DA REDAÇÃO com assessorias
A viagem durou aproximadamente 36 horas, com escalas em Villa Cisneros, no Saara Ocidental, Natal e Rio de Janeiro. A bordo estavam 28 passageiros, que pagaram 11.435 pesetas pela passagem de ida ou 20.583 pesetas pelo percurso de ida e volta.
Pilar Mascías, Marichín Ruiz, María José Ugarte e Ana Marsans foram as profissionais selecionadas para aquele voo. O conhecimento de idiomas, principalmente o inglês, era o principal requisito de contratação.
Antes da adoção do termo espanhol azafata, a companhia considerou diferentes denominações para a atividade, entre elas aeromoças, aeroviárias, camareiras e provisórias. Em 1947, Fernando Castillo, que havia trabalhado como garçom em um restaurante de luxo de Madri, tornou-se o primeiro comissário de bordo da Iberia.
Das primeiras comissárias da Iberia à segurança de cabine
Nos primeiros anos, o trabalho se concentrava no atendimento, na distribuição das refeições e em transmitir confiança aos passageiros. No voo inaugural para Buenos Aires, o cardápio reuniu frango frito, tortilla espanhola, ovo cozido e bombons, servidos em pequenas caixas de papelão.
O desenvolvimento da aviação ampliou as atribuições da profissão. Hoje, os tripulantes de cabine verificam equipamentos de emergência, coordenam evacuações, identificam comportamentos que possam comprometer a segurança e atuam em ocorrências médicas.
Segundo Paco Rueda, diretor de TCP da Iberia, essas responsabilidades são exercidas em coordenação com os pilotos e os profissionais de terra, indo além das demonstrações de segurança realizadas antes da decolagem.
Atualmente, a companhia reúne 4.062 tripulantes de cabine: 2.735 mulheres, aproximadamente 67% do total, e 1.327 homens, cerca de 33%.

Uniformes acompanham as mudanças da profissão
As primeiras comissárias da Iberia trabalharam sem uniforme. Pouco depois, a empresa adotou um traje branco, confeccionado com tecido de paraquedas para o verão, e outro azul-marinho para as demais estações.
De inspiração militar, as peças passaram por adaptações. O gorro foi retirado, assim como a opção branca, que sujava com facilidade.
A partir dos anos 1960, a companhia passou a contratar nomes da moda espanhola. Manuel Pertegaz iniciou essa colaboração, seguido por Elio Berhanyer, nos anos 1970, e posteriormente por Adolfo Domínguez e Alfredo Caral.
Teresa Helbig tornou-se a primeira mulher responsável pelo desenho dos uniformes da empresa. Suas criações combinam azul-marinho, vermelho e amarelo, com foco em conforto e funcionalidade.
De um voo a cada dez dias a 420 operações semanais
A ligação Madri–Buenos Aires começou com uma frequência a cada dez dias. Oito décadas depois, a capital argentina, a Cidade do México e Bogotá estão entre os mercados de maior capacidade da companhia, com três voos diários.
Segundo a Iberia, a próxima temporada de inverno europeu terá até 420 voos semanais entre a América Latina e a Europa. A região também está entre as prioridades do Plano de Voo 2030, estratégia da empresa para o desenvolvimento de suas operações nos próximos anos.





