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Inglaterra propõe trazer setor marí­timo para o mercado de carbono

A Inglaterra lançou uma consulta sobre possíveis mudanças em seu sistema de comércio de emissões, incluindo a adição do setor marítimo, além do de aviação e indústria pesada, para ajudá-la a cumprir sua meta de emissões zero, segundo documentos publicados nesta sexta-feira (25) pelo governo.

Agências internacionais com EDIÇíO DO DT


A Inglaterra lançou um sistema de comércio de emissões domésticas (ETS) em maio do ano passado para substituir o ETS da União Europeia depois que deixou o bloco

O esquema abrange cerca de 1.000 usinas, fábricas e companhias aéreas que representam cerca de um terço das emissões britânicas.

O transporte marítimo até agora não foi incluído no regime britânico ou na UE, e a União Europeia também está buscando cobrar deste tipo de transporte por suas emissões diante da resistência de alguns na indústria.

“Propomos incluir o transporte marítimo doméstico dentro do regime de comércio de emissões do Reino Unido até meados da década de 2020 e pretendemos fornecer mais detalhes sobre o tempo de implementação ainda este ano”, diz o documento de consulta do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial.

A consulta disse que também buscará ajustar o limite no ETS a partir de 2024 para alinhá-lo à meta do país de atingir emissões líquidas zero até 2050.

Os subsídios de carbono de referência no regime britânico estão sendo negociados em torno de 77 libras (US$ 101,50) por tonelada, com o contrato equivalente da UE em torno de 78 euros (US$ 85,91) por tonelada.

“Estamos abertos à possibilidade de vincular o ETS do Reino Unido internacionalmente e continuaremos a trabalhar em colaboração com outras jurisdições”, diz o documento.

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