Artesanato do babaçu do Maranhão é fruto do trabalho das quebradeiras de coco

A maioria dos turistas que chega a São Luís do Maranhão e que compra uma peça de artesanato produzida por algum artesão ou artista popular daqui não quer saber de como aquela lembrança, ou “souvenir” foi parar ali na estante ou na vitrine. Olha, gosta e compra.

por Patrícia Campos (De São Luis – com Redação do DT)*


Sempre foi assim, já que o produto tem seu apelo do aqui e do agora. Várias matérias-primas são extraídas da palmeira do babaçu, espécie vegetal muito comum no Maranhão. Dela se extrai quase tudo: carvão, sabão, óleo, azeite, e de suas fibras e de seu coco se faz artesanato.

Pela nova tendência da sustentabilidade, o artesanato do babaçu é muito bem visto pela comunidade e resulta em uma renda para quem se dedica a ele. As peças são inumeráveis: desde adornos pessoais como brincos, colares pulseiras a peças de decoração e utilitárias como abajures, vasos, quadros, jogo americanos, bolsas e uma infinidade de lembrancinhas.

O DIÁRIO que está em São Luis se encanta com a força do artesanato maranhense em especial com a sua capacidade de transformação. Fibras viram bolsas, cocos viram vaso, palhas viram colares, sementes se transformam em mosaicos e a imaginação corre livre, leve e solta.

Jordânia Pessoa, executiva da Secretaria de Trabalho do Estado do Maranhão, conversou com o DT (Crédito: Patrícia de Campos – DT)

INTERAÇÃO

Jordânia Pessoa, executiva da Secretaria de Trabalho do Estado do Maranhão, conversou com o DT, sobre a interação da economia solidária com o turismo.

Segundo ela, sua secretaria, através do Cresol (Centro de Referência de Economia Solidária) trabalha com 783 grupos de produtores, que vão de associações a cooperativa, passando pelo artesanato a agricultura familiar.

O produto final (Crédito: arquivo DT)

A produção da maioria deles é vendida diretamente ao consumidor final, nas diversas regiões do Estado e em alguns casos para outros países.

“Temos como exemplo o caso das mulheres quebradeiras do coco do babaçu, verdadeiras guerreiras da sobrevivência. Até pouco tempo, para poder comprar 1kg de arroz e 1kg de feijão precisavam quebrar 10kg de babaçu, além da vergonha de sua condição. Hoje criaram uma cooperativa que vende óleo de babaçu para indústrias de cosméticos até Inglaterra, além de produzirem outros sub produtos, como sabonete, azeite, etc, que vendem em feiras de artesanato”, afirma Jordânia ao DIÁRIO.

Quebradeira de coco babaçu (Crédito: divulgação)

“O turista quer comprar produtos da terra. A questão da sustentabilidade também é fator positivo para as vendas” fala Jordânia, que acrescenta: “graças a Lei do Babaçu Livre, implantada em vários município do Estado, as mulheres podem colher os frutos mesmo em áreas particulares, o que resulta no trabalho de conservação das matas”, afirma.

Ainda, segundo ela, a interação com o turismo se dá não apenas na conservação da floresta, mas na criação de produtos que divulgam costumes e riquezas culturais de sua terra.

O Maranhão, o Pará e o Tocantins são os estados do Brasil onde imperam o babaçu (Crédito: Paulo Atzingen)

Onde comprar? 

 

MERCADO DAS TULHAS

O Mercado das Tulhas (também conhecido como Casa das Tulhas, Feira da Praia Grande ou Mercado da Praia Grande) é um mercado especializado em produtos maranhenses, localizado no Centro Histórico de São Luís.

Mercado das Tulhas: o primeiro mercado de São Luis (Crédito: Patrícia de Campos – DT)

*O DIÁRIO viajou a convite da Secretaria de Trabalho do Estado do Maranhão

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