Lixo não combina com Folia: Faça sua Parte!

por Andrea Nakane*

O Carnaval começa no próximo sábado, isso no calendário oficial, já que há pelo menos duas semanas o clima de festividade já alçou os quatro cantos do país.

Muita gente faz cara feia, buscando entender de onde os foliões tiram tanta animação frente ao quadro recessivo e de grande pesar do rumo futuro do Brasil.

Ora… é só olhar que esse tipo de festividade é uma espécie de catarse. Na atualidade percebe-se, ainda que de forma retraída, uma espécie de retomada da parceria festividade com a fantasia, como uma propulsora cultural, geradora de uma reflexão focada, muito além do ritmo alucinante de trabalho, que absorve e muitas vezes aniquila a percepção de outros valores e até mesmo da própria convivência social, que no seu dia-a-dia, por ser imposta, não permite a identificação de comunhões e autenticidade de encontros não determinados.

A festa de Momo está vinculada ao lazer, que tem uma atribuição de ser um direito de todos os indivíduos, instigando também uma produção cultural própria. Deve, portanto, ser vislumbrado como algo não só normal, mas sim, essencial para o bem viver e conviver de todos os membros de uma sociedade.

Um dos maiores estudiosos do tema, Felipe Ferreira associa o Carnaval como o período do ano no qual a vida “vira ao avesso” e tudo é permitido em busca do êxtase, como uma forma de acumular contentamento e alegria, que seriam ceifadas ao longo dos quarenta dias posteriores até a chegada da Páscoa. É a festa profana, que não é sagrada, mas tem na religiosidade um vínculo de aceitação, geradora de reciprocidade, que tem no discurso de permissividade de sua existência pela Igreja, uma exigência a um comportamento irretocável pós sua realização, propiciando assim uma convivência, até que harmônica.

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014

O que não pode ser considerado como integrante pleno dessa festa é a falta de civilidade, sobretudo com relação ao lixo.

O consumo de água mineral e outras bebidas, além de embalagens de alimentos e balas, são aflorados e os foliões teimam em deixar seus resíduos por onde passam, contribuindo para que os detritos se acumulem, o que pode gerar acidentes com quedas, cortes e outras situações.

É possível brincar e ser consciente… É possível demonstrar sua gentileza para com os outros e para com a sua própria cidade, não jogando lixo no chão. Guardando consigo, até o encontro com coletores apropriados.

Não há gestão pública de limpeza urbana que dê conta de tanta sujeira. É preciso que cada um de nós faça a sua parte. Não é cafona ser decente, ser educado. Pelo contrário, é sinal de pura nobreza!

Não deixe a melodia carnavalesca ser inundada pelos detritos. Lembrem-se do exemplo que os japoneses deram na Copa do MundoTM da FIFA, em 2014, quando ao término das partidas de futebol que acompanhavam, retiravam de suas mochilas sacos plásticos, para retirarem não só o lixo gerado por si, mas até o dos outros… isso só fez com que sua educação e civilidade fossem referências para o mundo.

Que tal nos fantasiarmos de japoneses nesse Carnaval?  Se não com vestimentas e acessórios, pelo menos nessa atitude de gentileza para consigo e com todos.

Não espere o outro. Comece você mesmo a levar esse estandarte no seu bloco. Participe dessa corrente e seja destaque.

Caia na Folia, sem deixar que o lixo caía junto no chão!

Viva o Carnaval com Responsabilidade!

*Andrea Nakane é escritora, palestrante e sócia-diretora da empresa Mestres da Hospitalidade

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