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*As verdades por trás do livro “O Pequeno Prí­ncipe” na ótica da pesquisadora Nathalie Prince*

Somos apaixonados por toda a história e diferentes significados e lições do livro do principezinho viajante. Inclusive, recentemente, descobrimos uma teoria que queremos compartilhar com nossos leitores.

Segundo a professora de literatura Nathalie Prince, a obra de 81 anos de Saint-Exupéry seria uma autobiografia. Ela escreveu sua investigação intitulada “Saint-Exupéry, vento no coração”.

O livro, com 100 páginas, sustenta uma hipótese considerada ousada, onde Saint-Exupéry e o Pequeno Príncipe são a mesma pessoa, e sendo assim, a obra infantil é a crônica de sua morte anunciada.

As semelhanças entre vida real e ficção começam com os 43 ou 44 pores do sol encontrados no livro que na verdade, em sua visão, significam a idade da sua morte prevista pelo próprio autor. Em 1943 ele entrega o manuscrito do principezinho aos seus editores e vai para a guerra.

Além do próprio pequeno príncipe ser a versão criança dele, e o piloto ser sua versão adulta, há mais teorias de que outros personagens em O Pequeno Príncipe, também representavam uma faceta do escritor. O rei significaria o papel de aristocrata de nascimento, os personagens vaidoso, o bêbado, o empresário, o acendedor de lampiões e o geógrafo também são uma parte de seu criador.

A pesquisadora sustenta que Saint-Exupéry planejou sua própria morte. Ao devolver o manuscrito e as aquarelas, “saiu para finalizar seu projeto literário, para se juntar ao seu personagem”, o que de um ponto de vista pode fazer sentido, já que no livro, o principezinho se encontra com a morte, a sua única forma de voltar para casa.

Parece suicídio, algo tão dramaticamente planejado, além de uma renúncia a sua rosa Consuelo, por se sentir “eternamente responsável por isso”.

Há indícios disso, como em uma carta escrita para sua esposa em 1943: “Talvez eu reencontre o Pequeno Príncipe”. A pesquisadora dá mais um nó em nossas cabeças, de que ele iria se unir para sempre com a sua versão criança, ou que iria procurar por seu irmãozinho François, um luto ao seus 17 anos.

  • Crédito: José Augusto Cavalcanti Wanderley
  • Colaborou: Nicole B. Vieira da Rocha Santos

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