribuição de viagens por meio de todos os serviços turísticos demandados por consumidores de todo o Brasil. São elas: Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (ADIBRA); Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH); Brazilian Luxury Travel Association (BLTA)
Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA); Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB); Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts); Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT)
União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (UNEDESTINOS)

O DIÁRIO entrou em contato com o presidente da Resorts Brasil, Sérgio de Souza, que não mediu palavras para apresentar um quadro nefasto para o setor. “Nossa carta é um pedido de socorro, porque todo o nosso setor de hotelaria, parques, o turismo em geral está preocupado com as linhas de ação do governo para garantir, em primeiro lugar a manutençaõ dos postos de trabalho de todos os nossos colaboradores em segundo manter a cadeia hoteleira de parques do país. esse é o nosso grande ponto. a nossa grande solicitação. Esperamos que o governo entenda a gravidade do nosso setor e que o governo tome uma atitude em nosso socorro”, falou Sérgio ao DT.

OUÇA:

Entidades suplicam providências

O setor do turismo faturou em 2019, a cifra de R$ 238,6 bilhões, considerando a o
conjunto de de atividades e serviços de hospedagem e similares, bares e restaurantes, transporte de passageiros, agências de viagens e cultura e lazer. Isso representa o
número de pessoas formalmente empregadas nas atividades turísticas totalizando 2.983.080 (quase três milhões) de trabalhadores.

“O mês de março de 2020, as taxas de cancelamento de viagens já ultrapassam 85%
(oitenta e cinco por cento). Se considerado o mês de março do ano de 2019 que apresentou faturamento deste setor Turismo de R$19,2 bilhões de reais, os impactos são reais, incontestáveis”, afirma Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa.

Extremamente preocupadas com a manutenção de milhares de empregos – o que impacta diretamente na sobrevivência de inúmeras famílias – as entidades reforçam que a MP 927 não apresenta, infelizmente, conteúdo a suportar e confortar de qualquer forma este segmento.

Bahia, território de grandes resorts (Crédito: VIP 360º/DT)

Carta 

“Por tal contexto, suplicamos a presente atenção e ajuda de Vossa Excelência para viabilizar a este segmento reais condições de cuidar de nossos colaborares, de suas famílias, de nossa atividade, do Turismo do Brasil! Em tempo, ratificamos em todos os termos e declaramos apoio ao mesmo pleito realizado concomitante a este nosso de
entidades irmãs que também representam o Turismo de nosso país;

A carta na íntegra:

CARTA ABERTA AO GOVERNO FEDERAL

A MP 927 NíO ATENDE AOS EMPREGOS DO SETOR DE TURISMO.

Com 80% dos hotéis e resorts e a totalidade de parques e atrações turísticas do Brasil FECHADOS, os setores apelam por ajuda do governo federal para manter os empregos. As restrições às viagens ao redor do mundo em função da Pandemia e a necessidade de isolamento social PARALIZAM a cadeia de turismo e assolam a economia de forma global.

As MPs anunciadas até o momento pelo governo federal brasileiro, sobretudo as trabalhistas, não representam NENHUMA solução para o setor. Diferentemente de outros setores econômicos, onde há queda na produção, o TURISMO PAROU. De que adianta diminuir jornadas de trabalho ou salários, ou autorizar o teletrabalho se PARQUES E HOTÉIS JA ESTíO FECHADOS? Não havendo DESLOCAMENTO de pessoas, não há prestação de serviços e não há produção. TURISMO NíO SE ESTOCA. Comunidades e destinos inteiros podem sofrer com o DESEMPREGO!

Os setores representados pelas associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos REAFIRMAM: as empresas não suportam este impacto financeiro, não é prejuízo, é FALÊNCIA iminente e supressão imediata dos empregos deixando de movimentar R$ 31,3 bilhões na economia brasileira.

Nossa luta é para manter mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. Se países como França, Espanha, Portugal, Itália, Estados Unidos, Argentina, Uruguai adotaram medidas imediatas para manter empregos e salvar a economia do turismo, o BRASIL deve fazer o mesmo. Se não o fizer, a recessão levará ao caos completo com desemprego e violência, nada menos de 4 milhões de pessoas impactadas (mais da metade da população do Rio de Janeiro ou 1/3 da população de toda a cidade de São Paulo). Um desastre total para a recuperação não só da economia, mas da imagem do DESTINO BRASIL. Essa luta não é só nossa, é do Brasil.

Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (ADIBRA)
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)
Brazilian Luxury Travel Association (BLTA)
Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)
Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB)
Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts)
Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT)
União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (UNEDESTINOS)

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