Um turista de 60 anos foi morto por um elefante selvagem no Parque Nacional de Khao Yai, na Tailândia, na manhã de segunda‑feira (2), quando acampava no local e foi atacado pelo animal. O ataque ocorreu nas primeiras horas do dia no setor de acampamento, na província de Nakhon Ratchasima, no centro do país. REDAÇÃO com agências internacionais.
Elefante em Khao Yai ataca e mata turista no acampamento
Segundo autoridades do parque, a vítima — identificada como Jirathachai Jiraphatboonyathorn, residente da província de Lop Buri — foi surpreendida pelo elefante enquanto se exercitava ou caminhava próximo à sua barraca no início da manhã, por volta das 5h30. O animal selvagem, um elefante‑touro conhecido localmente como Plai Oi Wan, o agarrou com a tromba, arremessou‑o ao solo e o pisoteou repetidas vezes, causando ferimentos fatais.
Testemunhas relataram que a esposa da vítima conseguiu escapar e chamar ajuda, enquanto outros campistas observavam a cena com horror, sem poder intervir por causa da ameaça representada pelo animal. Equipes de resgate confirmaram múltiplas fraturas e ferimentos graves no homem.
Autoridades do parque e oficiais do Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas afirmaram que este é o terceiro ataque fatal ligado ao mesmo elefante em Khao Yai nos últimos anos — e especulam que ele pode ter causado outros incidentes ainda não documentados. Uma reunião foi agendada ainda esta semana para decidir se o animal será realocado ou submetido a técnicas de modificação de comportamento para reduzir o risco de novos ataques.
Cresce o conflito entre humanos e elefantes
Os conflitos entre humanos e elefantes selvagens na Tailândia vêm aumentando, impulsionados pelo crescimento da população desses animais — que mais que dobrou na última década — e pela expansão de áreas turísticas e trilhas em zonas naturais. Desde 2012, mais de 220 mortes humanas foram atribuídas a ataques de elefantes selvagens no país, segundo dados oficiais, refletindo uma tendência preocupante nas áreas de fronteira entre habitats naturais e acampamentos.
Especialistas em vida selvagem alertam que a temporada seca, quando a busca por alimentos e água leva os elefantes a se aproximarem de áreas frequentadas por turistas, eleva ainda mais o risco de encontros fatais. Medidas de gestão, como rastreamento por GPS, barreiras acústicas, treinamentos específicos e maior patrulhamento estão sendo consideradas para equilibrar a segurança dos visitantes e a conservação desses animais, que são espécie ameaçada segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).




