Libório e Vicente Bretas: vida dedicada à pedra-sabão (Fotos: Paulo Atzingen - DT)
Mestres da pedra-sabão, Libório e Vicente Bretas, são artistas de Cachoeiro do Campo, distrito de Ouro Preto (MG)
“Todo artista tem de ir aonde o povo está. Se foi assim, assim será”, canta Milton Nascimento em “Bailes da Vida”. Com esse verso ecoando na mente, recordei do encontro com os irmãos Libório e Vicente Bretas, dois escultores que carregam na alma o barroco de Aleijadinho e dão forma, hoje, à atemporal pedra-sabão.
Por Paulo Atzingen* (RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 28 de maio)
Conheci os artistas em Cachoeiro do Campo, distrito a poucos quilômetros de Ouro Preto, quando levaram suas obras para a abertura do Vila Galé Collection Ouro Preto — momento em que arte, tradição e brasilidade se uniram.
Libório Ferreira Bretas, hoje octogenário, é o mais velho dos irmãos. Vicente, com 79 anos, o acompanha na jornada artística iniciada de maneira quase acidental, mas movida por necessidade e, com o tempo, por paixão. “O começo foi difícil. Meu pai tinha dez filhos e conseguiu uma vaga para mim em uma casa de menores, em Belo Horizonte. Não éramos abandonados, mas era um abrigo da Assistência Social”, relembra Libório. Foi ali, ainda criança, que teve seu primeiro contato com o barro e a modelagem de argila. “Eu fui varrendo, limpando, depois me colocaram numa fila para mexer com argila. Era o que eu queria.”
O ofício, aprendido entre mais de uma centena de garotos, virou vocação. Aos 13 anos, já dominava a modelagem. Mas o retorno a Cachoeiro do Campo trouxe outros desafios: trabalhou como doceiro, servente de pedreiro, tratador de cães e até catador de ferro. Foi apenas aos 16 anos que redescobriu seu caminho definitivo. “Em Ouro Preto, havia um depósito de pedra-sabão usada para moer e virar talco. Um dia, peguei um pedaço e tentei algo novo. Descobri ali a minha trilha.”
Música, mostra uma mulher de curvas suaves, entrelaçada à silhueta de uma guitarra, seu olhar perdido em harmonia com o som invisívelA simplicidade da origem contrasta com a sofisticação do resultado
Mestres da Pedra Sabão: Santuário criativo
A simplicidade da origem contrasta com a sofisticação do resultado. No quintal de sua casa, Libório transformou o espaço em ateliê e santuário criativo. Lá, conheci esculturas que contam histórias sem palavras. Uma delas, batizada de Música, mostra uma mulher de curvas suaves, entrelaçada à silhueta de uma guitarra, seu olhar perdido em harmonia com o som invisível.
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Um oratório
Cão, gato e rato olhando para São Francisco
Em outro canto do ateliê, a escultura de uma mulata brasileira se destaca com seu vestido esvoaçante e boca carmim
Cada peça é um poema talhado. “Veja aqui, o conjunto do cão, gato e rato, todos absortos diante de São Francisco. É ele que eles olham”, explica Libório com a naturalidade de quem compreende a alma dos materiais. Em outro canto do ateliê, a escultura de uma mulata brasileira se destaca com seu vestido esvoaçante e boca carmim — símbolo vivo da sensualidade e alegria populares. Há também uma figura feminina com expressão de espanto, uma preta mineira esculpida com respeito e emoção. O artista revela técnicas únicas de acabamento, como o uso da fumaça para criar tons de pele sobre a pedra, conferindo à escultura nuances surpreendentemente humanas.
A obra dos irmãos Bretas transcende a arte sacra à qual frequentemente são associados. Libório e Vicente são escultores do cotidiano, discípulos contemporâneos de Aleijadinho que encontraram na pedra-sabão não apenas matéria-prima, mas voz e identidade. A tradição, em suas mãos, não fica no passado: pulsa, se cristaliza, respira.
Libório em seu ateliêCão, gato e rato olhando para São Francisco
CONTATO COM OS ARTISTAS: WHATZAP – (31) 8743-0413
*Paulo Atzingen viajou a Ouro Preto convidado pelo grupo hoteleiro Vila Galé
Aqui em Paraitepuy somos abraçados como irmãos, irmãs e nos é oferecido paz e amor (Credito: Magno Souza - Roraima Adventures)
Já era tardinha quando chegamos à comunidade Paraitepuy, no Parque Cainamã, e dali já avistávamos parte do Monte Roraima e seu irmão à esquerda, o Monte Kukenan. Trazia comigo um misto de espanto e incredulidade.
