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Concessionária de aeroporto Galeão devolve concessão

A Changi, empresa de Cingapura que controla a concessionaria que administra o Aeroporto Internacional do Galeão, protocolou na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um pedido para deixar o negócio.

REDAÇíO DO DT


A concessionária RIOGaleão anunciou nesta quinta-feira (10) que apresentou ao governo pedido de devolução do aeroporto internacional Tom Jobim, citando impactos da crise da economia e da Covid-19 sobre o setor de aviação.

O Galeão foi concedido para a iniciativa privada em 2013, com um lance de R$ 19 bilhões de um consórcio que incluiu a Odebrecht, hoje Novonor. O valor foi quase quatro vezes maior que o definido no edital. O prazo do contrato iria até 2039.

A decisão da Changi de sair do Brasil acontece após a Anac negar, no início do mês, um pedido de reequilíbrio financeiro do aeroporto.

O valor definido no requerimento do Galeão de R$ 7,5 bilhões é quase metade de todo a outorga prevista ao longo do contrato de concessão que é de R$ 19 bilhões. Em valores atualizados, são R$ 30 bilhões. Portanto, a empresa teria que pagar R$ 1 bilhão por ano.

“O RIOgaleão continuará mantendo os padrões de segurança e qualidade na operação aeroportuária e honrará os compromissos e contratos com seus funcionários, credores, lojistas e fornecedores ao longo de todo o processo de relicitação”, disse a concessionária, em nota.

 

 

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