Tecnologia reduziu em 43% as áreas atingidas por incêndios, diminuiu o consumo de combustível e reforçou o monitoramento de fauna no terminal mineiro
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
O uso de drones em inspeções operacionais levou o BH Airport a conquistar, pela sexta vez, o Green Airport Recognition, concedido pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC). A tecnologia ajudou a reduzir em 43% as áreas atingidas por incêndios florestais no sítio aeroportuário e evita a emissão anual estimada de 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente.
Além do impacto no combate a incêndios, os drones substituíram parte das rondas realizadas por veículos, gerando economia estimada de 13 mil litros de gasolina por ano. O monitoramento aéreo também passou a ser utilizado no gerenciamento do risco de fauna, contribuindo para uma redução de 3,5% nos eventos envolvendo animais e aeronaves.
O reconhecimento foi entregue durante a Assembleia Anual da ACI-LAC, realizada em Lima, no Peru. Johann Gigl, CEO da Zurich Airport Latin America, representou o BH Airport na ocasião.
“Este novo reconhecimento reforça a consistência de uma agenda que integra sustentabilidade, inovação e segurança operacional. Mais do que incorporar uma nova tecnologia, reorganizamos processos para transformar imagens e dados em prevenção, acelerar respostas e direcionar pessoas e recursos com maior precisão. Os ganhos ambientais são expressivos, mas o principal avanço está em uma operação mais preditiva, capaz de antecipar riscos e responder aos efeitos de eventos climáticos extremos”, celebra o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.

Drones ajudam a prevenir incêndios no BH Airport
Os drones foram incorporados à rotina operacional do aeroporto em 2024 e passaram a ampliar o alcance das inspeções, principalmente em áreas extensas ou de difícil acesso.
Equipados com câmeras de alta definição e sensores térmicos, os aparelhos fornecem informações sobre as condições do terreno antes mesmo da mobilização de equipes, veículos e outros equipamentos.
Durante os períodos de estiagem, por exemplo, as imagens aéreas ajudam a identificar focos de calor e áreas de vegetação mais suscetíveis ao fogo. A partir dessas informações, as equipes conseguem estabelecer prioridades de atuação e planejar os aceiros, faixas abertas na vegetação para dificultar o avanço das chamas.
Segundo o aeroporto, a combinação entre detecção antecipada, análise das imagens e atuação direcionada permitiu reduzir em 43% as áreas atingidas por incêndios florestais.
Tecnologia também reforça segurança contra risco de fauna
Outra frente beneficiada pelos drones é o gerenciamento da fauna no entorno do aeroporto. A visão aérea permite identificar concentrações de aves, ninhos localizados em árvores, torres ou antenas e possíveis pontos de alimentação ou abrigo de animais.
Com esse mapeamento, as equipes podem direcionar ações de dispersão, captura e manejo e antecipar situações que representem risco para a movimentação das aeronaves.
Desde a implementação desse modelo de inspeção, o BH Airport registrou redução de 3,5% nos eventos envolvendo fauna e aeronaves.
Economia de combustível e redução de emissões
A utilização das imagens antes do deslocamento das equipes também diminuiu a necessidade de percorrer grandes trechos do sítio aeroportuário com veículos.
A estimativa é que aproximadamente 13 mil litros de gasolina deixem de ser consumidos anualmente. A redução representa cerca de 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente que deixam de ser lançadas na atmosfera a cada ano.
A iniciativa faz parte do plano de descarbonização do BH Airport, que estabelece como objetivo zerar as emissões diretas do empreendimento até 2044, último ano da atual concessão.
O projeto também está relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9 e 13 da Organização das Nações Unidas, ligados, respectivamente, à inovação e infraestrutura e às ações de enfrentamento das mudanças climáticas.
Sexto reconhecimento ambiental do aeroporto
Na edição de 2026, o Green Airport Recognition estimulou aeroportos da América Latina e do Caribe a apresentarem projetos relacionados ao tema “Inteligência Artificial e Inovação para a Sustentabilidade Aeroportuária”.
A iniciativa da ACI-LAC busca destacar tecnologias que apresentem resultados em áreas como descarbonização, economia circular, adaptação climática e eficiência ambiental.
Na avaliação, são considerados aspectos como resultados ambientais, nível de inovação, participação das diferentes áreas das empresas e envolvimento da alta liderança.
Os projetos escolhidos recebem o selo de Aeroporto Verde e passam a integrar uma base de boas práticas ambientais compartilhada entre aeroportos da América Latina e do Caribe.
Em 2025, o BH Airport já havia sido reconhecido pelo projeto Passagem de Fauna, iniciativa dedicada à proteção da biodiversidade, monitoramento de animais e gestão sustentável da área aeroportuária.
Com a nova conquista, o terminal mineiro chega ao sexto Green Airport Recognition, desta vez com uma iniciativa que une tecnologia, redução de emissões, prevenção de incêndios e segurança operacional.