Por Paulo Atzingen, de Paraitepuy* (RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 14 de junho)
Espanto por causa do tamanho daquelas muralhas de pedra no horizonte que ainda não se mostravam inteiras, cobertas por colossos de nuvem. Incredulidade por não acreditar que ultrapassara o norte do norte do meu país, ou, cientificamente falando, o seu máximo setentrional e estava em terras venezuelanas. A mesma Venezuela tão desconhecida pelos brasileiros por sua vastidão geográfica e riqueza de povos. Entre a vila Paraitepuy e o Monte Roraima, havia ainda 20 quilômetros de caminhada, vales, montanhas e savanas, que aqui ganham o regional nome de lavrado. O mesmo imenso lavrado que atravessamos de Boa Vista até aqui, pela BR-174, com suas veredas habitadas por buritis, aldeias indigenas e tamanduás bandeira, nesta região também conhecida como Raposa Serra do Sol.
Somos recebidos por Teodoro, o velho amigo de Magno Souza, do Roraima Adventures (Crédito: Paulo Atzingen – DT)Florêncio, líder da comunidade, nos mostra o mapa do Monte Roraima (Crédito: Paulo Atzingen – DT)
Paraitepuy: recebidos como irmãos
Paraitepuy é a última base onde se pode chegar de carro 4X4, antes da partida pedestre rumo às montanhas. Tem escola, posto médico, igreja católica e bodegas, espécie de mercearias onde os visitantes compram insumos para sua aventura.
O ar que me entrava pelas narinas era gelado, no entanto, sua pureza era ainda mais desconcertante. Fomos recepcionados por Florêncio Ayuso, o líder da comunidade, e por Teodoro, o velho amigo de Magno Souza, do Roraima Adventures. Teodoro foi, conta Magno, seu primeiro guia para a montanha de pedra, em 1992. Percebo o grau da amizade entre eles. Magno é filho da terra e está incorporado ao lugar não por trazer regularmente turistas até aqui, mas por já compreender o espírito dos povos originais e ser aceito como um irmão.
Coral puro
A tarde desaparece e a noite cai rápida aqui. Mal havíamos terminado os cumprimentos e abraços, e surge em meio a cerração um grupo de meninos e meninas entre seis e doze anos que se enfileiram e se posicionam orientados por um professor, e acompanhados por dois músicos com uma espécie de banjo, que também surgiram da bruma. Estavam ali para nos recepcionar, era um coral e iriam cantar pra nós! Formado por crianças de 5a 12 anos, descalças, umas à vontade, quase adolescentes, sorrindo, outras sérias, pequeninas, com olhos curiosos, talvez fazendo aquilo pela primeira vez. A menina mais jovenzinha cochicha algo no ouvido da amiga ao lado, e riem, talvez das nossas caras de assustados, ou por nossas roupas, ou por sermos estranhos mesmo.
A menina mais jovenzinha cochicha algo no ouvido da amiga ao lado, e riem, talvez das nossas caras de assustados (Foto: Paulo Atzingen)Surge em meio a cerração um grupo de meninos e meninas entre seis e doze anos que se enfileiram e se posicionam orientados por um professor, e acompanhados por dois músicos com uma espécie de banjo. Vão cantar para nós! (Crédito: Paulo Atzingen – DT)Senti as mãos de um Deus uno, talvez cristão, talvez tupi, talvez wanadi pairar naquele ambiente (Crédito: Paulo Atzingen – DT)
Deus Uno
O ar limpo de Paraitepuy se unia à pureza daquelas crianças que iniciam a apresentação. Cantavam ora em espanhol, ora em sua língua original, o pemón. Sinto o astral da montanha me abraçar ouvindo o canto daqueles pequenos seres humanos. Sinto as mãos de um deus uno, talvez cristão, talvez tupi, talvez wanadi pairar naquele ambiente, quando elas e eles entoam em espanhol ou em pemón, louvores que vêm do alto. São flechas de um conhecimento ancestral, são mensagens lançadas por uma zarabatana milenar que me atingem os olhos, trespassam os ouvidos e são cravadas no peito de quem chegou aqui.
Enquanto do outro lado do mundo são lançados mísseis de ódio para a destruição, como um anúncio da 3ª. Guerra Mundial, aqui em Paraitepuy somos abraçados como irmãos, irmãs, filhos e filhas de um Deus Único e nos é oferecido paz, contemplação e amor.
Casas dos visitantes, em Paraitepuy (Crédito: Paulo Atzingen – DT)
*Paulo Atzingen viajou a Roraima convidado pela Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Roraima.
Cinco homens foram presos em flagrante em uma operação conjunta da Polícia Civil e Militar nas praias da zona sul do Rio de Janeiro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada na última sexta-feira (27), os suspeitos, que se passavam por ambulantes, utilizavam maquininhas de cartão com telas propositalmente danificadas para aplicar golpes financeiros em turistas — a maioria estrangeiros.
