A abertura da emblemática 30ª edição do evento, na manhã desta quinta-feira (7), no Viasoft Experience, em Curitiba (PR), e que se prepara para, até sexta-feira (8), receber um público superior a 6 mil profissionais do setor de viagens e reunir 2 mil agências, marcas da edição anterior, teve sabor extra de comemoração. Nascido como Salão Paranaense do Turismo, há três décadas, o encontro destinado à realização de negócios e networking se consolida como uma das principais feiras do setor no Sul do País.

Geraldo José Zaidan Rocha, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens do Paraná, entidade que está à frente da Expo Turismo Paraná, ao falar aos presentes, recordou o espírito desbravador do modelo embrião do evento, que migrou para o atual patamar. “Temos um formato mais completo e integralmente voltado ao agente”, frisou, complementando as palavras de Ana Carolina Medeiros, presidente da ABAV Nacional, que, por vídeo, enviou mensagem sobre a tenacidade e o relevante papel dos profissionais que atuam no segmento para o desenvolvimento de sua força econômica.

Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba, destacou a aproximação com os profissionais do setor e dissertou sobre os avanços observados na capital com produtos como rota religiosa, atrativos da região metropolitana, Caminho do Vinho de São José dos Pinhais, na região metropolitana, a temporada de inverno e o Natal, cada vez mais reconhecido como ponto alto do calendário do turismo local, sendo que atraiu, no ano passado, cerca de 3 milhões de espectadores. “A receita do turismo em terras curitibanas somou R$ 750 milhões, em 2025”, assinalou o prefeito, ao frisar que o resultado superou largamente as projeções iniciais, que davam conta de um saldo que não ultrapassaria R$ 440 milhões.
A receita do turismo na cidade em 2025 (previsão era de R$ 440 milhões). Pimentel acrescentou que apenas o visitante do Estado foi responsável por um salto no movimento de viajantes que desembarcaram na cidade. Sobre o retorno que o turismo proporciona a Curitiba, informou que cada real investido se converte em 22 reais para os cofres municipais.

O agente como sinônimo de negócios
“Sem o agente de viagens não há venda”, disparou o secretário do Turismo do Paraná, Luciano Bartolomeu, recém-empossado no cargo. Ressaltou os investimentos na infraestrutura e no alto nível da segurança pública do Estado. Acentuou o legado que herdou de seu antecessor, com a criação de 18 territórios com atrativos diferenciados e a seriedade do trabalho dos empreendimentos do setor, no qual fez menção à qualidade ímpar da hotelaria paranaense.

Em tom solene e valendo-se de larga experiência na atividade turística, Darci Piana, vice-governador do Paraná, lembrou que o setor cresce à ordem de 30%, segundo ele, fruto da competência dos atores dessa atividade. Sentenciou que o segmento religioso prospera de forma acentuada, a partir do esforço conjunto de prefeituras, entidades e dos empreendimentos privados. “O Paraná tem se tornado um exemplo no turismo para o restante do País“, acrescentou, ao concluir sobre o potencial da atividade como geradora de riqueza e capaz de sedimentar a comunhão de interesses.





