Viajantes da América Latina e os vários meios utilizados para sua experiência de viagem

Já faz vários anos que o uso de smartphones durante uma viagem é quase indispensável

Paulo Rezende*

Que os telefones inteligentes estão cada vez mais presentes em muitos aspectos de nossas vidas, não é uma novidade. Além de usá-los para se comunicar, eles servem para nos entreter, procurar informações, fazer compras etc. De acordo com um estudo do IMS realizado em seis países da América Latina, os principais usos do smartphone na região são redes sociais (82%), mensagens instantâneas (79%) e conteúdo de vídeo e foto (72%).

 

Já faz vários anos que o uso de smartphones durante uma viagem é quase indispensável. De acordo com uma pesquisa de pesquisadores latino-americanos realizada pela área de Research & Intelligence da Amadeus na América Latina, os meios mais importantes utilizados na região em torno da experiência de viagem são o computador no estágio pré-viagem (88%) e, em segundo lugar, o Smartphone durante e após a viagem (85%). E é difícil imaginar uma viagem na qual não tomamos uma foto com o telefone ou consultemos os horários de museus ou shows turísticos, para mencionar algumas das atividades típicas de viagem.

 

Precisamente, o estudo Amadeus revela que, em média, 9 das 20 atividades avaliadas são realizadas através de smartphones. Entre estes, os mais preferidos são o uso de aplicativos de mensagens, o uso de mapas, a consulta do clima e o compartilhamento de redes. Os computadores, no entanto, são preferidos pelos viajantes para buscar acomodação, voos e atividades no destino, enquanto 59% os utilizam para fazer a compra.

Precisamente, o estudo Amadeus revela que, em média, 9 das 20 atividades avaliadas são realizadas através de smartphones

Os tablets são os menos preferidos pelos viajantes, mas quando eles os usam, acessam mapas para procurar direções, acomodações e voos. O telefone aparentemente é usado para atividades específicas, como reservar um restaurante, entrar em contato com o agente de viagens e gerenciar mudanças no itinerário.

 

Mas o dado que mais me chamou a atenção é o de que fazer algumas tarefas pessoalmente ainda é um elemento de grande importância para o viajante latino-americano, com 64% das preferências. O tratamento dos documentos de embarque, o check-in da companhia aérea e o fechamento da compra são atividades em que os usuários ainda não confiam na tecnologia. Por que essa situação?

 

Eu acho que uma das razões pode ser a ampla gama de aplicativos disponíveis no mercado para cada uma das atividades que fazemos em uma viagem. Há aplicativos para conhecer o clima, explorar rotas, pesquisar hotéis etc. A lista é infinita e pode ser esmagadora. Por esse motivo, a Amadeus desenvolveu o Check My Trip, uma solução tecnológica que permite ao viajante concentrar em um lugar a maior parte da informação relacionada à viagem. Com mais de 1,3 milhão de downloads até o momento, este aplicativo permite aos usuários acessar em tempo real todos os dados relacionados à sua reserva, como informações sobre voos, hotéis e detalhes de aluguel de carros, além de informações adicionais da viagem (como informações meteorológicas e de cidades de destino, etc.). Ele também fornece acesso rápido ao sistema de check-in online e ao mapa de assentos da companhia aérea, tornando o processo muito mais fácil.

 

Por outro lado, acredito que a interação direta com outras pessoas (agentes de viagens, por exemplo) terá sempre o valor agregado de nos proporcionar a tranquilidade e a confiança de que nossa necessidade de viagem será bem atendida, algo que ainda temos problemas para delegar completamente à tecnologia.

Em resumo, embora os meios utilizados pelos viajantes na América Latina para desfrutar de viagens possam mudar, a indústria está sempre um passo à frente oferecendo uma variada gama de ferramentas que atendem às novas necessidades do usuário e combinando na medida certa tecnologia com o calor humano.

*Paulo Rezende, diretor comercial da Amadeus Brasil

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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