REDAÇÃO com Folha de São Paulo – RETROSPECTIVA 2025 – Publicado dia 30 de junho
As fraudes incluíam cobranças absurdas, como R$ 20 mil por uma caipirinha, R$ 7 mil por uma sunga e até R$ 1.000 por um maço de cigarros. As maquininhas adulteradas, com telas foscas ou arranhadas, dificultavam a visualização dos valores cobrados, facilitando a ação criminosa nas movimentadas praias de Copacabana e Ipanema.
Além das extorsões, os falsos ambulantes também comercializavam drogas e cigarros eletrônicos na orla. Os cinco presos estavam ligados a um grupo maior, com ao menos 20 integrantes, que atuava entre os postos 8 e 9, em Ipanema, e da avenida Princesa Isabel ao Posto 3, em Copacabana. De acordo com a polícia, os envolvidos mantinham relações com traficantes da comunidade Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, que teriam se infiltrado na zona sul para ampliar suas fontes de lucro.
“Os suspeitos vinham sendo monitorados por imagens feitas por drone, demonstrando que praticavam tráfico de drogas e outros crimes na Praia de Copacabana”, explicou a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat (Delegacia de Apoio ao Turismo). Ela acrescentou que a divisão dos lucros obtidos ainda está sendo investigada: “Em geral, o dinheiro é dividido entre os integrantes do grupo, mas estamos apurando se parte dos valores vai direto para o tráfico de drogas”.
Durante a operação, batizada de Praia Limpa, foram mobilizados 20 agentes e câmeras do 19º BPM. Todos os presos tinham antecedentes criminais e foram autuados por tráfico de drogas, estelionato, associação para o tráfico e contrabando de cigarros eletrônicos. Celulares, dinheiro em espécie, substâncias entorpecentes e outros objetos foram apreendidos.
Paralelamente, outro caso recente também chamou atenção. No início de junho, um ambulante foi preso em Copacabana após cobrar US$ 191 (cerca de R$ 1.000) por duas espigas de milho de um casal de turistas da República Dominicana. Inicialmente, o valor pedido foi de R$ 300, reduzido para R$ 60 após protestos — mas, ao realizar o pagamento com uma maquininha emprestada, o casal percebeu o golpe ao checar o aplicativo bancário.
Embora este caso não tenha ligação direta com a operação Praia Limpa, ele faz parte de um conjunto de investigações conduzidas pela polícia sobre fraudes e abusos cometidos contra turistas nas praias cariocas.(REDAÇÃO com Folha de São Paulo)
Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), durante entrevista ao Diário do Turismo. Foto: DT.
A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) tem adotado uma estratégia de expansão nacional e fortalecimento institucional, com foco na aproximação com os sindicatos empresariais e no aumento da presença da entidade em eventos pelo país. À frente desse movimento, o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, avalia que a atuação mais próxima da base sindical é decisiva para consolidar a federação nacionalmente.
REDAÇÃO DO DIÁRIO (Entrevista: Paulo Atzingen; Texto: Clara Silva; Colaboração: Alexandra Mato)
Em entrevista ao DIÁRIO DO TURISMO, Sampaio detalhou os avanços dessas ações, os resultados políticos já obtidos, os planos para 2026, a ampliação de projetos regionais, além da reorganização da comunicação e da atuação parlamentar da entidade em um cenário marcado pela regulamentação da reforma tributária e pela defesa dos recursos do Sistema S.
Presença nacional e aproximação com os sindicatos
Para Alexandre Sampaio, a ampliação da presença nacional da FBHA é um ponto central da estratégia da entidade. “Isso é fundamental. Primeiro, eu agradeço à imprensa especializada, como o DIÁRIO, por estar aqui com a gente, o que é fundamental porque nós acabamos ampliando geometricamente nossa presença em todo o Brasil”, afirmou no início da entrevista concedida na sede da CNC – Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro.
“A FBHA passou a incorporar novos sindicatos patronais, inclusive em regiões onde havia disputas com outras entidades. Esse movimento ampliou o espaço da federação e fortaleceu sua representatividade”, disse Alexandre.
Segundo Sampaio, esse processo está sendo favorecido pela liberdade de escolha dos sindicatos, garantida pela Portaria 186, que permite às entidades decidirem onde desejam se filiar.
“Ao oferecer um escopo de serviços mais amplo, presença constante e benefícios complementares vinculados ao Sistema CNC, Sesc e Senac, a FBHA apresenta uma proposta atrativa para os sindicatos”, esclarece.
Na abertura da edição de Paraty do Encontro Fluminense da FBHA, estiveram presentes Gabriel Toledo, secretário adjunto de Turismo de Paraty; Fábio Gameleira, coordenador do Sebrae Rio na Costa Verde; Essiomar Gomes, secretário de Desenvolvimento Econômico de Angra dos Reis; Antonio Garcia Couto, gerente do Polo Sociocultural Sesc Paraty (Departamento Nacional do Sesc); e Alexandre Sampaio, presidente da FBHA – Foto: Eric Afonso / DT.
