Ricardo Roman se posiciona sobre acordo ABIH-SP e Airbnb

O anúncio esta semana do acordo entre a a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo – ABIH-SP e o Airbnb, empresa global de compartilhamento de experiências em viagens, causou uma certa preocupação ao segmento hoteleiro. Como se sabe, as representações da hotelaria nacional discutem há algum tempo a inserção assimétrica do Airbnb no já disputado mercado de hospedagens. (sabe-se que a bigtech não se enquadra na legislação hoteleira – mas se ampara na Lei Federal 8.245/91 – artigos 48 e 49 – que tratam da locação residencial por temporada – e pela Lei complementar 99/2017).

REDAÇÃO DO DIÁRIO (por Paulo Atzingen)


O DIÁRIO ouviu o hoteleiro e presidente da ABIH-SP, Ricardo Roman que defende a ideia afirmando que o objetivo é fomentar negócios entre as partes. Segundo ele, o acordo inclui inteligência de mercado, a partir do intercâmbio de informações estatísticas sobre o fluxo turístico para o Estado de São Paulo.

Ricardo foi informado pelo DIÁRIO que alguns grupos de turismo onde se discutem os assuntos da hotelaria se comentava haver uma certa condescendência da ABIH-SP diante do acordo com o AirbnB.

Roman desconhece os argumentos de quem crítica. “Não há condescendência de parte a parte, mas sim a união de forças em favor do desenvolvimento do turismo paulista. Toda disrupção gera crítica”, afirma ao DIÁRIO.

Questionado a respeito de uma afirmação sua à revista Exame de quarta-feira (7) sobre a interface dos hotéis com a plataforma, e que começarão a oferecer serviços aos hóspedes como city-tours – e se isso não estaria invadindo o espaço dos agentes de viagem e dos guias de turismo, ele explicou:

“Quem trabalha com turismo sabe que é preciso aumentar o tempo de permanência do turista no destino visitado. A tecnologia está colocada em nosso dia e nós, hoteleiros e todos os stakeholders, precisamos aproveitá-la de forma eficiente, para incrementar a economia a nosso favor”, afirmou.

Segundo ele, com recursos das mídias digitais, é natural que a oferta de experiências ganhe mais atratividade e todos possam livremente promover seus serviços em diferentes plataformas, canais e redes. “Não é segredo para quem está minimamente acostumado a investir em marketing digital, que a geração de vendas está diretamente relacionada aos investimentos feitos em publicidade. O que todo agente de viagens deseja é ser reconhecido e valorizado como ele merece. Ou seja, pela qualidade dos serviços profissionais especializados que presta aos seus clientes”, respondeu. Ricardo reforçou que o comissionamento para hotéis que não possuem concierge não diminui a importância, nem reduz espaço à atuação proativa das agências de viagens parceiras.

Ele complementa fazendo um comparação. “Falar que o Airbnb é o responsável pela regulamentação do aluguel de temporada é como se falássemos que a Accor é a responsável por regulamentar o setor hoteleiro”.

“Hoje temos várias plataformas vendendo residências (Booking.com, decolar e etc.). Sem exceção, todas as redes hoteleiras têm sua plataforma de aluguel residencial. Os hotéis precisam estar atualizados com o mundo digital e com as plataformas!! É nossa obrigação como entidade fazer isso para o segmento”, esclareceu.

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