Um avião de rally que resultou no livro mais famoso do mundo: “O Pequeno Príncipe”

Há coisas que acontecem que só entendemos as razões depois. Com certeza ninguém para pra pensar nas coisas que irão acontecer ao longo do nosso dia. E um acontecimento no mínimo surpreendente foi responsável por dar inspiração ao grande escritor e piloto Saint-Exupéry.

por José Augusto Wanderley*


Saint-Exupéry era apaixonado por voar. E foi num Rally em que ele pilotou junto de seu amigo e mecânico André Prévet, um Caudron-Simoun 635, num percurso de 100 horas de voo com escalas no decorrer do percurso, de Paris a Saigon (atual Vietnã), onde conquistaria um prêmio caso tivessem sucesso em sua missão.

Foi num Rally em que ele pilotou junto de seu amigo e mecânico André Prévet, um Caudron-Simoun 635, num percurso de 100 horas de voo (Crédito: domínio público)

Importante mencionar, que foi com esse avião que Saint-Exupéry teve uma pane em seu equipamento que o obrigou a fazer uma aterrissagem de emergência no Deserto do Saara em 1935, tendo sido destruído boa parte do avião, onde ele e Prévet passaram alguns dias angustiantes antes de serem resgatados por beduínos do deserto.

E foi por causa desse acidente em que Saint-Exupéry se vê desamparado perdido no deserto, que vem a inspiração do livro do Pequeno Príncipe onde é retratado justamente esse exato episódio em que enfrentou dificuldades, se privando de alimentos e sem água, utilizando a asa de seu próprio avião para recorrer ao orvalho que caía, que misturada com óleo combustível, tornava a água imprópria para beber. E além da fome, a dificuldade de temperatura, eram de extremo calor durante o dia e muito frio a noite, onde se viam na difícil situação de terem que cavar um buraco do tamanho de seu corpo na areia, na tentativa de se aquecer, e claro, era propício para alucinações e que é importantíssimo dizer, que foi um momento desses que veio a ele a ideia do principezinho.

Queda no meio do deserto resultou no combustível para a escrita de uma grande obra (Crédito: domínio público)

Quem diria que uma simples competição que na verdade deveria ser uma diversão resultaria numa queda no meio do deserto e que mais tarde seria um grande combustível para a escrita de uma grande obra. E na qual ele descreve em seu livro de forma muito parecida com o que realmente viveu: uma pane no avião e uma queda no deserto.

De fato, algumas coisas acontecem de maneiras inusitadas e que somente depois entendemos. Se Saint-Exupéry não tivesse aceitado participar do Rally talvez nós nunca tivéssemos conhecido essa grande obra que é a história do principezinho.

Colaborou: Jornalista Nicole Vieira


José Augusto Cavalcanti Wanderley é administrador, jornalista, publicitário e o criador da casa da cultura do Pequeno Príncipe, a “La Grande Vallée”, em Itaipava, no Rio de Janeiro. É ali que Augusto Wanderley inspira os ares da Mata Atlântica e se inspira na obra e na vida do escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry. Augusto Wanderley recebeu títulos de destaque como Homem de RH e Marketing Best do Estado do Rio de Janeiro, é cidadão Petropolitano e Embaixador do Turismo pelo Rio de Janeiro por seus serviços prestados à preservação da memória da aviação.

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