Resultados concretos e fortalecimento político
Ao falar dos resultados práticos dos encontros promovidos pela FBHA, o presidente destaca o fortalecimento político da federação. “Primeiro, uma ação política. A gente precisa estar presente onde existe, eventualmente, uma disputa de espaço”, afirmou.
Ele cita a Bahia como exemplo. “Eu cito a Bahia, onde a gente está agora com um número de sindicatos maior até que a antiga Federação Baiana, que já chamou Feba e agora chama Frentur. A opção agora de Salvador e de Porto Seguro vai ser também migrar para a federação, quando antes estava nessa outra federação local.”
O mesmo processo ocorre em outros estados. “Isso faz parte de uma ampliação que se repete agora, por exemplo, em Santa Catarina, que existia também uma federação catarinense ligada à CNTur, que agora está migrando rapidamente, com vários sindicatos passando para nós.”
Sampaio destaca ainda a atuação integrada com o Sistema Comércio. “Quando há sinergia com a Federação do Comércio local, você tem o Sesc e o Senac estaduais trabalhando em conjunto conosco, oferecendo uma gama de serviços complementares e fazendo uma presença mais efetiva na base de atuação deles, que acaba sendo a nossa.”
Platéia dos Encontros FBHA atenta aos conteúdos apresentados (Crédito: Eric Afonso – colaboração DT)
Reconhecimento nacional e próximos passos
A FBHA teve um de seus projetos reconhecido entre os três melhores do Concurso Atena, da CNC, entre mais de 200 iniciativas. Para Sampaio, o reconhecimento é motivo de orgulho. “O fato de a gente ter um projeto reconhecido dentre centenas de outros, vinculados a Fecomércio muito grandes, que têm muito mais recursos do que a gente, nos enche de orgulho e nos diz que nós estamos no caminho certo.”
Ele afirma que o reconhecimento impulsiona os planos para 2026. “A gente quer agora aprimorar isso, desenvolver projetos mais efetivos, continuar aquilo que a gente já está fazendo, mas também desenvolver outros para uma sistemática de utilizar muito a inteligência artificial e ajudar os sindicatos a superarem uma fase de carência de recursos.”
Encontro Fluminense em Macaé (Crédito: Eric Afonso – colaboração para o DT)
Tecnologia, reforma tributária e apoio ao empresariado
Segundo o presidente, a federação pretende criar mecanismos de geração de receita para os sindicatos. “A federação tem um objetivo, que faz parte da premissa do projeto Atena, de criar mecanismos de gerar receita para os sindicatos na sua base”, explicou.
Ele destaca que 2026 será um ano estratégico por causa da regulamentação da reforma tributária. “É um ano perfeito para isso, que é o ano da reforma tributária na sua regulamentação. Nós vamos estar presentes com muitas palestras, muita orientação e um trabalho em conjunto com a Fenacon.”
Sampaio afirma que a federação fará parcerias em várias regiões do país. “A gente vai fazer parcerias conjuntamente em vários locais para apresentar palestras, orientar contadores e empresários sobre como se comportar ou como tirar o melhor da reforma tributária.”
Educação e divulgação da UniCNC
Outro foco da FBHA é ampliar o conhecimento sobre a UniCNC. “A UniCNC já tem dois anos. O que a gente quer agora é potencializar isso, utilizando todos os mecanismos de divulgação”, afirmou.
Ele ressalta que os cursos ainda são pouco conhecidos. “Pouca gente conhece, porque pouca gente acaba navegando pouco no site da CNC, mas os cursos são fantásticos, das mais variadas propostas e premissas. Todos são online e gratuitos.”
Segundo Sampaio, a proposta não é substituir formações tradicionais. “Não necessariamente capacitações longas, mas complementaridade de capacitações, especializações específicas. São cursos rápidos, palestras, às vezes sequenciais, que se juntam numa formação curta, mas de muito conteúdo e muito propósito.”
Publico em Macaé (Crédito: Eric Afonso – Colabroação para o DT)
Expansão regional e novos destinos
A FBHA também planeja ampliar seus projetos regionais. “A experiência do Rio de Janeiro foi uma experiência de teste, de aprimoramento da sistemática a ser utilizada. Ela cumpriu seu papel”, afirmou.
Entre os próximos destinos, Sampaio cita Paraty. “Paraty foi uma experiência fantástica. A representação lá é da CNC. A base é constituída de uma estrutura que a própria CNC construiu desde a época do doutor Antônio. Nós estamos construindo uma estrutura poderosíssima, muito bonita, no Caborê.”
