Como o vinho rosé é produzido? – por Werner Schumacher*

Basicamente, o vinho branco é produzido a partir de uvas brancas e o tinto a partir daquelas tintas. Teoricamente, o vinho rosé deveria ser produzido a partir de uvas rosadas, que existem, como por exemplo, a uva Gewürztraminer, mas vinhos brancos são elaborados a partir dessa casta, seja na Alsácia francesa, em diversas regiões da Alemanha e no norte da Itália.

A verdade é que toda a polpa da uva produz um mosto (suco) branco, até mesmo as tintas, pois a cor está na casca da fruta. Assim, a partir de uvas tintas se podem produzir vinhos brancos ou rosados.

A coloração está na casca da uva.

Em algumas regiões do mundo, os vinhos rosés são considerados os seus principais produtos, ou seja, estão acima dos tintos e o método de elaboração ou a vinificação em rosé é considerada a principal.

Por ser esse vinho o produto principal, como nas regiões da Provence na França, ou no Lago de Garda na Itália, a uva é prensada e o mosto extraído fica em contato com a casca por poucas horas, o suficiente para extrair a cor desejada pelo produtor, como um rosa pálido característico.

Em algumas regiões do mundo, os vinhos rosés são considerados os seus principais produtos, ou seja, estão acima dos tintos e o método de elaboração ou a vinificação em rosé é considerada a principal.

Também, pode-se deixar mais tempo em contato e obter vinhos com um rosa mais intenso. Esses vinhos podem ser ainda envelhecidos.

Determinante, nesse caso, é a escolha das variedades de uva e o encontro de um bom equilíbrio, sendo a vinificação em rosé considerada a mais difícil por muitos enólogos.

Em outras regiões, em que o vinho tinto é o produto principal, o vinho rosé é obtido a partir do método denominado sangria, que consiste extrair perto de 30% de um mosto de uvas tintas em fermentação e assim concentrar a relação de contato casca líquido – a maceração – para produzir um vinho tinto mais encorpado.

Esses 30% produzirá um vinho rosé agradável, mas nem sempre reconhecido como um produto de alta gama, por ser considerado um produto secundário para o produtor, consequência de ser isso determinado pela decisão do enólogo na vinificação dentro da vinícola.

Uma terceira possibilidade, menos séria, seria a mistura de uma quantia predominante de vinho branco adicionado de uma pequena quantia de vinho tinto. Felizmente, muito pouco empregada nos dias de hoje, mas não podemos esquecer que essa prática foi usual em tempos passados, o que determinou uma má reputação para o vinho rosado.

Aqui entre nós, o rosé é um belo vinho, além de ser bastante flexível nas harmonizações enogastronômicas.


Vale dos Vinhedos (RS), 19 de janeiro de 2021

 

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