A Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) participou pela primeira vez de uma reunião do Conselho Estadual de Turismo de São Paulo (Conturesp), realizada em 9 de junho, na Secretaria de Turismo do Estado. A presença da entidade marca um novo passo em sua estratégia de fortalecimento institucional e de participação ativa nas discussões que influenciam o futuro do setor turístico paulista.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias
O encontro reuniu representantes do poder público, da academia e da iniciativa privada para debater temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do turismo. Entre os destaques da pauta estiveram o uso de dados para formulação de políticas públicas, por meio do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), e os desafios relacionados à qualificação profissional e à retenção de talentos.
Alagev reforça atuação junto às políticas públicas
Para a presidente da Alagev, Joyce Macieri, a participação da associação no conselho representa uma oportunidade de aproximar o setor privado das decisões que impactam diretamente a cadeia de viagens e eventos corporativos.
“A participação da Alagev no Conturesp reforça nosso compromisso em contribuir ativamente para a construção de um turismo mais competitivo, sustentável e preparado para o futuro. Estar presente nesses espaços de diálogo é fundamental para aproximar o setor privado das políticas públicas e ampliar as discussões sobre os desafios que impactam toda a cadeia de viagens e eventos corporativos”, afirma Joyce Macieri.
Qualificação sozinha não resolve o problema
Durante os debates, foram apresentados projetos como o mapeamento de mais de 300 iniciativas de turismo acessível em São Paulo, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o governo estadual, além dos avanços da Academia do Turismo SP, programa voltado à capacitação profissional e ao enfrentamento da falta de mão de obra no setor.
Representando a Alagev, a diretora-executiva Luana Nogueira destacou que a qualificação profissional é essencial, mas não suficiente para solucionar os desafios relacionados à retenção de talentos.
“A capacitação, única e exclusivamente, não será a chave da questão. Temos uma mão de obra sensível à remuneração e empresas que enfrentam desafios crescentes para reter talentos em um cenário de margens cada vez mais pressionadas”, afirmou.
Carreira e renda entram no centro do debate
Segundo Luana, o turismo depende diretamente da qualidade dos serviços prestados e da experiência oferecida aos viajantes, o que torna a valorização dos profissionais uma questão estratégica para a competitividade das empresas.
A executiva defendeu a construção de ações conjuntas entre iniciativa privada e poder público para ampliar oportunidades de crescimento profissional e melhorar as condições de permanência dos trabalhadores no setor.
“Precisamos construir, entre iniciativa privada e poder público, caminhos que favoreçam uma melhor distribuição de renda e permitam o desenvolvimento de planos de carreira consistentes. O profissional precisa enxergar perspectivas de crescimento dentro do setor. Quando isso não acontece, a migração entre empresas e até a mudança para outro setor se dá até por pequenas diferenças salariais”, destacou.
Turismo precisa atrair novas gerações
Outro ponto levantado pela dirigente foi a necessidade de tornar o turismo mais atrativo para os jovens profissionais. Para ela, o setor precisa oferecer oportunidades de desenvolvimento, identificação com a atividade e perspectivas de longo prazo.
Ao avaliar a participação da entidade no Conturesp, Luana ressaltou a importância de discutir o turismo de forma integrada, considerando fatores econômicos, tecnológicos e humanos.
“O turismo precisa ser pensado de forma integrada. Formação profissional, tecnologia, competitividade e valorização das pessoas são temas que caminham juntos. Participar dessas discussões é fundamental para construirmos um setor mais forte, sustentável e preparado para os desafios dos próximos anos”, concluiu.