Ele também menciona outros municípios. “Nós vamos estar em Angra dos Reis, em Penedo, que fica ali na divisa Rio–São Paulo, com muitas pousadas charmosas e hotéis com muito propósito. Queremos fazer um evento lá baseado na representação de Barra Mansa.”
Comunicação, articulação política e defesa do Sistema S
Na área de comunicação, a federação promove mudanças. “Nós mudamos a assessoria de imprensa agora. Contratamos uma profissional aqui do Rio de Janeiro, muito experiente, e vamos fazer uma reunião com todas as assessorias de imprensa dos sindicatos”, explicou.
Sampaio também destaca a retomada da atuação parlamentar. “A gente ficou alguns anos sem assessoria parlamentar. Agora vamos contratar uma assessoria de altíssimo nível e fazer também um evento de assessoria parlamentar para orientar os assessores dos sindicatos.”
Sobre a influência da CNC nas decisões estratégicas da FBHA, ele é direto. “Totalmente. Como eu coordeno o Conselho de Turismo da CNC, esse trabalho é muito sinérgico, muito alinhado.”
Ao abordar a defesa dos recursos do Sistema S, Sampaio relembra momentos de tensão. “Tivemos uma ameaça muito séria, que foi a possibilidade de voltar um projeto de lei para tirar recursos do Sistema S. Tivemos que atuar muito rapidamente no Senado.”
Sampaio finaliza cravando que a atuação conjunta evitou perdas. “Acho que a gente parou essa tentativa de tirar recursos do Sistema S e vamos utilizar isso de maneira proativa e em prol do empresariado. Acho que a coisa ficou bem resolvida.”
Cerimônia em Brasília (DF) foi palco da posse de Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo. Crédito: Ricardo Stuckert e Tauan Alencar/MME
Uma cerimônia realizada nesta terça-feira (23), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), marcou a posse de Gustavo Feliciano como novo ministro do Turismo. O evento contou com a presença do presidente Lula, do governador da Paraíba João Azevêdo, do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, além de autoridades e representantes do trade turístico.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur
Em seu discurso, Feliciano ressaltou o turismo como ferramenta de inclusão social e geração de oportunidades. Segundo ele, o setor deve ampliar o acesso da população aos destinos e experiências turísticas do país. “O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo. Promove eventos, gera alegria, emprego e renda, e amplia o acesso aos nossos destinos para quem ganha menos, que é a maioria da população. Felicidade e alegria não podem ser questão de classe social”, afirmou, ao agradecer ao presidente pela confiança.
O novo ministro reforçou ainda o potencial do Brasil como potência turística, citando diferentes regiões do país. “Temos um Nordeste deslumbrante, uma Amazônia única, a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, uma São Paulo poderosa, o Sul acolhedor e um Centro-Oeste repleto de belezas naturais”, disse, destacando também os atrativos da Paraíba, seu estado de origem.
Ao agradecer à família e às autoridades presentes, Feliciano garantiu empenho na condução da pasta e no enfrentamento dos desafios. Ele também elogiou o trabalho do antecessor, Celso Sabino, e ressaltou a parceria com o governador João Azevêdo e com o deputado Hugo Motta.
Hugo Motta, por sua vez, parabenizou o novo ministro e projetou avanços na gestão. “Quem é da Paraíba sabe acolher e receber bem. Não tenho dúvidas de que Gustavo contará com o apoio do presidente, do trade turístico e do Parlamento para fortalecer o Brasil como destino turístico”, declarou.
A solenidade reuniu ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann, além de lideranças do setor, como Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, CLIA Brasil e o Brasil CVB.
Cenário favorável
A posse ocorre em um momento de resultados históricos para o turismo nacional. Em 2025, o Brasil recebeu mais de 9 milhões de visitantes internacionais, com gastos recordes de US$ 7,1 bilhões. No mercado interno, outubro registrou 9 milhões de passageiros em voos domésticos, o melhor desempenho do mês desde 2000.
Perfil
Formado em Direito, Gustavo Feliciano foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba entre 2019 e 2021. Natural de Campina Grande (PB), também presidiu o Conselho da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e integrou o Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur).
A Azul Viagens, operadora de turismo da Azul, divulgou o ranking dos 10 destinos mais vendidos em 2025 e anunciou as diretrizes de expansão para 2026. O levantamento reforça a força do Nordeste entre as preferências dos clientes, o crescimento de Orlando impulsionado por parcerias internacionais e a consolidação de Gramado como alternativa fora do tradicional eixo praia e sol.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
O estudo revela o alcance regional da operadora, com destinos das regiões Sudeste, Nordeste e Sul entre os mais procurados ao longo do ano. Praias paradisíacas, cidades históricas e opções internacionais de entretenimento seguem liderando a demanda, com destaque para a presença consistente de destinos nordestinos nas primeiras posições do ranking.
