Tudo menos Chardonnay e Pinot Noir – Por Werner Schumacher*

Quando se pensa em champagne e espumante, o que primeiro vem em mente são as castas Chardonnay e Pinot Noir, as principais usadas na produção dos borbulhantes e se constituindo em uma espécie de “ditadura”.

Um digno representante brasileiro do método tradicional francês é o Adolfo Lona, abaixo:

Por muitos anos, em todo e qualquer pais produtor de vinhos, a tendência sempre foi a de se copiar o modelo francês. No entanto, enólogos estão se destacando por não surfar nas ondas dessa “limitada” praia.

Esses enólogos perceberam que uvas menos populares são mais acessíveis, o que significa produtos em uma faixa de preço mais em conta para o consumidor. É o caso da variedade Chenin Blanc do Vale do Loire.

O principal entrave ao consumo de espumantes é o costume de guardá-los para festejar aniversários, casamento e na virada do ano, mas essa barreira vem sendo vencida e os espumantes se tornando apreciados em vários momentos, inclusive junto às refeições.
Portanto, nada mais lógico de se buscar um rumo diferente daqueles tradicionais e oferecer ao mercado uma maior diversidade de produtos.

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As variedades predominantes na elaboração do CAVA espanhol são: Macabeo, Xarel-lo e Parellada, mas é possível utilizar outras variedades, como: Garnacha Tinta, Subirat Parent, Trepat e Monastrell, além das FRANCESÍSSIMAS Chardonnay e Pinot Noir. A D.O. CAVA autoriza, aparentemente, sem determinar a participação mínima ou máxima das demais variedades, perdi a confiança.

Os italianos são os maiores vendedores de um espumante não elaborado com as cepas francesas, mas com a uva Glera, que dá ao Prosecco a liderança de mercado.
O Sekt, o espumante alemão, com base na uva Riesling é um belo exemplo e há uma oferta grande o suficiente para uma bela e divertida degustação. Abaixo uma versão brasileira.

A versão brasileira Viapiana 

A variedade Gamay também pode produzir belos espumantes. A Alvarinho/Albariño vem ganhando grande espaço. Sem esquecer da Merlot, que na região de Ticino na Suiça produz excelentes vinhos brancos. Variedade que responde por 83% de seus vinhedos.

Uma outra variedade em destaque, é a Gewurztraminer (foto abaixo).

Como podem ver há muitas opções para sair do lugar comum, vais provar?


Werner Schumacher, é o alemão brasileiro que na década de 80 e 90 do século passado trouxe os insumos da Europa para o início da vinicultura no Rio Grande do Sul, e portanto, no Brasil.

Sem meias palavras, Werner durante o último ano escreveu sobre inúmeros assuntos do universo do vinho. Defendeu a viticultura heroica de montanha, ficou do lado dos pequenos produtores de uva e vinho do Rio Grande do Sul, enalteceu a importância do enólogo em uma propriedade que produz vinho. Além de tudo isso, e com muita classe, critica os marqueteiros que tentam desmistificar o mundo do vinho com seus produtos padronizados e sem caráter.

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Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
PAULO ATZINGEN é jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. Produziu reportagens na Amazônia sobre sustentabilidade, conflitos agrários e étnicos. Lançou em 1998 sua primeira revista, a PAYSAGE – dirigindo-a e publicando-a por três anos. Em Belém, foi repórter do jornal O Liberal, O Paraense e articulista do jornal A Província do Pará e Diário do Pará. É premiado contista, com três livros de ficção em prosa publicados via editais. Trabalhou como redator no jornal de turismo Brasilturis e fundou em 2005 o DIÁRIO DO TURISMO, o primeiro jornal On-line Diário de Turismo do Brasil. Atualmente desenvolve projetos de conteúdo editoriais e digitais para empresas privadas de hotelaria, aviação, companhias marítimas, destinos turísticos e biografias.

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