quinta-feira, junho 25, 2026
InícioBlog do DiárioDonos da 123milhas são proibidos de deixar o paí­s,...

Donos da 123milhas são proibidos de deixar o paí­s, diz Justiça

O juiz federal Edison Grillo, da 3ª Vara Criminal de Belo Horizonte, proibiu os irmãos Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, donos das 123milhas, de deixarem o país. As informações são da FolhaPress.

A decisão, publicada nesta sexta-feira (1º), atende ao pedido do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), presidente da CPI (Comissão Parlamentar Inquérito) de Pirâmides Financeiras. No despacho, o magistrado também autorizou a condução coercitiva dos sócios para prestar depoimento à comissão na próxima quarta-feira (6), às 10h.

Um novo agendamento foi feito para o dia seguinte, mas os empresários não apareceram, alegando reunião previamente agendada com o ministro do Turismo Celso Sabino (União Brasil-PA). Os dois cancelamentos irritaram os integrantes da comissão.

Na decisão desta sexta, Grillo considerou que os irmãos têm a obrigação jurídica de comparecer à CPI e que não podem escolher a data para que isso aconteça.

O juiz ainda negou a solicitação para confiscar os passaportes da dupla. Ele considerou que a condução coercitiva dos irmãos Soares Madureira a Brasília, se for necessária, será suficiente. A ordem de permanecer no país vale até às 23h59 de quarta.

Em recuperação judicial, a 123milhas era alvo, até a última quinta-feira (31), de 16.639 judiciais, boa parte delas de consumidores que se sentiram lesados ao comprar pacotes e passagens promocionais que não foram entregues.

A empresa suspendeu bilhetes aéreos vendidos de linha promo, com datas flexíveis, e deixou seus clientes sem a opção de receberem o dinheiro de volta.

Na última terça-feira (29), a empresa entrou com pedido de recuperação judicial e declarou dívidas de R$ 2,3 bilhões.

Conforme levantamento feito pela Folha de S.Paulo com base nos dados enviados pela empresa à Justiça, as cinco maiores ações, que juntas somam R$ 3,6 milhões, foram apresentadas por pessoas físicas. A maior das ações pede indenização de R$ 1,2 milhão. A que está por último na lista das 16.639, pede apenas R$ 6.

No levantamento constam também ações de pessoas jurídicas. A de mais alto valor é do Consórcio Empreendedor do Catuaí Shopping Center Maringá, de R$ 341 mil.

Há também uma ação perpetrada pelo Kijeme Travel Hoteis, dono do resort La Torre em Porto Seguro (BA), no valor de R$ 256 mil. (FOLHAPRESS)

Matérias relacionadas

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique por dentro das notícias de turismo do DT!

Assine nossa newsletter e confira.




    Enriqueça o Diário com o seu comentário!

    Participe e leia opiniões de outros leitores.
    Ao final de cada matéria, em comentários.

    Matérias em destaque