Entre os resultados, Orlando aparece como principal destino internacional, apoiado por ações promocionais conjuntas e programas de capacitação realizados em parceria com grandes fornecedores do setor de parques e hotelaria, como Disney, Universal e United Parks. No mercado doméstico, o Nordeste manteve a liderança absoluta, puxado principalmente pelo apelo das praias e pela ampla malha aérea da Azul.
Outro destaque do levantamento é a Serra Gaúcha, que avançou no ranking acompanhando a recuperação do turismo no Rio Grande do Sul após as enchentes. Gramado, em especial, ampliou sua participação com novos investimentos em entretenimento e lazer, fortalecendo-se como destino de montanha e diversificando a oferta turística brasileira.
A Azul Viagens também ressalta o papel estratégico de seus principais hubs. Confins (MG) e Viracopos (SP) reforçam a conectividade nacional e internacional, enquanto Recife (PE) se consolida como ponto-chave pela forte ligação com Porto de Galinhas e pelas conexões internacionais operadas a partir do aeroporto, incluindo rotas para Madri e Porto.
“Nossos investimentos em divulgação e capacitação têm sido fundamentais para fortalecer essa cadeia. Mesmo sem grandes mudanças em relação aos anos anteriores, vemos a força de rotas já consolidadas, que seguem apresentando crescimento consistente”, afirma Giulliana Mesquita, head da Azul Viagens.
Expansão em 2026
Para 2026, a operadora projeta ampliar sua atuação internacional e diversificar o portfólio, com a inclusão de cruzeiros, ecoturismo e experiências personalizadas. A estratégia também prevê o fortalecimento dos destinos domésticos, conectando ainda mais o Brasil em toda a sua diversidade e valorizando a brasilidade como diferencial competitivo.
Ranking Azul Viagens – Destinos mais vendidos em 2025
Movimentação intensa nos terminais administrados pela Socicam marca o período de viagens de Natal e Ano Novo em todo o país. - Foto: Divulgação Socicam – Patrícia Lanini
A Socicam estima atender mais de 3,6 milhões de passageiros entre os dias 20 de dezembro e 4 de janeiro, período marcado pelas viagens de Natal e Ano Novo. A projeção considera a movimentação nos modais rodoviário, aeroportuário e marítimo sob gestão da empresa em todo o país.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
A expectativa envolve 17 terminais rodoviários distribuídos por sete estados, 16 aeroportos com operações regulares nas cinco regiões brasileiras e o Terminal Turístico Náutico da Bahia (TTNB), em Salvador.
Rodoviárias concentram maior fluxo
O modal rodoviário deve responder pela maior parte da movimentação, com previsão de mais de 2,7 milhões de passageiros.
Em São Paulo, os terminais Tietê, Barra Funda e Jabaquara devem receber cerca de 1,2 milhão de viajantes, em mais de 36,3 mil partidas e chegadas, incluindo 8.174 ônibus extras. No interior paulista, os terminais de Campinas, Ribeirão Preto e Jundiaí somam expectativa de 233,5 mil passageiros, com 228 viagens adicionais.
No Rio de Janeiro, a Rodoviária do Rio — segundo maior terminal rodoviário da América Latina — projeta 765,8 mil viajantes em 24,6 mil operações, com 8 mil viagens extras no período.
No Centro-Oeste, os terminais de Brasília (DF) e Campo Grande (MS) devem atender cerca de 207,6 mil passageiros, incluindo 404 viagens adicionais.
Já a Divisão Terminais Norte estima 309,6 mil embarques e desembarques em cidades como Fortaleza, Recife, Aracaju, Petrolina, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde e Serra Talhada, com destaque para Recife, que projeta crescimento de quase 12%, e Fortaleza, com alta estimada de 5%.
Aeroportos crescem quase 10%
No modal aéreo, a Socicam prevê cerca de 671 mil passageiros e 5.098 voos nos 16 aeroportos com operações regulares, número que representa crescimento próximo de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
No Norte, os aeroportos internacionais de Belém e Macapá devem movimentar quase 207 mil passageiros. Em Belém, o crescimento projetado é de 8%, enquanto Macapá deve registrar alta de 11%. Sob gestão da Centro-Oeste Airports (COA), os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta somam expectativa de 140,1 mil passageiros, também com avanço de 10%.
Na Bahia, os aeroportos de Ilhéus, Vitória da Conquista, Comandatuba e Porto Seguro devem atender 234,8 mil passageiros, quase 28 mil a mais que no ano anterior. Vitória da Conquista se destaca, com crescimento de 89% no número de passageiros.
Já no interior paulista, os aeroportos de São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Araçatuba devem receber 56,2 mil viajantes. Em Chapecó (SC), Zona da Mata (MG) e Caldas Novas (GO), a projeção é de 32,8 mil passageiros, com Chapecó registrando alta próxima de 19%.
