Iniciativa já está presente em 24 bases da companhia e utiliza equipamentos em solo para diminuir o gasto de combustível e as emissões de carbono
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
A Azul ampliou seu programa de eficiência operacional APU Zero para o Aeroporto Internacional de Maceió, em Alagoas. A iniciativa, implantada na base em 13 de outubro, busca reduzir o consumo de combustível e as emissões de carbono durante a permanência das aeronaves em solo.
Com a inclusão de Maceió, o projeto passa a funcionar em 24 bases da companhia aérea no Brasil. A expectativa é diminuir de 80% para 46% o tempo de utilização da Unidade Auxiliar de Potência (APU) na operação alagoana.
Como funciona o programa APU Zero da Azul
A Unidade Auxiliar de Potência (APU) é um equipamento instalado nas aeronaves que fornece energia elétrica e auxilia na climatização enquanto os aviões estão estacionados. Seu funcionamento, entretanto, exige consumo de combustível.
Para reduzir essa necessidade, o programa APU Zero utiliza equipamentos externos de fornecimento de energia e climatização, em parceria com os aeroportos. Dessa forma, as aeronaves podem permanecer em solo com menor dependência da unidade auxiliar.
Em Maceió, a operação começou com um equipamento de apoio, cuja utilização está estimada em cinco horas diárias. A Azul também prevê a possibilidade de instalar uma segunda unidade no futuro, o que poderia reduzir a utilização da APU para 15% do tempo de permanência das aeronaves.
Daniel Tkacz, vice-presidente de Operações da Azul, explica que a ampliação faz parte de uma estratégia de modernização dos procedimentos operacionais da companhia.
“Levar o APU Zero para Maceió reforça a estratégia de ampliar a eficiência operacional de forma gradual e estruturada. A iniciativa combina tecnologia, infraestrutura aeroportuária e disciplina operacional para reduzir o uso de combustível em uma etapa importante da operação das aeronaves”, destaca Daniel Tkacz.
Programa acumula economia de 122 milhões de quilos de combustível
Além da expansão para novas localidades, a Azul destaca os resultados obtidos desde o início da implantação do programa.
Segundo dados divulgados pela companhia, o APU Zero já proporcionou uma economia acumulada de 122 milhões de quilos de combustível, além de evitar a emissão de aproximadamente 322 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂).
Para dimensionar o volume economizado, a empresa afirma que o combustível poupado equivale ao necessário para realizar cerca de 63 mil voos na ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A expansão para Maceió integra esse esforço de otimização, com possibilidade de ampliar a infraestrutura conforme a demanda operacional do aeroporto.
“Cada nova base incorporada ao programa amplia o potencial de ganhos de eficiência da nossa operação. Em Maceió, começamos com uma estrutura inicial e já temos a possibilidade de ampliar essa capacidade, o que mostra como o programa pode evoluir de acordo com as características e as necessidades de cada aeroporto”, reforçou Tkacz.
APU Zero já está presente em 24 aeroportos brasileiros
Com a entrada de Maceió, o programa alcança diferentes regiões do país, incluindo aeroportos que concentram parte importante das operações domésticas da Azul.
Entre as bases contempladas estão Viracopos, em Campinas, principal centro de conexões da companhia, além de Congonhas, Guarulhos, Confins, Recife, Brasília e Manaus.
O projeto também está presente nos aeroportos de Belém, São Luís, Fortaleza, Natal, Salvador, Cuiabá, Goiânia, Vitória, Ribeirão Preto, Galeão, Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Curitiba, Navegantes, Florianópolis e Porto Alegre.
A companhia pretende continuar expandindo o APU Zero para outras bases, conforme a disponibilidade de infraestrutura e as necessidades de cada operação.
A medida integra as ações da Azul voltadas à eficiência no uso de combustível, à redução de custos operacionais e à diminuição dos impactos ambientais das atividades aeroportuárias.





