Apresentado a investidores possíveis negócios em 22 aeroportos regionais de São Paulo

Governo de SP apresenta a investidores oportunidades de negócios com concessão dos 22 aeroportos regionais paulistas 

EDIÇÃO DO DIÁRIO com Secom/SP


Foram apresentadas nesta terça-feira (15), a empresários e investidores do setor aéreo oportunidades de negócios que serão geradas a partir da concessão dos 22 aeroportos regionais paulistas.

“A concessão dos aeroportos regionais de São Paulo é uma ótima oportunidade para investidores que já atuam nos modais de transporte, incluindo o aéreo. São Paulo tem alguns dos aeroportos regionais com mais movimento do país e o maior mercado de aviação do Brasil”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria.

Os investimentos previstos por parte da iniciativa privada em 30 anos de concessão são de R$ 447 milhões. Os aeroportos estão divididos em dois blocos – Noroeste e Sudeste.

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“Os aeroportos regionais estão localizamos em pontos estratégicos e oferecem as condições para acelerar o desenvolvimento econômico do nosso Estado. Atrair a iniciativa privada para o modelo de concessão traz benefícios para todos. Ganha a população, ganham os investidores e ganha o Estado”, disse o Secretário de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto.

Além do fomento ao desenvolvimento da aviação regional, uma das grandes vantagens da concessão dos aeroportos à iniciativa privada é a desoneração do estado, aliada à realização de investimentos nos ativos aeroportuários. Isso melhora a qualidade dos serviços disponíveis à população paulista e incentiva o desenvolvimento da economia ligada ao setor.

Concessão 

Dos 22 aeroportos, seis já contam com serviços de aviação comercial regular e 13 têm potencial de se desenvolver como novas rotas regulares durante a concessão. Estão divididos em dois lotes, submetidos ao processo de licitação internacional. Juntos, os dois grupos movimentam atualmente 2,4 milhões de passageiros por ano, considerando embarques e desembarques. Estimativas técnicas apontam crescimento significativo dessa movimentação, considerando a realização de investimentos e o fomento à aviação regional, com mais de 8 milhões de passageiros por ano ao longo dos 30 anos de contrato de concessão.

A concessão à gestão da iniciativa privada prevê a prestação dos serviços públicos de operação, manutenção, exploração e ampliação da infraestrutura aeroportuária estadual, que está atualmente sob gestão e operação do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo). A ARTESP passa a ser agência reguladora do contrato de concessão.

Contrato 

Com caráter de concorrência internacional e prazo de operação de 30 anos, o contrato prevê modelo de remuneração tarifária e não tarifária, por meio da exploração de receitas acessórias, como aluguéis de hangares ou atividades comerciais, no terminal, restaurantes e estacionamento, ou pela realização de investimentos para exploração de imobiliária, com grande potencial para o desenvolvimento de novas atividades e negócios em torno dos aeroportos.

 “O maior perigo em tempos turbulentos não é a turbulência em si, mas agir com a lógica do passado. Temos que olhar para o futuro. A concessão dos aeroportos regionais é um importante movimento para atração de novos investimentos para São Paulo. O interior paulista tem mais de 23 milhões de habitantes, número próximo ao de habitantes da Austrália, por exemplo. Melhorar sua conexão com o resto do Brasil e do mundo facilita a atração de novas empresas, o que evidencia a relevância estratégica deste projeto para São Paulo e para a InvestSP”, destacou o Pesidente da InvestSP, Gustavo Junqueira.

Leilão 

 O edital de concorrência internacional para leilão da concessão dos 22 aeroportos regionais foi publicado em abril e o leilão está previsto para acontecer no dia 15 de julho, na sede da B3, em São Paulo.

Poderão participar da licitação empresas nacionais ou estrangeiras, consórcios, instituições financeiras e fundos de investimentos. E, além de apresentar a maior proposta de outorga fixa, o vencedor terá de comprovar qualificação técnica em gestão aeroportuária, seja da própria empresa ou consórcio, ou de pessoas de sua equipe ou mesmo por meio de subcontratação qualificada.

Serão vencedores de cada um dos lotes os concorrentes que apresentarem a maior oferta de outorga fixa. O concessionário vencedor deve fazer investimentos obrigatórios nos aeroportos já na primeira fase da concessão, nos primeiros quatro anos. Os demais investimentos na modernização e ampliação da infraestrutura estão previstos ao longo do período contratual.

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