Movimento intenso também no modal marítimo
Em Salvador, o Terminal Turístico Náutico da Bahia (TTNB) espera receber 201,7 mil passageiros entre Natal e Ano Novo, crescimento estimado em 10% na comparação anual.
Para Wanderley Galhiego Júnior, diretor de Relações Institucionais da Socicam, o período reforça o papel estratégico da mobilidade. “A Socicam contribui para que essas jornadas aconteçam com conforto, segurança e eficiência, a partir de uma atuação baseada em planejamento, infraestrutura preparada e equipes comprometidas”, afirma.
Sobre a Socicam
Com 53 anos de atuação, a Socicam é líder em infraestrutura de mobilidade no Brasil e responde pela gestão de terminais rodoviários, aeroportuários, urbanos e portuários em todas as regiões do país. A empresa atende, em média, mais de 130 milhões de pessoas por mês, somando mais de 5 milhões de partidas de ônibus, aviões e embarcações.
Aeroporto Santos Dumont está no centro do debate sobre a coordenação aeroportuária no Rio de Janeiro. - Crédito: divulgação
O trade turístico do Rio de Janeiro acompanha com cautela o anúncio do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sobre a ampliação do teto de passageiros do Aeroporto Santos Dumont entre 1 milhão e 1,5 milhão em 2026. A sinalização ocorre após dois anos de limites operacionais no terminal, adotados como parte da estratégia de coordenação aeroportuária para reequilibrar o sistema do Rio e impulsionar a recuperação do RIOgaleão.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
Desde o início da coordenação entre os aeroportos, em outubro de 2023, os números indicam resultados expressivos. O Galeão registrou crescimento superior a 50% no volume de passageiros no primeiro trimestre de 2025 e, entre janeiro e julho, recebeu quase 10 milhões de viajantes — mais de 3,2 milhões acima do mesmo período de 2024, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil.
No acumulado entre 2023 e 2025, a movimentação conjunta do Santos Dumont e do Galeão avançou 21%. O índice supera o crescimento nacional no período, que foi de 13% quando excluídos os dados do Rio de Janeiro.
Movimento de passageiros no Galeão cresceu após a implementação da política de coordenação entre os aeroportos. Crédito: divulgação
Para as entidades do trade, os resultados reforçam a importância da política de coordenação e restrição de voos para garantir conectividade, fortalecer a malha aérea e ampliar o fluxo de passageiros e cargas, com impactos diretos no desenvolvimento econômico da cidade, do estado e do país.
“O que os números mostram é que a coordenação aeroportuária funciona. O Rio cresceu acima da média nacional, recuperou o Galeão e ampliou sua capacidade de atrair turistas e negócios. Qualquer decisão sobre o Santos Dumont precisa preservar esse equilíbrio, que é estratégico não apenas para o turismo, mas para toda a economia”, afirma Marcelo Siciliano, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro.
Na mesma linha, Marcelo Conde, presidente da Associação Rio Vamos Vencer, destaca que a política adotada nos últimos anos trouxe previsibilidade e resultados concretos. Segundo ele, é fundamental que o prefeito Eduardo Paes dialogue com o governo federal para evitar um possível retrocesso.
“A restrição de voos no Santos Dumont nunca foi um entrave ao crescimento, mas um instrumento de ordenamento do sistema. A coordenação ampliou a conectividade do Rio, fortaleceu o Galeão e gerou efeitos positivos em toda a cadeia do turismo. Prova disso é a marca de 9 milhões de turistas internacionais que o país atingiu este ano, número 40% superior ao recorde anual anterior”, enfatiza Conde.
O presidente-executivo do Visit Rio, Luiz Strauss, também vê com preocupação a sinalização de aumento no fluxo do Santos Dumont.
“A medida pode representar um retrocesso após um esforço robusto e bem-sucedido de coordenação entre os aeroportos, construído ao longo dos últimos dois anos. Como principal aeroporto internacional e hub aéreo do Rio, o Galeão é estratégico para a conectividade, a atração de eventos, o turismo e os negócios. Qualquer mudança precisa ser amplamente debatida e avaliada com responsabilidade, para não comprometer avanços já consolidados”, conclui Strauss.
Avanços tecnológicos, que proporcionam maior digitalização à jornada do viajante e maior aproximação com o canal distribuidor, tendo como foco o agente de viagens, fortaleceram a operação da Europ Assistance Brasil, em 2025.
Por: Cecília Fazzini, especial para o DIÁRIO
Em entrevista ao DIÁRIO DO TURISMO, Rogerio Guandalini, Diretor Executivo Comercial, Marketing e Produtos da empresa – próxima de completar três décadas de atuação em território nacional – destaca a importância do negócio Travel para o grupo segurador. Reitera o projeto de ampliação significativa do segmento, nos próximos quatro anos, que inclui novas contratações, já a partir do próximo exercício.
DIÁRIO – Qual o balanço do ano de 2025, em relação a desempenho/resultados comparado com 2024, ganhos obtidos no mercado, performance do produto?
Rogerio Guandalini – “Em 2025, a Europ Assistance Brasil consolidou um ciclo de fortalecimento comercial e estratégico em relação a 2024, com foco em crescimento sustentável e expansão de presença no mercado de seguro-viagem. O ano foi marcado por ganhos relevantes em posicionamento, maior proximidade com o trade turístico, ampliação da estrutura comercial e operacional e evolução contínua do portfólio de produtos. A participação ativa em feiras, roadshows e encontros com o mercado contribuiu para captar insights, aprimorar processos e alinhar soluções às demandas reais dos parceiros e clientes, em linha com a ambição de triplicar o negócio de seguro-viagem até 2030”.
DT – A tônica da empresa tem sido a de intensificar a oferta de soluções digitais. Qual o saldo desse esforço no exercício que está encerrando e quais os próximos passos nesta direção?
Guandalini – “Avançamos de forma estruturada na digitalização da jornada do viajante e na construção de um ecossistema de cuidado integrado, no qual tecnologia, inovação e atendimento humanizado caminham juntos. O lançamento da nova plataforma de atendimento, o fortalecimento da governança clínica e a ampliação da curadoria médica global foram marcos importantes desse processo. Para os próximos passos, o foco está em escalar essas soluções, ampliar o acesso à telemedicina internacional 24 horas e à prescrição médica válida em outros países, além de integrar ainda mais os serviços para oferecer uma experiência cada vez mais eficiente ao cliente e aos parceiros”.
“Avançamos de forma estruturada na digitalização da jornada do viajante e na construção de um ecossistema de cuidado integrado, no qual tecnologia, inovação e atendimento humanizado caminham juntos”. Rogerio Guandalini, Diretor Executivo Comercial, Marketing e Produtos da Europ Assistance Brasil
DT – Especificamente no segmento Travel – presença estratégica no mercado brasileiro de viagens -, quais as principais realizações no ano? Há crescimento na parceria com o canal distribuidor – agências de viagens e outras frentes, para ampliar a capilaridade do produto? Qual o cenário para a empresa?
Guandalini – “Ampliamos de forma significativa nossa presença estratégica no mercado brasileiro de viagens em 2025, com foco claro no fortalecimento junto aos agentes de viagens e as agências de viagens. Investimos em relacionamento, capacitação e tecnologia, oferecendo aos profissionais do trade mais autonomia, transparência e controle sobre suas vendas. Entre as principais realizações do ano estão as ações no turismo marítimo, como a implementação das Áreas Protegidas em portos estratégicos durante a alta temporada e a parceria com a PromoAção, que garantiu cobertura médica a mais de 77 mil passageiros. O cenário para a empresa é de expansão sustentada, com crescimento da capilaridade e diversificação dos canais de distribuição”.
DT – Qual a avaliação a respeito do mercado de seguro-viagem atual? Está se modernizando? Se encontra mais competitivo? Qual o panorama em relação ao número de players? Há uma nova onda despontando no setor?
Guandalini – “O mercado de seguro-viagem vive um momento claro de transformação e modernização. Trata-se de um ambiente mais competitivo, com aumento do número de players, mas também mais maduro e exigente. O viajante busca, cada vez mais, soluções que vão além da cobertura tradicional, valorizando agilidade, qualidade do atendimento e acesso a redes médicas globais. Observamos uma nova fase do setor, marcada pela digitalização dos serviços, pela integração de soluções de cuidado e pela diferenciação, baseada na experiência ao longo de toda a jornada do viajante”.
“O viajante busca, cada vez mais, soluções que vão além da cobertura tradicional, valorizando agilidade, qualidade do atendimento e acesso a redes médicas globais”. Rogerio Guandalini, Diretor Executivo Comercial, Marketing e Produtos da Europ Assistance Brasil
DT – O que vem pela frente em 2026? Novos projetos, produtos, parcerias, estratégias?
Guandalini – “Para 2026, projetamos a continuidade e aceleração da estratégia de crescimento iniciada em 2025. Estão previstas novas campanhas e iniciativas voltadas aos parceiros, especialmente ao canal de agências de viagens, além de investimentos contínuos em inovação, digitalização e expansão da capacidade operacional. A ampliação do time comercial de Travel e a contratação de profissionais nas áreas de atendimento, reembolso e faturamento sustentam esse plano. O foco segue alinhado à meta de longo prazo de triplicar o negócio de seguro-viagem até 2030, consolidando a empresa como referência em soluções completas de cuidado ao viajante”.
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